Top 10: cidades e castelos da Transilvânia

Famosa por seus castelos e cidades medievais, a Transilvânia superou e muito minhas expectativas, e vai muito além de lendas sinistras envolvendo vampiros e outras figuras bizarras.

Essa região da Romênia, cercada por imponentes montanhas [nevadas durante boa parte do ano], é simplesmente linda!

Paisagens deslumbrantes, história bem preservada, boa comida e pessoas super amistosas… Essa é a combinação perfeita para qualquer viajante. Então pegamos a estrada e fomos conferir, e vamos te contar aqui sobre 10 cidades/castelos que deixam qualquer um de queixo caído.

Corvin Castle

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Localizado na cidade de Hunedoara, este é primeiro grande atrativo da região para que vem do oeste [Sérvia ou Hungria]. Com mais de 500 anos de história, e sendo um dos maiores castelos de Europa [sem falar sua assombrosa beleza], vale muito a pena parar para uma visita.

Sibiu

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Um das cidades mais charmosas e aconchegantes que já visitamos na vida! Em Sibiu a própria cidade e sua atmosfera são atrações imperdíveis. Nada como parar num café e ver o pôr-do-sol iluminando o harmonioso amontoado de telhados vermelhos, com suas janelinhas que mais parecem um par de olhos. E para os amantes da Boemia, não faltam opções para se divertir depois que cai a noite.

Fagaras

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Bem à beira da estrada que liga Sibiu a Brasov, Fagaras abriga um grande e bem preservado exemplar de uma típica cidade da era feudal. É o retrato típico do que temos na mente, fortes muros e um lago que circunda toda a cidade fortificada.

Bran Castel (Castelo do Drácula)

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Esse, que dispensa apresentações, além de muito bem preservado, guarda uma rica história que vai muito além de vampiros. Lá você vai entender uma importante parte da história da Romênia, com disputas de poder e toques de tirania adicionados pelo príncipe Vlad III, que é tido por muitos como a versão ainda pior [e real] do Conde Drácula.

Rasnov

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No meio do caminho entre Brasov e Bran você vai avistar Rasnov, uma cidadezinha localizada no topo de um morro, e protegida por fortes muros. Essa cidade que mais parece saída de um filme épico, foi bem importante há alguns séculos atrás, tendo em tempos de guerra abrigado intramuros seus moradores por anos a fio.

Brasov

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Conhecida como a capital da Transilvânia, Brasov foi ao longo da história um importante centro de produção, comércio e cultura. Na cidade antiga, construída pelos saxões, ainda é possível imaginar claramente como era a vida ali a séculos atrás.

Rupea

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Seguindo para o Norte em direção a Cluj, avistamos no alto de uma colina, uma cidade pequenina com muros em espiral acompanhado o terreno, que parece até de faz de conta.

Viscri

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Acredite quando te falarem que as melhores surpresas vêm de onde não esperamos muito. Essa vila, na qual só é possível chegar depois de encarar 15 km de estrada ruim [e no nosso caso cheia de neve], guarda um tesouro que para te contar teremos que escrever outro post.

Sighisoara

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Bem no coração da Transilvânia, Sighisoara é uma cidade super charmosinha que representa bem a influência alemã na região. A cidade, além dos atrativos históricos, conta ainda com boa infraestrutura para receber os turistas.

Cluj-Napoca

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Capital cultural e a maior cidade da Transilvânia, Cluj é a pedida certa para quem quer conhecer um lado mais urbano e cosmopolita da Transilvânia. Além da riqueza histórica a arquitetônica, Cluj é lar ainda de uma intensa vida universitária e cultural, o que faz da cidade um bom destino para aqueles que também procuram algum agito.

Belgrado em dois dias

Com mais de 2.000 anos de história, belas paisagens e vibrante vida noturna, Belgrado, capital da Sérvia, só começou a receber significativa atenção dos turistas internacionais na última década.

A Sérvia, parte da antiga Jugoslávia, é um país bem interessante e cheio de coisas legais para se ver. Lá é fácil perceber que você não está nem um pouco perto de casa, seja pelos sabores e aromas, ou mesmo [principalmente] pelos letreiros e placas em geral. Aqui eles adotam tanto o alfabeto cirílico quanto o latino, mas de modo geral eles parecem gostar mais do primeiro.

Como gostamos de lugares ainda pouco explorados e que nos tragam essa sensação de estar imergindo em uma realidade diferente da nossa, Belgrado não poderia ficar de fora do nosso roteiro.

Aqui daremos dicas de algumas atividades que podem ser feitas tranquilamente em 2 ou 3 dias na cidade.

#1 Sava Church

Dedicado ao St. Sava, fundador da Igreja Ortodoxa Sérvia, este templo, ainda não concluído, é simplesmente impressionante, principalmente pelo seu tamanho.

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Lá além de perder a noção de espaço com tamanha grandiosidade, é possível ver interessantes características da igreja ortodoxa como, por exemplo, as imagens com traços muito mais orientais do que as da igreja católica, com as quais estamos acostumados. E outro fato que também me chamou bastante a atenção foi o rito dos fiéis beijarem as imagens.

#2 Forte de Belgrado

Devido a sua localização privilegiada, na confluência de dois importantes rios (Sava e Danúbio) e bem no meio do caminho entre a Europa e Ásia, Belgrado é uma das cidades que mais foi disputada e dominada por diferentes grupos ao longo dos séculos – por celtas, turcos, romanos, austro-húngaros, eslavos, e segue a lista.

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Como não poderia ser diferente, após tantas guerras, a parte histórica de Belgrado apresenta hoje um conjunto de prédios, muros, torres, etc. que compõem os resquícios de uma grande cidade fortificada que é simplesmente incrível.

Com várias construções bem preservadas e áreas verdes super agradáveis, o complexo [aberto 24 horas/dia, 7 dias/semana] é destino obrigatório para qualquer turista que vá à cidade.

#3 Caminhar na margem do Rio Danúbio

Segundo maior rio da Europa (atrás apenas do vizinho russo, Volga), o Danúbio é para muitas das cidades que são por ele cortadas o principal atrativo natural. É como se fosse para nós um mix de praia, parque, rio, calçadão, etc.

Lá, e no não menos importante Rio Sava, as pessoas vão para correr, pedalar, passear com o cachorro, brincar com as crianças, comer e beber em um dois inúmeros restaurantes e bares, e por aí vai.

#4 Ada Lake

Se ideia é ter um lugar perfeito para curtir a natureza e desfrutar de um domingo de sol, a pedida certa é o Lago Ada.

Como Belgrado não tinha nenhuma praia ou lago para a população curtir no verão, a solução foi resolvida de uma maneira “simples”, fechando artificialmente um dos lados do Rio Sava, divido pela ilha Ada Ciganlija.

Hoje esse complexo de ilha + lago chega a receber no verão cerca de 100.000 visitantes por dia. Já no inverno, é possível ficar bem sossegado apreciando o pôr do sol em paz absoluta.

#5 Vida noturna

Como ninguém é de ferro, depois de um dia de passeios, nada como recarregar as baterias e partir para a noitada!

Para os amantes da vida noturna, Belgrado não deixa a desejar em nada. As opções vão desde bares super legais, com diferentes estilos e tipos de música, até mega baladas, cheias de cor e muita gente bonita! 

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Um tesouro escondido no coração da Amazônia

Dessa vez nosso destino foi Velho Airão, uma cidade em ruínas, engolida pela imensa e densa floresta amazônica. Mas o que eu ainda não sabia era que o mais especial dessa cidade perdida não era sua arquitetura ou mesmo sua rica história, e sim um simples senhorzinho, que descobrimos ser o guardião do El Dourado.

***

Lá estávamos nós, em um barquinho de alumínio de poucos metros de comprimento e um metro de largura [conhecido como voadeira], serpenteando de lá para cá, seguindo as curvas do mais impressionante rio do mundo.

Ao olhar ao redor víamos aves e toda sorte de animais selvagens que tinham as margens do rio como sua varanda, e à frente um imenso espelho d’água que refletia um horizonte pintado apenas de verde e azul.

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No caminho rio acima, em direção aos confins da Amazônia, enfrentamos uma forte tempestade com potentes ventos e chuva torrencial, chamada pelos locais de Banzeiro. Esse fenômeno tem a capacidade de, em um piscar de olhos, transformar águas calmas como um espelho em um superfície irregular e instável, com ondas que poderiam facilmente afundar uma embarcação diminuta como a nossa.

Felizmente, depois de algum tempo lutando para manter nossa embarcação [e nossas vidas] a salvo, conseguimos nos abrigar em uma pequena enseada na margem mais próxima do rio com dimensões de mar. Ali esperamos até que, como é de costume, o banzeiro perdesse força em menos de uma hora.

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Finalmente depois de várias horas de aventura e de dois dias desbravando o Rio Negro, chegamos ao nosso destino [Velho Airão].

Assim que deixamos o rio e começamos a caminhar por entre o que sobrou de paredes de tijolos vermelhos subjugadas pela força da floresta, imediatamente fomos tomados pela mágica atmosfera desse lugar.

Então, depois de caminhar algumas centenas de metros, vimos à distância, sentado em uma cadeirinha de balanço colocada sobre o gramado bem no centro do vilarejo, um senhor magrinho, mas de aparência saudável, tomando os últimos raios de sol do dia. Seu nome, Sr. Nakayama. E lá estava ele, em frente a sua humilde casinha de madeira, na qual um dos quartos foi transformado em um “museu”.

Shigeru Nakayama, veio para o Brasil ainda criança numa época em que muitos japoneses deixaram sua terra natal para fugir da guerra e buscar novas oportunidades em terras distantes. Desde então Nakayama já passou por várias cidades brasileiras, mas como ele mesmo diz: “Aqui é o lugar que escolhi para mim”.

Mesmo depois de mais de 50 anos no Brasil, Sr. Nakayama ainda carrega um forte sotaque, e foi com esse jeitinho que ele começou a nos contar a história dessa cidade, que mais parece ter sido tirada de algum filme de Indiana Jones.

Na época em que ele chegou, Velho Airão estava sob domínio da floresta amazônica, foi então que decidiu por conta própria, sem nenhum real apoio externo, começar a limpar e preservar a história do local. A cidade que já chegou a ser a maior da Amazônia durante a época da borracha, passou por um declínio vertiginoso, e ficou sem nenhum morador por décadas.

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Ficamos impressionados com a riqueza e beleza do local, mas o que mais me tocou foi a personalidade desse senhorzinho, que até me lembrou o meu querido avô. Nós passamos uma noite lá batendo papo com ele e vendo como era sua vida ali sozinho no meio da selva. Quando já era tarde fomos para nossa rede “de casal”, nos enrolamos nela, e passamos uma noite embalada pelos sons da floresta [confesso que alguns eram meio assustadores].

No dia seguinte era hora de voltar…

O Sr. Nakayama sempre recebe turistas e não faz isso por dinheiro, recusando qualquer forma de pagamento que lhe oferecem. Ele faz tudo isso pois com ele mesmo diz “Se eu deixar esse lugar, toda essa história vai estar morta.

 

7 Aquários imperdíveis ao redor do Mundo

O mar, ainda não sei muito bem porque, exerce sobre nós uma influência física e psicológica incrível.

Ao ouvir pessoas falando sobre estas sensações e sentimentos que vêm do contato ou proximidade com o mar, uma coisa me chama a atenção… Podemos nos sentir em casa, envoltos pela paz e serenidade do azul quase infinito; pequenos e desprotegidos frente a sua amplitude, com medo ao ver suas demonstrações de força descomunal, capaz de transpor qualquer obstáculo em seu caminho; ou mesmo, mais leves, com a suave dança dos animas e plantas que mais parecem estar voando do que nadando. Mas uma coisa é certa, é difícil [quiçá impossível] ficar indiferente ao estar de frente para essa enorme massa d’água que cobre a maior parte do nosso planeta.

Talvez a forma mais genuína e pura de mergulhar nesse universo paralelo seja prender o fôlego e literalmente imergir nessa atmosfera onde tudo é diferente, a gravidade, a pressão, as cores, as formas…

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Mas como nem todos têm esse espírito desbravador de ambientes pouco familiares, uma solução para que nos deleitemos como um pouco dessa intrigante beleza é criar aquários. Não estou falando daqueles do tamanho de pequenas caixas, mas sim das super construções de milhares de metros quadrados, onde as vezes você acha que foi transportado à outra realidade.

Separamos aqui uma lista de 7 aquários incríveis, um em cada cantinho desse mundão.

Monterey Bay Aquarium, Califórnia, Estados Unidos

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Esse aquário [que tivemos a chance de visitar ano passado] é simplesmente incrível. É uma aula de ciências do início ao fim. Impossível não se impressionar com seus enormes tanques e a fiel reprodução do ambiente marinho do litoral da Califórnia. Cheio de atividades interativas, é lugar ideal para levar a criançada.

Two Oceans Aquarium, Cape Town, África do Sul

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Localizado bem no meio da zona turística da cidade mais cosmopolita da África, esse aquário é uma visita obrigatória para quem estiver passando por Cape Town [nós fomos e valeu muito a pena]. Mesmo não sendo um dos maiores aquários do mundo, o Two Oceans, como o nome já diz, é de uma diversidade incrível, pois ali se encontram dois gigantes, o Atlântico e o Índico.

Okinawa Churaumi Aquarium, Okinawa, Japão

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Inaugurado em 2002, é referência no mundo todo. Em seu tanque principal, chamado de Kuroshio Sea, com 7,5 milhões de litros de água, vivem gigantes tubarões e uma incrível gana de outros grandes peixes.

Dubai Mall Aquarium, Dubai, Emirados Árabes

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Como não poderia ser diferente, no quesito mega construções, Dubai não gosta de ficar para trás. Então eles logo deram um jeito de fazer algo impressionante, onde em apenas um tanque encontram-se mais de 33.000 animais, incluindo cerca de 400 tubarões e arraias. O aquário está ainda no livro dos recordes por ter o maior painel de acrílico, de 8,3 por 33 metros [superando o de Okinawa, que era o antigo detentor do recorde].

L’Oceanogràfic, Valência, Espanha

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Localizado em meio a um importante complexo dedicado às artes e ciências, o L’Oceanografic logo chama atenção por sua moderna arquitetura. Este, que é maior aquário da Europa, foi construído com uma engenhosa estrutura composta de nove torres que reproduzem diferentes ecossistemas, como o Mediterrâneo, o Ártico e o Antártico.

Aquarium of Western Australia, Perth, Austrália

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Seria um pecado não colocar a Austrália nessa lista, afinal esse país/continente apresenta uma das maiores costas do mundo, que ostenta dentre muitas belezas, a famosa e imponente Grande Barreira de Corais. Além disso, é fácil imaginar que neste país conhecido por seus excêntricos [e perigosos] animais, você encontrará uma grande variedade de espécies lindas.

AquaRio, Rio de Janeiro, Brasil

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Por último, mas não menos importante, temos agora, novinho em folha, o maior aquário da América do Sul! Com previsão de inauguração para Novembro, o Aquário Marinho do Rio se apresenta como mais uma opção de turismo, lazer e educação. Estamos ansiosos para conhecer mais essa novidade!

 

Um fim de semana em Teresópolis

Bem pertinho do Rio de Janeiro, a aproximadamente 1h e 30 min, está a cidade que talvez melhor represente o clima da região serrana do estado. Com diversos atrativos naturais, como vales, cachoeiras e montanhas, Teresópolis ainda preserva aquele jeitinho de cidade pequena, limpa, organizada e aconchegante.

Destino certo dos amantes do montanhismo e demais esportes outdoor, Teresópolis é o principal portal de acesso a um dos mais incríveis parques nacionais do país, o Parque Nacional da Serra dos Órgãos [que é tão legal que vamos escrever um post específico para ele].

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Ao chegar na cidade é literalmente impossível não se admirar com a exuberância das montanhas que a circundam. Nessa paisagem chama atenção o famoso Dedo de Deus, que tamanha sua imponência, é possível claramente avistá-lo a mais de 100 Km dali. Antes mesmo de chegar, ao subir a serra, passando aos pés dessas montanhas colossais, você começará a entender do que estou falando.

Mas como sabemos que nem todo mundo está com tempo e disposição para explorar os atrativos do Parque Nacional, separamos este post para te apresentar dois cantinhos de mais fácil acesso. Ambos estão situados em outra admirável unidade de conservação, o parque Estadual Três Picos.

Cachoeira dos Frades

Localizada no Vale dos Frades, na estrada que liga Teresópolis à Nova Friburgo, numa região sossegada e com muito verde, está a cachoeira que leva o nome do vale, Cachoeira dos Frades.

Os seus grandes degraus formam uma queda de um total de 10 metros de altura, com um bom volume d’água, ideal para aquela massagem. Logo abaixo da queda forma-se uma linda [e bem gelada] piscina natural. Mas temos que dar um desconto, pois fomos no inverno. Os moradores dizem que no verão é mais tranquilo de mergulhar.

Além da queda principal, há diversos outros pontos para nadar e curtir a beleza do local. Se você der sorte de ir, como nós, em um dia que a cachoeira esteja sem muitos visitantes, a pedida ideal é relaxar e aproveitar com bastante calma a energia do lugar, a sombra da linda e tranquila paineira, sentir a leve brisa que corre o vale, ouvir o canto dos pássaros, e, é claro, o barulhinho da água. Paz!

Pedra do Elefante

Uma vista privilegiada para as incríveis escarpas da Serra dos Órgãos e o Dedo de Deus.

A trilha começa bem pertinho do mirante do soberbo. A subida é toda dentro da mata fechada, com muitas arvores e raízes que dão um bom apoio nas partes mais íngremes. Mas não tem nada demais… todo mundo consegue fazer, até porque é bem rápida, uns 40 minutinhos.

Demos uma sorte de conseguir ver boa parte da serra dos órgãos, pois depois de uns 15 minutos que chegamos uma nuvem tomou conta e tudo ficou branquinho.

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Se joga nos 30: a adrenalina de saltar de paraquedas

Foi dessa maneira, no mínimo inusitada, que eu resolvi comemorar meu aniversário de trinta aninhos. Deixando um avião em pleno voo, despencando em queda livre… Esse é o skydiving!

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Quero deixar aqui o gostinho para quem tem vontade, mas ainda não teve a coragem de se jogar nessa.

Atualmente a maior área de salto duplo do estado do Rio é no aeródromo de Resende, há cerca de 150 Km da capital.

Após uma breve preparação e informações básicas, você pegará uma pequena aeronave devidamente preparada para o paraquedismo, e quando chegar a 4.000 metros de altitude a porta se abrirá, e seus nervos começarão a ser testados.

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E o que todos querem saber… Qual é a sensação?

Imagine seu corpo sendo lançado em queda livre, a aceleração da gravidade logo te leva aos 200 km/h, e aí é só curtir a imensidão azul por algumas dezenas segundos nos quais cabem um montão de sensações de liberdade, realização, felicidade, emoção…

Seu rosto cortando o ar gelado a mil por hora, como se fosse cena de filme. E por mais incrível que pareça, quando você olha para o chão, tudo está tão longe e pequenininho que, além de não sentir medo, você se sente o dono do mundo.  Sua mente e seu corpo chegam num estado nunca experimentado antes. É simplesmente incrível!

Posso tentar descrever essa sensação inúmeras vezes, mas só saltando para ter ideia do que eu senti. Mas uma coisa posso garantir, foram os segundos mais bem aproveitados da minha vida!

E depois de tanta loucura, vem a parte mais “calma”, quando o paraquedas se abre. E por uns 5 minutos, até chegar ao chão, ainda dá para curtir toda a paisagem. E se o seu instrutor for legal [acho que a maioria deles é] você ainda pode “guiar” o paraquedas. Maneiríssimo, não é mesmo?

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Para relembrar esses momentos incríveis [e para que ninguém duvide da sua coragem] é possível registrar tudo com fotos e/ou vídeos. Aqui está o meu…

E aí, gostou?

Então, se joga!

Os 20 lugares mais legais da Califórnia

A Califórnia é provavelmente o estado mais diverso dos Estados Unidos, tanto culturalmente quanto nas paisagens. Na Califórnia você encontra desertos rochosos, praias paradisíacas, montanhas nevadas, planícies imensas onde são cultivadas toda sorte de alimentos, florestas de coníferas, lagos e muitos mais.

Após passar pouco mais de um mês rodando de carro, ônibus, trem e bike por esse estado incrível, resolvemos fazer uma lista dos 20 lugares que mais nos chamaram a atenção por sua beleza e carisma.

Seguiremos do Sul para o Norte. Vamos nessa?

#1 Balboa Park

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Bem no meio da cidade de San Diego o Parque Balboa une história, arquitetura e contato com a natureza. Vale a pena reservar um dia inteiro para caminhar por seus vários museus e jardins temáticos.

#2 La Jolla

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A 25 minutos do centro de San Diego, La Jolla ostenta lindas falésias e boas ondas. E para deixar o lugar ainda mais mágico, é possível ver dezenas de para-pentes voando bem acima de nossas cabeças.

#3 Swami’s Beach

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Esse lugar é pura energia positiva. Dentro d’água longas direitas, perfeitas para os amantes do pranchão. E do lado de fora aquele clima de paz e amor, com direito a violão, slackline e acroyoga.

#4 Oceanside

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Bem no meio do caminho entre San Diego e Los Angeles, Oceanside é o retrato perfeito da Califórnia do sol e do surf. Com aquele clássico píer (extenso e cheio de vida) e boas ondas quebrando bem ao lado, vale a pena parar ali para apreciar um pôr do sol cinematográfico.

#5 Huntington Beach

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Mundialmente famosa, em Huntington tudo remete ao surf. Além dos encantos da cidade e do badalado píer, a praia é super convidativa, com uma extensa faixa de areia branca, e como não poderia ser diferente, altas ondas.

#6 Venice

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Arte, cultura, skate, gente bonita, em Venice Beach você encontra tudo junto e misturado. E melhor ainda, a poucos minutos de outros atrativos da gigante e badalada Los Angeles.

#7 Griffith Observatory

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Outra parada obrigatória é subir a linda e sinuosa estradinha que dá acesso às colinas de Hollywood. Lá, além de apreciar o melhor pôr do sol de LA, você poderá conhecer um dos observatórios espaciais mais interessantes e didáticos do mundo. Um viagem garantida!

#8 Getty Museum

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Mesmo que você não seja muito dos museus, esse aqui com certeza vai te impressionar. Um verdadeiro complexo da arte, que reúne obras dos maiores artistas de todos os tempos. Se você quiser explorar todos seus vários blocos, jardins, centro de pesquisas em arte… um dia será muito pouco.

#9 Noite de Hollywood

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Poucos bairros do mundo tem uma marca comparável a Hollywood. E além dos já batidos roles de Calçada da Fama, Hard Rock Café e inúmeros teatros, a meca da indústria do entretenimento abriga uma das vidas noturnas mais estilosas e vibrantes dos EUA.

#10 Big Bear

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Para aqueles que não querem deixar de ver a neve, mas estão indo para a ensolarada LA, nada está perdido. A duas horas de Los Angeles [na estrada que vai para Vegas] você encontra uma ótima opção para os esportes de inverno e para o contato com a natureza, com vários campings e cabanas em meio aos pinheiros.

#11 McWay Falls

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É o ponto alto da talvez mais popular road trip do mundo, a Pacific Cost Highway – Big Sur. Ver a McWay Falls, uma cachoeira linda que deságua sobre a areia da praia, para mim foi como estar de frente para o portal de um mundo de contos de fadas.

#12 Carmel

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Pense em uma cidade charmosa, cheia de árvores, casas lindas, exposições de arte, cafés aconchegantes… agora imagine que tudo isso está bem de frente para uma praia paradisíaca. Pronto, você está em Carmel!

#13 Monterey bay Aquarium

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Como disse Anne Stevenson “O oceano é o mais perto que podemos chegar de outro mundo”. Nesse, que é seguramente um dos melhores aquários do mundo, você vai mergulhar em universo paralelo, cheio de cores e danças esplêndidas.

#14 Santa Cruz

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Além de ser o berço do surf nos Estados Unidos. Santa Cruz é também um destino perfeito para os amantes da vida saudável. Em um cenário ao mesmo tempo rural e praiano, viver bem é lei. Um role de bike ou skate, um piquenique na praia em uma manhã de sol, uma deliciosa refeição a base de produtos orgânicos… são uma pequena amostra da vibe desse lugar.

#15 Yosemite

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Depois de ver o vale do Yosemite, os papéis de parede do seu computador vão parecer sem graça. Exemplo do movimento de conservação da natureza e lar de John Muir, esse parque nacional, com montanhas que remetem a um filme de gigantes, vai te fazer se beliscar para ter certeza de que você não está sonhando.

#16 Mariposa Grove

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Lar das Sequoias Gigantes [os maiores seres vivos do planeta], o Mariposa Grove é parada obrigatória para quem está descendo a Serra Nevada ao retornar do Yosemite. Em meio a estas árvores de mais de 50 metros de altura e espantosos 25 metros de circunferência, é impossível não se sentir um anão.

#17 Lake Tahoe

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Um enorme e lindo lago de águas claras [e frias], circundado pelas belas montanhas da Sierra Nevada. Lake Tahoe é um disputado destino tanto verão, para curtir o sol e praticar de inúmeros esportes aquáticos, quanto no inverno, pelas vistas espetaculares e pela aventura em uma das várias de estações de ski em todo seu entorno.

#18 Squaw Valley

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Por falar em neve… Se você está indo para Lake Tahoe no inverno, não dá para deixar de visitar umas das estações de ski da região. Squaw Valley, que já sediou as olimpíadas de inverno (em 1960), é a mais famosa e provavelmente a mais completa, com boas opções tanto para os iniciantes quanto para aqueles já mais acostumados à neve.

#19 San Francisco

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A capital da vanguarda cultural e tecnológica dos Estados Unidos [quiçá do mundo], San Francisco é por si só uma atração turística. A cidade e simplesmente linda, com tudo que qualquer turista pode querer: arte, música, gente do mundo todo, parques naturais, vistas incríveis, boa comida, a Golden Gate e segue a lista…

#20 Napa e Sonoma Valley

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A duas horas de San Francisco, a região produz vinhos de ótima qualidade, e como é natural das regiões vitivinícolas, tanto Napa quanto Sonoma apresentam aquele clima tranquilo… Impossível não relaxar com algumas taças de vinho, boa comida e paisagens bucólicas.

 

 

 

 

 

 

Pico das Agulhas Negras: rumo ao ponto mais alto do RJ

Não é atoa que o Parque Nacional do Itatiaia é a primeiro parque nacional do Brasil. Situado na divisa entre os estados do Rio de Janeiro e Minas Gerais, o parque apresenta inúmeros atrativos, seja na sua parte alta, com 3 dos 10 picos mais altos do país [um verdadeiro playground para os montanhistas], ou ainda na parte baixa, com cachoeiras e paisagens simplesmente lindas.

Na nossa primeira visita à parte alta escolhemos logo subir o pico mais alto do estado do Rio de Janeiro, famoso por suas rochas de arestas vivas, pelo vento cortante e, é claro, pelas temperaturas negativas.

A aventura já começou no dia anterior à subida do pico. Depois de pegar aquele trânsito de sexta-feira à noite acabamos chegando, não muito bem orientados, à divisa dos estados RJ/MG, de onde saímos da estrada em direção à portaria do parque (uns 13 km em estrada de chão). Como não sabíamos ao certo onde ficava a acomodação que vimos na internet, decidimos procurar algum lugar para dormir próximo à portaria do parque. O problema é que passado da meia noite, no meio do nada, acabamos rodando por horas pela estrada esburacada até por fim, já quase duas da manhã, acharmos um pontinho de luz lá longe, que foi motivo de uma comemoração digna de final de copa do mundo.

Após uma noite de poucas horas de sono, fomos até a entrada do parque para encontrar com o Reginaldo, nosso guia. Para subir o Pico das Agulhas Negras é necessário contratar um guia, pois há vários pontos do percurso que demandam a utilização de cordas e equipamentos de escalada.

O trajeto da portaria até o Pico dura cerca de 3 a 4 horas, dependo do ritmo e do tamanho do grupo. A trilha é super agradável, com visuais incríveis e uma boa dose de desafio à medida que as rochas vão ficando mais inclinadas.

O ponto alto do dia [olha o trocadilho] foi, depois de chegar ao cume, descobrir que para chegar ao cume de verdade [cerca de 1 metro mais alto] e assinar o famoso livro, ainda seria necessário transpor uma íngreme fenda. Ok, “está na chuva é para se molhar”. Fazer mais esse trecho vale muito a pena, pois além do sentimento de missão cumprida, temos a oportunidade de sentir um pouco mais daquela substanciazinha que tanto gostamos [adrenalina].

Na volta como estávamos com o Reginaldo, um guia incrível, que além de passar muita confiança, faz com que estejamos sempre curtindo cada metro do caminho, aproveitamos para fazer mais uns trechos em rapel.

No retorno para a entrada do parque, o corpo já estava tomado pela endorfina. E ao admirar o magnífico cenário a nossa volta, é quase impossível não fazer planos para a próxima visita a este paraíso dos amantes da montanha.

E para fechar, como é de praxe, um mergulho [pelado] nas águas congelantes do córrego que corta o vale, e mais uma parada para contemplar a natureza.

 

Os 10 Apps que vão te ajudar a arrumar as malas

Algumas pessoas como eu, adoram passar dias, ou até mesmo semanas, antes de uma viagem pensando no que vão levar na mala. Na minha, nunca podem faltar alguns itens como aquele casaco coringa que te salva no friozinho; um tênis confortável que não te dá bolhas, te deixando livre para bater perna à vontade; e por aí vai… Já para outras pessoas esta preparação não é tão bem vinda.

Gostando ou não, sempre chega uma hora em que temos que fazer as malas [no meu caso, o mochilão].

Uma coisa é certa, ninguém gosta quando no meio da viagem, você percebe que esqueceu algo super importante. Ou então quando o excesso de peso [as vezes o dobro do que você precisava] faz uma caminhada de poucas quadras parecer uma maratona.

Excesso de bagagem

Decidir o que vai e o que fica é uma tarefa que demanda atenção, e um pouquinho de experiência. Depende de muitas coisas como: Quanto tempo será sua viagem? Um final de semana, dias, meses ou uma volta ao mundo de 2 anos? Qual o destino? Praia, serra, trilha, resort? Qual é o clima do lugar? E por aí vai…

Então, ao invés de dizer o que você precisa levar, resolvi mostrar aqui que a tecnologia, mais uma vez veio para facilitar a vida dos viajantes. Chega de gastar tempo fazendo as malas! Com o auxílio destes aplicativos você, além de hightech, passará a ser uma pessoa mais organizada e ágil!

Os apps com esta finalidade geralmente são organizados em categorias como roupas, calçados, documentos e eletrônicos, permitindo que você faça uma lista personalizada a partir do zero ou, então, adapte uma das listas já existentes. Assim, você sabe exatamente o que deverá levar, e não vai se esquecer de peças essenciais.

Cada app tem o seu diferencial. Veja o app que mais se adéqua a você!

Packing list (iOS e Android) – Free

01 Packing List

Pack the bag (iOS) – Free

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TripList (iOS) – Free

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Mala de Viagem (Android) – Free

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uPackingList (Android) – Free

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Luggage & Suitcase Checklist (Android) – $2.50

06 Luggage Checklist.png

PackPoint Packing for Sheraton (Android) $ 0.99

07 Packpoint.png

Pack the suitcase (Android) – $2.50

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Malas – lista de viagem (iOS) – $0.99

09 Malas - Lista de Viagem.png

Lista de viagem (iOS) – $1.99

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Paraguai adentro: visitando as missões jesuíticas

Mais um passeio incrível e que pouca gente conhece.

Além de ser um destino ainda pouco explorado pelos turistas, as missões jesuíticas do Paraguai são uma aula de história a céu aberto.

Como bem sabemos, o processo de colonização é também um processo de dominação cultural. Aqui nas Américas isso aconteceu de forma bem clara, e as Missões (ou reduções) Jesuíticas contam um importante capítulo desta história.

Com o objetivo de “educar” e “evangelizar” os índios, entre os séculos de XVII e XVIII foram criados aldeamentos organizados e administrados por padres jesuítas. Eram autênticas cidades instaladas na selva. Além da igreja, que era o centro de tudo, havia também escolas, cemitério, casas, oficinas e até pequenas indústrias.

É claro que essa convivência não foi um mundo de mil maravilhas, principalmente para os índios, que ao longo dos anos morreram aos milhares [por conflitos e, principalmente, por doenças do homem branco]. Então, em um dado momento [não por pena dos índios, é claro] Portugal e Espanha resolveram expulsar os padres, o que levou ao abandono e dilapidação das cidadelas.

Hoje, uma parte significativa destas ruínas fica desta no leste do Paraguai, sendo que duas delas tombadas pela Unesco como Patrimônio Universal da Humanidade: Santíssima Trinidad e Jesus de Tavarangue, e foram estas duas que resolvemos conhecer.

Saindo do centro de Ciudad del Este [um pouco depois de passar por toda aquela muvuca da região de compras próximo à Ponte da Amizade], pegamos um ônibus daqueles típicos de cidades subdesenvolvidas da América Latina, colorido, cheio de penduricalhos no para-brisa e no painel, e com aqueles assentos de veludo, que até são bem confortáveis, mas nada higiênicos. Após 250 km nesta agradável viagem pela zona rural Paraguai, descemos no meio da estrada e fomos visitar nossa primeira missão do dia.

Santísima Trinidad del Parana

Fundada em 1706, esta missão, conhecida também como Nuestra Señora de la Encarnación de Itapua, é considerada a missão jesuítica com melhor estado de conservação.

Ao deixar a recepção/bilheteria já é possível ter uma boa visão das ruínas desta redução. Com área relativamente grande, seu espaço físico está bem delimitado, sendo fácil visualizar [imaginar] como era a dinâmica social e produtiva na época de pleno funcionamento. Podemos ver bem as ruínas [relativamente bem preservadas] das habitações dos índios e dos padres, a torre, a plaza mayor, o cemitério, e é claro, a imponente igreja. Há ainda placas que indicam a utilização da época de determinados espaços abertos, como a horta.

Saindo de lá, pegamos um tuctuc, aqueles que a gente vê na Índia, e seguimos para a próxima redução (a uns 12 km dali).

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Jesús de Tavarangué

Se comparadas às anteriores, as ruínas de Jesús de Tavarangué são bem menores. Esta foi uma das últimas reduções a ser construída, porém algum tempo depois da expulsão dos jesuítas a construção foi abandonada e nunca ficou pronta. Jesús de Tavarangue escapou ilesa aos saqueadores, pois não possuía ouro ou imagens valiosas no altar.

Sua igreja chama bastante atenção pelo projeto arquitetônico, com 70m de comprimento por 24m de largura (uma das maiores da época), suas ruínas foram restauradas há pouco tempo.

Além da igreja, esta missão tem uma plaza mayor, um colégio, casas de proteção para órfãos e viúvas, a base das casas dos índios (que também não chegaram a ser concluídas), horta para cultivo de alimentos e o cemitério, local sagrado para os indígenas.

Uma ótima dica é fazer este tour à noite, pois eventualmente tem uma apresentação com luzes e sons nas ruínas.

Couchsurfing: Por que eu surfo em sofás?

Sempre que começo a contar para alguém sobre esta mania que tenho, logo vem aquela enxurrada de perguntas, com as mais diversas motivações, algumas por pura curiosidade, outras por desconfiança, tem também os que querem saber como aderir a esta onda, e por aí vai… Há ainda aqueles que, mesmo depois de muito papo, não conseguem captar o espírito da coisa, e quantas oportunidades incríveis se abrem com esta prática.

Mas do que estou falando?

CS logo

Só para começar a esclarecer as coisas, não é Kitesurfing, é Couchsurfing!

O Couchsurfing surgiu em 2004 com um grupo de amigos que tiveram [e materializaram] a ideia que seria legal se as pessoas ao redor do mundo abrissem as portas de suas casas para estranhos (ou, como dizemos, amigos que você ainda não conhece), pela simples oportunidade de compartilhar experiências.

É isso mesmo, não tem grana envolvida! Sabe aquela história de que não existe almoço grátis? Isso não é completamente verdade. Nem tudo na vida é pagável, e com certeza, muitas coisas não podem ser pagas com dinheiro.

Então a partir de 5 valores básicos…

CS values(Compartilhe sua vida,                         Crie conexões,                        Ofereça bondade,                  Esteja sempre curioso,                  Deixe as coisas melhor do que antes)

… algo em torno de 12 milhões de pessoas têm surfado em sofás ao redor do mundo.

Sou membro deste grupo há relativamente pouco tempo [uns dois anos] e já tive experiências incríveis. Gostaria de contar todas, mas não dá né? Então vou dar só um gostinho… A cada contato que temos com essa prática, vamos nos vendo cada vez mais encantados, envolvidos e, por que não, viciados nisso.

Desde a primeira experiência tudo tem sido fantástico:

Em Curitiba, com o Joemir [nosso primeiro host], bebendo vinho, batendo papo e descobrindo várias afinidades, tivemos a 1a prova de como essa experiência pode ser agradável e enriquecedora. Já em San Diego, na casa da Alexia, conhecemos pessoas [e amigos caninos] supercool e divertidas. Em LA ficamos com o Artem, um descontraído escalador e cientista russo, que nos cedeu a própria cama, para que ficássemos mais confortáveis. E com o Somesh, um indiano bom de papo e amante da fotografia, desfrutamos momentos memoráveis no Yosemite National Park.

De volta ao Brasil, nada mais justo [e prazeroso] que retribuir a ótima recepção que tivemos, e começar receber a galera no nosso humilde lar.

Já passaram pela nossa casa: A Katell, uma jovem francesa encantada pelo brasil, com quem curtirmos praias e trilhas. O Matt, um americano cheio de energia, que abria sua primeira cerveja às 11 AM e não parava mais. O Sid, um Indiano que por seu trabalho morava alguns meses em cada país do mundo, além de fazer comer comidas deliciosas [feitas com aquele tempero], o levamos para nossa cidade natal (Santa Maria Madalena) onde ele curtiu horrores. A Sheung, uma garota fantástica de Hong Kong, que parou seu mochilhão pela América Latina para passar o Natal e o Ano Novo conosco. O Han, um coreano, com quem curtimos altas aventuras escalando o Pico das Agulhas Negras. E por aí vai…

Os benefícios vão muito além do simples fato de você poder economizar grana, não tendo que gastar com estadia. Essa rede faz o mundo se abrir para você, ao trocar mensagens pelo website, dar dicas àqueles que estão meio perdidos, conhecer gente nova nos eventos promovidos pela própria galera, receber gente do mundo todo na sua casa, comer comidas deliciosas e feitas com amor, conhecer sobre a geografia e cultura de inúmeros países, fugir do já batido e superlotado roteiro turístico, aprender outros idiomas, e eu poderia gastar mais uma página inteira falando.

Talvez a grande sacada do Couchsurfing tenha sido pensar um sistema no qual as relações não são lineares e de simples troca. Uma lição que aprendi com um amigo do Equador, com quem tivemos nossa mais inesperada experiência de couchsurfing (mesmo sem saber que o estávamos fazendo, já que não utilizamos nenhum website ou coisa do tipo) foi que, quando se rompe com o paradigma de dar e receber linearmente, as possibilidades se expandem e se forma uma rede, cada vez maior, de pessoas oferecendo algo a quem estiver ao seu alcance, e no fim todos se beneficiam.

Está esperando o quê? Vamos surfar nos sofás desse mundão.

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Estrada Real: Seguindo o Caminho dos Diamantes

Famosa entre os amantes de aventuras e lindas paisagens, a Estrada Real, com seus mais de 1.600 Km, corta 3 estados, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo. Esta rota recebe esse nome, pois era o trajeto oficial por onde a Corte Portuguesa escoava ouro e diamantes vindos das Minas Gerais.

O caminho percorrido há mais de três séculos, por burros e cavalos, hoje é uma das principais rotas de aventura do Brasil e pode ser percorrido de bike, de moto, de carro e até mesmo a pé, e é dividido em 4 trechos: Caminho dos Diamantes, Caminho Velho, Caminho Novo e Caminho do Sabarabuçu.

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Como não tínhamos tempo para percorrer toda a Estrada, optamos por começar pelo trecho mais distante: o Caminho dos Diamantes, que vai de Diamantina a Ouro Preto.

São 395 km viajando pela Serra do Espinhaço, com suas paisagens exuberantes, tendo pelo caminho a 3ª maior cachoeira do Brasil [Cachoeira do Tabuleiro], o Parque Nacional da Serra do Cipó [com 109 cachoeiras] e, ainda, um Sítio Arqueológico com pinturas rupestres de milhares de anos. Tá bom ou quer mais?

Além de dar dicas sobre este trecho, queremos compartilhar com você um pouco das emoções dessa viagem, que não foram poucas.

1º dia – Diamantina

Depois de ter dirigido 10 horas e curtido a 1ª noite da viagem dormindo no meio do nada, à beira da estrada, em um acampamento selvagem

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…chegamos à tão esperada Diamantina.

Em Diamantina não perdemos tempo, fomos logo conhecer o Parque Estadual do Biribiri, que tem vários atrativos super legais.

A primeira parada foi na Cachoeira da Sentinela (7 Km da entrada do Parque), que possui várias quedas e poços de coloração única e águas cristalinas.

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Depois de muito banho de rio, seguimos até a bucólica Vila do Biribiri, um ótimo lugar para almoçar e tirar uma pestana.

A vila, uma antiga indústria têxtil, tem casarões históricos, ruas de pedra e uma praça central toda gramada e arborizada, com alguns restaurantes que servem aquela típica comida mineira e cachacinha artesanal. É de dar água na boca!

Próxima parada, Cachoeira dos Cristais (13 km da portaria do parque), com uma queda d’água invejável, que dá até para ficar em pé atrás, e um ótimo poço para mergulhar.

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2º dia – Curralinho e Milho Verde

Após acabarmos com o café da manhã da pousada [Rs], andamos um pouco mais pelo centro histórico de Diamantina e retiramos nosso passaporte para começarmos efetivamente a Estrada Real.

No caminho passamos pela Gruta do Salitre, local que foi palco de concertos [por sua ótima acústica] e que hoje atrai amantes de esportes radicais, como escalada, rapel e até highline.

Seguindo viagem, paramos para almoçar em Curralinho, e logo que chegamos fomos surpreendidos com a calmaria do lugar… Dá só uma olhada na delegacia! 🙂

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Lá almoçamos no restaurante da Pousada Tropeiro, onde nos sentimos em casa! Local simples e acolhedor. Comida feita na hora e no fogão à lenha.

Descansamos, nos refrescamos na represa de Curralinho e seguimos pela Estrada Real com destino a São Gonçalo do Rio das Pedras.

Por ter chegado no final do dia, só deu tempo de tiramos algumas fotos na Matriz, pegar o carimbo e ir correndo ver o pôr do sol na Cachoeira do Comércio.

3º dia – Milho Verde e Vila do Tabuleiro

Depois de uma noite acampando no meio do nada na estrada para Milho Verde [mais um acampamento selvagem], acordamos com este visual incrível.

Seguimos para Milho Verde e ficamos deslumbrados com o cenário panorâmico da Serra do Espinhaço que se tem por trás da pequena Igrejinha.

Ansiosos para tomar um banho decente [que não tivemos na noite anterior], fomos conhecer a Cachoeira do Moinho, que fica a 2 Km de Milho Verde.

Assim que chegamos, avistamos um poço com uma quedinha d’agua. Ficamos um bom tempo, tomamos nosso banho e só no final que percebemos um fluxo de pessoas transitando na trilha. Quando fomos ver… tinha uma baita cachoeira [lindíssima] com o tal moinho [Rs].

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Neste dia aproveitamos para dar uma esticada na Estrada Real e passamos por Serro, Alvorada de Minas, Tapera, Conceição do Mato Dentro e por fim, já anoitecendo, saímos um pouco da rota e fomos acampar na Vila do Tabuleiro.

4º dia – Vila do Tabuleiro

O camping em que ficamos tinha uma ótima estrutura e fornecia um delicioso café da manhã.

Acordamos cedo e seguimos para o Parque Municipal Ribeirão do Campo, conhecida também como Parque do Tabuleiro [que fica nas costas da Serra do Cipó].

A Cachoeira do Tabuleiro, com 273 metros de queda livre, é a mais alta de MG e a 3ª maior do Brasil. Você chega de carro até a entrada do parque e depois faz uma trilha de pouco mais de 1h de caminhada. Logo no início tem uma boa descida [o que significa que na volta você vai ter que subir] e depois é só seguir margeando o rio, onde há vários poços perfeitos para um TIBUM.

A Cachoeira do Tabuleiro é um ótimo lugar para quem gosta de adrenalina, pois, além de dar uns mergulhos numa [enorme] piscina natural, você pode praticar rapel, escalada, base jumping e para quem é mais pé no chão, trekking pois existem várias trilhas no local.

Almoçamos num lugar super bonitinho, com diferentes opções de PF [inclusive para vegetarianos], diferentes tipos de suco e, é claro, cachaça artesanal [que foi consumida lá mesmo].

5º dia – Vila do Tabuleiro e Itambé do Mato Dentro

Deixando a Vila do Tabuleiro, não resistimos à tentação e fomos conhecer mais uma das lindas cachoeiras da região, a Cachoeira Rabo de Cavalo.

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Esta cachoeira também é enorme, tem com 3 quedas [sendo a maior de 150 metros de altura] e um ótimo poço para nadar. Realmente é um lugar encantador! Dá para ir de carro até um estacionamento e de lá pegar uma trilha de meia hora.

Seguindo viagem, retornamos à Conceição de Mato Dentro, passamos em Morro do Pilar, e seguimos dirigindo por mais um bom trecho até chegarmos no nosso destino do dia, Itambé do Mato Dentro.

Lá encontramos um excelente camping [Camping Ouro Fino], bem estruturado [banheiros, quiosques, várias churrasqueiras e boas sombras para parar o carro] e ainda por cima é cortado por um rio.

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6º dia – Cabeça de Boi

Mais uma vez fugimos um pouco da rota da Estrada Real e fomos para o distrito Cabeça de Boi [em Itambé do Mato Dentro] que, para variar, tem mais um monte de cachoeiras lindas.

A estrada é toda de chão e passa por cada paisagem de tirar o fôlego.

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Após deixarmos o carro, caminhamos uns 20 minutos até chegarmos à Cachoeira do Entancando.

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Depois de curtir uma pequena parte das várias cachoeiras da região, almoçamos no “centro” de Cabeça de Boi num restaurante de comida barata e de ótima qualidade, e voltamos para o camping de Itambé do Mato Dentro.

7º dia – Pé na Estrada

Como o tempo estava acabando e ainda tínhamos muitos quilômetros pela frente, seguimos viagem pela Estrada Real, tentando não parar muito.

Depois de sairmos bem cedo, a 1ª parada foi em Ipoema, só para tomar café da manhã e pegar o carimbo.

Passamos por um trecho da Estrada Real que mais parece cenário de filme, dentro de uma plantação de eucalipto e chegamos em Barão de Cocais.

Também no curso da Estrada Real passamos pelo Sitio Arqueológico Pedra Pintada. Lá fomos muito bem atendidos e guiados pelo dono da propriedade, que conhece profundamente o sítio com muitas pinturas rupestres, reconhecidas recentemente pela UNESCO como patrimônio histórico e cultural.

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Passamos por Santa Barbara e depois resolvemos arriscar desbravando um pequeno trecho da Estrada Real que é indicado apenas para bike ou caminhada. Queríamos passar por TODOS os marcos.

Depois de amassar muito mato, paramos em uma plantação de eucaliptos, fechada demais para o carro passar.

Não desistimos, pegamos informações com um senhor que trabalhava na fazenda e descobrimos que dava para passar por dentro da propriedade [seguindo os macetes que ele nos passou em off].

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Depois desse perrengue, seguimos para Catas Altas, uma cidadezinha muito bem preservada e com uma vista incrível para a Serra do Caraça.

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Acho que vale a pena se programar para ficar um dia neste local que parece ser incrível [tanto a cidade quanto a natureza]. Infelizmente estávamos com o cronograma apertado e só deu tempo de ir num mirante e tomar um banho rápido numa quedinha d’água [na beira da estrada].

Depois de passar por Mariana, chegamos [exaustos] ao destino final, Ouro Preto. Só neste dia foram quase 200 km de estrada de chão e lindos cenários.

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Nosso local de descanso em Ouro Preto foi o Camping Clube do Brasil, que mesmo estando meio deserto [abandonado], ainda preservava uma ótima estrutura.

8º dia – Mariana e Ouro Preto

Fomos visitar a famosa mina de ouro, conhecida como Mina da Passagem. Para o nosso passeio se tornar ainda mais divertido… Samuel tomou banho em um poço dentro da mina [que por sinal era meio que proibido], mas como ele queria muito, a guia abriu uma pequena exceção.

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No centro de Ouro Preto pegamos nosso último carimbo e o certificado da Estrada Real.

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A noite para finalizar e comemorar nossa chegada… fomos no restaurante O Passo, um restaurante muito agradável, e que segundo dizem por aí [e eu concordo] tem a melhor pizza da cidade.

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Ainda falta percorrer os outros três caminhos da Estrada Real… mais roteiros para nossa lista de destinos. E quando formos vocês vão poder acompanhar tudo por aqui.

Quito em 10 horas

Depois de conhecer Xavier, um equatoriano super amistoso e agradável, nas Ilhas Galápagos, fomos convidados por ele para fazer um city tour por Quito, já que tínhamos algumas horas de conexão na capital equatoriana antes de regressarmos ao Brasil.

A primeira coisa que pensamos foi “Obaaa! Vamos passear ao invés de ficar presos no aeroporto, dormindo pelos cantos [nada confortáveis].” 🙂

Localizada bem no “meio da Terra”, Quito é a segunda capital mais alta do mundo, perdendo apenas para La Paz, na Bolívia. Descobrimos em poucas horas que no entorno de Quito há atrações para todos os gostos, desde grandes vulcões [alguns em atividade] a um tranquilo passeio pelo charmoso e bem preservado centro histórico.

Veja quanta coisa legal conseguimos fazer em poucas horas.

Mitad del Mundo

Nossa primeira parada foi a famosa linha imaginária, que tanto ouvimos nas aulas de geografia, que divide o planeta em dois hemisférios. O Monumento da Mitad del Mundo foi construído em 1936 para comemorar o 200º aniversário da expedição francesa, que no século XVIII, teve o intuito de medir a curvatura da Terra.

É uma boa opção para quem quer tirar aquela típica foto com um pé em cada hemisfério, na latitude 0º 00’ 00”. Ou fazer um pouquinho diferente, como nós. Dá para se divertir bastante, usando a criatividade [Rs].

Catequilla: A verdadeira linha do Equador

Logo que saímos da Mitad del Mundo, nosso mais novo amigo, nos levou para conhecer a Linha Equatorial original, nas ruínas de Catequilla. Parece estranha esta história, mas não é, pelo contrário, é bem interessante.

Catequilla é um sitio arqueológico Pré-Inca, que está a 2.638 metros de altitude e que tem uma vista de 360º. Em 1997, por meio da tecnologia do GPS, Cristóbal Cobo descobriu que uma das extremidades de um muro semicircular de Catequilla ficava exatamente sobre a latitude 0º 00’ 00”.

E o que é mais interessante é que o alinhamento do muro com a linha do equador poderia ter sido uma mera coincidência, mas parece que não. A linha que liga as duas extremidades do muro forma um ângulo de 23,5º em relação à linha do equador (mesmo ângulo de inclinação do eixo da Terra). E uma das extremidades da linha de ligação aponta para o nascer do sol no solstício de dezembro e a outra para o pôr-do-sol no solstício de junho. Por estas e outras peculiaridades, pesquisadores acreditam que Catequilla teve grande importância para a astronomia e religiosidade [que na época andavam juntas].

Reserva Geobotânica de Pululahua

Correndo contra o tempo, para aproveitar as últimas horas de sol, seguimos para Pululahua, um vulcão com três crateras, sendo uma delas a terceira maior cratera de vulcão do mundo, com 12km de extensão. Outra peculiaridade, uma de suas crateras é habitada por cerca de 40 famílias que vivem da agricultura e pecuária. Isso mesmo, tem gente que vive dentro do vulcão. Isso que é viver intensamente!

Pululahua na lingua Quéchua significa nuvem de água, sabe por quê? Como o lugar fica no alto da face oceânica da Cordilheira do Andes, as nuvens param todos ali. E foi justamente por causa desta névoa que não pudemos avistar a cidade e, além disso, como já era tarde também, não tínhamos tempo para descer a longa escadaria até lá. Então aproveitamos para curtir o visual dessa paisagem deslumbrante, um verdadeiro mar de nuvens.

Centro histórico

Mesmo o cair da noite não foi páreo para nosso desejo de aproveitar o momento. Fomos então conhecer o centro histórico, um dos mais importantes da América Latina, e o mais bem preservado. Lá você vai caminhar por ruas estreitas que passam ao lado de monastérios, conventos e igrejas coloniais. A arquitetura é uma rica mistura de várias etnias: mouros, italianos, espanhóis e até mesmo indígenas.

O que mais nos encantou foram as praças como a de San Francisco, toda iluminada com luzes amareladas.

E uma curiosidade, o centro histórico de Quito foi a primeira cidade do mundo a ser tombada pela Unesco como Patrimônio Cultural da Humanidade, junto com Cracóvia na Polônia, em 1978.

Jantar

Para fechar o dia/noite com chave de ouro, nada melhor que um jantar típico equatoriano [com direito a muito milho] feito pelo nosso amigo, Xavier, que amavelmente nos convidou para sua casa.

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Não vemos a hora de voltar e explorar melhor as grandes belezas do Equador, uma país pequeno mas que devido a sua grande variação de relevo apresenta uma enorme variedade de climas e paisagens.

 

Pão de Açúcar e Cristo: Como curtir mais e gastar menos?

Você deve estar se perguntando… isso é possível?

Para conhecer esses atrativos [talvez os mais populares do Rio] geralmente é necessário desembolsar um valor que para quem recebe em dólar não é muito, mas para nós tupiniquins não é barato. Os bilhetes (de ida e volta) para o Pão de Açúcar está R$ 76,00 e para o Cristo Redentor R$ 68,00.

Mas para gastar um pouquinho menos e ter uma experiência diferente, você só precisa se aventurar um pouquinho. Eu fiz o teste  e te digo que vale muito a pena!

Pão de Açúcar

Partindo da Praia vermelha, na Urca, nosso trajeto “alternativo” começa na pista Cláudio Coutinho, uma pista de caminhada que contorna parte do Morro da Urca e do Pão de Açúcar. O acesso a trilha fica uns 500m do início desta pista, onde tem uma placa à esquerda com a indicação: “Trilha da Urca”.

Não se preocupe se estiver sozinh@, sempre tem gente por lá.

A trilha tem 900m de extensão e é praticamente toda na sombra, o que a torna bem agradável. Os trechos são bem demarcados, alguns lugares têm madeiras ou pneus que servem de degraus. O tempo que gastamos até chegar ao Morro da Urca foi de uns 40 minutos. Subimos no dia das crianças, então o que mais tinha na trilha eram crianças e adolescentes com seus pais curtindo a natureza.

Então, é só subir tranquilo e contemplar o visual.

Do Morro da Urca já é possível ter uma visão espetacular do Rio de Janeiro, mas se quiser ir ao famoso Pão de Açúcar, agora sim, só com o bondinho ou escalando [Rs].

Lembrando que, o bilhete de acesso para o bondinho é vendido apenas na estação de embarque na Praia Vermelha, ou seja, caso você pretenda andar de bondinho em uns dos trajetos, tem que comprar antes de iniciar a trilha.

Outra valiosa dica é ficar até o final do dia para ver o belíssimo pôr do sol carioca, e aproveitar para descer de bondinho de graça, tanto do Morro da Urca quanto do Pão de açúcar, pois o acesso é liberado após as 19h.

Informações e valores em www.bondinho.com.br

Cristo Redentor

Essa não é para qualquer pessoa. Já ouviu falar de trilha inclinada? Rs. Então, quem quiser gastar caloria e estiver bem disposto, vá em frente!

Partindo do Parque Lage, a trilha, que tem início numa pequena casa de pedra (local de registro), é toda percorrida na sobra da densa mata atlântica e tem 2.200m de extensão.

O trecho inicial é de pouco esforço e corta alguns riachinhos. Mas isso é até a terceira cascata, onde a trilha passa a ganhar uma declividade bem maior, a partir desse ponto, árvores e raízes ajudam bastante dar aquela segurança extra. Nessa parte vai ter um ponto de escalaminhada em uma pequena rocha, é só passar usando a corrente (presa à rocha) como apoio. Continuando o caminho, já próximo ao Cristo, logo vai ter a estrada de asfalto, daí em diante é só seguir o caminho até a bilheteria para comprar o bilhete de acesso. O tempo que gastamos foi de 2h e 30m, contando as várias paradas.

Para voltar, como provavelmente você estará cansad@, a opção mais barata é descer pela estrada até o Silvestre, onde há um ponto de ônibus. Uma boa pedida é ir até Santa Tereza, que é bem pertinho e aproveitar para almoçar ou pegar um barzinho.

Informações e valores em www.cristoredentoroficial.com.br

Três Picos: montanhas desafiadoras e um vale dos deuses

O montanhismo, ainda não sei muito bem por que, tem a capacidade de viciar nossos sentidos com visões difíceis de descrever em palavras e em atmosferas rarefeitas, adornadas pelo frio, pela névoa e por um misterioso ar que dissipa toda e qualquer preocupação mundana.

Este fim de semana entendi por que o Parque Estadual dos Três Picos representa tão bem este espírito que paira no imaginário dos amantes da montanha.

Já na década de 20 os montanhistas descobriram este paraíso, e de lá para cá seu potencial para turismo de aventura e contemplação da natureza vem se desenvolvendo gradativamente. Criado por Decreto em 2002, o Parque Estadual dos Três Picos, é hoje o maior Parque Estadual do Rio de Janeiro, abrangendo parte da área de 5 municípios (Cachoeiras de Macacu, Nova Friburgo, Teresópolis, Guapimirim e Silva Jardim).

O parque por sua localização e extensão territorial, que pode ser dividida em parte alta e parte baixa, apresenta inúmeros atrativos como fauna e flora rica e variada, grande número de nascentes, rios e cachoeiras, e uma gama de paisagens de tirar o fôlego!

Desta vez nosso destino foi a região de Salinas onde ficam as principais montanhas, dentre elas os imponentes Três Picos.

Saindo da estrada que liga Nova Friburgo a Teresópolis (RJ-130), próximo ao CEASA, você vai tomar uma estradinha cheia de curvas que corta uma das áreas rurais mais bonitas do Estado e responsável pela produção de boa parte de nossas hortaliças.

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Após sair da RJ-130 você percorrerá um total de 17 km de estrada (12 de asfalto e 5 de terra batida). É fácil encontrar o caminho, pois ao longo do mesmo há muitas placas indicando o percurso a ser seguindo. Após subir os quilômetros finais [bem inclinados] você chega à porteira da República Três Picos, onde você deve estacionar o carro, atravessar a porteira do Parque e seguir um percurso de menos de 2 Km [já repleto de paisagens que não vão te deixar largar a câmera por minuto sequer] até chegar ao local onde você pode montar acampamento.

No acampamento base, seja de dia

Ou à noite

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Não vão faltar oportunidades de curtir o clima da montanha. E se você estiver com sorte de ir em um dia de inverno rigoroso, aquele friozinho [que te faz usar TODAS as roupas que tiver na mochila] é garantido.

Além de curtir o acampamento, esta região do Parque é repleta de opções para pôr o corpo em movimento, desde tomar uma das inúmeras longas vias de escalada em rocha para acessar o cume dos enormes monolitos do vale [ainda não cheguei neste nível] ou mesmo fazer uma trilha tranquila para alcançar os cumes mais acessíveis [com vistas igualmente deslumbrantes].

Nossa opção desta vez foi deixar o acampamento às 4:30 da manhã e subir a Cabeça do Dragão para assistir e registrar o majestoso nascer do sol sobre um mar de nuvens.

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Depois de uma pausa para o café da manhã [com vista] e uma volta pelo topo da montanha, admirando essa paisagem, é hora de voltar para casa e já fazer planos para a próxima…

Não vejo a hora de voltar e explorar um pouco mais desse paraíso. Mas enquanto não volto, vou me confortando com estas imagens. 🙂