10 lugares imperdíveis na Chapada dos Veadeiros

Localizada no alto do Planalto Central, a mais de 1.600 metros de altitude, a Chapada dos Veadeiros é uma preciosidade, cercada por lindas cachoeiras, paredões rochosos, rios com piscinas naturais, aquele cerradão lindo de ser ver no horizonte e uma energia que só quem vai lá entende.

A Chapada também é bem procurada por seu misticismo, principalmente Alto Paraíso de Goiás. Este município, além de ser cortado pelo paralelo 14, está localizado em cima de um imenso cristal de quartzo, o que, segundo o pessoal entendido nestes assuntos, torna o lugar um grande centro energético. Daí, o que não falta são histórias de experiências místicas/energéticas…

Em termos de beleza natural e atrativos turísticos, os destinos mais procurados da Chapada dos Veadeiros ficam na região que circunda o Parque Nacional, nos municípios de Cavalcante, Alto Paraíso, e o seu distrito, São Jorge.

Separamos aqui 10 lugares que nos deslumbraram e que merecem muito ser visitados.

Alto Paraíso

#1 Macaquinhos

As cachoeiras do Rio Macaquinhos formam um complexo aquático natural, com poços de cor esmeralda e lindas quedas d’água, localizadas dentro da Reserva Santuário de Pedra, a 42 km de Alto Paraíso, sendo 12 km de asfalto e 30 km de estrada de chão.

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São 2 km de trilha a pé margeando rio. É bem gostoso e vale muito a pena passar o dia, parando em cada um dos poços e cachoeiras ao longo do percurso. No total são oito cachoeiras que agradam a todos os gostos, inclusive há uma na qual é permitido o naturismo (Banho Pelado) e outra onde é possível pular de uns 7 metros de altura (Poção do Jump). A penúltima da trilha, a Cachoeira da Caverna, foi aquela com a qual ficamos mais encantados, pela sua linda queda d’água e por ser ótima para nadar e relaxar.

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#2 Catarata dos Couros

Saindo de Alto Paraíso, depois de 16 km de asfalto e mais 35 km de terra, está o Rio dos Couros, com suas imponentes quedas, que chegam até 100 metros. É de deixar qualquer um boquiaberto com tanta beleza e imponência! O local possui uma sequência de quedas que formam um cenário de filme.

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Mas para os que buscam águas tranquilas, lá também é possível relaxar e curtir o dia em um dos seus poços, que às vezes formam uma prainha.

Ah, atenção! Na época de chuva há alguns pontos que ficam impossibilitados à visitação, pois o volume de água aumenta consideravelmente.

#3 Poço Encantado

Um dos principais fatores que atraem vários turistas para esse local é a questão do acesso. O Poço do Encantado, e sua linda cachoeira, ficam na Fazenda Rio de Pedra, que está bem pertinho da rodovia. Ou seja, não é necessário percorrer longas distâncias em estrada de terra. Uma ótima pedida para quem está com o tempo corrido.

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Além disso, o local é bem acolhedor, com a cachoeira e seu poção a poucos minutos de caminhada leve. Em volta do poço há uma prainha de areia branca, com sombrinha da vegetação do cerrado, e ainda boa estrutura de recepção ao visitante (com salva-vidas, banheiros e restaurante).

São Jorge

#4 Mirante do Jardim de Maytrea

Uma parada rápida para admirar o principal cartão-postal da Chapada dos Veadeiros. O mirante fica bem ao lado da estrada que liga Alto Paraíso a São Jorge. Dali tem-se uma vista que agrupa vários dos elementos característicos da Chapada: as veredas [campos úmidos] com seus majestosos buritis; as montanhas rochosas de formas graciosas; e o vasto cerradão, que se estende ao alcance dos olhos.

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#5 São Bento

A caminho do vilarejo de São Jorge, também ao lado da estrada, esta a Cachoeira São Bento, que se destaca por sua grande piscina natural, utilizada às vezes para competições de polo aquático. É um lugar bem legal também para aqueles que gostam de pular, sem grandes riscos.

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Também é uma ótima opção para quem estiver com tempo corrido ou então que não quer se cansar muito fazendo trilha.

#6 Almécegas I e II

Ainda na Fazenda São Bento, quem tiver um pouco mais de tempo, vale a pena conhecer as cachoeiras das Almécegas, que estão a cerca de 4 km da portaria. O início do acesso é feito por estrada de terra e logo depois é necessário fazer uma trilha. A água que escorre pelas íngremes rochas de quase 50 metros de altura, faz da Almécegas I ser conhecida com uma das melhores da Chapada. Já a cachoeira Almécegas II tem uma queda de 8 metros e um poço perfeito para banho.

Almecegas I - fazenda sao bento.jpgAmécegas I by PousadaSaoBento

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#7 Cachoeira do Cordovil e Poço das Esmeraldas

Muito conhecida pelo arco-íris que se forma no final da sua queda, essa cachoeira tem um quê místico. Para completar o pacote, dentro da mesma fazenda se encontra também o Poço das Esmeraldas, profundo e de águas cristalinas. Para se chegar lá, você sai da estrada Alto Paraíso-São Jorge e entra na Fazenda Volta da Serra. Do estacionamento até as cachoeiras é necessário andar pouco mais de uma hora, mas vale a pena!

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#8 Cachoeira do Abismo

Imagine você se banhando numa cachoeira que é uma espécie de terraço com piscina de fundo infinito, tendo com plano de fundo aquele paisagem linda, típica da Chapada. A Cachoeira do Abismo, com suas águas que escorrem por uma parede de rochas [apenas na época das chuvas] forma um pequeno poço de águas avermelhadas. É um cantinho super especial! E para quem quiser estender a caminhada, ainda dá para ir até o Mirante da Janela.

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Cavalcante

#9 Veredas

A Pousada Fazenda Veredas é um lugar, sem sobra de dúvidas, que consegue agradar a todos! Um lugar incrível, há poucos quilômetros de Cavalcante. É um complexo de cachoeiras, poços, mirantes, cânions [são mais de 10 cantinhos para explorar e curtir]. As cachoeiras mais procuradas nesse circuito são: a Cachoeira das Veredas, com 90 metros de queda encaixada num cânion bem estreito e vertical; e a do Poço Encantado, boa para nadar e esticar o corpo ao sol.

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#10 Santa Bárbara e Capivara

Para fechar com chave de ouro, um tour de deixar qualquer um de queixo caído…

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A Cachoeira Santa Bárbara, com seu azul cristalino hipnotizante, é digna de capa de revista. E a Cachoeira Capivara, com suas duas quedas forma uma paisagem e tanto. Ambas estão localizadas na comunidade quilombola (Kalunga), que fica há uns 30 km de Cavalcante, em estrada de terra. Lá você precisa de um guia local, que te acompanhará durante a caminhada até as cachoeiras.

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Dicas:

A Chapada é cheia de cantinhos legais para se acomodar e desfrutar das delícias do cerrado. Mas tem dois que nos chamaram a atenção e merecem ser citados:

Camping do Rafa – um camping com atmosfera super acolhedora e ótimos anfitriões.

Risoteria Santo Cerrado – o melhor risoto que já comemos! Sem falar nos drinks e bom gosto musical…

Praia do Sono: a melhor praia do Rio de Janeiro

Sabe aquela imagem que vem a sua cabeça quando você pensa em uma praia paradisíaca? Aquela, capa de revista de viagem…

É exatamente disso que estou falando: uma extensa faixa de areia branca; águas cristalinas num delirante mix de azul e verde; uma majestosa cadeia de montanhas de densa mata atlântica; e, ao sair do mar, aquela aguinha doce, como uma fonte de frescor inesgotável. Mais alguns passos, você está sob a aconchegante sombra de grandes amendoeiras, daí é só estender a canga [ou armar sua rede] e relaxar…

Dá para imaginar?

Na face oceânica da península de Paraty, a Praia do Sono, é provavelmente o melhor exemplo de quão maravilhosa é a Costa Verde, região que se divide entre os estados de Rio e SP, e que tem como característica: mata atlântica, lindas cachoeiras e praias paradisíacas, convivendo em perfeita harmonia.

Um conjunto de fatores faz da Praia do Sono um lugar tão especial e bem preservado [fazendo parte da Reserva Ecológica da Juatinga]. Se comparada, por exemplo, a sua vizinha Trindade, a Praia do Sono se mantém muito mais natural, sem acesso de carros e todas consequências que isso traz. Tornando assim o lugar perfeito para aqueles que amam a natureza, pura e simples!

Para se chegar a esse destino fantástico, há basicamente dois caminhos, ambos partem da Vila Oratório, até onde é possível se chegar de carro ou ônibus. O primeiro deles, e mais econômico, consiste em fazer uma trilha de 3 km (1 hora – andando devagar). E a segunda opção, mais confortável, mas que talvez tenha uma fila de espera que pode variar de poucos minutos a algumas horas [dependendo do movimento], que é tomar um barco da Vila Oratório até a Praia do Sono.

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Com relação à acomodação, a primeira pedida é escolher um dentre as dezenas de campings da praia, onde é possível dormir ouvindo o barulhinho do mar, ou, para aqueles que não abrem mão de certo conforto, há também a opção de alugar um chalé ou uma casinha.

Uma vez no Sono, não vão faltar opções para se distrair e curtir cada minuto do feriadão.

Tomar banho de mar e relaxar na areia são atividades obrigatórias.

Para os amantes do surf, altas ondas quebram [dependendo da ondulação] ao longo de toda a praia, principalmente no canto direito. Outra possibilidade é fazer uma rápida trilha (30 min) e pegar as clássicas ondas da Praia dos Antigos.

Para quem gosta de se refrescar com aquele banho de água doce, além dos rios que desaguam nas praias (Sono, Antigos e Antiguinhos), a região tem várias cachoeiras legais, como: o Poço do Jacaré, a poucos minutos de caminhada da Praia do Sono; a Cachoeira das Galhetas, que demanda uma agradável caminhada de um pouco mais de uma hora em meio à exuberante mata atlântica; e, para os mais aventureiros, a Cachoeira do Saco Bravo, aquele que deságua no mar [temos um post só sobre ela].

Além da Praia do Sono, propriamente dita, há ainda três praias vizinhas que merecem uma visita. 1°) Praia dos Antigos, um lugar perfeito para passar todo o dia, simplesmente um paraíso [que me faltam palavras para descrever]. 2°) Praia de Antiguinhos, pequenininha e aconchegante, lá você se sente parte da natureza e é como se essa joia tivesse sido colocada ali apenas para o seu deleite. 3°) Ponta Negra, é outro pequeno e rústico vilarejo [sem luz elétrica] onde vale a pena parar para um almoço [com aquele peixinho, camarão ou lula, tudo fresquinho ali do mar].

O Sono é um lugar perfeito para fazer novas amizades com os locais e também com outros turistas. Além disso, nos feriados ou na alta temporada é possível curtir a noite, com programinhas para todos os gostos: reggae, samba, forró, MPB e até eletrônico. Mas para quem gosta mesmo da calmaria… a pedida certa é sentar ao redor de uma fogueira e olhar o céu estrelado, tudo de bom!

O pôr e o nascer do sol são espetáculos a parte!  Cada dia é uma nova dádiva neste cenário, que se modifica e se renova constantemente, pela dança de nuvens e cores, mas que mantém sempre uma atmosfera mágica, que só indo lá para entender e se apaixonar. ❤

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Estrada Real: Seguindo o Caminho dos Diamantes

Famosa entre os amantes de aventuras e lindas paisagens, a Estrada Real, com seus mais de 1.600 Km, corta 3 estados, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo. Esta rota recebe esse nome, pois era o trajeto oficial por onde a Corte Portuguesa escoava ouro e diamantes vindos das Minas Gerais.

O caminho percorrido há mais de três séculos, por burros e cavalos, hoje é uma das principais rotas de aventura do Brasil e pode ser percorrido de bike, de moto, de carro e até mesmo a pé, e é dividido em 4 trechos: Caminho dos Diamantes, Caminho Velho, Caminho Novo e Caminho do Sabarabuçu.

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Como não tínhamos tempo para percorrer toda a Estrada, optamos por começar pelo trecho mais distante: o Caminho dos Diamantes, que vai de Diamantina a Ouro Preto.

São 395 km viajando pela Serra do Espinhaço, com suas paisagens exuberantes, tendo pelo caminho a 3ª maior cachoeira do Brasil [Cachoeira do Tabuleiro], o Parque Nacional da Serra do Cipó [com 109 cachoeiras] e, ainda, um Sítio Arqueológico com pinturas rupestres de milhares de anos. Tá bom ou quer mais?

Além de dar dicas sobre este trecho, queremos compartilhar com você um pouco das emoções dessa viagem, que não foram poucas.

1º dia – Diamantina

Depois de ter dirigido 10 horas e curtido a 1ª noite da viagem dormindo no meio do nada, à beira da estrada, em um acampamento selvagem

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…chegamos à tão esperada Diamantina.

Em Diamantina não perdemos tempo, fomos logo conhecer o Parque Estadual do Biribiri, que tem vários atrativos super legais.

A primeira parada foi na Cachoeira da Sentinela (7 Km da entrada do Parque), que possui várias quedas e poços de coloração única e águas cristalinas.

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Depois de muito banho de rio, seguimos até a bucólica Vila do Biribiri, um ótimo lugar para almoçar e tirar uma pestana.

A vila, uma antiga indústria têxtil, tem casarões históricos, ruas de pedra e uma praça central toda gramada e arborizada, com alguns restaurantes que servem aquela típica comida mineira e cachacinha artesanal. É de dar água na boca!

Próxima parada, Cachoeira dos Cristais (13 km da portaria do parque), com uma queda d’água invejável, que dá até para ficar em pé atrás, e um ótimo poço para mergulhar.

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2º dia – Curralinho e Milho Verde

Após acabarmos com o café da manhã da pousada [Rs], andamos um pouco mais pelo centro histórico de Diamantina e retiramos nosso passaporte para começarmos efetivamente a Estrada Real.

No caminho passamos pela Gruta do Salitre, local que foi palco de concertos [por sua ótima acústica] e que hoje atrai amantes de esportes radicais, como escalada, rapel e até highline.

Seguindo viagem, paramos para almoçar em Curralinho, e logo que chegamos fomos surpreendidos com a calmaria do lugar… Dá só uma olhada na delegacia! 🙂

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Lá almoçamos no restaurante da Pousada Tropeiro, onde nos sentimos em casa! Local simples e acolhedor. Comida feita na hora e no fogão à lenha.

Descansamos, nos refrescamos na represa de Curralinho e seguimos pela Estrada Real com destino a São Gonçalo do Rio das Pedras.

Por ter chegado no final do dia, só deu tempo de tiramos algumas fotos na Matriz, pegar o carimbo e ir correndo ver o pôr do sol na Cachoeira do Comércio.

3º dia – Milho Verde e Vila do Tabuleiro

Depois de uma noite acampando no meio do nada na estrada para Milho Verde [mais um acampamento selvagem], acordamos com este visual incrível.

Seguimos para Milho Verde e ficamos deslumbrados com o cenário panorâmico da Serra do Espinhaço que se tem por trás da pequena Igrejinha.

Ansiosos para tomar um banho decente [que não tivemos na noite anterior], fomos conhecer a Cachoeira do Moinho, que fica a 2 Km de Milho Verde.

Assim que chegamos, avistamos um poço com uma quedinha d’agua. Ficamos um bom tempo, tomamos nosso banho e só no final que percebemos um fluxo de pessoas transitando na trilha. Quando fomos ver… tinha uma baita cachoeira [lindíssima] com o tal moinho [Rs].

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Neste dia aproveitamos para dar uma esticada na Estrada Real e passamos por Serro, Alvorada de Minas, Tapera, Conceição do Mato Dentro e por fim, já anoitecendo, saímos um pouco da rota e fomos acampar na Vila do Tabuleiro.

4º dia – Vila do Tabuleiro

O camping em que ficamos tinha uma ótima estrutura e fornecia um delicioso café da manhã.

Acordamos cedo e seguimos para o Parque Municipal Ribeirão do Campo, conhecida também como Parque do Tabuleiro [que fica nas costas da Serra do Cipó].

A Cachoeira do Tabuleiro, com 273 metros de queda livre, é a mais alta de MG e a 3ª maior do Brasil. Você chega de carro até a entrada do parque e depois faz uma trilha de pouco mais de 1h de caminhada. Logo no início tem uma boa descida [o que significa que na volta você vai ter que subir] e depois é só seguir margeando o rio, onde há vários poços perfeitos para um TIBUM.

A Cachoeira do Tabuleiro é um ótimo lugar para quem gosta de adrenalina, pois, além de dar uns mergulhos numa [enorme] piscina natural, você pode praticar rapel, escalada, base jumping e para quem é mais pé no chão, trekking pois existem várias trilhas no local.

Almoçamos num lugar super bonitinho, com diferentes opções de PF [inclusive para vegetarianos], diferentes tipos de suco e, é claro, cachaça artesanal [que foi consumida lá mesmo].

5º dia – Vila do Tabuleiro e Itambé do Mato Dentro

Deixando a Vila do Tabuleiro, não resistimos à tentação e fomos conhecer mais uma das lindas cachoeiras da região, a Cachoeira Rabo de Cavalo.

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Esta cachoeira também é enorme, tem com 3 quedas [sendo a maior de 150 metros de altura] e um ótimo poço para nadar. Realmente é um lugar encantador! Dá para ir de carro até um estacionamento e de lá pegar uma trilha de meia hora.

Seguindo viagem, retornamos à Conceição de Mato Dentro, passamos em Morro do Pilar, e seguimos dirigindo por mais um bom trecho até chegarmos no nosso destino do dia, Itambé do Mato Dentro.

Lá encontramos um excelente camping [Camping Ouro Fino], bem estruturado [banheiros, quiosques, várias churrasqueiras e boas sombras para parar o carro] e ainda por cima é cortado por um rio.

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6º dia – Cabeça de Boi

Mais uma vez fugimos um pouco da rota da Estrada Real e fomos para o distrito Cabeça de Boi [em Itambé do Mato Dentro] que, para variar, tem mais um monte de cachoeiras lindas.

A estrada é toda de chão e passa por cada paisagem de tirar o fôlego.

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Após deixarmos o carro, caminhamos uns 20 minutos até chegarmos à Cachoeira do Entancando.

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Depois de curtir uma pequena parte das várias cachoeiras da região, almoçamos no “centro” de Cabeça de Boi num restaurante de comida barata e de ótima qualidade, e voltamos para o camping de Itambé do Mato Dentro.

7º dia – Pé na Estrada

Como o tempo estava acabando e ainda tínhamos muitos quilômetros pela frente, seguimos viagem pela Estrada Real, tentando não parar muito.

Depois de sairmos bem cedo, a 1ª parada foi em Ipoema, só para tomar café da manhã e pegar o carimbo.

Passamos por um trecho da Estrada Real que mais parece cenário de filme, dentro de uma plantação de eucalipto e chegamos em Barão de Cocais.

Também no curso da Estrada Real passamos pelo Sitio Arqueológico Pedra Pintada. Lá fomos muito bem atendidos e guiados pelo dono da propriedade, que conhece profundamente o sítio com muitas pinturas rupestres, reconhecidas recentemente pela UNESCO como patrimônio histórico e cultural.

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Passamos por Santa Barbara e depois resolvemos arriscar desbravando um pequeno trecho da Estrada Real que é indicado apenas para bike ou caminhada. Queríamos passar por TODOS os marcos.

Depois de amassar muito mato, paramos em uma plantação de eucaliptos, fechada demais para o carro passar.

Não desistimos, pegamos informações com um senhor que trabalhava na fazenda e descobrimos que dava para passar por dentro da propriedade [seguindo os macetes que ele nos passou em off].

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Depois desse perrengue, seguimos para Catas Altas, uma cidadezinha muito bem preservada e com uma vista incrível para a Serra do Caraça.

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Acho que vale a pena se programar para ficar um dia neste local que parece ser incrível [tanto a cidade quanto a natureza]. Infelizmente estávamos com o cronograma apertado e só deu tempo de ir num mirante e tomar um banho rápido numa quedinha d’água [na beira da estrada].

Depois de passar por Mariana, chegamos [exaustos] ao destino final, Ouro Preto. Só neste dia foram quase 200 km de estrada de chão e lindos cenários.

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Nosso local de descanso em Ouro Preto foi o Camping Clube do Brasil, que mesmo estando meio deserto [abandonado], ainda preservava uma ótima estrutura.

8º dia – Mariana e Ouro Preto

Fomos visitar a famosa mina de ouro, conhecida como Mina da Passagem. Para o nosso passeio se tornar ainda mais divertido… Samuel tomou banho em um poço dentro da mina [que por sinal era meio que proibido], mas como ele queria muito, a guia abriu uma pequena exceção.

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No centro de Ouro Preto pegamos nosso último carimbo e o certificado da Estrada Real.

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A noite para finalizar e comemorar nossa chegada… fomos no restaurante O Passo, um restaurante muito agradável, e que segundo dizem por aí [e eu concordo] tem a melhor pizza da cidade.

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Ainda falta percorrer os outros três caminhos da Estrada Real… mais roteiros para nossa lista de destinos. E quando formos vocês vão poder acompanhar tudo por aqui.

Três Picos: montanhas desafiadoras e um vale dos deuses

O montanhismo, ainda não sei muito bem por que, tem a capacidade de viciar nossos sentidos com visões difíceis de descrever em palavras e em atmosferas rarefeitas, adornadas pelo frio, pela névoa e por um misterioso ar que dissipa toda e qualquer preocupação mundana.

Este fim de semana entendi por que o Parque Estadual dos Três Picos representa tão bem este espírito que paira no imaginário dos amantes da montanha.

Já na década de 20 os montanhistas descobriram este paraíso, e de lá para cá seu potencial para turismo de aventura e contemplação da natureza vem se desenvolvendo gradativamente. Criado por Decreto em 2002, o Parque Estadual dos Três Picos, é hoje o maior Parque Estadual do Rio de Janeiro, abrangendo parte da área de 5 municípios (Cachoeiras de Macacu, Nova Friburgo, Teresópolis, Guapimirim e Silva Jardim).

O parque por sua localização e extensão territorial, que pode ser dividida em parte alta e parte baixa, apresenta inúmeros atrativos como fauna e flora rica e variada, grande número de nascentes, rios e cachoeiras, e uma gama de paisagens de tirar o fôlego!

Desta vez nosso destino foi a região de Salinas onde ficam as principais montanhas, dentre elas os imponentes Três Picos.

Saindo da estrada que liga Nova Friburgo a Teresópolis (RJ-130), próximo ao CEASA, você vai tomar uma estradinha cheia de curvas que corta uma das áreas rurais mais bonitas do Estado e responsável pela produção de boa parte de nossas hortaliças.

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Após sair da RJ-130 você percorrerá um total de 17 km de estrada (12 de asfalto e 5 de terra batida). É fácil encontrar o caminho, pois ao longo do mesmo há muitas placas indicando o percurso a ser seguindo. Após subir os quilômetros finais [bem inclinados] você chega à porteira da República Três Picos, onde você deve estacionar o carro, atravessar a porteira do Parque e seguir um percurso de menos de 2 Km [já repleto de paisagens que não vão te deixar largar a câmera por minuto sequer] até chegar ao local onde você pode montar acampamento.

No acampamento base, seja de dia

Ou à noite

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Não vão faltar oportunidades de curtir o clima da montanha. E se você estiver com sorte de ir em um dia de inverno rigoroso, aquele friozinho [que te faz usar TODAS as roupas que tiver na mochila] é garantido.

Além de curtir o acampamento, esta região do Parque é repleta de opções para pôr o corpo em movimento, desde tomar uma das inúmeras longas vias de escalada em rocha para acessar o cume dos enormes monolitos do vale [ainda não cheguei neste nível] ou mesmo fazer uma trilha tranquila para alcançar os cumes mais acessíveis [com vistas igualmente deslumbrantes].

Nossa opção desta vez foi deixar o acampamento às 4:30 da manhã e subir a Cabeça do Dragão para assistir e registrar o majestoso nascer do sol sobre um mar de nuvens.

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Depois de uma pausa para o café da manhã [com vista] e uma volta pelo topo da montanha, admirando essa paisagem, é hora de voltar para casa e já fazer planos para a próxima…

Não vejo a hora de voltar e explorar um pouco mais desse paraíso. Mas enquanto não volto, vou me confortando com estas imagens. 🙂

Os 10 lugares mais legais para acampar no Rio de Janeiro

Se você está querendo fugir da rotina e curtir um cantinho mais alternativo. Prepare-se! Separamos 10 destinos perfeitos no estado do Rio de Janeiro, do litoral à serra, para dar aquela relaxada e incluir um pouco de aventura na sua vida.

#1 Martim de Sá (Paraty)

Difícil é encontrar uma palavra para caracterizar este tesouro escondido na Costa Verde. Martim de Sá é uma praia deserta, cercada pela Mata Atlântica, com areia branca e uma água tão azul que você se perde no horizonte. E para melhorar, possui apenas uma única família, do famoso Sr. Maneco, que nos oferta um rústico e charmoso camping, sem energia elétrica, o que torna esse cantinho ainda mais especial. Para completar o pacote, dependendo da época do ano, é possível encontrar altas ondas.

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#2 Aventureiro (Ilha Grande – Angra dos Reis)

Um dos principais cartões postais da Ilha Grande, Aventureiro, com seu famoso coqueiro deitado, é aquele lugar para sentar na areia e ouvir o som das ondas, tomar banho de mar [ou surfar] até o sol se pôr, e à noite curtir um lual improvisado, iluminado pela tênue luz de uma fogueira.

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#3 Praia do Sono (Paraty)

Cercada por uma cadeia de montanhas de um verde exuberante, a Praia do Sono, como o próprio nome diz, é ótima para descansar e oxigenar a mente. Mas além de relaxar na praia na sombra de uma árvore, não faltam opções para quem quiser ficar com o corpo em movimento, no mar você pode remar, surfar e mergulhar, em terra há trilhas de poucos minutos que levam a cachoeiras e outras praias igualmente lindas, e à noite, para quem ainda tiver energia, a pedida e curtir um som em um dos vários barzinhos.

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#4 Palmas (Ilha Grande / Angra dos Reis)

Uma boa opção para quem fugir no agito da Vila do Abraão, Palmas, com suas águas calmas e a sombra dos coqueiros, é um cantinho para você passar o dia mergulhando em águas calmas ou mesmo curtindo sombra e água fresca [ou uma cervejinha bem gelada]. Além disso bem próximo a ela, se encontra a praia de Lopes Mendes, eleita uma das praias mais bonitas do Brasil, e um paraíso para os amantes do surf.

Palmas 3-1.jpgCabanas Paraíso

#5 Saco do Mamanguá (Paraty)

O saco do Mamanguá é o único fiorde da costa brasileira, um braço de mar de coloração esverdeada, com 8 Km de extensão e 5 Km de largura, que avança entre as montanhas verdes da Reserva Ecológica da Juatinga e termina no mais bem preservado manguezal da Baía da Ilha Grande. Este paraíso, que já foi cenário de locações de Hollywood, tem praias que parecem de mentira. A praia do Cruzeiro é a mais famosa da região e nela você vai encontrar um cantinho para acampar.

Saco do Mamanguá-1.jpgDo mato ao mar

Subindo a Serra…

#6 Maromba (Visconde de Mauá)

Bem próximo à charmosa cidade de Maringá – MG, que possui boa infraestrutura turística, está Maromba, um lugarejo bem pequeno onde você encontra desde campings até pousadas com muito mais conforto e sofisticação. Seja qual for a escolha, em Maromba você vai curtir um clima da montanha e tomar banho em cachoeiras lindas. São muitas opções, as minhas favoritas são o Poção do 7 metros (foto), bom para quem gosta de se aventurar das alturas, Cachoeira do Escorrega e Poço do Marimbondo [que é um pouco mais longe, mas é encantador].

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#7 Sana (Macaé)

O Sana, ou Arraial do Sana, está num vale cercado de montanhas de mais de mil metros de altura, com várias trilhas, como a do Peito do Pombo, e cachoeiras, como a do Pai, da Mãe e do Filho e a das Andorinhas (foto) que são de tirar o fôlego. À noite a curtição é garantida em um dos vários barzinhos que tocam em sua maioria forró e reggae.

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#8 Aldeia Velha (Silva Jardim)

Localizada bem no pé da serra, a vila de Aldeia Velha é um lugar pacato, onde você consegue andar tudo a pé tranquilamente. Devido à sua proximidade da capital (130 km) é uma ótima opção para passar um fim de semana em contato com a natureza, fazendo trilhas, se jogando em cachoeiras incríveis ou mesmo curtindo um passeio a cavalo. Ah! Uma curiosidade: nesta região se encontra o território de proteção dos ameaçados mico-leões-dourados, vai que você dá sorte de ver um.

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#9 Lumiar (Nova Friburgo)

Manhãs temperadas, tardes quentes e noites frescas esse é o famoso verão na serra e é um dos principais motivos que faz vários turistas procurarem Lumiar nesta época. As principais atrações são as cachoeiras de Indiana Jones e São José (foto), além de vários poços incríveis.

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#10 Sossego do Imbé (Santa Maria Madalena)

Sossego do Imbé é um lugar com aquele charme do interior, boizinhos pastando à beira da estrada de chão, um centrinho que se resume a alguns metros de calçamento de paralelepípedo, e crianças brincando nas ruas. Aos pés da imponente Serra do Desengano, maior remanescente de mata atlântica do Norte Fluminense, lá se concentram belíssimas cachoeiras, dentre elas, se destacam as do Roncador, do Escorrega e essa aí (foto), que leva o nome de Poço Feio [imagine só os bonitos].

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