10 lugares imperdíveis na Chapada dos Veadeiros

Localizada no alto do Planalto Central, a mais de 1.600 metros de altitude, a Chapada dos Veadeiros é uma preciosidade, cercada por lindas cachoeiras, paredões rochosos, rios com piscinas naturais, aquele cerradão lindo de ser ver no horizonte e uma energia que só quem vai lá entende.

A Chapada também é bem procurada por seu misticismo, principalmente Alto Paraíso de Goiás. Este município, além de ser cortado pelo paralelo 14, está localizado em cima de um imenso cristal de quartzo, o que, segundo o pessoal entendido nestes assuntos, torna o lugar um grande centro energético. Daí, o que não falta são histórias de experiências místicas/energéticas…

Em termos de beleza natural e atrativos turísticos, os destinos mais procurados da Chapada dos Veadeiros ficam na região que circunda o Parque Nacional, nos municípios de Cavalcante, Alto Paraíso, e o seu distrito, São Jorge.

Separamos aqui 10 lugares que nos deslumbraram e que merecem muito ser visitados.

Alto Paraíso

#1 Macaquinhos

As cachoeiras do Rio Macaquinhos formam um complexo aquático natural, com poços de cor esmeralda e lindas quedas d’água, localizadas dentro da Reserva Santuário de Pedra, a 42 km de Alto Paraíso, sendo 12 km de asfalto e 30 km de estrada de chão.

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São 2 km de trilha a pé margeando rio. É bem gostoso e vale muito a pena passar o dia, parando em cada um dos poços e cachoeiras ao longo do percurso. No total são oito cachoeiras que agradam a todos os gostos, inclusive há uma na qual é permitido o naturismo (Banho Pelado) e outra onde é possível pular de uns 7 metros de altura (Poção do Jump). A penúltima da trilha, a Cachoeira da Caverna, foi aquela com a qual ficamos mais encantados, pela sua linda queda d’água e por ser ótima para nadar e relaxar.

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#2 Catarata dos Couros

Saindo de Alto Paraíso, depois de 16 km de asfalto e mais 35 km de terra, está o Rio dos Couros, com suas imponentes quedas, que chegam até 100 metros. É de deixar qualquer um boquiaberto com tanta beleza e imponência! O local possui uma sequência de quedas que formam um cenário de filme.

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Mas para os que buscam águas tranquilas, lá também é possível relaxar e curtir o dia em um dos seus poços, que às vezes formam uma prainha.

Ah, atenção! Na época de chuva há alguns pontos que ficam impossibilitados à visitação, pois o volume de água aumenta consideravelmente.

#3 Poço Encantado

Um dos principais fatores que atraem vários turistas para esse local é a questão do acesso. O Poço do Encantado, e sua linda cachoeira, ficam na Fazenda Rio de Pedra, que está bem pertinho da rodovia. Ou seja, não é necessário percorrer longas distâncias em estrada de terra. Uma ótima pedida para quem está com o tempo corrido.

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Além disso, o local é bem acolhedor, com a cachoeira e seu poção a poucos minutos de caminhada leve. Em volta do poço há uma prainha de areia branca, com sombrinha da vegetação do cerrado, e ainda boa estrutura de recepção ao visitante (com salva-vidas, banheiros e restaurante).

São Jorge

#4 Mirante do Jardim de Maytrea

Uma parada rápida para admirar o principal cartão-postal da Chapada dos Veadeiros. O mirante fica bem ao lado da estrada que liga Alto Paraíso a São Jorge. Dali tem-se uma vista que agrupa vários dos elementos característicos da Chapada: as veredas [campos úmidos] com seus majestosos buritis; as montanhas rochosas de formas graciosas; e o vasto cerradão, que se estende ao alcance dos olhos.

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#5 São Bento

A caminho do vilarejo de São Jorge, também ao lado da estrada, esta a Cachoeira São Bento, que se destaca por sua grande piscina natural, utilizada às vezes para competições de polo aquático. É um lugar bem legal também para aqueles que gostam de pular, sem grandes riscos.

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Também é uma ótima opção para quem estiver com tempo corrido ou então que não quer se cansar muito fazendo trilha.

#6 Almécegas I e II

Ainda na Fazenda São Bento, quem tiver um pouco mais de tempo, vale a pena conhecer as cachoeiras das Almécegas, que estão a cerca de 4 km da portaria. O início do acesso é feito por estrada de terra e logo depois é necessário fazer uma trilha. A água que escorre pelas íngremes rochas de quase 50 metros de altura, faz da Almécegas I ser conhecida com uma das melhores da Chapada. Já a cachoeira Almécegas II tem uma queda de 8 metros e um poço perfeito para banho.

Almecegas I - fazenda sao bento.jpgAmécegas I by PousadaSaoBento

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#7 Cachoeira do Cordovil e Poço das Esmeraldas

Muito conhecida pelo arco-íris que se forma no final da sua queda, essa cachoeira tem um quê místico. Para completar o pacote, dentro da mesma fazenda se encontra também o Poço das Esmeraldas, profundo e de águas cristalinas. Para se chegar lá, você sai da estrada Alto Paraíso-São Jorge e entra na Fazenda Volta da Serra. Do estacionamento até as cachoeiras é necessário andar pouco mais de uma hora, mas vale a pena!

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#8 Cachoeira do Abismo

Imagine você se banhando numa cachoeira que é uma espécie de terraço com piscina de fundo infinito, tendo com plano de fundo aquele paisagem linda, típica da Chapada. A Cachoeira do Abismo, com suas águas que escorrem por uma parede de rochas [apenas na época das chuvas] forma um pequeno poço de águas avermelhadas. É um cantinho super especial! E para quem quiser estender a caminhada, ainda dá para ir até o Mirante da Janela.

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Cavalcante

#9 Veredas

A Pousada Fazenda Veredas é um lugar, sem sobra de dúvidas, que consegue agradar a todos! Um lugar incrível, há poucos quilômetros de Cavalcante. É um complexo de cachoeiras, poços, mirantes, cânions [são mais de 10 cantinhos para explorar e curtir]. As cachoeiras mais procuradas nesse circuito são: a Cachoeira das Veredas, com 90 metros de queda encaixada num cânion bem estreito e vertical; e a do Poço Encantado, boa para nadar e esticar o corpo ao sol.

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Poço Encantado - Veredas.jpg

#10 Santa Bárbara e Capivara

Para fechar com chave de ouro, um tour de deixar qualquer um de queixo caído…

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A Cachoeira Santa Bárbara, com seu azul cristalino hipnotizante, é digna de capa de revista. E a Cachoeira Capivara, com suas duas quedas forma uma paisagem e tanto. Ambas estão localizadas na comunidade quilombola (Kalunga), que fica há uns 30 km de Cavalcante, em estrada de terra. Lá você precisa de um guia local, que te acompanhará durante a caminhada até as cachoeiras.

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Dicas:

A Chapada é cheia de cantinhos legais para se acomodar e desfrutar das delícias do cerrado. Mas tem dois que nos chamaram a atenção e merecem ser citados:

Camping do Rafa – um camping com atmosfera super acolhedora e ótimos anfitriões.

Risoteria Santo Cerrado – o melhor risoto que já comemos! Sem falar nos drinks e bom gosto musical…

Chapada Diamantina: roteiro de uma semana

No coração da Bahia, cercado por inúmeras cachoeiras, grutas, cânions e vales, se encontra o Parque Nacional da Chapada Diamantina, o segundo maior parque nacional do Brasil.

Com uma extensa área, de quase 40 mil km², o parque abrange uma série de municípios. E por conta de suas dimensões, com seus principais atrativos localizados a dezenas de quilômetros uns dos outros, muitas pessoas optam por se deslocar sobre quatro rodas para aumentar seu raio de alcance e melhor desbravar este paraíso.

Como só tínhamos uma semana, nossa estratégia foi dar a volta ao redor da Chapada, conhecendo um pouquinho de cada canto, indo apenas aos atrativos mais espetaculares, pois não tínhamos tempo suficiente para conhecer tudo que a Chapada oferece. E acredite, se você quiser explorar a fundo suas maravilhas, um mês lá é pouco!

Marcamos aí o nosso roteiro em vermelho, e falaremos aqui em baixo um pouco dos lugares que mais curtimos:

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# 1 VALE DO CAPÃO

Depois de dois dias de viagem, partindo de Niterói, chegamos ao Vale do Capão, um local acolhedor, com aquele clima bem roots, cheio de opções para comer muito bem [com uma incrível oferta de receitas vegetarianas e veganas]. As cachoeiras do Rio Preto e a das Rodas são atrativos bem legais e de fácil acesso. Já para aqueles que tiverem um pouquinho mais de tempo, recomendo fazer o trekking que leva ao Vale do Paty, que tem no meio do percurso a impressionante cachoeira da Fumaça, segunda mais alta do Brasil, com 340 metros.

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Cachoeira_da_fumaça_by RoneyBy Roney

#2 GRUTA DA TORRINHA

Seguindo para o Norte, chegamos à cidade de Iraquara, onde se encontram mais de 200 cavernas e outras interessantes formações geológicas. Nossa escolha foi conhecer a Gruta da Torrinha, que é simplesmente impressionante! Para você ter uma ideia, passamos uma tarde inteira na nossa viagem ao centro da terra e vimos apenas uma pequena parte das maravilhas desse mundo subterrâneo. É incrível ver tanta beleza e delicadeza, de formações envoltas permanentemente pela escuridão absoluta. A Flor de Aragonita é uma das joias mais raras do Salão dos Cristais, pois é uma formação única no mundo, que desafia a gravidade.

Gruta da Torrinha_Chapada Diamantina
Flor de Aragonita_Chapada Diamantina

#3 MORRO DO PAI INÁCIO

Para fechar bem o dia, nada melhor que ver o pôr do sol com a clássica vista panorâmica da Chapada, que se tem do topo do morro de Pai Inácio, um dos atrativos mais requisitados da região. Depois de estacionar o carro, basta subir cerca de 20 minutos para se chegar a um local que te faz sentir como é bom estar vivo e poder admirar as belezas da natureza. São 360° de vistas de tirar o fôlego!

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#4 POÇO DO DIABO

Bem próximo à cidade de Lençóis [onde passamos e curtimos a noite], está o Poço do Diabo com suas belas águas avermelhadas. Além de ser linda e ótima para curtir um banho de rio, essa cachoeira conta ainda com opções de Rapel e Tirolesa para os mais aventureiros.

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Em direção a Andaraí, encontramos um lugar fantástico para acampar no meio do nada. E era tudo o que a gente queria, uma vez que fomos equipados para isso mesmo. Tudo estava em um arranjo completo: uma vasta área com dunas de areia branca e a cachoeira ao fundo para desfrutarmos. A noite foi coroada pela fogueira, um céu estrelado e o som da natureza.

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5# POÇO ENCANTADO

Continuando nosso roteiro, seguimos a caminho do poço encantado, um lugar que realmente merece receber esse nome, de tanta magia e energia que transmite. O poço encantado te hipnotiza com sua transparência e tonalidade de azul. É tão impressionante, que ao entrar na gruta você demora a ter ideia do espaço em que você está. Em um certo período do ano [outono e inverno] devido à posição do sol, é ainda mais fascinante, uma vez que raios solares penetram na caverna, formando um incrível feixe de luz azul turquesa que intensifica ainda mais sua cor.

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6# IGATU

Para passar a noite seguinte escolhemos a mística vila de Igatu. Passado seu apogeu, vivido no período do garimpo de diamante, hoje a cidade (com apenas de 380 habitantes) conta sua história através de ruínas de pedra. As construções eram feitas pelos garimpeiros, utilizando as pedras abundantes no local, num tipo de construção sem argamassa, e por isso a cidade ficou conhecida como a Machu Picchu baiana. Além da valiosa história, a cidade ainda guarda várias belezas naturais como cachoeiras e paredões rochosos, perfeitos para os ecoturistas.

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7# BURACÃO

Chegamos enfim ao destino mais esperado de toda viagem, a imponente Cachoeira do Buracão. São 90 metros de cortina d’água que corta um vertiginoso cânion. Chegar na beirada desse precipício é dar calafrios. Lá em baixo você pode se banhar nessas águas mágicas e olhar para o céu como que emoldurado por um túnel vertical. Para chegar ao Buracão é necessário fazer uma trilha de mais ou menos 1 hora, com direito a paradas em outros atrativos durante o caminho (Cachoeiras das Orquídeas, Cachoeira do Recanto Verde e Mirante do Buracão).

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*  *  *

Esses foram os pontos altos do nosso offroad pela Chapada Diamantina. É claro que no percurso entre um atrativo e outro, paramos para conhecer e desbravar vários lugares menos conhecidos, mas igualmente especiais.

Era então hora de voltar para casa… Com o carro sujo, e a alma lavada.

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P.S.: Não poderia deixar de citar também a comida, que é realmente uma atração a parte! É tudo muito bem temperado e feito com bastante amor.

Se você estava em dúvida de conhecer a Chapada, não pense duas vezes. O problema é que você vai se apaixonar e querer voltar sempre, assim como nós!

Praia do Sono: a melhor praia do Rio de Janeiro

Sabe aquela imagem que vem a sua cabeça quando você pensa em uma praia paradisíaca? Aquela, capa de revista de viagem…

É exatamente disso que estou falando: uma extensa faixa de areia branca; águas cristalinas num delirante mix de azul e verde; uma majestosa cadeia de montanhas de densa mata atlântica; e, ao sair do mar, aquela aguinha doce, como uma fonte de frescor inesgotável. Mais alguns passos, você está sob a aconchegante sombra de grandes amendoeiras, daí é só estender a canga [ou armar sua rede] e relaxar…

Dá para imaginar?

Na face oceânica da península de Paraty, a Praia do Sono, é provavelmente o melhor exemplo de quão maravilhosa é a Costa Verde, região que se divide entre os estados de Rio e SP, e que tem como característica: mata atlântica, lindas cachoeiras e praias paradisíacas, convivendo em perfeita harmonia.

Um conjunto de fatores faz da Praia do Sono um lugar tão especial e bem preservado [fazendo parte da Reserva Ecológica da Juatinga]. Se comparada, por exemplo, a sua vizinha Trindade, a Praia do Sono se mantém muito mais natural, sem acesso de carros e todas consequências que isso traz. Tornando assim o lugar perfeito para aqueles que amam a natureza, pura e simples!

Para se chegar a esse destino fantástico, há basicamente dois caminhos, ambos partem da Vila Oratório, até onde é possível se chegar de carro ou ônibus. O primeiro deles, e mais econômico, consiste em fazer uma trilha de 3 km (1 hora – andando devagar). E a segunda opção, mais confortável, mas que talvez tenha uma fila de espera que pode variar de poucos minutos a algumas horas [dependendo do movimento], que é tomar um barco da Vila Oratório até a Praia do Sono.

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Com relação à acomodação, a primeira pedida é escolher um dentre as dezenas de campings da praia, onde é possível dormir ouvindo o barulhinho do mar, ou, para aqueles que não abrem mão de certo conforto, há também a opção de alugar um chalé ou uma casinha.

Uma vez no Sono, não vão faltar opções para se distrair e curtir cada minuto do feriadão.

Tomar banho de mar e relaxar na areia são atividades obrigatórias.

Para os amantes do surf, altas ondas quebram [dependendo da ondulação] ao longo de toda a praia, principalmente no canto direito. Outra possibilidade é fazer uma rápida trilha (30 min) e pegar as clássicas ondas da Praia dos Antigos.

Para quem gosta de se refrescar com aquele banho de água doce, além dos rios que desaguam nas praias (Sono, Antigos e Antiguinhos), a região tem várias cachoeiras legais, como: o Poço do Jacaré, a poucos minutos de caminhada da Praia do Sono; a Cachoeira das Galhetas, que demanda uma agradável caminhada de um pouco mais de uma hora em meio à exuberante mata atlântica; e, para os mais aventureiros, a Cachoeira do Saco Bravo, aquele que deságua no mar [temos um post só sobre ela].

Além da Praia do Sono, propriamente dita, há ainda três praias vizinhas que merecem uma visita. 1°) Praia dos Antigos, um lugar perfeito para passar todo o dia, simplesmente um paraíso [que me faltam palavras para descrever]. 2°) Praia de Antiguinhos, pequenininha e aconchegante, lá você se sente parte da natureza e é como se essa joia tivesse sido colocada ali apenas para o seu deleite. 3°) Ponta Negra, é outro pequeno e rústico vilarejo [sem luz elétrica] onde vale a pena parar para um almoço [com aquele peixinho, camarão ou lula, tudo fresquinho ali do mar].

O Sono é um lugar perfeito para fazer novas amizades com os locais e também com outros turistas. Além disso, nos feriados ou na alta temporada é possível curtir a noite, com programinhas para todos os gostos: reggae, samba, forró, MPB e até eletrônico. Mas para quem gosta mesmo da calmaria… a pedida certa é sentar ao redor de uma fogueira e olhar o céu estrelado, tudo de bom!

O pôr e o nascer do sol são espetáculos a parte!  Cada dia é uma nova dádiva neste cenário, que se modifica e se renova constantemente, pela dança de nuvens e cores, mas que mantém sempre uma atmosfera mágica, que só indo lá para entender e se apaixonar. ❤

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Pérola da Guanabara: o melhor bloco do pré-carnaval carioca

O carnaval é uma época tão mágica, que é como se ele marcasse o recomeço do ano. Não poderia ser diferente, as pessoas ficam tão apaixonadas por essa profusão de alegria, liberdade e amor, que uma semana de carnaval é muito pouco. A solução: comemorar o pré e o pós carnaval!

No pré-carnaval vários bloquinhos já viraram tradição, enchendo as ruas do Rio de um frenesi de cores e outras coisinhas…

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Agora, de todos esses blocos, o mais diferente e imperdível é sem sombra de dúvida o Pérola da Guanabara.

No sábado que antecede o fim de semana do carnaval, uma multidão de foliões vai à Praça XV para pegar a barca que os levará a um universo paralelo, que se hospeda na Ilha de Paquetá, com uma atmosfera digamos mística, na qual muita gente bonita e feliz perde as estribeiras no melhor dos sentidos.   🙂

A diversão já começa na barca.

Quando você chega ao seu destino o clima do lugar é tão fantástico que você fica completamente relaxado e só quer curtir cada minuto sem limitações.

Uma vez imerso neste universo paralelo, é só se deixar levar, e dar aos seus sentidos uma certa dose dessa porção mágica que mistura:

Música

Cores

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Gente linda

Gente estilosa

Gente feliz 

Gente na árvore 

Gente se amando

Gente se amando na árvore

Fantasias…

A festa vai até tarde

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Dicas úteis:

Data – Último sábado antes do Carnaval

Horário – Esse ano a banda Pérola da Guanabara tocou à tarde (16:00), mas a ilha fica lotada o dia inteiro, se estendendo até a noite.

Logística – Ir até a Praça XV e pegar a barca Rio–Paquetá (horários e tarifas em http://www.grupoccr.com.br/barcas/linhas-horarios-tarifas)

Pirenópolis: a Paraty do Cerrado

No interior de Goiás se encontra a pequena e charmosa Pirenópolis. Uma cidade de grande importância na história brasileira, na famosa época do ouro.

Assim como outras cidades dessa época (Paraty, Tiradentes e Ouro Preto) Pirenópolis tem seu centro histórico com as clássicas ruas de pedras, casas e igrejas coloniais. Tudo muito bem conservado, guardando aquela atmosfera de cidade que parou no tempo.

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Um fato interessante é que Pirenópolis recebeu este nome em homenagem à serra dos Pireneus, que cerca toda a cidade. Esta serra, por sua vez, teve seu nome inspirado na cadeia de montanhas que marca a fronteira entre França e Espanha.

Tombada em 1988 pelo IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico Nacional), hoje Pirenópolis tem sua economia baseada no turismo, artesanato e na extração de pedras, “Pedra-de-Pirenópolis” usada na construção civil para revestimentos e pisos.

Além de casarões coloniais e ladeiras de paralelepípedos, o centro histórico possui muitas igrejas, merecendo destaque a Igreja Matriz Nossa Sra do Rosário, uma das maiores construções de pau a pique do Centro Oeste.

Igreja-1.jpgFabio Malaguti

Graças a grande variedade de frutas do cerrado, a gastronomia local é bem diferenciada, de deixar qualquer brasileiro com água na boca. Por acaso você já ouviu falar de: baru, buriti, cagaita, macaúba e pequi? Além do pratos salgados estas são também ingredientes para preparação de doces artesanais, picolés, cachaças/licores, e até cerveja.

Além de toda beleza arquitetônica e riqueza histórica, ao redor da cidade é possível visitar belíssimas cachoeiras. Como:

Cachoeira do Lázaro

Lazaro-1.jpgFrancisco Aragão

Santa Maria

Santa Maria-1.jpgCarlos Ladislau

Cachoeira das Araras

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Cachoeira do Abade

abade-1Fabio Malaguti

Cachoeira Renascer

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Incrível não é mesmo?!

Créditos foto de capa: Carlos Petrônio

 

Um tesouro escondido no coração da Amazônia

Dessa vez nosso destino foi Velho Airão, uma cidade em ruínas, engolida pela imensa e densa floresta amazônica. Mas o que eu ainda não sabia era que o mais especial dessa cidade perdida não era sua arquitetura ou mesmo sua rica história, e sim um simples senhorzinho, que descobrimos ser o guardião do El Dourado.

***

Lá estávamos nós, em um barquinho de alumínio de poucos metros de comprimento e um metro de largura [conhecido como voadeira], serpenteando de lá para cá, seguindo as curvas do mais impressionante rio do mundo.

Ao olhar ao redor víamos aves e toda sorte de animais selvagens que tinham as margens do rio como sua varanda, e à frente um imenso espelho d’água que refletia um horizonte pintado apenas de verde e azul.

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No caminho rio acima, em direção aos confins da Amazônia, enfrentamos uma forte tempestade com potentes ventos e chuva torrencial, chamada pelos locais de Banzeiro. Esse fenômeno tem a capacidade de, em um piscar de olhos, transformar águas calmas como um espelho em um superfície irregular e instável, com ondas que poderiam facilmente afundar uma embarcação diminuta como a nossa.

Felizmente, depois de algum tempo lutando para manter nossa embarcação [e nossas vidas] a salvo, conseguimos nos abrigar em uma pequena enseada na margem mais próxima do rio com dimensões de mar. Ali esperamos até que, como é de costume, o banzeiro perdesse força em menos de uma hora.

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Finalmente depois de várias horas de aventura e de dois dias desbravando o Rio Negro, chegamos ao nosso destino [Velho Airão].

Assim que deixamos o rio e começamos a caminhar por entre o que sobrou de paredes de tijolos vermelhos subjugadas pela força da floresta, imediatamente fomos tomados pela mágica atmosfera desse lugar.

Então, depois de caminhar algumas centenas de metros, vimos à distância, sentado em uma cadeirinha de balanço colocada sobre o gramado bem no centro do vilarejo, um senhor magrinho, mas de aparência saudável, tomando os últimos raios de sol do dia. Seu nome, Sr. Nakayama. E lá estava ele, em frente a sua humilde casinha de madeira, na qual um dos quartos foi transformado em um “museu”.

Shigeru Nakayama, veio para o Brasil ainda criança numa época em que muitos japoneses deixaram sua terra natal para fugir da guerra e buscar novas oportunidades em terras distantes. Desde então Nakayama já passou por várias cidades brasileiras, mas como ele mesmo diz: “Aqui é o lugar que escolhi para mim”.

Mesmo depois de mais de 50 anos no Brasil, Sr. Nakayama ainda carrega um forte sotaque, e foi com esse jeitinho que ele começou a nos contar a história dessa cidade, que mais parece ter sido tirada de algum filme de Indiana Jones.

Na época em que ele chegou, Velho Airão estava sob domínio da floresta amazônica, foi então que decidiu por conta própria, sem nenhum real apoio externo, começar a limpar e preservar a história do local. A cidade que já chegou a ser a maior da Amazônia durante a época da borracha, passou por um declínio vertiginoso, e ficou sem nenhum morador por décadas.

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Ficamos impressionados com a riqueza e beleza do local, mas o que mais me tocou foi a personalidade desse senhorzinho, que até me lembrou o meu querido avô. Nós passamos uma noite lá batendo papo com ele e vendo como era sua vida ali sozinho no meio da selva. Quando já era tarde fomos para nossa rede “de casal”, nos enrolamos nela, e passamos uma noite embalada pelos sons da floresta [confesso que alguns eram meio assustadores].

No dia seguinte era hora de voltar…

O Sr. Nakayama sempre recebe turistas e não faz isso por dinheiro, recusando qualquer forma de pagamento que lhe oferecem. Ele faz tudo isso pois com ele mesmo diz “Se eu deixar esse lugar, toda essa história vai estar morta.

 

Um fim de semana em Teresópolis

Bem pertinho do Rio de Janeiro, a aproximadamente 1h e 30 min, está a cidade que talvez melhor represente o clima da região serrana do estado. Com diversos atrativos naturais, como vales, cachoeiras e montanhas, Teresópolis ainda preserva aquele jeitinho de cidade pequena, limpa, organizada e aconchegante.

Destino certo dos amantes do montanhismo e demais esportes outdoor, Teresópolis é o principal portal de acesso a um dos mais incríveis parques nacionais do país, o Parque Nacional da Serra dos Órgãos [que é tão legal que vamos escrever um post específico para ele].

cidade

Ao chegar na cidade é literalmente impossível não se admirar com a exuberância das montanhas que a circundam. Nessa paisagem chama atenção o famoso Dedo de Deus, que tamanha sua imponência, é possível claramente avistá-lo a mais de 100 Km dali. Antes mesmo de chegar, ao subir a serra, passando aos pés dessas montanhas colossais, você começará a entender do que estou falando.

Mas como sabemos que nem todo mundo está com tempo e disposição para explorar os atrativos do Parque Nacional, separamos este post para te apresentar dois cantinhos de mais fácil acesso. Ambos estão situados em outra admirável unidade de conservação, o parque Estadual Três Picos.

Cachoeira dos Frades

Localizada no Vale dos Frades, na estrada que liga Teresópolis à Nova Friburgo, numa região sossegada e com muito verde, está a cachoeira que leva o nome do vale, Cachoeira dos Frades.

Os seus grandes degraus formam uma queda de um total de 10 metros de altura, com um bom volume d’água, ideal para aquela massagem. Logo abaixo da queda forma-se uma linda [e bem gelada] piscina natural. Mas temos que dar um desconto, pois fomos no inverno. Os moradores dizem que no verão é mais tranquilo de mergulhar.

Além da queda principal, há diversos outros pontos para nadar e curtir a beleza do local. Se você der sorte de ir, como nós, em um dia que a cachoeira esteja sem muitos visitantes, a pedida ideal é relaxar e aproveitar com bastante calma a energia do lugar, a sombra da linda e tranquila paineira, sentir a leve brisa que corre o vale, ouvir o canto dos pássaros, e, é claro, o barulhinho da água. Paz!

Pedra do Elefante

Uma vista privilegiada para as incríveis escarpas da Serra dos Órgãos e o Dedo de Deus.

A trilha começa bem pertinho do mirante do soberbo. A subida é toda dentro da mata fechada, com muitas arvores e raízes que dão um bom apoio nas partes mais íngremes. Mas não tem nada demais… todo mundo consegue fazer, até porque é bem rápida, uns 40 minutinhos.

Demos uma sorte de conseguir ver boa parte da serra dos órgãos, pois depois de uns 15 minutos que chegamos uma nuvem tomou conta e tudo ficou branquinho.

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Se joga nos 30: a adrenalina de saltar de paraquedas

Foi dessa maneira, no mínimo inusitada, que eu resolvi comemorar meu aniversário de trinta aninhos. Deixando um avião em pleno voo, despencando em queda livre… Esse é o skydiving!

preparativos

Quero deixar aqui o gostinho para quem tem vontade, mas ainda não teve a coragem de se jogar nessa.

Atualmente a maior área de salto duplo do estado do Rio é no aeródromo de Resende, há cerca de 150 Km da capital.

Após uma breve preparação e informações básicas, você pegará uma pequena aeronave devidamente preparada para o paraquedismo, e quando chegar a 4.000 metros de altitude a porta se abrirá, e seus nervos começarão a ser testados.

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E o que todos querem saber… Qual é a sensação?

Imagine seu corpo sendo lançado em queda livre, a aceleração da gravidade logo te leva aos 200 km/h, e aí é só curtir a imensidão azul por algumas dezenas segundos nos quais cabem um montão de sensações de liberdade, realização, felicidade, emoção…

Seu rosto cortando o ar gelado a mil por hora, como se fosse cena de filme. E por mais incrível que pareça, quando você olha para o chão, tudo está tão longe e pequenininho que, além de não sentir medo, você se sente o dono do mundo.  Sua mente e seu corpo chegam num estado nunca experimentado antes. É simplesmente incrível!

Posso tentar descrever essa sensação inúmeras vezes, mas só saltando para ter ideia do que eu senti. Mas uma coisa posso garantir, foram os segundos mais bem aproveitados da minha vida!

E depois de tanta loucura, vem a parte mais “calma”, quando o paraquedas se abre. E por uns 5 minutos, até chegar ao chão, ainda dá para curtir toda a paisagem. E se o seu instrutor for legal [acho que a maioria deles é] você ainda pode “guiar” o paraquedas. Maneiríssimo, não é mesmo?

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Para relembrar esses momentos incríveis [e para que ninguém duvide da sua coragem] é possível registrar tudo com fotos e/ou vídeos. Aqui está o meu…

E aí, gostou?

Então, se joga!

Pico das Agulhas Negras: rumo ao ponto mais alto do RJ

Não é atoa que o Parque Nacional do Itatiaia é a primeiro parque nacional do Brasil. Situado na divisa entre os estados do Rio de Janeiro e Minas Gerais, o parque apresenta inúmeros atrativos, seja na sua parte alta, com 3 dos 10 picos mais altos do país [um verdadeiro playground para os montanhistas], ou ainda na parte baixa, com cachoeiras e paisagens simplesmente lindas.

Na nossa primeira visita à parte alta escolhemos logo subir o pico mais alto do estado do Rio de Janeiro, famoso por suas rochas de arestas vivas, pelo vento cortante e, é claro, pelas temperaturas negativas.

A aventura já começou no dia anterior à subida do pico. Depois de pegar aquele trânsito de sexta-feira à noite acabamos chegando, não muito bem orientados, à divisa dos estados RJ/MG, de onde saímos da estrada em direção à portaria do parque (uns 13 km em estrada de chão). Como não sabíamos ao certo onde ficava a acomodação que vimos na internet, decidimos procurar algum lugar para dormir próximo à portaria do parque. O problema é que passado da meia noite, no meio do nada, acabamos rodando por horas pela estrada esburacada até por fim, já quase duas da manhã, acharmos um pontinho de luz lá longe, que foi motivo de uma comemoração digna de final de copa do mundo.

Após uma noite de poucas horas de sono, fomos até a entrada do parque para encontrar com o Reginaldo, nosso guia. Para subir o Pico das Agulhas Negras é necessário contratar um guia, pois há vários pontos do percurso que demandam a utilização de cordas e equipamentos de escalada.

O trajeto da portaria até o Pico dura cerca de 3 a 4 horas, dependo do ritmo e do tamanho do grupo. A trilha é super agradável, com visuais incríveis e uma boa dose de desafio à medida que as rochas vão ficando mais inclinadas.

O ponto alto do dia [olha o trocadilho] foi, depois de chegar ao cume, descobrir que para chegar ao cume de verdade [cerca de 1 metro mais alto] e assinar o famoso livro, ainda seria necessário transpor uma íngreme fenda. Ok, “está na chuva é para se molhar”. Fazer mais esse trecho vale muito a pena, pois além do sentimento de missão cumprida, temos a oportunidade de sentir um pouco mais daquela substanciazinha que tanto gostamos [adrenalina].

Na volta como estávamos com o Reginaldo, um guia incrível, que além de passar muita confiança, faz com que estejamos sempre curtindo cada metro do caminho, aproveitamos para fazer mais uns trechos em rapel.

No retorno para a entrada do parque, o corpo já estava tomado pela endorfina. E ao admirar o magnífico cenário a nossa volta, é quase impossível não fazer planos para a próxima visita a este paraíso dos amantes da montanha.

E para fechar, como é de praxe, um mergulho [pelado] nas águas congelantes do córrego que corta o vale, e mais uma parada para contemplar a natureza.

 

Estrada Real: Seguindo o Caminho dos Diamantes

Famosa entre os amantes de aventuras e lindas paisagens, a Estrada Real, com seus mais de 1.600 Km, corta 3 estados, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo. Esta rota recebe esse nome, pois era o trajeto oficial por onde a Corte Portuguesa escoava ouro e diamantes vindos das Minas Gerais.

O caminho percorrido há mais de três séculos, por burros e cavalos, hoje é uma das principais rotas de aventura do Brasil e pode ser percorrido de bike, de moto, de carro e até mesmo a pé, e é dividido em 4 trechos: Caminho dos Diamantes, Caminho Velho, Caminho Novo e Caminho do Sabarabuçu.

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Como não tínhamos tempo para percorrer toda a Estrada, optamos por começar pelo trecho mais distante: o Caminho dos Diamantes, que vai de Diamantina a Ouro Preto.

São 395 km viajando pela Serra do Espinhaço, com suas paisagens exuberantes, tendo pelo caminho a 3ª maior cachoeira do Brasil [Cachoeira do Tabuleiro], o Parque Nacional da Serra do Cipó [com 109 cachoeiras] e, ainda, um Sítio Arqueológico com pinturas rupestres de milhares de anos. Tá bom ou quer mais?

Além de dar dicas sobre este trecho, queremos compartilhar com você um pouco das emoções dessa viagem, que não foram poucas.

1º dia – Diamantina

Depois de ter dirigido 10 horas e curtido a 1ª noite da viagem dormindo no meio do nada, à beira da estrada, em um acampamento selvagem

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…chegamos à tão esperada Diamantina.

Em Diamantina não perdemos tempo, fomos logo conhecer o Parque Estadual do Biribiri, que tem vários atrativos super legais.

A primeira parada foi na Cachoeira da Sentinela (7 Km da entrada do Parque), que possui várias quedas e poços de coloração única e águas cristalinas.

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Depois de muito banho de rio, seguimos até a bucólica Vila do Biribiri, um ótimo lugar para almoçar e tirar uma pestana.

A vila, uma antiga indústria têxtil, tem casarões históricos, ruas de pedra e uma praça central toda gramada e arborizada, com alguns restaurantes que servem aquela típica comida mineira e cachacinha artesanal. É de dar água na boca!

Próxima parada, Cachoeira dos Cristais (13 km da portaria do parque), com uma queda d’água invejável, que dá até para ficar em pé atrás, e um ótimo poço para mergulhar.

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2º dia – Curralinho e Milho Verde

Após acabarmos com o café da manhã da pousada [Rs], andamos um pouco mais pelo centro histórico de Diamantina e retiramos nosso passaporte para começarmos efetivamente a Estrada Real.

No caminho passamos pela Gruta do Salitre, local que foi palco de concertos [por sua ótima acústica] e que hoje atrai amantes de esportes radicais, como escalada, rapel e até highline.

Seguindo viagem, paramos para almoçar em Curralinho, e logo que chegamos fomos surpreendidos com a calmaria do lugar… Dá só uma olhada na delegacia! 🙂

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Lá almoçamos no restaurante da Pousada Tropeiro, onde nos sentimos em casa! Local simples e acolhedor. Comida feita na hora e no fogão à lenha.

Descansamos, nos refrescamos na represa de Curralinho e seguimos pela Estrada Real com destino a São Gonçalo do Rio das Pedras.

Por ter chegado no final do dia, só deu tempo de tiramos algumas fotos na Matriz, pegar o carimbo e ir correndo ver o pôr do sol na Cachoeira do Comércio.

3º dia – Milho Verde e Vila do Tabuleiro

Depois de uma noite acampando no meio do nada na estrada para Milho Verde [mais um acampamento selvagem], acordamos com este visual incrível.

Seguimos para Milho Verde e ficamos deslumbrados com o cenário panorâmico da Serra do Espinhaço que se tem por trás da pequena Igrejinha.

Ansiosos para tomar um banho decente [que não tivemos na noite anterior], fomos conhecer a Cachoeira do Moinho, que fica a 2 Km de Milho Verde.

Assim que chegamos, avistamos um poço com uma quedinha d’agua. Ficamos um bom tempo, tomamos nosso banho e só no final que percebemos um fluxo de pessoas transitando na trilha. Quando fomos ver… tinha uma baita cachoeira [lindíssima] com o tal moinho [Rs].

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Neste dia aproveitamos para dar uma esticada na Estrada Real e passamos por Serro, Alvorada de Minas, Tapera, Conceição do Mato Dentro e por fim, já anoitecendo, saímos um pouco da rota e fomos acampar na Vila do Tabuleiro.

4º dia – Vila do Tabuleiro

O camping em que ficamos tinha uma ótima estrutura e fornecia um delicioso café da manhã.

Acordamos cedo e seguimos para o Parque Municipal Ribeirão do Campo, conhecida também como Parque do Tabuleiro [que fica nas costas da Serra do Cipó].

A Cachoeira do Tabuleiro, com 273 metros de queda livre, é a mais alta de MG e a 3ª maior do Brasil. Você chega de carro até a entrada do parque e depois faz uma trilha de pouco mais de 1h de caminhada. Logo no início tem uma boa descida [o que significa que na volta você vai ter que subir] e depois é só seguir margeando o rio, onde há vários poços perfeitos para um TIBUM.

A Cachoeira do Tabuleiro é um ótimo lugar para quem gosta de adrenalina, pois, além de dar uns mergulhos numa [enorme] piscina natural, você pode praticar rapel, escalada, base jumping e para quem é mais pé no chão, trekking pois existem várias trilhas no local.

Almoçamos num lugar super bonitinho, com diferentes opções de PF [inclusive para vegetarianos], diferentes tipos de suco e, é claro, cachaça artesanal [que foi consumida lá mesmo].

5º dia – Vila do Tabuleiro e Itambé do Mato Dentro

Deixando a Vila do Tabuleiro, não resistimos à tentação e fomos conhecer mais uma das lindas cachoeiras da região, a Cachoeira Rabo de Cavalo.

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Esta cachoeira também é enorme, tem com 3 quedas [sendo a maior de 150 metros de altura] e um ótimo poço para nadar. Realmente é um lugar encantador! Dá para ir de carro até um estacionamento e de lá pegar uma trilha de meia hora.

Seguindo viagem, retornamos à Conceição de Mato Dentro, passamos em Morro do Pilar, e seguimos dirigindo por mais um bom trecho até chegarmos no nosso destino do dia, Itambé do Mato Dentro.

Lá encontramos um excelente camping [Camping Ouro Fino], bem estruturado [banheiros, quiosques, várias churrasqueiras e boas sombras para parar o carro] e ainda por cima é cortado por um rio.

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6º dia – Cabeça de Boi

Mais uma vez fugimos um pouco da rota da Estrada Real e fomos para o distrito Cabeça de Boi [em Itambé do Mato Dentro] que, para variar, tem mais um monte de cachoeiras lindas.

A estrada é toda de chão e passa por cada paisagem de tirar o fôlego.

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Após deixarmos o carro, caminhamos uns 20 minutos até chegarmos à Cachoeira do Entancando.

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Depois de curtir uma pequena parte das várias cachoeiras da região, almoçamos no “centro” de Cabeça de Boi num restaurante de comida barata e de ótima qualidade, e voltamos para o camping de Itambé do Mato Dentro.

7º dia – Pé na Estrada

Como o tempo estava acabando e ainda tínhamos muitos quilômetros pela frente, seguimos viagem pela Estrada Real, tentando não parar muito.

Depois de sairmos bem cedo, a 1ª parada foi em Ipoema, só para tomar café da manhã e pegar o carimbo.

Passamos por um trecho da Estrada Real que mais parece cenário de filme, dentro de uma plantação de eucalipto e chegamos em Barão de Cocais.

Também no curso da Estrada Real passamos pelo Sitio Arqueológico Pedra Pintada. Lá fomos muito bem atendidos e guiados pelo dono da propriedade, que conhece profundamente o sítio com muitas pinturas rupestres, reconhecidas recentemente pela UNESCO como patrimônio histórico e cultural.

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Passamos por Santa Barbara e depois resolvemos arriscar desbravando um pequeno trecho da Estrada Real que é indicado apenas para bike ou caminhada. Queríamos passar por TODOS os marcos.

Depois de amassar muito mato, paramos em uma plantação de eucaliptos, fechada demais para o carro passar.

Não desistimos, pegamos informações com um senhor que trabalhava na fazenda e descobrimos que dava para passar por dentro da propriedade [seguindo os macetes que ele nos passou em off].

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Depois desse perrengue, seguimos para Catas Altas, uma cidadezinha muito bem preservada e com uma vista incrível para a Serra do Caraça.

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Acho que vale a pena se programar para ficar um dia neste local que parece ser incrível [tanto a cidade quanto a natureza]. Infelizmente estávamos com o cronograma apertado e só deu tempo de ir num mirante e tomar um banho rápido numa quedinha d’água [na beira da estrada].

Depois de passar por Mariana, chegamos [exaustos] ao destino final, Ouro Preto. Só neste dia foram quase 200 km de estrada de chão e lindos cenários.

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Nosso local de descanso em Ouro Preto foi o Camping Clube do Brasil, que mesmo estando meio deserto [abandonado], ainda preservava uma ótima estrutura.

8º dia – Mariana e Ouro Preto

Fomos visitar a famosa mina de ouro, conhecida como Mina da Passagem. Para o nosso passeio se tornar ainda mais divertido… Samuel tomou banho em um poço dentro da mina [que por sinal era meio que proibido], mas como ele queria muito, a guia abriu uma pequena exceção.

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No centro de Ouro Preto pegamos nosso último carimbo e o certificado da Estrada Real.

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A noite para finalizar e comemorar nossa chegada… fomos no restaurante O Passo, um restaurante muito agradável, e que segundo dizem por aí [e eu concordo] tem a melhor pizza da cidade.

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Ainda falta percorrer os outros três caminhos da Estrada Real… mais roteiros para nossa lista de destinos. E quando formos vocês vão poder acompanhar tudo por aqui.

Pão de Açúcar e Cristo: Como curtir mais e gastar menos?

Você deve estar se perguntando… isso é possível?

Para conhecer esses atrativos [talvez os mais populares do Rio] geralmente é necessário desembolsar um valor que para quem recebe em dólar não é muito, mas para nós tupiniquins não é barato. Os bilhetes (de ida e volta) para o Pão de Açúcar está R$ 76,00 e para o Cristo Redentor R$ 68,00.

Mas para gastar um pouquinho menos e ter uma experiência diferente, você só precisa se aventurar um pouquinho. Eu fiz o teste  e te digo que vale muito a pena!

Pão de Açúcar

Partindo da Praia vermelha, na Urca, nosso trajeto “alternativo” começa na pista Cláudio Coutinho, uma pista de caminhada que contorna parte do Morro da Urca e do Pão de Açúcar. O acesso a trilha fica uns 500m do início desta pista, onde tem uma placa à esquerda com a indicação: “Trilha da Urca”.

Não se preocupe se estiver sozinh@, sempre tem gente por lá.

A trilha tem 900m de extensão e é praticamente toda na sombra, o que a torna bem agradável. Os trechos são bem demarcados, alguns lugares têm madeiras ou pneus que servem de degraus. O tempo que gastamos até chegar ao Morro da Urca foi de uns 40 minutos. Subimos no dia das crianças, então o que mais tinha na trilha eram crianças e adolescentes com seus pais curtindo a natureza.

Então, é só subir tranquilo e contemplar o visual.

Do Morro da Urca já é possível ter uma visão espetacular do Rio de Janeiro, mas se quiser ir ao famoso Pão de Açúcar, agora sim, só com o bondinho ou escalando [Rs].

Lembrando que, o bilhete de acesso para o bondinho é vendido apenas na estação de embarque na Praia Vermelha, ou seja, caso você pretenda andar de bondinho em uns dos trajetos, tem que comprar antes de iniciar a trilha.

Outra valiosa dica é ficar até o final do dia para ver o belíssimo pôr do sol carioca, e aproveitar para descer de bondinho de graça, tanto do Morro da Urca quanto do Pão de açúcar, pois o acesso é liberado após as 19h.

Informações e valores em www.bondinho.com.br

Cristo Redentor

Essa não é para qualquer pessoa. Já ouviu falar de trilha inclinada? Rs. Então, quem quiser gastar caloria e estiver bem disposto, vá em frente!

Partindo do Parque Lage, a trilha, que tem início numa pequena casa de pedra (local de registro), é toda percorrida na sobra da densa mata atlântica e tem 2.200m de extensão.

O trecho inicial é de pouco esforço e corta alguns riachinhos. Mas isso é até a terceira cascata, onde a trilha passa a ganhar uma declividade bem maior, a partir desse ponto, árvores e raízes ajudam bastante dar aquela segurança extra. Nessa parte vai ter um ponto de escalaminhada em uma pequena rocha, é só passar usando a corrente (presa à rocha) como apoio. Continuando o caminho, já próximo ao Cristo, logo vai ter a estrada de asfalto, daí em diante é só seguir o caminho até a bilheteria para comprar o bilhete de acesso. O tempo que gastamos foi de 2h e 30m, contando as várias paradas.

Para voltar, como provavelmente você estará cansad@, a opção mais barata é descer pela estrada até o Silvestre, onde há um ponto de ônibus. Uma boa pedida é ir até Santa Tereza, que é bem pertinho e aproveitar para almoçar ou pegar um barzinho.

Informações e valores em www.cristoredentoroficial.com.br

Três Picos: montanhas desafiadoras e um vale dos deuses

O montanhismo, ainda não sei muito bem por que, tem a capacidade de viciar nossos sentidos com visões difíceis de descrever em palavras e em atmosferas rarefeitas, adornadas pelo frio, pela névoa e por um misterioso ar que dissipa toda e qualquer preocupação mundana.

Este fim de semana entendi por que o Parque Estadual dos Três Picos representa tão bem este espírito que paira no imaginário dos amantes da montanha.

Já na década de 20 os montanhistas descobriram este paraíso, e de lá para cá seu potencial para turismo de aventura e contemplação da natureza vem se desenvolvendo gradativamente. Criado por Decreto em 2002, o Parque Estadual dos Três Picos, é hoje o maior Parque Estadual do Rio de Janeiro, abrangendo parte da área de 5 municípios (Cachoeiras de Macacu, Nova Friburgo, Teresópolis, Guapimirim e Silva Jardim).

O parque por sua localização e extensão territorial, que pode ser dividida em parte alta e parte baixa, apresenta inúmeros atrativos como fauna e flora rica e variada, grande número de nascentes, rios e cachoeiras, e uma gama de paisagens de tirar o fôlego!

Desta vez nosso destino foi a região de Salinas onde ficam as principais montanhas, dentre elas os imponentes Três Picos.

Saindo da estrada que liga Nova Friburgo a Teresópolis (RJ-130), próximo ao CEASA, você vai tomar uma estradinha cheia de curvas que corta uma das áreas rurais mais bonitas do Estado e responsável pela produção de boa parte de nossas hortaliças.

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Após sair da RJ-130 você percorrerá um total de 17 km de estrada (12 de asfalto e 5 de terra batida). É fácil encontrar o caminho, pois ao longo do mesmo há muitas placas indicando o percurso a ser seguindo. Após subir os quilômetros finais [bem inclinados] você chega à porteira da República Três Picos, onde você deve estacionar o carro, atravessar a porteira do Parque e seguir um percurso de menos de 2 Km [já repleto de paisagens que não vão te deixar largar a câmera por minuto sequer] até chegar ao local onde você pode montar acampamento.

No acampamento base, seja de dia

Ou à noite

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Não vão faltar oportunidades de curtir o clima da montanha. E se você estiver com sorte de ir em um dia de inverno rigoroso, aquele friozinho [que te faz usar TODAS as roupas que tiver na mochila] é garantido.

Além de curtir o acampamento, esta região do Parque é repleta de opções para pôr o corpo em movimento, desde tomar uma das inúmeras longas vias de escalada em rocha para acessar o cume dos enormes monolitos do vale [ainda não cheguei neste nível] ou mesmo fazer uma trilha tranquila para alcançar os cumes mais acessíveis [com vistas igualmente deslumbrantes].

Nossa opção desta vez foi deixar o acampamento às 4:30 da manhã e subir a Cabeça do Dragão para assistir e registrar o majestoso nascer do sol sobre um mar de nuvens.

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Depois de uma pausa para o café da manhã [com vista] e uma volta pelo topo da montanha, admirando essa paisagem, é hora de voltar para casa e já fazer planos para a próxima…

Não vejo a hora de voltar e explorar um pouco mais desse paraíso. Mas enquanto não volto, vou me confortando com estas imagens. 🙂

Um mergulho na Amazônia de verdade

Seguindo o padrão brasileiro, no qual a população [em sua maioria] não tem nem noção do tamanho e importância do nosso maior patrimônio natural, eu demorei bastante tempo para colocar a Amazônia no topo da minha lista de próximos lugares a conhecer.

Mas felizmente este dia chegou. Numa cagada do destino, podemos dizer assim, um grande amigo tinha um monte de milhas que iriam expirar e, como ele sabia que eu [mais rápido que um piscar de olhos] teria a capacidade de liquidar este saldo, me deu esse grande presente de aniversário. Desta forma, gastando praticamente nada, embarcamos, eu e a Dani, para a internacionalmente famosa capital da Amazônia, Manaus.

Manaus é legal [e QUENTE], tem vários atrativos super legais a poucos quilômetros, por terra ou pela água. Mas se engana quem acha que fazendo estes roteiros na capital amazonense está explorando a Amazônia Brasileira.

E não pense que será perguntando na rua, ou mesmo na maioria das agências de turismo, que você irá encontrar boas informações de como chegar na “Amazônia de Verdade”.

Enquanto esperava o horário do passeio para o Encontro das Águas na recepção do Hotel Tropical, onde se encontra uma das empresas de turismo mais conceituadas de Manaus, fiquei tentando extrair algumas informações sobre a Amazônia. E o que percebi foi que as pessoas da própria empresa, assim como quase todos os manauaras, não conhecem muito bem a selva e o potencial turístico da imensidão verde que lhes circunda.

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De modo geral os passeios feitos pelos locais e turistas são baseados em pernadas de um dia, que não vão muito longe. Só para se ter uma ideia quase ninguém sabe da existência do Parque na Nacional do Jaú, uma das Unidades de Conservação, que na minha opinião melhor representam a verdadeira Amazônia Brasileira.

Então decidimos fazer algo que poucos fazem: sair de Manaus e mergulhar no coração da Amazônia.

A rota escolhida por nós foi subir o Rio Negro. Este rio além de ser incrivelmente grande e lindo, tem uma pequena peculiaridade que vai te fazer optar por ele. Ao contrário do rio Solimões, outro grande afluente do Rio Amazonas, o Rio Negro praticamente não têm mosquitos, o que se deve ao fato de suas águas serem um pouco mais ácidas e dificultarem a reprodução deste pesadelo dos viajantes.

Para ganhar tempo optamos por fazer o primeiro trecho da viagem (Manaus – Novo Airão) por terra, já que por mais que um seja mais longe, 200 km de estrada contra 130 Km pelo Rio, ainda é bem mais rápido pegar um ônibus (ou ir de carro) até Novo Airão. Esta cidade pode ser considerada o portal de entrada para uma Amazônia mais inacessível e consequentemente mais natural e preservada.

Bem em frente à cidade de Novo Airão está o Parque Nacional de Anavilhanas, um imenso arquipélago fluvial com ilhas e lagos de diferentes tamanhos e formatos, que de acordo com a época do ano apresenta diferentes paisagens, variando de extensas praias de areia branca à floresta alagada pela alta do rio.

Por mais que Anavilhanas tenha grandes atrativos e opções de passeios, como nosso objetivo era ir um pouco mais longe e em direção a lugares menos visitados, fomos direto nos informar com era possível chegar ao Parque Nacional do Jaú, quase na divisa com Roraima.

Sabendo que se você for procurar em agências de turismo os preços serão sempre mais caros, a melhor [mais barata] opção é conversar com os barqueiros que ficam próximo ao local onde se pode ver e tocar nos botos. Para conseguir bons preços unitários, não tem jeito, o bom é estar em grupo de pelo menos umas quatro pessoas.

Depois de barganhar bastante, como eles de modo geral preferem ganhar um pouco menos e perder o cliente, é possível que você consiga um desconto considerável. Foi o que fizemos. Mas como nós éramos apenas dois, o preço para cada um ainda ficou um pouco salgado, pois por se tratar de uma viagem longa (cerca de 300 km ida e volta), só o custo de combustível já é significativo. Mas vale muito [MUITO] a pena!

É necessário comprar os mantimentos para os três dias de viagem, pois como é de se esperar não há mercados ou restaurantes no meio da selva.

No primeiro dia passamos literalmente a tarde inteira, até anoitecer, navegando em uma voadeira (pequena embarcação de alumínio com um motor na popa) contornando as ilhas espalhadas pela imensidão de um rio que mais parece mar.

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E por falar em mar, o tamanho deste rio não é a única coisa que nos faz lembrar do mar. Há um fenômeno, chamado pelo locais de Banzeiro, que é causado pelos fortes ventos que anunciam a chegada de um chuvarada daquelas. Imagine você em barquinho de alumínio, de algo em torno de 5 metros de comprimento, no meio de rio de quilômetros de largura, com ondas de um metro, ventos intensos e uma chuva que não te deixa ver a mais de 20 metros à frente. Eu queria ter uma foto para mostrar para vocês, mas não pude registar este momento, pois estava muito ocupado tentando me manter vivo. Foi uma aventura!

Depois de horas e horas navegando, a última delas na escuridão da noite, conseguimos avistar ao longe uma luzinha de lanterna da dona da casa onde passaríamos a 1ª noite. Além de dormir numa rede, em uma casa que não tinha janelas ou portas, ao som da floresta que é cheia de vida durante o dia e a noite, passar a noite com essa família isolada do mundo nos fez passar por profundas reflexões.

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Fomos acordados por trovões, que logo se materializaram em uma chuva tipicamente amazônica (muito forte, porém passageira). Passada a chuva a manhã começou linda, os primeiros raios brotando por entre as nuvens que se dissipavam, de frente para o rio Jaú ainda crespo pelas gotinhas que caiam das árvores, os animas emitindo seus variados sons, e uma leve brisa fresca.

Com o amanhecer vem a necessidade de dizer tchau e pôr o pé na estrada [digo, no rio]. A primeira atração do dia, após descer alguns quilômetros do Rio Jaú, foi uma trilha em meio a uma floresta majestoso, densa e exuberante, com sons de insetos, aves e macacos em uma sinfonia tão relaxante que dá vontade de deitar e ficar olhando para o alto.

Depois de poucos minutos de caminhada chegamos, só nós dois e o nosso barqueiro/guia, à Cachoeira do Itaúbal, que depois de mostrar esta foto não preciso nem falar mais nada.

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Um pouco mais abaixo deste ponto tem umas corredeiras no Rio Carabinani, um afluente do Rio Jáu, mas estas corredeiras ficam visíveis apenas nos meses em que o rio está mais seco. Na época que fomos (final de agosto) o rio ainda está muito alto e encobre todas as pedras.

A última para do dia, e ponto de pernoite/acampamento, foi a vila de Velho Airão, que é tão interessante que vamos fazer um post só sobre ela.

Confesso que foi difícil deixar Velho Airão… A atmosfera desta cidade em ruínas era fantástica. Mas como já deveríamos estar acostumados, a vida é feita de chegadas e partidas. Enrolamos o máximo que pudemos para arrumar nossas coisas e tomar café da manhã e finalmente seguimos rio abaixo.

A última parada foi a Gruta do Madadá, uma formação rochosa que se estende por vários quilômetros em meio à floresta amazônica, que habitualmente não tem muitas elevações ou mesmo rochas.

Para fechar o tour, não poderia ser diferente, um último mergulho nas águas do Rio Negro, com auxílios de óculos de mergulho, pude ver como é esse universo subaquático e sombrio. É um ambiente de fantasia e certo amedrontamento, no qual seu corpo fica avermelhado como o dos botos e você não enxerga literalmente nada além de 1 metro do seu nariz. Uma sensação única.

Valeu a pena mergulhar na Amazônia de verdade!

 

Saco Bravo: A cachoeira que deságua no mar

Inspiradora e relaxante essas são as melhores palavras para descrever a sensação de estar embaixo de uma queda de cachoeira. Mas, agora, imagine que você está nessa queda, tendo aquela sensação da água massageando suas costas, e ao abrir os olhos você se depara com uma vista única e deslumbrante para o mar. Incrível, não é mesmo?!

Essa é a cachoeira do Saco Bravo, uma ótima pedida para quem quer acabar com estresse. Até porque para chegar neste paraíso você tem que se aventurar um pouquinho.

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Localizada na cidade de Paraty, Rio de Janeiro, numa região conhecida como Ponta da Joatinga, para chegar até o Saco Bravo é preciso chegar antes na praia da Ponta Negra. Uma vez na praia da Ponta Negra, você deverá pegar uma trilha moderada de 4h (ida e volta), com uma distância de 8 Km (ida e volta). Por isso é aconselhável começar a trilha logo pela manhã.

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A cachoeira do Saco Bravo é uma das poucas cachoeiras que desaguam no mar que é possível banhar-se. Isso só é possível graças a uma extensa rocha bem próxima ao mar, que forma uma grande piscina natural.

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Dizem os Caiçaras que a cachoeira tem este nome, pois quando a maré está alta ou quando o mar está batendo muito, o acesso a ela fica super arriscado.

Depois de saber desse cantinho especial, que tal adicionar mais um destino a sua lista?

Os 10 lugares mais legais para acampar no Rio de Janeiro

Se você está querendo fugir da rotina e curtir um cantinho mais alternativo. Prepare-se! Separamos 10 destinos perfeitos no estado do Rio de Janeiro, do litoral à serra, para dar aquela relaxada e incluir um pouco de aventura na sua vida.

#1 Martim de Sá (Paraty)

Difícil é encontrar uma palavra para caracterizar este tesouro escondido na Costa Verde. Martim de Sá é uma praia deserta, cercada pela Mata Atlântica, com areia branca e uma água tão azul que você se perde no horizonte. E para melhorar, possui apenas uma única família, do famoso Sr. Maneco, que nos oferta um rústico e charmoso camping, sem energia elétrica, o que torna esse cantinho ainda mais especial. Para completar o pacote, dependendo da época do ano, é possível encontrar altas ondas.

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#2 Aventureiro (Ilha Grande – Angra dos Reis)

Um dos principais cartões postais da Ilha Grande, Aventureiro, com seu famoso coqueiro deitado, é aquele lugar para sentar na areia e ouvir o som das ondas, tomar banho de mar [ou surfar] até o sol se pôr, e à noite curtir um lual improvisado, iluminado pela tênue luz de uma fogueira.

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#3 Praia do Sono (Paraty)

Cercada por uma cadeia de montanhas de um verde exuberante, a Praia do Sono, como o próprio nome diz, é ótima para descansar e oxigenar a mente. Mas além de relaxar na praia na sombra de uma árvore, não faltam opções para quem quiser ficar com o corpo em movimento, no mar você pode remar, surfar e mergulhar, em terra há trilhas de poucos minutos que levam a cachoeiras e outras praias igualmente lindas, e à noite, para quem ainda tiver energia, a pedida e curtir um som em um dos vários barzinhos.

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#4 Palmas (Ilha Grande / Angra dos Reis)

Uma boa opção para quem fugir no agito da Vila do Abraão, Palmas, com suas águas calmas e a sombra dos coqueiros, é um cantinho para você passar o dia mergulhando em águas calmas ou mesmo curtindo sombra e água fresca [ou uma cervejinha bem gelada]. Além disso bem próximo a ela, se encontra a praia de Lopes Mendes, eleita uma das praias mais bonitas do Brasil, e um paraíso para os amantes do surf.

Palmas 3-1.jpgCabanas Paraíso

#5 Saco do Mamanguá (Paraty)

O saco do Mamanguá é o único fiorde da costa brasileira, um braço de mar de coloração esverdeada, com 8 Km de extensão e 5 Km de largura, que avança entre as montanhas verdes da Reserva Ecológica da Juatinga e termina no mais bem preservado manguezal da Baía da Ilha Grande. Este paraíso, que já foi cenário de locações de Hollywood, tem praias que parecem de mentira. A praia do Cruzeiro é a mais famosa da região e nela você vai encontrar um cantinho para acampar.

Saco do Mamanguá-1.jpgDo mato ao mar

Subindo a Serra…

#6 Maromba (Visconde de Mauá)

Bem próximo à charmosa cidade de Maringá – MG, que possui boa infraestrutura turística, está Maromba, um lugarejo bem pequeno onde você encontra desde campings até pousadas com muito mais conforto e sofisticação. Seja qual for a escolha, em Maromba você vai curtir um clima da montanha e tomar banho em cachoeiras lindas. São muitas opções, as minhas favoritas são o Poção do 7 metros (foto), bom para quem gosta de se aventurar das alturas, Cachoeira do Escorrega e Poço do Marimbondo [que é um pouco mais longe, mas é encantador].

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#7 Sana (Macaé)

O Sana, ou Arraial do Sana, está num vale cercado de montanhas de mais de mil metros de altura, com várias trilhas, como a do Peito do Pombo, e cachoeiras, como a do Pai, da Mãe e do Filho e a das Andorinhas (foto) que são de tirar o fôlego. À noite a curtição é garantida em um dos vários barzinhos que tocam em sua maioria forró e reggae.

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#8 Aldeia Velha (Silva Jardim)

Localizada bem no pé da serra, a vila de Aldeia Velha é um lugar pacato, onde você consegue andar tudo a pé tranquilamente. Devido à sua proximidade da capital (130 km) é uma ótima opção para passar um fim de semana em contato com a natureza, fazendo trilhas, se jogando em cachoeiras incríveis ou mesmo curtindo um passeio a cavalo. Ah! Uma curiosidade: nesta região se encontra o território de proteção dos ameaçados mico-leões-dourados, vai que você dá sorte de ver um.

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#9 Lumiar (Nova Friburgo)

Manhãs temperadas, tardes quentes e noites frescas esse é o famoso verão na serra e é um dos principais motivos que faz vários turistas procurarem Lumiar nesta época. As principais atrações são as cachoeiras de Indiana Jones e São José (foto), além de vários poços incríveis.

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#10 Sossego do Imbé (Santa Maria Madalena)

Sossego do Imbé é um lugar com aquele charme do interior, boizinhos pastando à beira da estrada de chão, um centrinho que se resume a alguns metros de calçamento de paralelepípedo, e crianças brincando nas ruas. Aos pés da imponente Serra do Desengano, maior remanescente de mata atlântica do Norte Fluminense, lá se concentram belíssimas cachoeiras, dentre elas, se destacam as do Roncador, do Escorrega e essa aí (foto), que leva o nome de Poço Feio [imagine só os bonitos].

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