Chapada Diamantina: roteiro de uma semana

No coração da Bahia, cercado por inúmeras cachoeiras, grutas, cânions e vales, se encontra o Parque Nacional da Chapada Diamantina, o segundo maior parque nacional do Brasil.

Com uma extensa área, de quase 40 mil km², o parque abrange uma série de municípios. E por conta de suas dimensões, com seus principais atrativos localizados a dezenas de quilômetros uns dos outros, muitas pessoas optam por se deslocar sobre quatro rodas para aumentar seu raio de alcance e melhor desbravar este paraíso.

Como só tínhamos uma semana, nossa estratégia foi dar a volta ao redor da Chapada, conhecendo um pouquinho de cada canto, indo apenas aos atrativos mais espetaculares, pois não tínhamos tempo suficiente para conhecer tudo que a Chapada oferece. E acredite, se você quiser explorar a fundo suas maravilhas, um mês lá é pouco!

Marcamos aí o nosso roteiro em vermelho, e falaremos aqui em baixo um pouco dos lugares que mais curtimos:

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# 1 VALE DO CAPÃO

Depois de dois dias de viagem, partindo de Niterói, chegamos ao Vale do Capão, um local acolhedor, com aquele clima bem roots, cheio de opções para comer muito bem [com uma incrível oferta de receitas vegetarianas e veganas]. As cachoeiras do Rio Preto e a das Rodas são atrativos bem legais e de fácil acesso. Já para aqueles que tiverem um pouquinho mais de tempo, recomendo fazer o trekking que leva ao Vale do Paty, que tem no meio do percurso a impressionante cachoeira da Fumaça, segunda mais alta do Brasil, com 340 metros.

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#2 GRUTA DA TORRINHA

Seguindo para o Norte, chegamos à cidade de Iraquara, onde se encontram mais de 200 cavernas e outras interessantes formações geológicas. Nossa escolha foi conhecer a Gruta da Torrinha, que é simplesmente impressionante! Para você ter uma ideia, passamos uma tarde inteira na nossa viagem ao centro da terra e vimos apenas uma pequena parte das maravilhas desse mundo subterrâneo. É incrível ver tanta beleza e delicadeza, de formações envoltas permanentemente pela escuridão absoluta. A Flor de Aragonita é uma das joias mais raras do Salão dos Cristais, pois é uma formação única no mundo, que desafia a gravidade.

Gruta da Torrinha_Chapada Diamantina
Flor de Aragonita_Chapada Diamantina

#3 MORRO DO PAI INÁCIO

Para fechar bem o dia, nada melhor que ver o pôr do sol com a clássica vista panorâmica da Chapada, que se tem do topo do morro de Pai Inácio, um dos atrativos mais requisitados da região. Depois de estacionar o carro, basta subir cerca de 20 minutos para se chegar a um local que te faz sentir como é bom estar vivo e poder admirar as belezas da natureza. São 360° de vistas de tirar o fôlego!

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#4 POÇO DO DIABO

Bem próximo à cidade de Lençóis [onde passamos e curtimos a noite], está o Poço do Diabo com suas belas águas avermelhadas. Além de ser linda e ótima para curtir um banho de rio, essa cachoeira conta ainda com opções de Rapel e Tirolesa para os mais aventureiros.

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Em direção a Andaraí, encontramos um lugar fantástico para acampar no meio do nada. E era tudo o que a gente queria, uma vez que fomos equipados para isso mesmo. Tudo estava em um arranjo completo: uma vasta área com dunas de areia branca e a cachoeira ao fundo para desfrutarmos. A noite foi coroada pela fogueira, um céu estrelado e o som da natureza.

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5# POÇO ENCANTADO

Continuando nosso roteiro, seguimos a caminho do poço encantado, um lugar que realmente merece receber esse nome, de tanta magia e energia que transmite. O poço encantado te hipnotiza com sua transparência e tonalidade de azul. É tão impressionante, que ao entrar na gruta você demora a ter ideia do espaço em que você está. Em um certo período do ano [outono e inverno] devido à posição do sol, é ainda mais fascinante, uma vez que raios solares penetram na caverna, formando um incrível feixe de luz azul turquesa que intensifica ainda mais sua cor.

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6# IGATU

Para passar a noite seguinte escolhemos a mística vila de Igatu. Passado seu apogeu, vivido no período do garimpo de diamante, hoje a cidade (com apenas de 380 habitantes) conta sua história através de ruínas de pedra. As construções eram feitas pelos garimpeiros, utilizando as pedras abundantes no local, num tipo de construção sem argamassa, e por isso a cidade ficou conhecida como a Machu Picchu baiana. Além da valiosa história, a cidade ainda guarda várias belezas naturais como cachoeiras e paredões rochosos, perfeitos para os ecoturistas.

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7# BURACÃO

Chegamos enfim ao destino mais esperado de toda viagem, a imponente Cachoeira do Buracão. São 90 metros de cortina d’água que corta um vertiginoso cânion. Chegar na beirada desse precipício é dar calafrios. Lá em baixo você pode se banhar nessas águas mágicas e olhar para o céu como que emoldurado por um túnel vertical. Para chegar ao Buracão é necessário fazer uma trilha de mais ou menos 1 hora, com direito a paradas em outros atrativos durante o caminho (Cachoeiras das Orquídeas, Cachoeira do Recanto Verde e Mirante do Buracão).

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*  *  *

Esses foram os pontos altos do nosso offroad pela Chapada Diamantina. É claro que no percurso entre um atrativo e outro, paramos para conhecer e desbravar vários lugares menos conhecidos, mas igualmente especiais.

Era então hora de voltar para casa… Com o carro sujo, e a alma lavada.

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P.S.: Não poderia deixar de citar também a comida, que é realmente uma atração a parte! É tudo muito bem temperado e feito com bastante amor.

Se você estava em dúvida de conhecer a Chapada, não pense duas vezes. O problema é que você vai se apaixonar e querer voltar sempre, assim como nós!

Praia do Sono: a melhor praia do Rio de Janeiro

Sabe aquela imagem que vem a sua cabeça quando você pensa em uma praia paradisíaca? Aquela, capa de revista de viagem…

É exatamente disso que estou falando: uma extensa faixa de areia branca; águas cristalinas num delirante mix de azul e verde; uma majestosa cadeia de montanhas de densa mata atlântica; e, ao sair do mar, aquela aguinha doce, como uma fonte de frescor inesgotável. Mais alguns passos, você está sob a aconchegante sombra de grandes amendoeiras, daí é só estender a canga [ou armar sua rede] e relaxar…

Dá para imaginar?

Na face oceânica da península de Paraty, a Praia do Sono, é provavelmente o melhor exemplo de quão maravilhosa é a Costa Verde, região que se divide entre os estados de Rio e SP, e que tem como característica: mata atlântica, lindas cachoeiras e praias paradisíacas, convivendo em perfeita harmonia.

Um conjunto de fatores faz da Praia do Sono um lugar tão especial e bem preservado [fazendo parte da Reserva Ecológica da Juatinga]. Se comparada, por exemplo, a sua vizinha Trindade, a Praia do Sono se mantém muito mais natural, sem acesso de carros e todas consequências que isso traz. Tornando assim o lugar perfeito para aqueles que amam a natureza, pura e simples!

Para se chegar a esse destino fantástico, há basicamente dois caminhos, ambos partem da Vila Oratório, até onde é possível se chegar de carro ou ônibus. O primeiro deles, e mais econômico, consiste em fazer uma trilha de 3 km (1 hora – andando devagar). E a segunda opção, mais confortável, mas que talvez tenha uma fila de espera que pode variar de poucos minutos a algumas horas [dependendo do movimento], que é tomar um barco da Vila Oratório até a Praia do Sono.

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Com relação à acomodação, a primeira pedida é escolher um dentre as dezenas de campings da praia, onde é possível dormir ouvindo o barulhinho do mar, ou, para aqueles que não abrem mão de certo conforto, há também a opção de alugar um chalé ou uma casinha.

Uma vez no Sono, não vão faltar opções para se distrair e curtir cada minuto do feriadão.

Tomar banho de mar e relaxar na areia são atividades obrigatórias.

Para os amantes do surf, altas ondas quebram [dependendo da ondulação] ao longo de toda a praia, principalmente no canto direito. Outra possibilidade é fazer uma rápida trilha (30 min) e pegar as clássicas ondas da Praia dos Antigos.

Para quem gosta de se refrescar com aquele banho de água doce, além dos rios que desaguam nas praias (Sono, Antigos e Antiguinhos), a região tem várias cachoeiras legais, como: o Poço do Jacaré, a poucos minutos de caminhada da Praia do Sono; a Cachoeira das Galhetas, que demanda uma agradável caminhada de um pouco mais de uma hora em meio à exuberante mata atlântica; e, para os mais aventureiros, a Cachoeira do Saco Bravo, aquele que deságua no mar [temos um post só sobre ela].

Além da Praia do Sono, propriamente dita, há ainda três praias vizinhas que merecem uma visita. 1°) Praia dos Antigos, um lugar perfeito para passar todo o dia, simplesmente um paraíso [que me faltam palavras para descrever]. 2°) Praia de Antiguinhos, pequenininha e aconchegante, lá você se sente parte da natureza e é como se essa joia tivesse sido colocada ali apenas para o seu deleite. 3°) Ponta Negra, é outro pequeno e rústico vilarejo [sem luz elétrica] onde vale a pena parar para um almoço [com aquele peixinho, camarão ou lula, tudo fresquinho ali do mar].

O Sono é um lugar perfeito para fazer novas amizades com os locais e também com outros turistas. Além disso, nos feriados ou na alta temporada é possível curtir a noite, com programinhas para todos os gostos: reggae, samba, forró, MPB e até eletrônico. Mas para quem gosta mesmo da calmaria… a pedida certa é sentar ao redor de uma fogueira e olhar o céu estrelado, tudo de bom!

O pôr e o nascer do sol são espetáculos a parte!  Cada dia é uma nova dádiva neste cenário, que se modifica e se renova constantemente, pela dança de nuvens e cores, mas que mantém sempre uma atmosfera mágica, que só indo lá para entender e se apaixonar. ❤

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Um fim de semana em Teresópolis

Bem pertinho do Rio de Janeiro, a aproximadamente 1h e 30 min, está a cidade que talvez melhor represente o clima da região serrana do estado. Com diversos atrativos naturais, como vales, cachoeiras e montanhas, Teresópolis ainda preserva aquele jeitinho de cidade pequena, limpa, organizada e aconchegante.

Destino certo dos amantes do montanhismo e demais esportes outdoor, Teresópolis é o principal portal de acesso a um dos mais incríveis parques nacionais do país, o Parque Nacional da Serra dos Órgãos [que é tão legal que vamos escrever um post específico para ele].

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Ao chegar na cidade é literalmente impossível não se admirar com a exuberância das montanhas que a circundam. Nessa paisagem chama atenção o famoso Dedo de Deus, que tamanha sua imponência, é possível claramente avistá-lo a mais de 100 Km dali. Antes mesmo de chegar, ao subir a serra, passando aos pés dessas montanhas colossais, você começará a entender do que estou falando.

Mas como sabemos que nem todo mundo está com tempo e disposição para explorar os atrativos do Parque Nacional, separamos este post para te apresentar dois cantinhos de mais fácil acesso. Ambos estão situados em outra admirável unidade de conservação, o parque Estadual Três Picos.

Cachoeira dos Frades

Localizada no Vale dos Frades, na estrada que liga Teresópolis à Nova Friburgo, numa região sossegada e com muito verde, está a cachoeira que leva o nome do vale, Cachoeira dos Frades.

Os seus grandes degraus formam uma queda de um total de 10 metros de altura, com um bom volume d’água, ideal para aquela massagem. Logo abaixo da queda forma-se uma linda [e bem gelada] piscina natural. Mas temos que dar um desconto, pois fomos no inverno. Os moradores dizem que no verão é mais tranquilo de mergulhar.

Além da queda principal, há diversos outros pontos para nadar e curtir a beleza do local. Se você der sorte de ir, como nós, em um dia que a cachoeira esteja sem muitos visitantes, a pedida ideal é relaxar e aproveitar com bastante calma a energia do lugar, a sombra da linda e tranquila paineira, sentir a leve brisa que corre o vale, ouvir o canto dos pássaros, e, é claro, o barulhinho da água. Paz!

Pedra do Elefante

Uma vista privilegiada para as incríveis escarpas da Serra dos Órgãos e o Dedo de Deus.

A trilha começa bem pertinho do mirante do soberbo. A subida é toda dentro da mata fechada, com muitas arvores e raízes que dão um bom apoio nas partes mais íngremes. Mas não tem nada demais… todo mundo consegue fazer, até porque é bem rápida, uns 40 minutinhos.

Demos uma sorte de conseguir ver boa parte da serra dos órgãos, pois depois de uns 15 minutos que chegamos uma nuvem tomou conta e tudo ficou branquinho.

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Estrada Real: Seguindo o Caminho dos Diamantes

Famosa entre os amantes de aventuras e lindas paisagens, a Estrada Real, com seus mais de 1.600 Km, corta 3 estados, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo. Esta rota recebe esse nome, pois era o trajeto oficial por onde a Corte Portuguesa escoava ouro e diamantes vindos das Minas Gerais.

O caminho percorrido há mais de três séculos, por burros e cavalos, hoje é uma das principais rotas de aventura do Brasil e pode ser percorrido de bike, de moto, de carro e até mesmo a pé, e é dividido em 4 trechos: Caminho dos Diamantes, Caminho Velho, Caminho Novo e Caminho do Sabarabuçu.

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Como não tínhamos tempo para percorrer toda a Estrada, optamos por começar pelo trecho mais distante: o Caminho dos Diamantes, que vai de Diamantina a Ouro Preto.

São 395 km viajando pela Serra do Espinhaço, com suas paisagens exuberantes, tendo pelo caminho a 3ª maior cachoeira do Brasil [Cachoeira do Tabuleiro], o Parque Nacional da Serra do Cipó [com 109 cachoeiras] e, ainda, um Sítio Arqueológico com pinturas rupestres de milhares de anos. Tá bom ou quer mais?

Além de dar dicas sobre este trecho, queremos compartilhar com você um pouco das emoções dessa viagem, que não foram poucas.

1º dia – Diamantina

Depois de ter dirigido 10 horas e curtido a 1ª noite da viagem dormindo no meio do nada, à beira da estrada, em um acampamento selvagem

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…chegamos à tão esperada Diamantina.

Em Diamantina não perdemos tempo, fomos logo conhecer o Parque Estadual do Biribiri, que tem vários atrativos super legais.

A primeira parada foi na Cachoeira da Sentinela (7 Km da entrada do Parque), que possui várias quedas e poços de coloração única e águas cristalinas.

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Depois de muito banho de rio, seguimos até a bucólica Vila do Biribiri, um ótimo lugar para almoçar e tirar uma pestana.

A vila, uma antiga indústria têxtil, tem casarões históricos, ruas de pedra e uma praça central toda gramada e arborizada, com alguns restaurantes que servem aquela típica comida mineira e cachacinha artesanal. É de dar água na boca!

Próxima parada, Cachoeira dos Cristais (13 km da portaria do parque), com uma queda d’água invejável, que dá até para ficar em pé atrás, e um ótimo poço para mergulhar.

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2º dia – Curralinho e Milho Verde

Após acabarmos com o café da manhã da pousada [Rs], andamos um pouco mais pelo centro histórico de Diamantina e retiramos nosso passaporte para começarmos efetivamente a Estrada Real.

No caminho passamos pela Gruta do Salitre, local que foi palco de concertos [por sua ótima acústica] e que hoje atrai amantes de esportes radicais, como escalada, rapel e até highline.

Seguindo viagem, paramos para almoçar em Curralinho, e logo que chegamos fomos surpreendidos com a calmaria do lugar… Dá só uma olhada na delegacia! 🙂

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Lá almoçamos no restaurante da Pousada Tropeiro, onde nos sentimos em casa! Local simples e acolhedor. Comida feita na hora e no fogão à lenha.

Descansamos, nos refrescamos na represa de Curralinho e seguimos pela Estrada Real com destino a São Gonçalo do Rio das Pedras.

Por ter chegado no final do dia, só deu tempo de tiramos algumas fotos na Matriz, pegar o carimbo e ir correndo ver o pôr do sol na Cachoeira do Comércio.

3º dia – Milho Verde e Vila do Tabuleiro

Depois de uma noite acampando no meio do nada na estrada para Milho Verde [mais um acampamento selvagem], acordamos com este visual incrível.

Seguimos para Milho Verde e ficamos deslumbrados com o cenário panorâmico da Serra do Espinhaço que se tem por trás da pequena Igrejinha.

Ansiosos para tomar um banho decente [que não tivemos na noite anterior], fomos conhecer a Cachoeira do Moinho, que fica a 2 Km de Milho Verde.

Assim que chegamos, avistamos um poço com uma quedinha d’agua. Ficamos um bom tempo, tomamos nosso banho e só no final que percebemos um fluxo de pessoas transitando na trilha. Quando fomos ver… tinha uma baita cachoeira [lindíssima] com o tal moinho [Rs].

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Neste dia aproveitamos para dar uma esticada na Estrada Real e passamos por Serro, Alvorada de Minas, Tapera, Conceição do Mato Dentro e por fim, já anoitecendo, saímos um pouco da rota e fomos acampar na Vila do Tabuleiro.

4º dia – Vila do Tabuleiro

O camping em que ficamos tinha uma ótima estrutura e fornecia um delicioso café da manhã.

Acordamos cedo e seguimos para o Parque Municipal Ribeirão do Campo, conhecida também como Parque do Tabuleiro [que fica nas costas da Serra do Cipó].

A Cachoeira do Tabuleiro, com 273 metros de queda livre, é a mais alta de MG e a 3ª maior do Brasil. Você chega de carro até a entrada do parque e depois faz uma trilha de pouco mais de 1h de caminhada. Logo no início tem uma boa descida [o que significa que na volta você vai ter que subir] e depois é só seguir margeando o rio, onde há vários poços perfeitos para um TIBUM.

A Cachoeira do Tabuleiro é um ótimo lugar para quem gosta de adrenalina, pois, além de dar uns mergulhos numa [enorme] piscina natural, você pode praticar rapel, escalada, base jumping e para quem é mais pé no chão, trekking pois existem várias trilhas no local.

Almoçamos num lugar super bonitinho, com diferentes opções de PF [inclusive para vegetarianos], diferentes tipos de suco e, é claro, cachaça artesanal [que foi consumida lá mesmo].

5º dia – Vila do Tabuleiro e Itambé do Mato Dentro

Deixando a Vila do Tabuleiro, não resistimos à tentação e fomos conhecer mais uma das lindas cachoeiras da região, a Cachoeira Rabo de Cavalo.

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Esta cachoeira também é enorme, tem com 3 quedas [sendo a maior de 150 metros de altura] e um ótimo poço para nadar. Realmente é um lugar encantador! Dá para ir de carro até um estacionamento e de lá pegar uma trilha de meia hora.

Seguindo viagem, retornamos à Conceição de Mato Dentro, passamos em Morro do Pilar, e seguimos dirigindo por mais um bom trecho até chegarmos no nosso destino do dia, Itambé do Mato Dentro.

Lá encontramos um excelente camping [Camping Ouro Fino], bem estruturado [banheiros, quiosques, várias churrasqueiras e boas sombras para parar o carro] e ainda por cima é cortado por um rio.

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6º dia – Cabeça de Boi

Mais uma vez fugimos um pouco da rota da Estrada Real e fomos para o distrito Cabeça de Boi [em Itambé do Mato Dentro] que, para variar, tem mais um monte de cachoeiras lindas.

A estrada é toda de chão e passa por cada paisagem de tirar o fôlego.

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Após deixarmos o carro, caminhamos uns 20 minutos até chegarmos à Cachoeira do Entancando.

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Depois de curtir uma pequena parte das várias cachoeiras da região, almoçamos no “centro” de Cabeça de Boi num restaurante de comida barata e de ótima qualidade, e voltamos para o camping de Itambé do Mato Dentro.

7º dia – Pé na Estrada

Como o tempo estava acabando e ainda tínhamos muitos quilômetros pela frente, seguimos viagem pela Estrada Real, tentando não parar muito.

Depois de sairmos bem cedo, a 1ª parada foi em Ipoema, só para tomar café da manhã e pegar o carimbo.

Passamos por um trecho da Estrada Real que mais parece cenário de filme, dentro de uma plantação de eucalipto e chegamos em Barão de Cocais.

Também no curso da Estrada Real passamos pelo Sitio Arqueológico Pedra Pintada. Lá fomos muito bem atendidos e guiados pelo dono da propriedade, que conhece profundamente o sítio com muitas pinturas rupestres, reconhecidas recentemente pela UNESCO como patrimônio histórico e cultural.

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Passamos por Santa Barbara e depois resolvemos arriscar desbravando um pequeno trecho da Estrada Real que é indicado apenas para bike ou caminhada. Queríamos passar por TODOS os marcos.

Depois de amassar muito mato, paramos em uma plantação de eucaliptos, fechada demais para o carro passar.

Não desistimos, pegamos informações com um senhor que trabalhava na fazenda e descobrimos que dava para passar por dentro da propriedade [seguindo os macetes que ele nos passou em off].

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Depois desse perrengue, seguimos para Catas Altas, uma cidadezinha muito bem preservada e com uma vista incrível para a Serra do Caraça.

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Acho que vale a pena se programar para ficar um dia neste local que parece ser incrível [tanto a cidade quanto a natureza]. Infelizmente estávamos com o cronograma apertado e só deu tempo de ir num mirante e tomar um banho rápido numa quedinha d’água [na beira da estrada].

Depois de passar por Mariana, chegamos [exaustos] ao destino final, Ouro Preto. Só neste dia foram quase 200 km de estrada de chão e lindos cenários.

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Nosso local de descanso em Ouro Preto foi o Camping Clube do Brasil, que mesmo estando meio deserto [abandonado], ainda preservava uma ótima estrutura.

8º dia – Mariana e Ouro Preto

Fomos visitar a famosa mina de ouro, conhecida como Mina da Passagem. Para o nosso passeio se tornar ainda mais divertido… Samuel tomou banho em um poço dentro da mina [que por sinal era meio que proibido], mas como ele queria muito, a guia abriu uma pequena exceção.

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No centro de Ouro Preto pegamos nosso último carimbo e o certificado da Estrada Real.

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A noite para finalizar e comemorar nossa chegada… fomos no restaurante O Passo, um restaurante muito agradável, e que segundo dizem por aí [e eu concordo] tem a melhor pizza da cidade.

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Ainda falta percorrer os outros três caminhos da Estrada Real… mais roteiros para nossa lista de destinos. E quando formos vocês vão poder acompanhar tudo por aqui.

Cedeberg: pegando carona em um deserto africano

Dentre as fantásticas experiências que você pode ter na África do Sul, sem sombra de dúvidas, uma delas tem que ser visitar um deserto.

Nossa escolha foi o Cedeberg Wilderness Area, que fica há pouco mais de 200 km ao norte de Cape Town.

Para chegar lá, a princípio, era tudo muito simples. Bastava pegar um ônibus da Intercape na rodoviária de Cape Town com destino à Namíbia e descer no meio da viagem, na parada de Clanwilliam, uma pequena cidadezinha que serve de base para os aventureiros que querem explorar esta região. Então foi o que fizemos, embarcamos no fim da tarde, no ônibus que passa a noite viajando e chega à Namíbia no dia seguinte.

Só que esqueceram de nos contar um pequeno detalhe. O ponto de parada do ônibus em Clanwilliam, não era bem na cidade de Clanwilliam, e sim em um posto de gasolina, que fica a cerca de uns 5 km da cidade propriamente dita.

Então lá estávamos nós, na escuridão da noite, em um posto de gasolina [que já estava fechado], sem nada nem ninguém a nossa volta. E aí começa a aventura…

Para nossa sorte, junto conosco desceu do ônibus um casal de velhinhos viajantes que, pareciam ser mais precavidos que nós, e já tinham um senhor esperando por eles num carro. Em questão de segundos percebemos que esta seria nossa única oportunidade da noite para sairmos daquela situação [no mínimo desconfortável] e de conseguirmos chegar à civilização. Então imediatamente saímos correndo em direção ao carro e imploramos por uma carona, que nos foi dada, creio eu que mais por pena do que por boa vontade.

Na primeira oportunidade o motorista dos velhinhos se livrou de nós, nos deixando no único bar/restaurante da cidade que ainda estava aberto. Agora pelo menos estávamos a salvo, então resolvemos sentar e comer alguma coisa. E aí mais uma vez o destino nos deu a chance de mudar o rumo da história.

O cara da mesa ao lado percebeu que falávamos português e logo deu um jeito de puxar assunto. O Roelf era Sul-Africano, mas como tinha trabalhado por um tempo em Moçambique, sabia algumas poucas palavras em português e disse que tinha o sonho de conhecer o Brasil [e suas mulheres maravilhosas]. Ele nos chamou para sentar na mesa junto com ele e seu amigo, e começou a nos pagar bebidas e falar sem parar. Foi incrível como ele ficou feliz de estar conhecendo brasileiros.

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Depois de algumas doses e muito papo ele se ofereceu para nos levar até a Guest House que tínhamos “reservado”, mas como era tarde da noite, ninguém nos atendeu. Estávamos bem apreensivos pegando carona com dois caras que nunca tínhamos visto antes. Mas fomos com eles até o Clanwilliam Hotel, onde eles estavam hospedados. No dia seguinte quando acordamos, eles já tinham ido embora e pago nossa diária no hotel.

Depois de rodarmos pela cidade e pegarmos algumas informações, descobrimos que não há muita oferta de transporte para conhecer o deserto. A opção mais em conta que encontramos foi esperar a senhora que leva as crianças para escola deixar a molecada em casa.

E lá fomos nós, sozinhos, em uma van escolar, num dia de semana qualquer, conhecer lugares tão lindos que aos invés de descrever, prefiro mostrar as fotos.

No dia seguinte fomos um pouco mais longe. Combinamos com um senhorzinho de ele nos levar nos outros atrativos do Cederberg.

Sabe o que mais me impressiona nessa coisa de viajar? O dia seguinte sempre tem algo de novo e maravilhoso para te revelar.

Passamos por formações rochosas incríveis em Stadsaal Cave.

Curtirmos um banho de rio em Maalgaf Swminpool.

Degustamos vinhos da melhor qualidade produzidos em um cenário pouco tradicional (no meio do deserto) pela Cedeberg Wines.

Caminhamos em meio a paisagens de tirar o fôlego.

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E para completar o dia, que até então não estava nada mal, após subir uma trilha com o sol escaldante e pedras e mais pedras por todos os lados, foi isso que encontramos. Um Oásis cheio de vida, com muito verde, sapinhos cantando e acasalando por todos os lados, passarinhos voando, e mais uma vez, só nós dois e mais ninguém. Momentos como esse ficam gravados na memória para sempre.

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Mas nem tudo são flores… Mais uma vez estávamos sujeitos ao acaso. O senhor que nos tinha conduzido na parte da manhã tinha uma festa à tarde, e disse que depois de fazermos a trilha era para nós tentarmos pegar uma carona, e se de tudo não conseguíssemos, ele voltava lá para nos buscar.

Então seguimos a orientação e fomos para a beira da estrada, e ficamos esperando alguém passar. E como era de se esperar, em um deserto, cruzaram a estrada ratos, esquilos, passarinhos e babuínos, mas carro que é bom… nada.

Já estava ficando tarde, estávamos com fome e frio, ligamos para o coroa e ele disse que só poderia chegar em umas 4 horas.

Foi então que como providencia divina apareceu nossa 3a carona do fim de semana, provavelmente a mais doida da viagem. O motorista era um senhorzinho que se agarrava ao volante e transmitia a impressão de que mal enxergava a estrada a frente e ao lado dele estava o astro da viagem, um cara novo [que parecia estar bem chapado] que, assim como o Roelf, ficou super feliz de estar conhecendo brasileiros. Ele também tinha o sonho de conhecer o país do futebol e das mulheres mais lindas do mundo.

Depois de uma longa viagem ouvindo o cara falar sem parar [entendo um quarto das frases que ele falava rápido e embolado] chegamos ao centro de Clanwilliam. E além de nos dar um forte abraço de despedida e ele fez questão que tirássemos uma foto dele para mostrarmos às nossas amigas brasileiras.   🙂

*          *          *

No dia seguinte, ao pedirmos informação no hotel sobre as formas de retornar a Cape Town, o atendente, numa atitude amistosa [mas meio esquisita], aproveitou para perguntar para um casal que estava fazendo o check-out se eles poderiam nos dar uma carona.

Por incrível que pareça, eles aceitaram e embarcamos na 4ª carona do fim de semana [e essa foi a melhor de todas].

Viajando e batendo papo, eles muito gentilmente nos convidaram para passar na casa dos pais deles para pegar seu filhinho. E como era um domingo ensolarado [numa das mais belas regiões produtoras de vinho do mundo], por que não fazer um churrasco à moda sul-africana?!

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Tivemos uma tarde maravilhosa, com boa conversa e comida, e regada de vinho local!

Mas não acaba por aí… Como o dia estava muito quente, fomos convidados a dar um pulo na casa deles e curtir um fim de tarde na piscina.

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Depois deste fim de semana, nada convencional, cheio de aventuras, pessoas e lugares incríveis, passei a ver esse lance de ser mais aberto às oportunidades da vida [o que incluiu as caronas] com outros olhos… Com pensamento positivo e uma pequena dose de coragem para sair da zona de conforto podemos ir longe!

Saco Bravo: A cachoeira que deságua no mar

Inspiradora e relaxante essas são as melhores palavras para descrever a sensação de estar embaixo de uma queda de cachoeira. Mas, agora, imagine que você está nessa queda, tendo aquela sensação da água massageando suas costas, e ao abrir os olhos você se depara com uma vista única e deslumbrante para o mar. Incrível, não é mesmo?!

Essa é a cachoeira do Saco Bravo, uma ótima pedida para quem quer acabar com estresse. Até porque para chegar neste paraíso você tem que se aventurar um pouquinho.

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Localizada na cidade de Paraty, Rio de Janeiro, numa região conhecida como Ponta da Joatinga, para chegar até o Saco Bravo é preciso chegar antes na praia da Ponta Negra. Uma vez na praia da Ponta Negra, você deverá pegar uma trilha moderada de 4h (ida e volta), com uma distância de 8 Km (ida e volta). Por isso é aconselhável começar a trilha logo pela manhã.

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A cachoeira do Saco Bravo é uma das poucas cachoeiras que desaguam no mar que é possível banhar-se. Isso só é possível graças a uma extensa rocha bem próxima ao mar, que forma uma grande piscina natural.

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Dizem os Caiçaras que a cachoeira tem este nome, pois quando a maré está alta ou quando o mar está batendo muito, o acesso a ela fica super arriscado.

Depois de saber desse cantinho especial, que tal adicionar mais um destino a sua lista?

Os 10 lugares mais legais para acampar no Rio de Janeiro

Se você está querendo fugir da rotina e curtir um cantinho mais alternativo. Prepare-se! Separamos 10 destinos perfeitos no estado do Rio de Janeiro, do litoral à serra, para dar aquela relaxada e incluir um pouco de aventura na sua vida.

#1 Martim de Sá (Paraty)

Difícil é encontrar uma palavra para caracterizar este tesouro escondido na Costa Verde. Martim de Sá é uma praia deserta, cercada pela Mata Atlântica, com areia branca e uma água tão azul que você se perde no horizonte. E para melhorar, possui apenas uma única família, do famoso Sr. Maneco, que nos oferta um rústico e charmoso camping, sem energia elétrica, o que torna esse cantinho ainda mais especial. Para completar o pacote, dependendo da época do ano, é possível encontrar altas ondas.

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#2 Aventureiro (Ilha Grande – Angra dos Reis)

Um dos principais cartões postais da Ilha Grande, Aventureiro, com seu famoso coqueiro deitado, é aquele lugar para sentar na areia e ouvir o som das ondas, tomar banho de mar [ou surfar] até o sol se pôr, e à noite curtir um lual improvisado, iluminado pela tênue luz de uma fogueira.

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#3 Praia do Sono (Paraty)

Cercada por uma cadeia de montanhas de um verde exuberante, a Praia do Sono, como o próprio nome diz, é ótima para descansar e oxigenar a mente. Mas além de relaxar na praia na sombra de uma árvore, não faltam opções para quem quiser ficar com o corpo em movimento, no mar você pode remar, surfar e mergulhar, em terra há trilhas de poucos minutos que levam a cachoeiras e outras praias igualmente lindas, e à noite, para quem ainda tiver energia, a pedida e curtir um som em um dos vários barzinhos.

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#4 Palmas (Ilha Grande / Angra dos Reis)

Uma boa opção para quem fugir no agito da Vila do Abraão, Palmas, com suas águas calmas e a sombra dos coqueiros, é um cantinho para você passar o dia mergulhando em águas calmas ou mesmo curtindo sombra e água fresca [ou uma cervejinha bem gelada]. Além disso bem próximo a ela, se encontra a praia de Lopes Mendes, eleita uma das praias mais bonitas do Brasil, e um paraíso para os amantes do surf.

Palmas 3-1.jpgCabanas Paraíso

#5 Saco do Mamanguá (Paraty)

O saco do Mamanguá é o único fiorde da costa brasileira, um braço de mar de coloração esverdeada, com 8 Km de extensão e 5 Km de largura, que avança entre as montanhas verdes da Reserva Ecológica da Juatinga e termina no mais bem preservado manguezal da Baía da Ilha Grande. Este paraíso, que já foi cenário de locações de Hollywood, tem praias que parecem de mentira. A praia do Cruzeiro é a mais famosa da região e nela você vai encontrar um cantinho para acampar.

Saco do Mamanguá-1.jpgDo mato ao mar

Subindo a Serra…

#6 Maromba (Visconde de Mauá)

Bem próximo à charmosa cidade de Maringá – MG, que possui boa infraestrutura turística, está Maromba, um lugarejo bem pequeno onde você encontra desde campings até pousadas com muito mais conforto e sofisticação. Seja qual for a escolha, em Maromba você vai curtir um clima da montanha e tomar banho em cachoeiras lindas. São muitas opções, as minhas favoritas são o Poção do 7 metros (foto), bom para quem gosta de se aventurar das alturas, Cachoeira do Escorrega e Poço do Marimbondo [que é um pouco mais longe, mas é encantador].

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#7 Sana (Macaé)

O Sana, ou Arraial do Sana, está num vale cercado de montanhas de mais de mil metros de altura, com várias trilhas, como a do Peito do Pombo, e cachoeiras, como a do Pai, da Mãe e do Filho e a das Andorinhas (foto) que são de tirar o fôlego. À noite a curtição é garantida em um dos vários barzinhos que tocam em sua maioria forró e reggae.

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#8 Aldeia Velha (Silva Jardim)

Localizada bem no pé da serra, a vila de Aldeia Velha é um lugar pacato, onde você consegue andar tudo a pé tranquilamente. Devido à sua proximidade da capital (130 km) é uma ótima opção para passar um fim de semana em contato com a natureza, fazendo trilhas, se jogando em cachoeiras incríveis ou mesmo curtindo um passeio a cavalo. Ah! Uma curiosidade: nesta região se encontra o território de proteção dos ameaçados mico-leões-dourados, vai que você dá sorte de ver um.

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#9 Lumiar (Nova Friburgo)

Manhãs temperadas, tardes quentes e noites frescas esse é o famoso verão na serra e é um dos principais motivos que faz vários turistas procurarem Lumiar nesta época. As principais atrações são as cachoeiras de Indiana Jones e São José (foto), além de vários poços incríveis.

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#10 Sossego do Imbé (Santa Maria Madalena)

Sossego do Imbé é um lugar com aquele charme do interior, boizinhos pastando à beira da estrada de chão, um centrinho que se resume a alguns metros de calçamento de paralelepípedo, e crianças brincando nas ruas. Aos pés da imponente Serra do Desengano, maior remanescente de mata atlântica do Norte Fluminense, lá se concentram belíssimas cachoeiras, dentre elas, se destacam as do Roncador, do Escorrega e essa aí (foto), que leva o nome de Poço Feio [imagine só os bonitos].

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