12 países mais baratos que o Brasil [nos 4 cantos do mundo]

Quando você pensa em qual será seu próximo destino, vários fatores são considerados, como: beleza natural, atrativos turísticos, opções de entretenimento, grau de “desconhecimento” sobre a cultura local, clima, receptividade dos moradores, e por aí vai… Nossas escolhas são, naturalmente, bem diferentes [afinal, somos pessoas diferentes, com predileções distintas].

Mas uma coisa que praticamente todos querem é: ter a melhor viagem com o menor custo. Otimizando assim o gasto das suas suadas reservas e, é claro, tendo mais dinheiro para viajar mais!  🙂

A tecnologia veio para facilitar nossas vidas, e hoje é possível saber de forma interativa, quais os custos de vida/viagem de destinos do mundo todo. No site NUMBEO, você consegue acessar essas informações de maneira resumida ou detalhada [de acordo com seu interesse].

Para se ter uma ideia, além de ver mapas simples e diretos, como esse aqui embaixo, no qual claramente se vê que o Leste Europeu é incrivelmente mais barato que a Europa Ocidental, é possível ainda fazer uma série de análises. Por exemplo, você comparar o custo de vida de uma cidade qualquer com o da cidade que mora. Ou ainda, saber quanto você vai pagar para alugar um carro, ou mesmo quanto custa 1 Kg de arroz.

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Para facilitar sua vida, fizemos aqui uma listinha de 12 países incríveis, que são mais baratos que o Brasil.

América Latina

Se a ideia é fazer um mochilão barato [além de não gastar muito com passagem aérea], descobrindo as riquezas e belezas do novo mundo, a América Latina é o seu destino ideal.

#1 Bolívia

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Nosso vizinho sul americano, além de bem barato, apresenta uma rica e exótica cultura, e paisagens igualmente deslumbrantes.

#2 Colômbia

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Outra boa pedida é a Colômbia, onde você encontra tudo: Amazônia, Cordilheira dos Andes, Oceano Pacífico, Caribe e muito mais.

#3 México

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Expressão da alma latina, o México mesmo do ladinho dos gigantes EUA preserva sua identidade, mais flexível, amistosa e alegre. Adicionalmente, Com sua localização e geografia, é fácil imaginar que lá não faltam lindas paisagens.

Europa

Para aqueles que têm o sonho de fazer uma Eurotrip, mas não dispõe de muita grana, o leste europeu vai realizar seu sonho e superar, e muito, suas expectativas.

#4 Bósnia e Herzegovina

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Um país onde diversas culturas convivem lado a lado, e onde essa multiplicidade pode ser vista na arquitetura, culinária, costumes, etc. Como dizem por aí, é o onde o Oriente e Ocidente se encontram.

#5 Romênia

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Um país simplesmente encantador. Cidades charmosas, natureza exuberante, pessoas lindas e super simpáticas, e muito mais.

#6 Sérvia

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Bem no meio da região dos Balcãs, e centro da antiga Iugoslávia, a Sérvia tem uma rica história e uma vida noturna fervilhante.

África

De praias a desertos, de história a modernidade, na África é possível visitar locais e ter experiências que certamente ficarão na sua memória para toda a vida.

#7 África do Sul

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Aqui você vai encontrar savanas onde é possível fazer safáris de alguns dias, vendo toda sorte de animais selvagens; praias, montanhas e paisagens incríveis; vinhos da melhor qualidade; centros modernos e cosmopolitas como Cape Town… Quer mais?

#8 Egito

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Além ter sido lar de uma das maiores civilizações da história da humanidade, o Egito de hoje oferece passeios pelo grande Rio Nilo, mergulhos no mar mediterrâneo, e o incrível azul do Mar Vermelho.

#9 Marrocos

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Do ladinho da Europa, o Marrocos é destino certo para aqueles que querem dar uma esticadinha na viagem e conhecer o maior deserto do mundo, andar de camelo, e ver uma cultura completamente diferente da nossa.

Ásia

Dona de uma cultura multimilenar, que pouco cedeu às pressões europeias e americanas, a Ásia é sem dúvida um lugar místico, onde você pode [e deve] confrontar suas filosofias e ampliar sua visão de mundo.

#10 Índia

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Um país gigante como o Brasil, capaz de comportar cenários e atributos que vão mexer com seus sentidos… Religiosidade, temperos, cores, pessoas [sempre aos milhares]… na Índia tudo é muito vivo, e se mistura de uma forma única.

#11 Nepal

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Um pequeno país no topo do mundo. Se você está procurando um retiro, buscando a paz em meio às maiores montanhas do mundo, o Nepal é seu próximo destino.

#12 Indonésia

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Assim como todo o sudeste asiático a Indonésia apresenta a combinação perfeita de praias paradisíacas, clima tropical, jovens do mundo todo, festinhas em todos os lugares, preços de banana, e uma incrível lista de atributos, que fez dessa região a nova Mequa da garotada que procura um destino ainda “pouco explorado”.

Paraguai adentro: visitando as missões jesuíticas

Mais um passeio incrível e que pouca gente conhece.

Além de ser um destino ainda pouco explorado pelos turistas, as missões jesuíticas do Paraguai são uma aula de história a céu aberto.

Como bem sabemos, o processo de colonização é também um processo de dominação cultural. Aqui nas Américas isso aconteceu de forma bem clara, e as Missões (ou reduções) Jesuíticas contam um importante capítulo desta história.

Com o objetivo de “educar” e “evangelizar” os índios, entre os séculos de XVII e XVIII foram criados aldeamentos organizados e administrados por padres jesuítas. Eram autênticas cidades instaladas na selva. Além da igreja, que era o centro de tudo, havia também escolas, cemitério, casas, oficinas e até pequenas indústrias.

É claro que essa convivência não foi um mundo de mil maravilhas, principalmente para os índios, que ao longo dos anos morreram aos milhares [por conflitos e, principalmente, por doenças do homem branco]. Então, em um dado momento [não por pena dos índios, é claro] Portugal e Espanha resolveram expulsar os padres, o que levou ao abandono e dilapidação das cidadelas.

Hoje, uma parte significativa destas ruínas fica desta no leste do Paraguai, sendo que duas delas tombadas pela Unesco como Patrimônio Universal da Humanidade: Santíssima Trinidad e Jesus de Tavarangue, e foram estas duas que resolvemos conhecer.

Saindo do centro de Ciudad del Este [um pouco depois de passar por toda aquela muvuca da região de compras próximo à Ponte da Amizade], pegamos um ônibus daqueles típicos de cidades subdesenvolvidas da América Latina, colorido, cheio de penduricalhos no para-brisa e no painel, e com aqueles assentos de veludo, que até são bem confortáveis, mas nada higiênicos. Após 250 km nesta agradável viagem pela zona rural Paraguai, descemos no meio da estrada e fomos visitar nossa primeira missão do dia.

Santísima Trinidad del Parana

Fundada em 1706, esta missão, conhecida também como Nuestra Señora de la Encarnación de Itapua, é considerada a missão jesuítica com melhor estado de conservação.

Ao deixar a recepção/bilheteria já é possível ter uma boa visão das ruínas desta redução. Com área relativamente grande, seu espaço físico está bem delimitado, sendo fácil visualizar [imaginar] como era a dinâmica social e produtiva na época de pleno funcionamento. Podemos ver bem as ruínas [relativamente bem preservadas] das habitações dos índios e dos padres, a torre, a plaza mayor, o cemitério, e é claro, a imponente igreja. Há ainda placas que indicam a utilização da época de determinados espaços abertos, como a horta.

Saindo de lá, pegamos um tuctuc, aqueles que a gente vê na Índia, e seguimos para a próxima redução (a uns 12 km dali).

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Jesús de Tavarangué

Se comparadas às anteriores, as ruínas de Jesús de Tavarangué são bem menores. Esta foi uma das últimas reduções a ser construída, porém algum tempo depois da expulsão dos jesuítas a construção foi abandonada e nunca ficou pronta. Jesús de Tavarangue escapou ilesa aos saqueadores, pois não possuía ouro ou imagens valiosas no altar.

Sua igreja chama bastante atenção pelo projeto arquitetônico, com 70m de comprimento por 24m de largura (uma das maiores da época), suas ruínas foram restauradas há pouco tempo.

Além da igreja, esta missão tem uma plaza mayor, um colégio, casas de proteção para órfãos e viúvas, a base das casas dos índios (que também não chegaram a ser concluídas), horta para cultivo de alimentos e o cemitério, local sagrado para os indígenas.

Uma ótima dica é fazer este tour à noite, pois eventualmente tem uma apresentação com luzes e sons nas ruínas.

Quito em 10 horas

Depois de conhecer Xavier, um equatoriano super amistoso e agradável, nas Ilhas Galápagos, fomos convidados por ele para fazer um city tour por Quito, já que tínhamos algumas horas de conexão na capital equatoriana antes de regressarmos ao Brasil.

A primeira coisa que pensamos foi “Obaaa! Vamos passear ao invés de ficar presos no aeroporto, dormindo pelos cantos [nada confortáveis].” 🙂

Localizada bem no “meio da Terra”, Quito é a segunda capital mais alta do mundo, perdendo apenas para La Paz, na Bolívia. Descobrimos em poucas horas que no entorno de Quito há atrações para todos os gostos, desde grandes vulcões [alguns em atividade] a um tranquilo passeio pelo charmoso e bem preservado centro histórico.

Veja quanta coisa legal conseguimos fazer em poucas horas.

Mitad del Mundo

Nossa primeira parada foi a famosa linha imaginária, que tanto ouvimos nas aulas de geografia, que divide o planeta em dois hemisférios. O Monumento da Mitad del Mundo foi construído em 1936 para comemorar o 200º aniversário da expedição francesa, que no século XVIII, teve o intuito de medir a curvatura da Terra.

É uma boa opção para quem quer tirar aquela típica foto com um pé em cada hemisfério, na latitude 0º 00’ 00”. Ou fazer um pouquinho diferente, como nós. Dá para se divertir bastante, usando a criatividade [Rs].

Catequilla: A verdadeira linha do Equador

Logo que saímos da Mitad del Mundo, nosso mais novo amigo, nos levou para conhecer a Linha Equatorial original, nas ruínas de Catequilla. Parece estranha esta história, mas não é, pelo contrário, é bem interessante.

Catequilla é um sitio arqueológico Pré-Inca, que está a 2.638 metros de altitude e que tem uma vista de 360º. Em 1997, por meio da tecnologia do GPS, Cristóbal Cobo descobriu que uma das extremidades de um muro semicircular de Catequilla ficava exatamente sobre a latitude 0º 00’ 00”.

E o que é mais interessante é que o alinhamento do muro com a linha do equador poderia ter sido uma mera coincidência, mas parece que não. A linha que liga as duas extremidades do muro forma um ângulo de 23,5º em relação à linha do equador (mesmo ângulo de inclinação do eixo da Terra). E uma das extremidades da linha de ligação aponta para o nascer do sol no solstício de dezembro e a outra para o pôr-do-sol no solstício de junho. Por estas e outras peculiaridades, pesquisadores acreditam que Catequilla teve grande importância para a astronomia e religiosidade [que na época andavam juntas].

Reserva Geobotânica de Pululahua

Correndo contra o tempo, para aproveitar as últimas horas de sol, seguimos para Pululahua, um vulcão com três crateras, sendo uma delas a terceira maior cratera de vulcão do mundo, com 12km de extensão. Outra peculiaridade, uma de suas crateras é habitada por cerca de 40 famílias que vivem da agricultura e pecuária. Isso mesmo, tem gente que vive dentro do vulcão. Isso que é viver intensamente!

Pululahua na lingua Quéchua significa nuvem de água, sabe por quê? Como o lugar fica no alto da face oceânica da Cordilheira do Andes, as nuvens param todos ali. E foi justamente por causa desta névoa que não pudemos avistar a cidade e, além disso, como já era tarde também, não tínhamos tempo para descer a longa escadaria até lá. Então aproveitamos para curtir o visual dessa paisagem deslumbrante, um verdadeiro mar de nuvens.

Centro histórico

Mesmo o cair da noite não foi páreo para nosso desejo de aproveitar o momento. Fomos então conhecer o centro histórico, um dos mais importantes da América Latina, e o mais bem preservado. Lá você vai caminhar por ruas estreitas que passam ao lado de monastérios, conventos e igrejas coloniais. A arquitetura é uma rica mistura de várias etnias: mouros, italianos, espanhóis e até mesmo indígenas.

O que mais nos encantou foram as praças como a de San Francisco, toda iluminada com luzes amareladas.

E uma curiosidade, o centro histórico de Quito foi a primeira cidade do mundo a ser tombada pela Unesco como Patrimônio Cultural da Humanidade, junto com Cracóvia na Polônia, em 1978.

Jantar

Para fechar o dia/noite com chave de ouro, nada melhor que um jantar típico equatoriano [com direito a muito milho] feito pelo nosso amigo, Xavier, que amavelmente nos convidou para sua casa.

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Não vemos a hora de voltar e explorar melhor as grandes belezas do Equador, uma país pequeno mas que devido a sua grande variação de relevo apresenta uma enorme variedade de climas e paisagens.

 

Pão de Açúcar e Cristo: Como curtir mais e gastar menos?

Você deve estar se perguntando… isso é possível?

Para conhecer esses atrativos [talvez os mais populares do Rio] geralmente é necessário desembolsar um valor que para quem recebe em dólar não é muito, mas para nós tupiniquins não é barato. Os bilhetes (de ida e volta) para o Pão de Açúcar está R$ 76,00 e para o Cristo Redentor R$ 68,00.

Mas para gastar um pouquinho menos e ter uma experiência diferente, você só precisa se aventurar um pouquinho. Eu fiz o teste  e te digo que vale muito a pena!

Pão de Açúcar

Partindo da Praia vermelha, na Urca, nosso trajeto “alternativo” começa na pista Cláudio Coutinho, uma pista de caminhada que contorna parte do Morro da Urca e do Pão de Açúcar. O acesso a trilha fica uns 500m do início desta pista, onde tem uma placa à esquerda com a indicação: “Trilha da Urca”.

Não se preocupe se estiver sozinh@, sempre tem gente por lá.

A trilha tem 900m de extensão e é praticamente toda na sombra, o que a torna bem agradável. Os trechos são bem demarcados, alguns lugares têm madeiras ou pneus que servem de degraus. O tempo que gastamos até chegar ao Morro da Urca foi de uns 40 minutos. Subimos no dia das crianças, então o que mais tinha na trilha eram crianças e adolescentes com seus pais curtindo a natureza.

Então, é só subir tranquilo e contemplar o visual.

Do Morro da Urca já é possível ter uma visão espetacular do Rio de Janeiro, mas se quiser ir ao famoso Pão de Açúcar, agora sim, só com o bondinho ou escalando [Rs].

Lembrando que, o bilhete de acesso para o bondinho é vendido apenas na estação de embarque na Praia Vermelha, ou seja, caso você pretenda andar de bondinho em uns dos trajetos, tem que comprar antes de iniciar a trilha.

Outra valiosa dica é ficar até o final do dia para ver o belíssimo pôr do sol carioca, e aproveitar para descer de bondinho de graça, tanto do Morro da Urca quanto do Pão de açúcar, pois o acesso é liberado após as 19h.

Informações e valores em www.bondinho.com.br

Cristo Redentor

Essa não é para qualquer pessoa. Já ouviu falar de trilha inclinada? Rs. Então, quem quiser gastar caloria e estiver bem disposto, vá em frente!

Partindo do Parque Lage, a trilha, que tem início numa pequena casa de pedra (local de registro), é toda percorrida na sobra da densa mata atlântica e tem 2.200m de extensão.

O trecho inicial é de pouco esforço e corta alguns riachinhos. Mas isso é até a terceira cascata, onde a trilha passa a ganhar uma declividade bem maior, a partir desse ponto, árvores e raízes ajudam bastante dar aquela segurança extra. Nessa parte vai ter um ponto de escalaminhada em uma pequena rocha, é só passar usando a corrente (presa à rocha) como apoio. Continuando o caminho, já próximo ao Cristo, logo vai ter a estrada de asfalto, daí em diante é só seguir o caminho até a bilheteria para comprar o bilhete de acesso. O tempo que gastamos foi de 2h e 30m, contando as várias paradas.

Para voltar, como provavelmente você estará cansad@, a opção mais barata é descer pela estrada até o Silvestre, onde há um ponto de ônibus. Uma boa pedida é ir até Santa Tereza, que é bem pertinho e aproveitar para almoçar ou pegar um barzinho.

Informações e valores em www.cristoredentoroficial.com.br

Bolívia: destino obrigatório para você que gosta de aventura

“A primeira vez a gente nunca esquece”. É difícil contrariar esta frasesinha batida.

Quando o assunto é viagem, sempre tem aquele lugar que não sai da sua cabeça. No meu caso a Bolívia deixou uma marca inapagável na minha memória.

A ideia de viajar para o nosso vizinho andino surgiu de maneira um tanto quanto inusitada. Vindo de uma família do interior, sem nenhum histórico de grandes viagens internacionais e coisas do tipo, sempre tive o sonho de conhecer os Estados Unidos, e a minha oportunidade de realizar este sonho estava agora ao meu alcance, um intercâmbio de férias do tipo work experience (aquele, que você passa suas férias inteiras lavando pratos e gastando em bares todos os dólares que recebeu). Eu estava super excitado com a ideia, mas foi então que surgiu um desses desvios do destino, que depois de um tempo você enxerga que foi a melhor coisa que podia ter acontecido.

O namoro com a Dani, minha atual esposa e parceira no umlugarparaviajar, estava ficando cada vez mais sério e ela [que não é boba nem nada] deu uma ideia que seria boa para ambas as partes. Já que ela não queria ficar muito tempo longe de mim; que a economia americana estava quebrada; que sempre tivemos o sonho de conhecer a lendária cidade de Machu Picchu; que seria legal fazermos uma viagem juntos; e que viajar para nos nossos vizinhos latinos seria bem mais barato. A decisão foi tomada: “Vamos fazer um mochilão para a região dos Andes”.

Neste primeiro momento a Bolívia nem era nossa grande favorita, mas lendo os guias de viagem [que passamos um ano inteiro estudando] vimos que a Bolívia guarda destinos incríveis, e para completar, as passagens para lá eram bem mais baratas que para o Peru. E assim foi, passamos uns 2/3 do nosso primeiro mochilão explorando a Bolívia.

Pegamos um voo, na noite do dia 31 de dezembro, para Santa Cruz de La Sierra e no trajeto (pela diferença de fuso horário) passamos 3 viradas de ano.

Tudo era novidade, tudo era muito vivo e legal, até a noite mal [não] dormida no aeroporto, e digo mais, até a nada confortável, viagem de mais 20 horas – que começou adornada por Cholas defecando ao meio lado dentro do ônibus caindo aos pedaços e cheio de toda sorte de animais domésticos, e que terminou em um ônibus um pouco melhor, mas agora com a força do Soroche (mal de altitude) massacrando meu corpo – até isso, me parecia uma grande aventura. Todos os meus sentidos estavam deslumbrados com a diversidade de paisagens, comidas e culturas que iam se descortinando diante de meus olhos, ouvidos, nariz e boca durante os muitos quilômetros que o ônibus ia percorrendo.

Não vou conseguir contar neste post todas minhas experiências neste país fascinante… Mas nos próximos post contaremos tudo sobre nossas aventuras na Bolívia.

Mas para não dizer que não contei nada. Vão aí 7 motivos pelos quais a Bolívia marcou minha vida de viajante e é destino obrigatório para você que gosta de aventura.

#1 Um dos destinos mais baratos do mundo

Se você quer viajar para um lugar incrível, mas não tem recursos para bancar passagens aéreas intercontinentais e para gastar centenas de dólares de estadia e alimentação, a Bolívia é uma ótima pedida. Este país sempre aparece no topo das listas de destinos mais baratos da América Latina.

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#2 Um País – Muitas Paisagens

Por sua grande variação de relevo, a Bolívia tem um monte de paisagens incríveis, algumas parecidas com o que temos no Brasil.

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Outras que não

E muitas e muitas outras.

#3 Cultura e Culinária

Prepare-se para uma explosão de tradições e costumes, que sobrevivem nas ruas completamente alheios ás pressões da globalização.

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E esteja com seus sentidos [e intestinos] prontos para uma explosão de sabores e combinações.

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#4 Lago Titicaca

Mais alto do mundo dos lagos navegáveis, o Lago Titicaca, localizado na fronteira entre Bolívia e Peru, é um atração a parte. Além da sua indiscutível beleza cênica, o lago é repleto de atrativos como Ilhas flutuantes dos Uros, passeios de barco, a deslumbrante Ilha do Sol, uma grande riqueza de peixes, etc.

#5 Ruinas de Civilizações Pré-Colombianas

Assim como seu vizinho, Peru, a Bolívia foi lar de várias civilizações pré-colombianas. As ruínas da cidade de Tiwanaku, próxima ao Lago Titicaca, são os últimos vestígios de uma das mais duradouras civilizações da América do Sul. A cidade construída há alguns milhares de anos, foi a capital de um vasto império, que ia do Sul do atual Peru ao sul dos andes bolivianos, incluindo partes do Chile e da floresta amazônica.

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#6 Descer de Bike a Estrada da Morte

Além dos visuais alucinantes, de uma longa descida que começa acima dos 4.600 metros de altitude e termina na borda da floresta amazônica, esta lendária e notavelmente perigosa estrada oferece adrenalina garantida para aqueles que gostam de sentir o coração bater mais forte.

#7 Salar de Uyuni

Esse lago de sal é seguramente um dos destinos que todos os viajantes ao redor do mundo querem ver pelo menos uma vez na vida. A paisagem, mutável de acordo com a quantidade de água trazida pela chuva, vai te deixar com a impressão de que você está em outro planeta (onde é bem difícil entender o que céu e o que terra, o que é porte e o que é longe).

Está esperando o quê para começar a arrumar suas malas [digo, seu mochilão]?

 

A forma mais barata de chegar a Machu Picchu

Conhecer o espetacular cenário das mais misteriosas ruínas Incas, além de admirar as belas paisagens de picos nevados, rios, cordilheiras e florestas, faz Machu Picchu ser um dos destinos mais procurados do mundo. Como reflexo disso, este santuário histórico acaba se tornando um destino caro para muitas pessoas, principalmente nós mochileiros, que não estamos dispostos a encarar preços exorbitantes.

Mas como chegar a este paraíso da maneira mais barata? Se você está pensando que é pela Trilha Inca ou Trilha Salkantay está enganado. O lance é fugir de qualquer pacote turístico… Pois, é claro, que seu dinheiro estará indo para alguém que estará te cobrando por algo que aqui oferecemos de graça.

Estou falando do percurso conhecido como “Rota da Hidrelétrica”, que dá um pouquinho mais de volta, mas compensa por seu preço, bem mais em conta, e as muitas belezas do caminho.

1°  trecho: Cusco – Santa Maria

A partir do Terminal Rodoviário de Cusco você pode pegar uns dos primeiros ônibus da manhã que vai para Santa Maria. Está opção é a mais barata, mas tem a desvantagem de ser um pouco mais longa, em torno de 5 a 6 horas. Uma segunda opção, um pouco mais rápida, é pegar um táxi [que é bem barato] até o cemitério da cidade de Cusco, de onde partem as vans para Santa Maria [e foi esta a opção que escolhemos].

Mas fique atento! No cemitério você vai encontrar uma multidão de típicos comerciantes de Cusco que têm o péssimo hábito de empurrar para dentro de seus estabelecimentos [no caso, vans]. Infelizmente, ficamos nessa confusão por quase uma hora. Mas depois tiramos o atraso, já que nosso motorista tinha algum parentesco com Michael Schumacher. Rsrs

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Seja qual for a opção que você escolher, é muito importante acordar bem cedo [antes de amanhecer] e levar lanche e água para o dia.

Dica: Como você é praticamente obrigado a voltar para Cusco, para seguir sua viagem, não há por que carregar peso à toa. Deixe seu mochilão no guarda-volumes do Hostel e leve apenas o necessário.

2°  trecho: Santa Maria – Hidrelétrica [via Santa Teresa]

O ponto final das vans de Cusco é o mesmo dos ônibus. Deste mesmo terreno baldio, saem as vans e/ou carros que vão para a hidrelétrica. O valor também é bem em conta e o percurso é de 1h e meia.

Fique preparado para encarrar a superlotação dos veículos, vai todo mundo junto e misturado. No nosso caso, por exemplo, o motorista queria colocar 8 pessoas num carro de passeio. Por fim, depois de muita discussão ele só levou “apenas” 6 pessoas [sendo um deles, na mala]. Rs

A estrada passa por cada desfiladeiro de tirar o fôlego, além de ser mão única, o que adicionou uma dose a mais de adrenalina à viagem.

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Optamos por fazer uma parada em Santa Teresa, pois descobrimos que havia uma espécie de clube, com várias piscinas de águas termais. E foi super válido, o lugar é lindíssimo e pouco conhecido pelos viajantes. Vale a pena passar umas 2 horinhas neste spa natural.

Mas não relaxe muito, pois ainda têm uma longa caminhada pela frente. Na própria portaria dos Baños Termales de Cocalmayo é possível tomar um carro (lotação) para a hidrelétrica, que fica a apenas uns 15 minutos.

3°  trecho: Hidrelétrica – Águas Calientes

Na hidrelétrica, após assinar um livro de entrada, você vai seguir o seu caminho a pé pelos trilhos do trem rumo as Águas Calientes, numa caminhada de pouco mais de 2 horas. A paisagem é indescritível! O trilho de trem segue às margens do rio Urubamba, passando por túneis e pela tão famosa ponte do rio Urubamba, e para os mais atentos, em alguns trechos é possível avistar bem ao longe parte das ruínas de Wayna Picchu.

Não se preocupe se estiver sozinho, porque sempre tem muitos mochileiros que você certamente encontrará fazendo esta trilha.

Chegamos em Águas Calientes quase à noite, pois além de termos parado nas águas termais, fizemos a trilha bem tranquilos, curtindo cada momento, conversando com os amigos que fazíamos pelo caminho. Chegando em Águas Calientes foi o tempo certo para procurar um lugar para dormir, comer alguma coisa e descansar após um exaustivo dia de aventura.

Dica: Existe a possibilidade de fazer este último trecho pegando o trem. Mas sinceramente acho que não vale a pena, pois a sensação que você tem vendo toda aquela paisagem é revigorante e inspiradora.

4°  trecho: Águas Calientes – Machu Picchu

Se você quer ver Machu Picchu com menos pessoas, apreciar o nascer do sol e sentir a misticidade do local, conselho: Acorde cedo, mais muito cedo [tipo 3 e pouca]! Suba a montanha pela trilha [escadaria] de cerca de 1 hora, toda no escuro, para garantir seu lugar na fila e ser um dos primeiros a entrar.

Não vou mentir, a subida foi um pouco sacrificante já que estávamos ainda com cansaço do dia anterior.

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Mas no final o resultado é algo que é difícil ser dito em palavras. Mas dá para ter uma ligeira ideia…

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Para voltar a Cusco, você pode pegar o mesmo caminho. Ou, se estiver moído, como estávamos, uma boa pedida é pegar um assento no vagão econômico do trem que leva até Ollataytambo, de onde você pega um ônibus ou van para Cusco.

Obs: Fizemos esta viagem em 2010 e um casal de amigos que foi lá em 2016, nos disse que esse trajeto “alternativo” ficou mais popular, e agora tem até gente vendendo um pacote com todos esses trechos por um preço bem acessível. Vale a pena se informar direitinho.

Las Grietas: um paraíso azul em Galápagos

Pense num lugar de águas cristalinas de um azul turquesa hipnotizante, há peixes nadando ao seu redor como em um valsa da mãe natureza, você mergulha fundo e quando retorna lentamente à superfície a única coisa que tem a sua frente é um quadro do céu emoldurado por rochas que parecem ter sido esculpidas à mão. Do que estou falando? De uma praia? De uma caverna?

Este lugar mágico, e difícil de descrever para quem ainda não teve o prazer de sentir essas águas envolvendo seu corpo, é chamado de Las Grietas, e fica na Ilha de Santa Cruz em Galápagos.

Estas curiosas formações são uma espécie de mini cânions que forram inundados por água salobra por meio de micro canais que os ligam ao mar.

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Além de curtir um relaxante mergulho e dar umas braçadas nesta piscina olímpica de desenhada por algum mestre do design, a principal atração para aqueles, como eu, que gostam de adicionar uma pitada de adrenalina é se jogar dos enormes paredões rochosos que possibilitam saltos de todos os níveis imagináveis (de 1 a mais de 10 metros de altura).

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Dicas

Para chegar até lá é bem simples… Saindo do cais de Puerto Ayora, pegue um taxi boat que em poucos minutos (menos de 1 dólar/pessoa) te levará ao outro lado da enseada. De lá é só seguir, por cerca de 20 minutos, o caminho que passa pela Praia dos Alemães e vai até Las Grietas.

Outra dica valiosíssima é o horário da visita. Tente chegar lá um pouco antes do meio dia, pois como os paredões são altos, na maior parte do dia a água está na sombra. E eu tenho certeza que você não vai querer perder a imagem inesquecível dos raios de sol contando estas águas de tirar o folego.

Esse é um daqueles lugares que se você ainda não foi, tem que ir. E se já foi, não vê a hora de voltar.