Praia do Sono: a melhor praia do Rio de Janeiro

Sabe aquela imagem que vem a sua cabeça quando você pensa em uma praia paradisíaca? Aquela, capa de revista de viagem…

É exatamente disso que estou falando: uma extensa faixa de areia branca; águas cristalinas num delirante mix de azul e verde; uma majestosa cadeia de montanhas de densa mata atlântica; e, ao sair do mar, aquela aguinha doce, como uma fonte de frescor inesgotável. Mais alguns passos, você está sob a aconchegante sombra de grandes amendoeiras, daí é só estender a canga [ou armar sua rede] e relaxar…

Dá para imaginar?

Na face oceânica da península de Paraty, a Praia do Sono, é provavelmente o melhor exemplo de quão maravilhosa é a Costa Verde, região que se divide entre os estados de Rio e SP, e que tem como característica: mata atlântica, lindas cachoeiras e praias paradisíacas, convivendo em perfeita harmonia.

Um conjunto de fatores faz da Praia do Sono um lugar tão especial e bem preservado [fazendo parte da Reserva Ecológica da Juatinga]. Se comparada, por exemplo, a sua vizinha Trindade, a Praia do Sono se mantém muito mais natural, sem acesso de carros e todas consequências que isso traz. Tornando assim o lugar perfeito para aqueles que amam a natureza, pura e simples!

Para se chegar a esse destino fantástico, há basicamente dois caminhos, ambos partem da Vila Oratório, até onde é possível se chegar de carro ou ônibus. O primeiro deles, e mais econômico, consiste em fazer uma trilha de 3 km (1 hora – andando devagar). E a segunda opção, mais confortável, mas que talvez tenha uma fila de espera que pode variar de poucos minutos a algumas horas [dependendo do movimento], que é tomar um barco da Vila Oratório até a Praia do Sono.

Mapa - Acesso Praia do Sono.jpg

Com relação à acomodação, a primeira pedida é escolher um dentre as dezenas de campings da praia, onde é possível dormir ouvindo o barulhinho do mar, ou, para aqueles que não abrem mão de certo conforto, há também a opção de alugar um chalé ou uma casinha.

Uma vez no Sono, não vão faltar opções para se distrair e curtir cada minuto do feriadão.

Tomar banho de mar e relaxar na areia são atividades obrigatórias.

Para os amantes do surf, altas ondas quebram [dependendo da ondulação] ao longo de toda a praia, principalmente no canto direito. Outra possibilidade é fazer uma rápida trilha (30 min) e pegar as clássicas ondas da Praia dos Antigos.

Para quem gosta de se refrescar com aquele banho de água doce, além dos rios que desaguam nas praias (Sono, Antigos e Antiguinhos), a região tem várias cachoeiras legais, como: o Poço do Jacaré, a poucos minutos de caminhada da Praia do Sono; a Cachoeira das Galhetas, que demanda uma agradável caminhada de um pouco mais de uma hora em meio à exuberante mata atlântica; e, para os mais aventureiros, a Cachoeira do Saco Bravo, aquele que deságua no mar [temos um post só sobre ela].

Além da Praia do Sono, propriamente dita, há ainda três praias vizinhas que merecem uma visita. 1°) Praia dos Antigos, um lugar perfeito para passar todo o dia, simplesmente um paraíso [que me faltam palavras para descrever]. 2°) Praia de Antiguinhos, pequenininha e aconchegante, lá você se sente parte da natureza e é como se essa joia tivesse sido colocada ali apenas para o seu deleite. 3°) Ponta Negra, é outro pequeno e rústico vilarejo [sem luz elétrica] onde vale a pena parar para um almoço [com aquele peixinho, camarão ou lula, tudo fresquinho ali do mar].

O Sono é um lugar perfeito para fazer novas amizades com os locais e também com outros turistas. Além disso, nos feriados ou na alta temporada é possível curtir a noite, com programinhas para todos os gostos: reggae, samba, forró, MPB e até eletrônico. Mas para quem gosta mesmo da calmaria… a pedida certa é sentar ao redor de uma fogueira e olhar o céu estrelado, tudo de bom!

O pôr e o nascer do sol são espetáculos a parte!  Cada dia é uma nova dádiva neste cenário, que se modifica e se renova constantemente, pela dança de nuvens e cores, mas que mantém sempre uma atmosfera mágica, que só indo lá para entender e se apaixonar. ❤

Pôr-do-Sol Praia do Sono.jpg

Um fim de semana em Teresópolis

Bem pertinho do Rio de Janeiro, a aproximadamente 1h e 30 min, está a cidade que talvez melhor represente o clima da região serrana do estado. Com diversos atrativos naturais, como vales, cachoeiras e montanhas, Teresópolis ainda preserva aquele jeitinho de cidade pequena, limpa, organizada e aconchegante.

Destino certo dos amantes do montanhismo e demais esportes outdoor, Teresópolis é o principal portal de acesso a um dos mais incríveis parques nacionais do país, o Parque Nacional da Serra dos Órgãos [que é tão legal que vamos escrever um post específico para ele].

cidade

Ao chegar na cidade é literalmente impossível não se admirar com a exuberância das montanhas que a circundam. Nessa paisagem chama atenção o famoso Dedo de Deus, que tamanha sua imponência, é possível claramente avistá-lo a mais de 100 Km dali. Antes mesmo de chegar, ao subir a serra, passando aos pés dessas montanhas colossais, você começará a entender do que estou falando.

Mas como sabemos que nem todo mundo está com tempo e disposição para explorar os atrativos do Parque Nacional, separamos este post para te apresentar dois cantinhos de mais fácil acesso. Ambos estão situados em outra admirável unidade de conservação, o parque Estadual Três Picos.

Cachoeira dos Frades

Localizada no Vale dos Frades, na estrada que liga Teresópolis à Nova Friburgo, numa região sossegada e com muito verde, está a cachoeira que leva o nome do vale, Cachoeira dos Frades.

Os seus grandes degraus formam uma queda de um total de 10 metros de altura, com um bom volume d’água, ideal para aquela massagem. Logo abaixo da queda forma-se uma linda [e bem gelada] piscina natural. Mas temos que dar um desconto, pois fomos no inverno. Os moradores dizem que no verão é mais tranquilo de mergulhar.

Além da queda principal, há diversos outros pontos para nadar e curtir a beleza do local. Se você der sorte de ir, como nós, em um dia que a cachoeira esteja sem muitos visitantes, a pedida ideal é relaxar e aproveitar com bastante calma a energia do lugar, a sombra da linda e tranquila paineira, sentir a leve brisa que corre o vale, ouvir o canto dos pássaros, e, é claro, o barulhinho da água. Paz!

Pedra do Elefante

Uma vista privilegiada para as incríveis escarpas da Serra dos Órgãos e o Dedo de Deus.

A trilha começa bem pertinho do mirante do soberbo. A subida é toda dentro da mata fechada, com muitas arvores e raízes que dão um bom apoio nas partes mais íngremes. Mas não tem nada demais… todo mundo consegue fazer, até porque é bem rápida, uns 40 minutinhos.

Demos uma sorte de conseguir ver boa parte da serra dos órgãos, pois depois de uns 15 minutos que chegamos uma nuvem tomou conta e tudo ficou branquinho.

nuvem1

Pico das Agulhas Negras: rumo ao ponto mais alto do RJ

Não é atoa que o Parque Nacional do Itatiaia é a primeiro parque nacional do Brasil. Situado na divisa entre os estados do Rio de Janeiro e Minas Gerais, o parque apresenta inúmeros atrativos, seja na sua parte alta, com 3 dos 10 picos mais altos do país [um verdadeiro playground para os montanhistas], ou ainda na parte baixa, com cachoeiras e paisagens simplesmente lindas.

Na nossa primeira visita à parte alta escolhemos logo subir o pico mais alto do estado do Rio de Janeiro, famoso por suas rochas de arestas vivas, pelo vento cortante e, é claro, pelas temperaturas negativas.

A aventura já começou no dia anterior à subida do pico. Depois de pegar aquele trânsito de sexta-feira à noite acabamos chegando, não muito bem orientados, à divisa dos estados RJ/MG, de onde saímos da estrada em direção à portaria do parque (uns 13 km em estrada de chão). Como não sabíamos ao certo onde ficava a acomodação que vimos na internet, decidimos procurar algum lugar para dormir próximo à portaria do parque. O problema é que passado da meia noite, no meio do nada, acabamos rodando por horas pela estrada esburacada até por fim, já quase duas da manhã, acharmos um pontinho de luz lá longe, que foi motivo de uma comemoração digna de final de copa do mundo.

Após uma noite de poucas horas de sono, fomos até a entrada do parque para encontrar com o Reginaldo, nosso guia. Para subir o Pico das Agulhas Negras é necessário contratar um guia, pois há vários pontos do percurso que demandam a utilização de cordas e equipamentos de escalada.

O trajeto da portaria até o Pico dura cerca de 3 a 4 horas, dependo do ritmo e do tamanho do grupo. A trilha é super agradável, com visuais incríveis e uma boa dose de desafio à medida que as rochas vão ficando mais inclinadas.

O ponto alto do dia [olha o trocadilho] foi, depois de chegar ao cume, descobrir que para chegar ao cume de verdade [cerca de 1 metro mais alto] e assinar o famoso livro, ainda seria necessário transpor uma íngreme fenda. Ok, “está na chuva é para se molhar”. Fazer mais esse trecho vale muito a pena, pois além do sentimento de missão cumprida, temos a oportunidade de sentir um pouco mais daquela substanciazinha que tanto gostamos [adrenalina].

Na volta como estávamos com o Reginaldo, um guia incrível, que além de passar muita confiança, faz com que estejamos sempre curtindo cada metro do caminho, aproveitamos para fazer mais uns trechos em rapel.

No retorno para a entrada do parque, o corpo já estava tomado pela endorfina. E ao admirar o magnífico cenário a nossa volta, é quase impossível não fazer planos para a próxima visita a este paraíso dos amantes da montanha.

E para fechar, como é de praxe, um mergulho [pelado] nas águas congelantes do córrego que corta o vale, e mais uma parada para contemplar a natureza.

 

Estrada Real: Seguindo o Caminho dos Diamantes

Famosa entre os amantes de aventuras e lindas paisagens, a Estrada Real, com seus mais de 1.600 Km, corta 3 estados, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo. Esta rota recebe esse nome, pois era o trajeto oficial por onde a Corte Portuguesa escoava ouro e diamantes vindos das Minas Gerais.

O caminho percorrido há mais de três séculos, por burros e cavalos, hoje é uma das principais rotas de aventura do Brasil e pode ser percorrido de bike, de moto, de carro e até mesmo a pé, e é dividido em 4 trechos: Caminho dos Diamantes, Caminho Velho, Caminho Novo e Caminho do Sabarabuçu.

0001.png

Como não tínhamos tempo para percorrer toda a Estrada, optamos por começar pelo trecho mais distante: o Caminho dos Diamantes, que vai de Diamantina a Ouro Preto.

São 395 km viajando pela Serra do Espinhaço, com suas paisagens exuberantes, tendo pelo caminho a 3ª maior cachoeira do Brasil [Cachoeira do Tabuleiro], o Parque Nacional da Serra do Cipó [com 109 cachoeiras] e, ainda, um Sítio Arqueológico com pinturas rupestres de milhares de anos. Tá bom ou quer mais?

Além de dar dicas sobre este trecho, queremos compartilhar com você um pouco das emoções dessa viagem, que não foram poucas.

1º dia – Diamantina

Depois de ter dirigido 10 horas e curtido a 1ª noite da viagem dormindo no meio do nada, à beira da estrada, em um acampamento selvagem

Acampamento Selvagem n1.jpg

…chegamos à tão esperada Diamantina.

Em Diamantina não perdemos tempo, fomos logo conhecer o Parque Estadual do Biribiri, que tem vários atrativos super legais.

A primeira parada foi na Cachoeira da Sentinela (7 Km da entrada do Parque), que possui várias quedas e poços de coloração única e águas cristalinas.

Cachoeira Setinela.jpg

Depois de muito banho de rio, seguimos até a bucólica Vila do Biribiri, um ótimo lugar para almoçar e tirar uma pestana.

A vila, uma antiga indústria têxtil, tem casarões históricos, ruas de pedra e uma praça central toda gramada e arborizada, com alguns restaurantes que servem aquela típica comida mineira e cachacinha artesanal. É de dar água na boca!

Próxima parada, Cachoeira dos Cristais (13 km da portaria do parque), com uma queda d’água invejável, que dá até para ficar em pé atrás, e um ótimo poço para mergulhar.

Cachoeira dos Cristais.jpg

2º dia – Curralinho e Milho Verde

Após acabarmos com o café da manhã da pousada [Rs], andamos um pouco mais pelo centro histórico de Diamantina e retiramos nosso passaporte para começarmos efetivamente a Estrada Real.

No caminho passamos pela Gruta do Salitre, local que foi palco de concertos [por sua ótima acústica] e que hoje atrai amantes de esportes radicais, como escalada, rapel e até highline.

Seguindo viagem, paramos para almoçar em Curralinho, e logo que chegamos fomos surpreendidos com a calmaria do lugar… Dá só uma olhada na delegacia! 🙂

Delegacia de Curralinho.jpg

Lá almoçamos no restaurante da Pousada Tropeiro, onde nos sentimos em casa! Local simples e acolhedor. Comida feita na hora e no fogão à lenha.

Descansamos, nos refrescamos na represa de Curralinho e seguimos pela Estrada Real com destino a São Gonçalo do Rio das Pedras.

Por ter chegado no final do dia, só deu tempo de tiramos algumas fotos na Matriz, pegar o carimbo e ir correndo ver o pôr do sol na Cachoeira do Comércio.

3º dia – Milho Verde e Vila do Tabuleiro

Depois de uma noite acampando no meio do nada na estrada para Milho Verde [mais um acampamento selvagem], acordamos com este visual incrível.

Seguimos para Milho Verde e ficamos deslumbrados com o cenário panorâmico da Serra do Espinhaço que se tem por trás da pequena Igrejinha.

Ansiosos para tomar um banho decente [que não tivemos na noite anterior], fomos conhecer a Cachoeira do Moinho, que fica a 2 Km de Milho Verde.

Assim que chegamos, avistamos um poço com uma quedinha d’agua. Ficamos um bom tempo, tomamos nosso banho e só no final que percebemos um fluxo de pessoas transitando na trilha. Quando fomos ver… tinha uma baita cachoeira [lindíssima] com o tal moinho [Rs].

Cachoeira do Moinho.jpg

Neste dia aproveitamos para dar uma esticada na Estrada Real e passamos por Serro, Alvorada de Minas, Tapera, Conceição do Mato Dentro e por fim, já anoitecendo, saímos um pouco da rota e fomos acampar na Vila do Tabuleiro.

4º dia – Vila do Tabuleiro

O camping em que ficamos tinha uma ótima estrutura e fornecia um delicioso café da manhã.

Acordamos cedo e seguimos para o Parque Municipal Ribeirão do Campo, conhecida também como Parque do Tabuleiro [que fica nas costas da Serra do Cipó].

A Cachoeira do Tabuleiro, com 273 metros de queda livre, é a mais alta de MG e a 3ª maior do Brasil. Você chega de carro até a entrada do parque e depois faz uma trilha de pouco mais de 1h de caminhada. Logo no início tem uma boa descida [o que significa que na volta você vai ter que subir] e depois é só seguir margeando o rio, onde há vários poços perfeitos para um TIBUM.

A Cachoeira do Tabuleiro é um ótimo lugar para quem gosta de adrenalina, pois, além de dar uns mergulhos numa [enorme] piscina natural, você pode praticar rapel, escalada, base jumping e para quem é mais pé no chão, trekking pois existem várias trilhas no local.

Almoçamos num lugar super bonitinho, com diferentes opções de PF [inclusive para vegetarianos], diferentes tipos de suco e, é claro, cachaça artesanal [que foi consumida lá mesmo].

5º dia – Vila do Tabuleiro e Itambé do Mato Dentro

Deixando a Vila do Tabuleiro, não resistimos à tentação e fomos conhecer mais uma das lindas cachoeiras da região, a Cachoeira Rabo de Cavalo.

Cachoeira Rabo de Cavalo.jpg

Esta cachoeira também é enorme, tem com 3 quedas [sendo a maior de 150 metros de altura] e um ótimo poço para nadar. Realmente é um lugar encantador! Dá para ir de carro até um estacionamento e de lá pegar uma trilha de meia hora.

Seguindo viagem, retornamos à Conceição de Mato Dentro, passamos em Morro do Pilar, e seguimos dirigindo por mais um bom trecho até chegarmos no nosso destino do dia, Itambé do Mato Dentro.

Lá encontramos um excelente camping [Camping Ouro Fino], bem estruturado [banheiros, quiosques, várias churrasqueiras e boas sombras para parar o carro] e ainda por cima é cortado por um rio.

Camping na Beira do Rio.jpg

6º dia – Cabeça de Boi

Mais uma vez fugimos um pouco da rota da Estrada Real e fomos para o distrito Cabeça de Boi [em Itambé do Mato Dentro] que, para variar, tem mais um monte de cachoeiras lindas.

A estrada é toda de chão e passa por cada paisagem de tirar o fôlego.

Cabeça de Boi.jpg

Após deixarmos o carro, caminhamos uns 20 minutos até chegarmos à Cachoeira do Entancando.

Cachoeira do Entancado.jpg

Depois de curtir uma pequena parte das várias cachoeiras da região, almoçamos no “centro” de Cabeça de Boi num restaurante de comida barata e de ótima qualidade, e voltamos para o camping de Itambé do Mato Dentro.

7º dia – Pé na Estrada

Como o tempo estava acabando e ainda tínhamos muitos quilômetros pela frente, seguimos viagem pela Estrada Real, tentando não parar muito.

Depois de sairmos bem cedo, a 1ª parada foi em Ipoema, só para tomar café da manhã e pegar o carimbo.

Passamos por um trecho da Estrada Real que mais parece cenário de filme, dentro de uma plantação de eucalipto e chegamos em Barão de Cocais.

Também no curso da Estrada Real passamos pelo Sitio Arqueológico Pedra Pintada. Lá fomos muito bem atendidos e guiados pelo dono da propriedade, que conhece profundamente o sítio com muitas pinturas rupestres, reconhecidas recentemente pela UNESCO como patrimônio histórico e cultural.

Pintura Rupestre.jpg

Passamos por Santa Barbara e depois resolvemos arriscar desbravando um pequeno trecho da Estrada Real que é indicado apenas para bike ou caminhada. Queríamos passar por TODOS os marcos.

Depois de amassar muito mato, paramos em uma plantação de eucaliptos, fechada demais para o carro passar.

Não desistimos, pegamos informações com um senhor que trabalhava na fazenda e descobrimos que dava para passar por dentro da propriedade [seguindo os macetes que ele nos passou em off].

Desvio na Fazenda.jpg

Depois desse perrengue, seguimos para Catas Altas, uma cidadezinha muito bem preservada e com uma vista incrível para a Serra do Caraça.

Catas Altas.jpg

Acho que vale a pena se programar para ficar um dia neste local que parece ser incrível [tanto a cidade quanto a natureza]. Infelizmente estávamos com o cronograma apertado e só deu tempo de ir num mirante e tomar um banho rápido numa quedinha d’água [na beira da estrada].

Depois de passar por Mariana, chegamos [exaustos] ao destino final, Ouro Preto. Só neste dia foram quase 200 km de estrada de chão e lindos cenários.

Centro Ouro Preto.jpg

Nosso local de descanso em Ouro Preto foi o Camping Clube do Brasil, que mesmo estando meio deserto [abandonado], ainda preservava uma ótima estrutura.

8º dia – Mariana e Ouro Preto

Fomos visitar a famosa mina de ouro, conhecida como Mina da Passagem. Para o nosso passeio se tornar ainda mais divertido… Samuel tomou banho em um poço dentro da mina [que por sinal era meio que proibido], mas como ele queria muito, a guia abriu uma pequena exceção.

Banho na Mina.jpg

No centro de Ouro Preto pegamos nosso último carimbo e o certificado da Estrada Real.

Passaporte e Certificado.jpg

A noite para finalizar e comemorar nossa chegada… fomos no restaurante O Passo, um restaurante muito agradável, e que segundo dizem por aí [e eu concordo] tem a melhor pizza da cidade.

Jantar de Comemoração.jpg

Ainda falta percorrer os outros três caminhos da Estrada Real… mais roteiros para nossa lista de destinos. E quando formos vocês vão poder acompanhar tudo por aqui.

Pão de Açúcar e Cristo: Como curtir mais e gastar menos?

Você deve estar se perguntando… isso é possível?

Para conhecer esses atrativos [talvez os mais populares do Rio] geralmente é necessário desembolsar um valor que para quem recebe em dólar não é muito, mas para nós tupiniquins não é barato. Os bilhetes (de ida e volta) para o Pão de Açúcar está R$ 76,00 e para o Cristo Redentor R$ 68,00.

Mas para gastar um pouquinho menos e ter uma experiência diferente, você só precisa se aventurar um pouquinho. Eu fiz o teste  e te digo que vale muito a pena!

Pão de Açúcar

Partindo da Praia vermelha, na Urca, nosso trajeto “alternativo” começa na pista Cláudio Coutinho, uma pista de caminhada que contorna parte do Morro da Urca e do Pão de Açúcar. O acesso a trilha fica uns 500m do início desta pista, onde tem uma placa à esquerda com a indicação: “Trilha da Urca”.

Não se preocupe se estiver sozinh@, sempre tem gente por lá.

A trilha tem 900m de extensão e é praticamente toda na sombra, o que a torna bem agradável. Os trechos são bem demarcados, alguns lugares têm madeiras ou pneus que servem de degraus. O tempo que gastamos até chegar ao Morro da Urca foi de uns 40 minutos. Subimos no dia das crianças, então o que mais tinha na trilha eram crianças e adolescentes com seus pais curtindo a natureza.

Então, é só subir tranquilo e contemplar o visual.

Do Morro da Urca já é possível ter uma visão espetacular do Rio de Janeiro, mas se quiser ir ao famoso Pão de Açúcar, agora sim, só com o bondinho ou escalando [Rs].

Lembrando que, o bilhete de acesso para o bondinho é vendido apenas na estação de embarque na Praia Vermelha, ou seja, caso você pretenda andar de bondinho em uns dos trajetos, tem que comprar antes de iniciar a trilha.

Outra valiosa dica é ficar até o final do dia para ver o belíssimo pôr do sol carioca, e aproveitar para descer de bondinho de graça, tanto do Morro da Urca quanto do Pão de açúcar, pois o acesso é liberado após as 19h.

Informações e valores em www.bondinho.com.br

Cristo Redentor

Essa não é para qualquer pessoa. Já ouviu falar de trilha inclinada? Rs. Então, quem quiser gastar caloria e estiver bem disposto, vá em frente!

Partindo do Parque Lage, a trilha, que tem início numa pequena casa de pedra (local de registro), é toda percorrida na sobra da densa mata atlântica e tem 2.200m de extensão.

O trecho inicial é de pouco esforço e corta alguns riachinhos. Mas isso é até a terceira cascata, onde a trilha passa a ganhar uma declividade bem maior, a partir desse ponto, árvores e raízes ajudam bastante dar aquela segurança extra. Nessa parte vai ter um ponto de escalaminhada em uma pequena rocha, é só passar usando a corrente (presa à rocha) como apoio. Continuando o caminho, já próximo ao Cristo, logo vai ter a estrada de asfalto, daí em diante é só seguir o caminho até a bilheteria para comprar o bilhete de acesso. O tempo que gastamos foi de 2h e 30m, contando as várias paradas.

Para voltar, como provavelmente você estará cansad@, a opção mais barata é descer pela estrada até o Silvestre, onde há um ponto de ônibus. Uma boa pedida é ir até Santa Tereza, que é bem pertinho e aproveitar para almoçar ou pegar um barzinho.

Informações e valores em www.cristoredentoroficial.com.br

Três Picos: montanhas desafiadoras e um vale dos deuses

O montanhismo, ainda não sei muito bem por que, tem a capacidade de viciar nossos sentidos com visões difíceis de descrever em palavras e em atmosferas rarefeitas, adornadas pelo frio, pela névoa e por um misterioso ar que dissipa toda e qualquer preocupação mundana.

Este fim de semana entendi por que o Parque Estadual dos Três Picos representa tão bem este espírito que paira no imaginário dos amantes da montanha.

Já na década de 20 os montanhistas descobriram este paraíso, e de lá para cá seu potencial para turismo de aventura e contemplação da natureza vem se desenvolvendo gradativamente. Criado por Decreto em 2002, o Parque Estadual dos Três Picos, é hoje o maior Parque Estadual do Rio de Janeiro, abrangendo parte da área de 5 municípios (Cachoeiras de Macacu, Nova Friburgo, Teresópolis, Guapimirim e Silva Jardim).

O parque por sua localização e extensão territorial, que pode ser dividida em parte alta e parte baixa, apresenta inúmeros atrativos como fauna e flora rica e variada, grande número de nascentes, rios e cachoeiras, e uma gama de paisagens de tirar o fôlego!

Desta vez nosso destino foi a região de Salinas onde ficam as principais montanhas, dentre elas os imponentes Três Picos.

Saindo da estrada que liga Nova Friburgo a Teresópolis (RJ-130), próximo ao CEASA, você vai tomar uma estradinha cheia de curvas que corta uma das áreas rurais mais bonitas do Estado e responsável pela produção de boa parte de nossas hortaliças.

DSC_9621-1.jpg

Após sair da RJ-130 você percorrerá um total de 17 km de estrada (12 de asfalto e 5 de terra batida). É fácil encontrar o caminho, pois ao longo do mesmo há muitas placas indicando o percurso a ser seguindo. Após subir os quilômetros finais [bem inclinados] você chega à porteira da República Três Picos, onde você deve estacionar o carro, atravessar a porteira do Parque e seguir um percurso de menos de 2 Km [já repleto de paisagens que não vão te deixar largar a câmera por minuto sequer] até chegar ao local onde você pode montar acampamento.

No acampamento base, seja de dia

Ou à noite

DSC_9755-1

Não vão faltar oportunidades de curtir o clima da montanha. E se você estiver com sorte de ir em um dia de inverno rigoroso, aquele friozinho [que te faz usar TODAS as roupas que tiver na mochila] é garantido.

Além de curtir o acampamento, esta região do Parque é repleta de opções para pôr o corpo em movimento, desde tomar uma das inúmeras longas vias de escalada em rocha para acessar o cume dos enormes monolitos do vale [ainda não cheguei neste nível] ou mesmo fazer uma trilha tranquila para alcançar os cumes mais acessíveis [com vistas igualmente deslumbrantes].

Nossa opção desta vez foi deixar o acampamento às 4:30 da manhã e subir a Cabeça do Dragão para assistir e registrar o majestoso nascer do sol sobre um mar de nuvens.

13446378_10210057281612687_1781428914_o-1

Depois de uma pausa para o café da manhã [com vista] e uma volta pelo topo da montanha, admirando essa paisagem, é hora de voltar para casa e já fazer planos para a próxima…

Não vejo a hora de voltar e explorar um pouco mais desse paraíso. Mas enquanto não volto, vou me confortando com estas imagens. 🙂

A forma mais barata de chegar a Machu Picchu

Conhecer o espetacular cenário das mais misteriosas ruínas Incas, além de admirar as belas paisagens de picos nevados, rios, cordilheiras e florestas, faz Machu Picchu ser um dos destinos mais procurados do mundo. Como reflexo disso, este santuário histórico acaba se tornando um destino caro para muitas pessoas, principalmente nós mochileiros, que não estamos dispostos a encarar preços exorbitantes.

Mas como chegar a este paraíso da maneira mais barata? Se você está pensando que é pela Trilha Inca ou Trilha Salkantay está enganado. O lance é fugir de qualquer pacote turístico… Pois, é claro, que seu dinheiro estará indo para alguém que estará te cobrando por algo que aqui oferecemos de graça.

Estou falando do percurso conhecido como “Rota da Hidrelétrica”, que dá um pouquinho mais de volta, mas compensa por seu preço, bem mais em conta, e as muitas belezas do caminho.

1°  trecho: Cusco – Santa Maria

A partir do Terminal Rodoviário de Cusco você pode pegar uns dos primeiros ônibus da manhã que vai para Santa Maria. Está opção é a mais barata, mas tem a desvantagem de ser um pouco mais longa, em torno de 5 a 6 horas. Uma segunda opção, um pouco mais rápida, é pegar um táxi [que é bem barato] até o cemitério da cidade de Cusco, de onde partem as vans para Santa Maria [e foi esta a opção que escolhemos].

Mas fique atento! No cemitério você vai encontrar uma multidão de típicos comerciantes de Cusco que têm o péssimo hábito de empurrar para dentro de seus estabelecimentos [no caso, vans]. Infelizmente, ficamos nessa confusão por quase uma hora. Mas depois tiramos o atraso, já que nosso motorista tinha algum parentesco com Michael Schumacher. Rsrs

P1150001-1.jpg

Seja qual for a opção que você escolher, é muito importante acordar bem cedo [antes de amanhecer] e levar lanche e água para o dia.

Dica: Como você é praticamente obrigado a voltar para Cusco, para seguir sua viagem, não há por que carregar peso à toa. Deixe seu mochilão no guarda-volumes do Hostel e leve apenas o necessário.

2°  trecho: Santa Maria – Hidrelétrica [via Santa Teresa]

O ponto final das vans de Cusco é o mesmo dos ônibus. Deste mesmo terreno baldio, saem as vans e/ou carros que vão para a hidrelétrica. O valor também é bem em conta e o percurso é de 1h e meia.

Fique preparado para encarrar a superlotação dos veículos, vai todo mundo junto e misturado. No nosso caso, por exemplo, o motorista queria colocar 8 pessoas num carro de passeio. Por fim, depois de muita discussão ele só levou “apenas” 6 pessoas [sendo um deles, na mala]. Rs

A estrada passa por cada desfiladeiro de tirar o fôlego, além de ser mão única, o que adicionou uma dose a mais de adrenalina à viagem.

P1150028-1.jpg

Optamos por fazer uma parada em Santa Teresa, pois descobrimos que havia uma espécie de clube, com várias piscinas de águas termais. E foi super válido, o lugar é lindíssimo e pouco conhecido pelos viajantes. Vale a pena passar umas 2 horinhas neste spa natural.

Mas não relaxe muito, pois ainda têm uma longa caminhada pela frente. Na própria portaria dos Baños Termales de Cocalmayo é possível tomar um carro (lotação) para a hidrelétrica, que fica a apenas uns 15 minutos.

3°  trecho: Hidrelétrica – Águas Calientes

Na hidrelétrica, após assinar um livro de entrada, você vai seguir o seu caminho a pé pelos trilhos do trem rumo as Águas Calientes, numa caminhada de pouco mais de 2 horas. A paisagem é indescritível! O trilho de trem segue às margens do rio Urubamba, passando por túneis e pela tão famosa ponte do rio Urubamba, e para os mais atentos, em alguns trechos é possível avistar bem ao longe parte das ruínas de Wayna Picchu.

Não se preocupe se estiver sozinho, porque sempre tem muitos mochileiros que você certamente encontrará fazendo esta trilha.

Chegamos em Águas Calientes quase à noite, pois além de termos parado nas águas termais, fizemos a trilha bem tranquilos, curtindo cada momento, conversando com os amigos que fazíamos pelo caminho. Chegando em Águas Calientes foi o tempo certo para procurar um lugar para dormir, comer alguma coisa e descansar após um exaustivo dia de aventura.

Dica: Existe a possibilidade de fazer este último trecho pegando o trem. Mas sinceramente acho que não vale a pena, pois a sensação que você tem vendo toda aquela paisagem é revigorante e inspiradora.

4°  trecho: Águas Calientes – Machu Picchu

Se você quer ver Machu Picchu com menos pessoas, apreciar o nascer do sol e sentir a misticidade do local, conselho: Acorde cedo, mais muito cedo [tipo 3 e pouca]! Suba a montanha pela trilha [escadaria] de cerca de 1 hora, toda no escuro, para garantir seu lugar na fila e ser um dos primeiros a entrar.

Não vou mentir, a subida foi um pouco sacrificante já que estávamos ainda com cansaço do dia anterior.

P1150359-1.jpg

Mas no final o resultado é algo que é difícil ser dito em palavras. Mas dá para ter uma ligeira ideia…

P1150242-1.jpg

Para voltar a Cusco, você pode pegar o mesmo caminho. Ou, se estiver moído, como estávamos, uma boa pedida é pegar um assento no vagão econômico do trem que leva até Ollataytambo, de onde você pega um ônibus ou van para Cusco.

Obs: Fizemos esta viagem em 2010 e um casal de amigos que foi lá em 2016, nos disse que esse trajeto “alternativo” ficou mais popular, e agora tem até gente vendendo um pacote com todos esses trechos por um preço bem acessível. Vale a pena se informar direitinho.

Saco Bravo: A cachoeira que deságua no mar

Inspiradora e relaxante essas são as melhores palavras para descrever a sensação de estar embaixo de uma queda de cachoeira. Mas, agora, imagine que você está nessa queda, tendo aquela sensação da água massageando suas costas, e ao abrir os olhos você se depara com uma vista única e deslumbrante para o mar. Incrível, não é mesmo?!

Essa é a cachoeira do Saco Bravo, uma ótima pedida para quem quer acabar com estresse. Até porque para chegar neste paraíso você tem que se aventurar um pouquinho.

saco bravo 2Catraca Livre

Localizada na cidade de Paraty, Rio de Janeiro, numa região conhecida como Ponta da Joatinga, para chegar até o Saco Bravo é preciso chegar antes na praia da Ponta Negra. Uma vez na praia da Ponta Negra, você deverá pegar uma trilha moderada de 4h (ida e volta), com uma distância de 8 Km (ida e volta). Por isso é aconselhável começar a trilha logo pela manhã.

saco-bravo 1Visite Paraty

A cachoeira do Saco Bravo é uma das poucas cachoeiras que desaguam no mar que é possível banhar-se. Isso só é possível graças a uma extensa rocha bem próxima ao mar, que forma uma grande piscina natural.

DSC_7446-1

Dizem os Caiçaras que a cachoeira tem este nome, pois quando a maré está alta ou quando o mar está batendo muito, o acesso a ela fica super arriscado.

Depois de saber desse cantinho especial, que tal adicionar mais um destino a sua lista?

Os 10 lugares mais legais para acampar no Rio de Janeiro

Se você está querendo fugir da rotina e curtir um cantinho mais alternativo. Prepare-se! Separamos 10 destinos perfeitos no estado do Rio de Janeiro, do litoral à serra, para dar aquela relaxada e incluir um pouco de aventura na sua vida.

#1 Martim de Sá (Paraty)

Difícil é encontrar uma palavra para caracterizar este tesouro escondido na Costa Verde. Martim de Sá é uma praia deserta, cercada pela Mata Atlântica, com areia branca e uma água tão azul que você se perde no horizonte. E para melhorar, possui apenas uma única família, do famoso Sr. Maneco, que nos oferta um rústico e charmoso camping, sem energia elétrica, o que torna esse cantinho ainda mais especial. Para completar o pacote, dependendo da época do ano, é possível encontrar altas ondas.

DSC_1271-1

#2 Aventureiro (Ilha Grande – Angra dos Reis)

Um dos principais cartões postais da Ilha Grande, Aventureiro, com seu famoso coqueiro deitado, é aquele lugar para sentar na areia e ouvir o som das ondas, tomar banho de mar [ou surfar] até o sol se pôr, e à noite curtir um lual improvisado, iluminado pela tênue luz de uma fogueira.

DSC_7079-1

#3 Praia do Sono (Paraty)

Cercada por uma cadeia de montanhas de um verde exuberante, a Praia do Sono, como o próprio nome diz, é ótima para descansar e oxigenar a mente. Mas além de relaxar na praia na sombra de uma árvore, não faltam opções para quem quiser ficar com o corpo em movimento, no mar você pode remar, surfar e mergulhar, em terra há trilhas de poucos minutos que levam a cachoeiras e outras praias igualmente lindas, e à noite, para quem ainda tiver energia, a pedida e curtir um som em um dos vários barzinhos.

DSC_6207-1

#4 Palmas (Ilha Grande / Angra dos Reis)

Uma boa opção para quem fugir no agito da Vila do Abraão, Palmas, com suas águas calmas e a sombra dos coqueiros, é um cantinho para você passar o dia mergulhando em águas calmas ou mesmo curtindo sombra e água fresca [ou uma cervejinha bem gelada]. Além disso bem próximo a ela, se encontra a praia de Lopes Mendes, eleita uma das praias mais bonitas do Brasil, e um paraíso para os amantes do surf.

Palmas 3-1.jpgCabanas Paraíso

#5 Saco do Mamanguá (Paraty)

O saco do Mamanguá é o único fiorde da costa brasileira, um braço de mar de coloração esverdeada, com 8 Km de extensão e 5 Km de largura, que avança entre as montanhas verdes da Reserva Ecológica da Juatinga e termina no mais bem preservado manguezal da Baía da Ilha Grande. Este paraíso, que já foi cenário de locações de Hollywood, tem praias que parecem de mentira. A praia do Cruzeiro é a mais famosa da região e nela você vai encontrar um cantinho para acampar.

Saco do Mamanguá-1.jpgDo mato ao mar

Subindo a Serra…

#6 Maromba (Visconde de Mauá)

Bem próximo à charmosa cidade de Maringá – MG, que possui boa infraestrutura turística, está Maromba, um lugarejo bem pequeno onde você encontra desde campings até pousadas com muito mais conforto e sofisticação. Seja qual for a escolha, em Maromba você vai curtir um clima da montanha e tomar banho em cachoeiras lindas. São muitas opções, as minhas favoritas são o Poção do 7 metros (foto), bom para quem gosta de se aventurar das alturas, Cachoeira do Escorrega e Poço do Marimbondo [que é um pouco mais longe, mas é encantador].

Couple in 7 meters-2

#7 Sana (Macaé)

O Sana, ou Arraial do Sana, está num vale cercado de montanhas de mais de mil metros de altura, com várias trilhas, como a do Peito do Pombo, e cachoeiras, como a do Pai, da Mãe e do Filho e a das Andorinhas (foto) que são de tirar o fôlego. À noite a curtição é garantida em um dos vários barzinhos que tocam em sua maioria forró e reggae.

DSC_8557-1

#8 Aldeia Velha (Silva Jardim)

Localizada bem no pé da serra, a vila de Aldeia Velha é um lugar pacato, onde você consegue andar tudo a pé tranquilamente. Devido à sua proximidade da capital (130 km) é uma ótima opção para passar um fim de semana em contato com a natureza, fazendo trilhas, se jogando em cachoeiras incríveis ou mesmo curtindo um passeio a cavalo. Ah! Uma curiosidade: nesta região se encontra o território de proteção dos ameaçados mico-leões-dourados, vai que você dá sorte de ver um.

Aldeia Velha-1

#9 Lumiar (Nova Friburgo)

Manhãs temperadas, tardes quentes e noites frescas esse é o famoso verão na serra e é um dos principais motivos que faz vários turistas procurarem Lumiar nesta época. As principais atrações são as cachoeiras de Indiana Jones e São José (foto), além de vários poços incríveis.

DSC_5696-2.jpg

#10 Sossego do Imbé (Santa Maria Madalena)

Sossego do Imbé é um lugar com aquele charme do interior, boizinhos pastando à beira da estrada de chão, um centrinho que se resume a alguns metros de calçamento de paralelepípedo, e crianças brincando nas ruas. Aos pés da imponente Serra do Desengano, maior remanescente de mata atlântica do Norte Fluminense, lá se concentram belíssimas cachoeiras, dentre elas, se destacam as do Roncador, do Escorrega e essa aí (foto), que leva o nome de Poço Feio [imagine só os bonitos].

DSC_3280