Praia do Sono: a melhor praia do Rio de Janeiro

Sabe aquela imagem que vem a sua cabeça quando você pensa em uma praia paradisíaca? Aquela, capa de revista de viagem…

É exatamente disso que estou falando: uma extensa faixa de areia branca; águas cristalinas num delirante mix de azul e verde; uma majestosa cadeia de montanhas de densa mata atlântica; e, ao sair do mar, aquela aguinha doce, como uma fonte de frescor inesgotável. Mais alguns passos, você está sob a aconchegante sombra de grandes amendoeiras, daí é só estender a canga [ou armar sua rede] e relaxar…

Dá para imaginar?

Na face oceânica da península de Paraty, a Praia do Sono, é provavelmente o melhor exemplo de quão maravilhosa é a Costa Verde, região que se divide entre os estados de Rio e SP, e que tem como característica: mata atlântica, lindas cachoeiras e praias paradisíacas, convivendo em perfeita harmonia.

Um conjunto de fatores faz da Praia do Sono um lugar tão especial e bem preservado [fazendo parte da Reserva Ecológica da Juatinga]. Se comparada, por exemplo, a sua vizinha Trindade, a Praia do Sono se mantém muito mais natural, sem acesso de carros e todas consequências que isso traz. Tornando assim o lugar perfeito para aqueles que amam a natureza, pura e simples!

Para se chegar a esse destino fantástico, há basicamente dois caminhos, ambos partem da Vila Oratório, até onde é possível se chegar de carro ou ônibus. O primeiro deles, e mais econômico, consiste em fazer uma trilha de 3 km (1 hora – andando devagar). E a segunda opção, mais confortável, mas que talvez tenha uma fila de espera que pode variar de poucos minutos a algumas horas [dependendo do movimento], que é tomar um barco da Vila Oratório até a Praia do Sono.

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Com relação à acomodação, a primeira pedida é escolher um dentre as dezenas de campings da praia, onde é possível dormir ouvindo o barulhinho do mar, ou, para aqueles que não abrem mão de certo conforto, há também a opção de alugar um chalé ou uma casinha.

Uma vez no Sono, não vão faltar opções para se distrair e curtir cada minuto do feriadão.

Tomar banho de mar e relaxar na areia são atividades obrigatórias.

Para os amantes do surf, altas ondas quebram [dependendo da ondulação] ao longo de toda a praia, principalmente no canto direito. Outra possibilidade é fazer uma rápida trilha (30 min) e pegar as clássicas ondas da Praia dos Antigos.

Para quem gosta de se refrescar com aquele banho de água doce, além dos rios que desaguam nas praias (Sono, Antigos e Antiguinhos), a região tem várias cachoeiras legais, como: o Poço do Jacaré, a poucos minutos de caminhada da Praia do Sono; a Cachoeira das Galhetas, que demanda uma agradável caminhada de um pouco mais de uma hora em meio à exuberante mata atlântica; e, para os mais aventureiros, a Cachoeira do Saco Bravo, aquele que deságua no mar [temos um post só sobre ela].

Além da Praia do Sono, propriamente dita, há ainda três praias vizinhas que merecem uma visita. 1°) Praia dos Antigos, um lugar perfeito para passar todo o dia, simplesmente um paraíso [que me faltam palavras para descrever]. 2°) Praia de Antiguinhos, pequenininha e aconchegante, lá você se sente parte da natureza e é como se essa joia tivesse sido colocada ali apenas para o seu deleite. 3°) Ponta Negra, é outro pequeno e rústico vilarejo [sem luz elétrica] onde vale a pena parar para um almoço [com aquele peixinho, camarão ou lula, tudo fresquinho ali do mar].

O Sono é um lugar perfeito para fazer novas amizades com os locais e também com outros turistas. Além disso, nos feriados ou na alta temporada é possível curtir a noite, com programinhas para todos os gostos: reggae, samba, forró, MPB e até eletrônico. Mas para quem gosta mesmo da calmaria… a pedida certa é sentar ao redor de uma fogueira e olhar o céu estrelado, tudo de bom!

O pôr e o nascer do sol são espetáculos a parte!  Cada dia é uma nova dádiva neste cenário, que se modifica e se renova constantemente, pela dança de nuvens e cores, mas que mantém sempre uma atmosfera mágica, que só indo lá para entender e se apaixonar. ❤

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Pérola da Guanabara: o melhor bloco do pré-carnaval carioca

O carnaval é uma época tão mágica, que é como se ele marcasse o recomeço do ano. Não poderia ser diferente, as pessoas ficam tão apaixonadas por essa profusão de alegria, liberdade e amor, que uma semana de carnaval é muito pouco. A solução: comemorar o pré e o pós carnaval!

No pré-carnaval vários bloquinhos já viraram tradição, enchendo as ruas do Rio de um frenesi de cores e outras coisinhas…

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Agora, de todos esses blocos, o mais diferente e imperdível é sem sombra de dúvida o Pérola da Guanabara.

No sábado que antecede o fim de semana do carnaval, uma multidão de foliões vai à Praça XV para pegar a barca que os levará a um universo paralelo, que se hospeda na Ilha de Paquetá, com uma atmosfera digamos mística, na qual muita gente bonita e feliz perde as estribeiras no melhor dos sentidos.   🙂

A diversão já começa na barca.

Quando você chega ao seu destino o clima do lugar é tão fantástico que você fica completamente relaxado e só quer curtir cada minuto sem limitações.

Uma vez imerso neste universo paralelo, é só se deixar levar, e dar aos seus sentidos uma certa dose dessa porção mágica que mistura:

Música

Cores

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Gente linda

Gente estilosa

Gente feliz 

Gente na árvore 

Gente se amando

Gente se amando na árvore

Fantasias…

A festa vai até tarde

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Dicas úteis:

Data – Último sábado antes do Carnaval

Horário – Esse ano a banda Pérola da Guanabara tocou à tarde (16:00), mas a ilha fica lotada o dia inteiro, se estendendo até a noite.

Logística – Ir até a Praça XV e pegar a barca Rio–Paquetá (horários e tarifas em http://www.grupoccr.com.br/barcas/linhas-horarios-tarifas)

Pão de Açúcar e Cristo: Como curtir mais e gastar menos?

Você deve estar se perguntando… isso é possível?

Para conhecer esses atrativos [talvez os mais populares do Rio] geralmente é necessário desembolsar um valor que para quem recebe em dólar não é muito, mas para nós tupiniquins não é barato. Os bilhetes (de ida e volta) para o Pão de Açúcar está R$ 76,00 e para o Cristo Redentor R$ 68,00.

Mas para gastar um pouquinho menos e ter uma experiência diferente, você só precisa se aventurar um pouquinho. Eu fiz o teste  e te digo que vale muito a pena!

Pão de Açúcar

Partindo da Praia vermelha, na Urca, nosso trajeto “alternativo” começa na pista Cláudio Coutinho, uma pista de caminhada que contorna parte do Morro da Urca e do Pão de Açúcar. O acesso a trilha fica uns 500m do início desta pista, onde tem uma placa à esquerda com a indicação: “Trilha da Urca”.

Não se preocupe se estiver sozinh@, sempre tem gente por lá.

A trilha tem 900m de extensão e é praticamente toda na sombra, o que a torna bem agradável. Os trechos são bem demarcados, alguns lugares têm madeiras ou pneus que servem de degraus. O tempo que gastamos até chegar ao Morro da Urca foi de uns 40 minutos. Subimos no dia das crianças, então o que mais tinha na trilha eram crianças e adolescentes com seus pais curtindo a natureza.

Então, é só subir tranquilo e contemplar o visual.

Do Morro da Urca já é possível ter uma visão espetacular do Rio de Janeiro, mas se quiser ir ao famoso Pão de Açúcar, agora sim, só com o bondinho ou escalando [Rs].

Lembrando que, o bilhete de acesso para o bondinho é vendido apenas na estação de embarque na Praia Vermelha, ou seja, caso você pretenda andar de bondinho em uns dos trajetos, tem que comprar antes de iniciar a trilha.

Outra valiosa dica é ficar até o final do dia para ver o belíssimo pôr do sol carioca, e aproveitar para descer de bondinho de graça, tanto do Morro da Urca quanto do Pão de açúcar, pois o acesso é liberado após as 19h.

Informações e valores em www.bondinho.com.br

Cristo Redentor

Essa não é para qualquer pessoa. Já ouviu falar de trilha inclinada? Rs. Então, quem quiser gastar caloria e estiver bem disposto, vá em frente!

Partindo do Parque Lage, a trilha, que tem início numa pequena casa de pedra (local de registro), é toda percorrida na sobra da densa mata atlântica e tem 2.200m de extensão.

O trecho inicial é de pouco esforço e corta alguns riachinhos. Mas isso é até a terceira cascata, onde a trilha passa a ganhar uma declividade bem maior, a partir desse ponto, árvores e raízes ajudam bastante dar aquela segurança extra. Nessa parte vai ter um ponto de escalaminhada em uma pequena rocha, é só passar usando a corrente (presa à rocha) como apoio. Continuando o caminho, já próximo ao Cristo, logo vai ter a estrada de asfalto, daí em diante é só seguir o caminho até a bilheteria para comprar o bilhete de acesso. O tempo que gastamos foi de 2h e 30m, contando as várias paradas.

Para voltar, como provavelmente você estará cansad@, a opção mais barata é descer pela estrada até o Silvestre, onde há um ponto de ônibus. Uma boa pedida é ir até Santa Tereza, que é bem pertinho e aproveitar para almoçar ou pegar um barzinho.

Informações e valores em www.cristoredentoroficial.com.br

Saco Bravo: A cachoeira que deságua no mar

Inspiradora e relaxante essas são as melhores palavras para descrever a sensação de estar embaixo de uma queda de cachoeira. Mas, agora, imagine que você está nessa queda, tendo aquela sensação da água massageando suas costas, e ao abrir os olhos você se depara com uma vista única e deslumbrante para o mar. Incrível, não é mesmo?!

Essa é a cachoeira do Saco Bravo, uma ótima pedida para quem quer acabar com estresse. Até porque para chegar neste paraíso você tem que se aventurar um pouquinho.

saco bravo 2Catraca Livre

Localizada na cidade de Paraty, Rio de Janeiro, numa região conhecida como Ponta da Joatinga, para chegar até o Saco Bravo é preciso chegar antes na praia da Ponta Negra. Uma vez na praia da Ponta Negra, você deverá pegar uma trilha moderada de 4h (ida e volta), com uma distância de 8 Km (ida e volta). Por isso é aconselhável começar a trilha logo pela manhã.

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A cachoeira do Saco Bravo é uma das poucas cachoeiras que desaguam no mar que é possível banhar-se. Isso só é possível graças a uma extensa rocha bem próxima ao mar, que forma uma grande piscina natural.

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Dizem os Caiçaras que a cachoeira tem este nome, pois quando a maré está alta ou quando o mar está batendo muito, o acesso a ela fica super arriscado.

Depois de saber desse cantinho especial, que tal adicionar mais um destino a sua lista?

Os 10 lugares mais legais para acampar no Rio de Janeiro

Se você está querendo fugir da rotina e curtir um cantinho mais alternativo. Prepare-se! Separamos 10 destinos perfeitos no estado do Rio de Janeiro, do litoral à serra, para dar aquela relaxada e incluir um pouco de aventura na sua vida.

#1 Martim de Sá (Paraty)

Difícil é encontrar uma palavra para caracterizar este tesouro escondido na Costa Verde. Martim de Sá é uma praia deserta, cercada pela Mata Atlântica, com areia branca e uma água tão azul que você se perde no horizonte. E para melhorar, possui apenas uma única família, do famoso Sr. Maneco, que nos oferta um rústico e charmoso camping, sem energia elétrica, o que torna esse cantinho ainda mais especial. Para completar o pacote, dependendo da época do ano, é possível encontrar altas ondas.

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#2 Aventureiro (Ilha Grande – Angra dos Reis)

Um dos principais cartões postais da Ilha Grande, Aventureiro, com seu famoso coqueiro deitado, é aquele lugar para sentar na areia e ouvir o som das ondas, tomar banho de mar [ou surfar] até o sol se pôr, e à noite curtir um lual improvisado, iluminado pela tênue luz de uma fogueira.

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#3 Praia do Sono (Paraty)

Cercada por uma cadeia de montanhas de um verde exuberante, a Praia do Sono, como o próprio nome diz, é ótima para descansar e oxigenar a mente. Mas além de relaxar na praia na sombra de uma árvore, não faltam opções para quem quiser ficar com o corpo em movimento, no mar você pode remar, surfar e mergulhar, em terra há trilhas de poucos minutos que levam a cachoeiras e outras praias igualmente lindas, e à noite, para quem ainda tiver energia, a pedida e curtir um som em um dos vários barzinhos.

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#4 Palmas (Ilha Grande / Angra dos Reis)

Uma boa opção para quem fugir no agito da Vila do Abraão, Palmas, com suas águas calmas e a sombra dos coqueiros, é um cantinho para você passar o dia mergulhando em águas calmas ou mesmo curtindo sombra e água fresca [ou uma cervejinha bem gelada]. Além disso bem próximo a ela, se encontra a praia de Lopes Mendes, eleita uma das praias mais bonitas do Brasil, e um paraíso para os amantes do surf.

Palmas 3-1.jpgCabanas Paraíso

#5 Saco do Mamanguá (Paraty)

O saco do Mamanguá é o único fiorde da costa brasileira, um braço de mar de coloração esverdeada, com 8 Km de extensão e 5 Km de largura, que avança entre as montanhas verdes da Reserva Ecológica da Juatinga e termina no mais bem preservado manguezal da Baía da Ilha Grande. Este paraíso, que já foi cenário de locações de Hollywood, tem praias que parecem de mentira. A praia do Cruzeiro é a mais famosa da região e nela você vai encontrar um cantinho para acampar.

Saco do Mamanguá-1.jpgDo mato ao mar

Subindo a Serra…

#6 Maromba (Visconde de Mauá)

Bem próximo à charmosa cidade de Maringá – MG, que possui boa infraestrutura turística, está Maromba, um lugarejo bem pequeno onde você encontra desde campings até pousadas com muito mais conforto e sofisticação. Seja qual for a escolha, em Maromba você vai curtir um clima da montanha e tomar banho em cachoeiras lindas. São muitas opções, as minhas favoritas são o Poção do 7 metros (foto), bom para quem gosta de se aventurar das alturas, Cachoeira do Escorrega e Poço do Marimbondo [que é um pouco mais longe, mas é encantador].

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#7 Sana (Macaé)

O Sana, ou Arraial do Sana, está num vale cercado de montanhas de mais de mil metros de altura, com várias trilhas, como a do Peito do Pombo, e cachoeiras, como a do Pai, da Mãe e do Filho e a das Andorinhas (foto) que são de tirar o fôlego. À noite a curtição é garantida em um dos vários barzinhos que tocam em sua maioria forró e reggae.

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#8 Aldeia Velha (Silva Jardim)

Localizada bem no pé da serra, a vila de Aldeia Velha é um lugar pacato, onde você consegue andar tudo a pé tranquilamente. Devido à sua proximidade da capital (130 km) é uma ótima opção para passar um fim de semana em contato com a natureza, fazendo trilhas, se jogando em cachoeiras incríveis ou mesmo curtindo um passeio a cavalo. Ah! Uma curiosidade: nesta região se encontra o território de proteção dos ameaçados mico-leões-dourados, vai que você dá sorte de ver um.

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#9 Lumiar (Nova Friburgo)

Manhãs temperadas, tardes quentes e noites frescas esse é o famoso verão na serra e é um dos principais motivos que faz vários turistas procurarem Lumiar nesta época. As principais atrações são as cachoeiras de Indiana Jones e São José (foto), além de vários poços incríveis.

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#10 Sossego do Imbé (Santa Maria Madalena)

Sossego do Imbé é um lugar com aquele charme do interior, boizinhos pastando à beira da estrada de chão, um centrinho que se resume a alguns metros de calçamento de paralelepípedo, e crianças brincando nas ruas. Aos pés da imponente Serra do Desengano, maior remanescente de mata atlântica do Norte Fluminense, lá se concentram belíssimas cachoeiras, dentre elas, se destacam as do Roncador, do Escorrega e essa aí (foto), que leva o nome de Poço Feio [imagine só os bonitos].

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