11 curiosidades sobre o Egito – Você vai se surpreender!

Todo mundo já ouviu falar que o Egito tem uma cultura bem diferente da nossa, Ocidental. Além disso, é berço de uma civilização milenar, famosa por suas pirâmides, múmias, catacumbas e estátuas.

Mas dessa vez o que quero mostrar a vocês é um pouquinho de como o Egito, mas especificamente a Cidade do Cairo, é hoje. E quais os detalhes da sua cultura e costumes que mais me chamaram a atenção [pelo olhar de uma brasileira, que ficou por lá 2 meses].

1# Vestimentas

Posso dizer que esse foi meu maior choque no Egito. Claro que em um país mulçumano eu já esperava ver mulheres com Hijab (lenço na cabeça) e algumas com burca… Mas nem tantas! Além disso, há mulheres que usam luva e até meia, caso estejam de sandália. Isso tudo para não mostrar nadica de nada. A única coisa que elas deixam à mostra são os olhos.

Burca by Egyptian Streetsby Egyptian Streets

Existem aquelas que não são adeptas ao lenço e andam com a cabeça descoberta. Mas sempre respeitando o código moral e religioso de não mostrar algumas partes do corpo, para não chamar muito a atenção dos homens.

E por falar neles… A maioria dos homens usam roupas bem parecidas com que se usa aqui no Brasil. Mas têm aqueles mais tradicionais que usam turbante e a galabeya, um estilo de túnica.

Senhor com Turbante by dailytravelphotosby dailytravelphotos

2# Religião

A religião que prevalece no Egito é a mulçumana (80% a 90% da população). Por isso é comum escutar as chamadas para rezar em autofalantes nas mesquitas e até mesmo nos autofalantes que ficam espalhados pelas ruas. São no total 5 chamadas à oração por dia. E não importa o que as pessoas estejam fazendo… Todo mulçumano que leva a religião a sério pára para fazer a prece, seja nas mesquitas, no trabalho, em casa e até mesmo nas ruas. Para que se possa ajoelhar, existem tapetes distribuídos nas calçadas, no metrô, no shopping, etc.

Prece Mulçumana by Constanza Gallardoby Constanza Gallardo

Mais uma curiosidade, apenas aos homens é permitido rezar em lugares públicos. Isso mesmo! As mulheres devem rezar em casa ou em lugares reservados para elas dentro das mesquitas (geralmente nos fundos, atrás dos homens). Além disso, há algumas restrições religiosas quando a mulher está menstruada, como: rezar, jejuar, manter relação sexual e entrar nas mesquitas.

Mulheres Mulçumanas by Christophe Lovinyby Christophe Loviny

É bom lembrar que há também uma parte importante da sociedade que segue à Igreja Ortodoxa Copta (variação egípcia da Igreja Ortodoxa).

3# Chá e Shisha

Sabe aquela gelada no final do dia?… Nem pensar! Como para os mulçumanos é proibido o consumo de bebidas alcoólicas, o negócio lá é chá e shisha [mais conhecido no Brasil como narguile]. O chá é uma tradição no Egito, e por isso em quase toda esquina é possível ver homens tomando chá preto com folhas de menta e fumando shisha.

Chá e Shisha by Pascal Meunierby Pascal Meunier

4# Comércio

Quando se trata de ir às compras, os egípcios são muito mais noturnos que nós. Isso mesmo, lá a maioria do comércio abre às 10h da manhã e fecha às 2h da madrugada. Isso vale para diversos estabelecimentos: vestuário, salão de beleza, mercados, restaurantes, cafés e segue a lista. Sem falar daqueles que ficam abertos 24 horas.

Khan el-Khalili by Gurukalehuruby Gurukalehuru

5# Final de semana

Final de semana é na sexta e no sábado, ou seja, domingo é dia de trabalhar. Isso porque os muçulmanos consagram a Deus a sexta-feira, como os católicos os domingos, e os judeus os sábados.

6# Música

Não dá para ficar parado! As músicas atuais do Egito são bem animadas e soam muito bem. É uma mistura de eletrônico, músicas de casamento, hip-hop e outras batidas. Esse novo estilo musical, “mahraganat”, surgiu após a queda de Hosni Mubarak, em 2011. Hoje os egípcios usam a música com uma ferramenta de expressão, abordando as mudanças culturais e políticas que vem acontecendo no país.

Se você quiser saber mais sobre a tradicional dança do ventre (belly dance), existem algumas casas de show exclusivas para isso.

7# Comida

A comida típica e mais conhecida no Egito é o Koshary e o Shawerma. O Koshary é um prato bem nutritivo [e com bastante carboidrato], tendo como base macarrão, arroz, lentilha, molho de tomate picante e cebola frita.

Koshari by Jason Loweby Jason Lowe

Já o Shawerma é um famoso sanduíche, servido em um pão egípcio, composto por fatias de frango ou carne bovina assada e complementos. Os dois são uma delícia!

Shawarma by Veronica_s Cornucopiaby Veronica’s Cornucopia

Além disso, o país é bem servido com toda aquela culinária árabe deliciosa.

8# Moeda

O nome da moeda é Libra Egípcia (egyptian pound – EGP), mas pode falar apenas “pounds”. Já as moedinhas são chamadas de piastres. Não se preocupe, se você não souber os números em árabe, as notas [diferentes das moedas] tem no seu verso o valor correspondente em número cardinal.

Egyptian Pound by Tulipe Noireby Tulipe Noire

9# Trânsito

Já ouviu falar em caótico? Essa é a palavra que descreve bem o que é o transito de Cairo. Para atravessar a rua é preciso quase de uma aula. Sinal vermelho?! Não existe mesmo! E para deixar mais agradável o ambiente, nada melhor que BUZINAR! Se buzina para tudo. Buzinar é quase pisar no acelerador. Haja ouvido!

TO GO WITH AFP STORY: (FILES) A file picby Khaled Desouki

10# Arquitetura

Cairo apresenta uma arquitetura bem antiga, principalmente o Centro. Me chamou atenção o fato da grande maioria dos prédios e casas ser em tons de bege e marrom, o que confere à cidade um ar meio monocromático. Para adicionar um pouco de vida, em quase todo lugar há mesquitas, que embelezam a paisagem. A cidade naturalmente foi se desenvolvendo, e hoje em alguns bairros, mais afastados do centro da cidade, já é possível ver construções mais modernas.

Cairo by Royally Bellaby Royally Bella

11# Gatos

Estranho ter um item com esse nome “gatos”. Mas é impossível não lembrar deles. No Egito, em qualquer lugar, principalmente em Cairo, é possível ver gatos e mais gatos em todos os cantos!

Gatos de Cairo by Aymann Ismailby Aymann Ismail

Eles foram considerados sagrados no Egito Antigo, pois ajudaram a combater os ratos que infestavam a região. Além disso, a deusa Bastet (símbolo do prazer, da fertilidade, da música e do amor) tinha cabeça de gato.

Um cruzeiro pelo Rio Nilo

Como já dizia o historiador Heródoto “O Egito é um presente do Nilo”. Realmente, sem Nilo não haveria Egito. Esse, que é o maior rio do mundo em extensão, trás vida às vastas e férteis planícies que de tempos em tempos são alagadas.

Então, para ver o Egito de uma forma diferente, nada melhor que navegar por este rio que corta o país de fora a fora, e tem as suas margens cidades incríveis, que guardam milhares de anos de história.

A bordo de um elegante e confortável cruzeiro fluvial, há opções para fazer vários trechos do rio. O que eu escolhi [o mais popular] dura 4 dias e 3 noites, parte da cidade de Aswan e vai até Luxor. Ao longo do trajeto, é claro, fazemos várias paradas para visitação dos mais impressionantes e antigos templos egípcios.

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Apreciar as paisagens do ponto de vista de quem está de dentro do rio foi uma experiência ímpar, e que me fez entender como o grande Nilo é fonte de vida para os lugares por onde passa. A velocidade do navio nos proporciona admirar tranquilamente paisagens lindas, que jamais esquecerei.

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Crianças e famílias se divertem em suas águas, se refrescando do calor desértico do Saara. E quando elas veem algum cruzeiro passar é uma festa… acenam, gritam e estampam aquele sorrisão. É possível ver também homens pescando, animais se banhando e matando a sede, e ainda muitas pessoas usando o rio para se locomover.

 

 

 

Em alguns lugares, as dunas formam belas praias, que são um paraíso para os turistas. Foi numa dessas que tive o imenso prazer de sentir o Nilo. Eu me joguei mesmo, de roupa e tudo, não sabia quando teria aquela oportunidade novamente. Senti a água gelada passando por cada parte do meu corpo, foi como se eu estivesse sendo envolta por uma atmosfera de relaxamento e frescor, onde só estava presente a magia do aqui e agora.

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Conforme o navio segue seu curso, a paisagem muda… cidades um pouco maiores vão surgindo, e começam aparecer vendedores vindos da margem do rio, tentando vender toda sorte dos mais belos tecidos para ganhar algum trocado, que garantirá o sustento de sua família.

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Uma ótima pedida a bordo do navio é contemplar um belo nascer e/ou pôr do sol. O verde das plantações contrastando com o amarelo das dunas do deserto é um show a parte. Sem falar do céu à noite… que era demais! Ainda mais tomando um vinhozinho na companhia de bons amigos, que tornam o ambiente ainda mais agradável.

Sunset - Nile

Como ninguém é de ferro, um lugar perfeito para se refrescar é a piscina do navio… era tudo que eu queria depois de algumas horas de tour, naquele calor escaldante, visitando os famosos templos. Caía como uma luva!

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Acreditem, vale muito mais a pena seguir pelo rio do que fazer esta rota por terra. Além de ter todas as refeições inclusas no pacote, ainda tinha serviço de guia e transfer, para vários atrativos turísticos. E se for em grupo, como eu fui, a viagem fica ainda mais em conta. Não precisa ser rico para curtir as maravilhas do Nilo. 🙂

Listados aqui os principais lugares visitados durante este tour.

#1 Templo de Philae

Philae Temple

Este templo foi dedicado à Isis, a deusa da maternidade, fertilidade e natureza na mitologia egípcia. Hoje está localizado em uma ilha, uma vez que este [como alguns outros da região] foi deslocado devido à construção de uma grande barragem que alagou o local original.

 

#2 Nubian Village

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Uma tradicional aldeia com casas de cores bem vivas, principalmente azul, e chão de areia. Assim é Nubian Village.

 

#3 Templos de Abu Simbel

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Próximo à fronteira com o Sudão estão os templos esculpidos em pedra de Abu Simbel. São gigantescos monumentos construídos por Ramsés II. Tanto o Grande Templo quanto o Pequeno Templo possuem na entrada enormes colossos, sendo o primeiro templo com 4 colossos de 20 m de altura e o segundo com 6 colossos de 10 m de altura, dá para imaginar?

#4 Kom Ombo

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Pilastras e mais pilastras compõem a estrutura do templo de Kom Ombo, um templo simétrico. Uma metade dele foi construída para o deus Sobek, símbolo de força e poder, representado por um crocodilo. E a outra metade para o deus Horus, conhecido também como deus do céu, representado por um falcão.

#5 Templo de Edfu

Edfu Temple by gainwelltravel.jpgby gainwelltravel

Também foi dedicado ao deus Horus, este é um dos mais belos e bem conservados templos do Egito. Está quase intacto, como dá para ver pelo estado de suas paredes, pilastras e desenhos.

#6 Templo de Luxor

Luxor Temple by askideas.jpgby askideas

É o único monumento do mundo que agrupa tantas influências arquitetônicas de diferentes épocas/culturas: faraônica, greco-romana, copta e islâmica. Além da arquitetura diferenciada, o templo também possui várias belas e imponentes estátuas.

#7 Templo de Karnak

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É o maior templo do Egito. Sua construção também foi realizada durante várias épocas. Aproximadamente 30 faraós contribuíram para a formação desse complexo, permitindo atingir tamanho, complexidade e diversidade não vistos em outros lugares. É um verdadeiro museu ao ar livre.

#8 Vale dos Reis

Valley of the Kings by Peter Tyson.jpgby Peter Tyson

Só pelo nome já dá para ter uma ideia da importância desse vale, que foi o lugar escolhido para as tumbas de inúmeros faraós. Até hoje já foram descobertas 63 tumbas, sendo a tumba do poderoso Tutacamon, a mais recentemente descoberta, em 1922. Essas tumbas, seguindo a tradição, eram muito bem decoradas e recebiam os artefatos mais preciosos dos faraós. Muitas delas foram alvo de saqueadores durante séculos. Mas mesmo assim, ainda é possível ver o poder que estes faraós tinham. É de se encantar!

Dahab: o melhor lugar do Egito

Quando se fala em Egito, a primeira coisa que vem a mente são as imponentes pirâmides, correto?

Está aí, vou te contar uma novidade… O Egito é um país que tem muito mais a oferecer do que seus magníficos templos, múmias e todas essas coisas ligadas a sua antiga civilização. Pouca gente sabe, mas há lugares incríveis espalhados pela costa do mar mediterrâneo e do mar vermelho. E foi na pequena e tranquila cidade de Dahab, no sudeste da península do Sinai, que descobri um lado diferente do Egito, pelo qual me apaixonei.

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Dahab, está a 85 km ao norte da cidade de Sharm El-Sheik e bem distante da capital, Cairo, cerca de 550 km. Antigamente, era uma aldeia costeira isolada e habitada apenas pelos beduínos (tradicionais povos nômades do Norte da África e do Oriente Médio). Porém, após a década de 80, o local começou a ser frequentado por hippies e mochileiros que iam para lá desbravar suas maravilhas naturais.

Dahab - Map.jpg

Hoje, além dos mochileiros e demais viajantes, Dahab também atrai os amantes de esportes outdoor, uma vez que sua privilegiada localização geográfica propicia a prática de vários destes esportes. De um lado está uma região bem montanhosa, onde é possível fazer trekking e escalada. Já do outro, o cristalino mar vermelho, que além atrair os amantes do mergulho, com seus bons ventos, se torna uma ótima pedida para os praticantes de windsurfe, kitesurfe e vela.

A relaxante atmosfera de Dahab [que em nada lembra as tradicionais regras e rígidos costumes do resto do Egito] faz você se sentir descontraído e revigorado. Ao longo de sua rua principal, destinada apenas aos pedestres, estão espalhados vários agradáveis e estilosos restaurantes e cafés que ficam de frente para a praia. Ah, há também uma grande variedade de lojas com artefatos egípcios e beduínos, num precinho bem camarada.

Sobre os destinos turísticos, nos arredores de Dahab não faltam opções…

Esculpido gradualmente pela ação das correntes em um recife, o Blue Hole é o mais famoso e temido ponto de mergulho do Egito. Este, por sua profundidade e nível de dificuldade, atrai muitos mergulhadores que procuram desafios. O local chegou a ser apelidado como “Diver’s Cemetery” pela quantidade de mortes que já ocorrem lá. A parte mais profunda chega a 52 metros, dá para imaginar?!

Mas é claro que, mesmo para aqueles que não forem se arriscar tentando atravessar este túnel sinistro, não vai faltar diversão para admirar a rica fauna e flora subaquática.

Próximo ao Blue Hole estão dois paraísos escondidos um ao lado do outro, Ras Abu Galum e Blue Lagoon, que fazem parte de uma Reserva Natural Nacional que preserva sua riquíssima natureza e uma autêntica vila de beduínos. Lá é possível passar um dia inesquecível relaxando e admirando o fascinante azul do mar vermelho. E para quem quiser estender um pouco mais, é possível passar a noite acampando sob um céu estrelado ou alugando umas das super estilosas cabanas dos beduínos.

Para curtir um perfeito fim de tarde, nada melhor que ir para a Lagoona Beach. Um lugar bem agradável e familiar, aonde muitas pessoas vão para fazer picnic, jantar ou apenas tomar um vinho contemplando um belíssimo pôr do sol. Eu tive o grande prazer e sorte de curtir esse momento na companhia de uma linda família que gentilmente me recebeu pelo Couchsurfing.

Definitivamente vale a pena visitar Dahab… é um lugar que vai te apaixonar!

 

Marsa Alam: praias paradisíacas e um azul hipnotizante

Ainda falando sobre o incrível azul do Mar Vermelho, ao deixar Hurghada (onde tive uma incrível experiência de mergulho) e seguir mais uns 280 km ao sul, cheguei à esperada cidade de Marsa Alam.

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Um dos pontos turísticos mais fascinantes do Egito, Marsa Alam é uma pacata cidadezinha cercada de um lado pela imensidão do deserto e pelo outro por uma sucessão de praias paradisíacas de águas cristalinas e recifes de coral. Tais atributos naturais fazem deste local uma preciosidade aos olhos de mergulhadores, que vêm de todo o mundo para explorar suas maravilhas subaquáticas e deslumbrantes paisagens.

Nesta região é comum assistir ao gracioso nado de golfinhos, tartarugas e até mesmo de peixes-boi.

Peixe-Boi by Andrea Izzottiby Andrea Izzotti

Saindo do centrinho da cidade, que já é bem servido por uma série de belas praias, segui inicialmente para o sul, onde se localiza o Parque Nacional Wadi El Gemal, uma das áreas naturais mais bem protegidas do Egito. Dentro deste parque, que fica a cerca de 60 km da cidade, estão as intocadas e tranquilas praias de Sharma El Lulli e Hankorab.

A paisagem de Sharma El Lulli chama atenção por suas areias levemente amareladas que levam a uma espécie de lagoa de aguas rasas e cristalinas, tendo ao fundo a evidente e solitária árvore, que virou cartão postal do lugar. Lá não se vê multidão ou qualquer coisa parecida. Pelo contrário, tudo ao redor remete a paz! Um lugar intacto que espero que permaneça assim por muitos e muitos anos.

Hankorab, parece até que saiu direto de uma capa de revista de viagem. Dá para se perder em meio aos diferentes tons azul. E para ficar ainda mais perfeito, um extenso recife repleto de cores e peixes.

Seguindo na direção oposta, ao Norte de Marsa Alam, há mais ou menos 40 km, está a praia mais badalada da região, se posso assim dizer [já que não é lá tão badalada, se considerarmos o padrão brasileiro]. Em Abu Dabab as tartarugas de cor esverdeada estão por toda parte, eu mesma [que nem fiquei tanto tempo dentro da água] vi quatro e tive o prazer de nadar com uma delas. Para quem der sorte, tem também o peixe-boi, espécie ameaçada de extinção.

Abu Dabab é feita para pessoas que curtem mesmo a água… a praia é toda equipada para os amantes do mergulho, kitesurf, windsurf e snorkeling.

Em um lugar tão deslumbrante, dá para ficar perdido no tempo e no espaço!

Mar Vermelho: meu primeiro mergulho com cilindro

De repente tudo fica em silêncio. Só é possível escutar o som da sua respiração através do respirador e sentir as bolinhas de ar subindo pelo seu rosto. O mundo aqui é bem diferente, um lugar onde o ser humano não tem domínio de nada. Um lugar onde só nos cabe admirar, respeitar e agradecer por tanta beleza e magia.

Mar Vermelho - Subaquático.jpg

Nos últimos anos tive algumas oportunidades de fazer mergulho com cilindro (scuba diving), mas o medo sempre estava lá, me impedindo de explorar esse mundo novo e misterioso.

Depois de perder várias dessas oportunidades de imergir em mares incríveis, como os do Panamá, África do Sul, Galápagos, Arraial do Cabo, etc., decidi que estava na hora de superar mais esse desafio em minha vida. E aí, nada melhor que começar com o pé direito mergulhando em um dos melhores lugares do mundo para essa prática, o Mar Vermelho, que ostenta águas de um intenso azul turquesa e uma das maiores diversidades subaquáticas do globo terrestre.

Mar de Hurghada - Dani.jpg

A cidade escolhida para fazer o mergulho foi Hurghada, com praias de uma coloração simplesmente incrível, ilhas paradisíacas e, para ficar ainda mais perfeito, águas de temperatura amena.

Mapa Hurghada - Mar Vermelho.jpg

O dia começou cedinho, fui com meu instrutor (Mahmoud) até a agência de mergulho. De lá, após algumas instruções de segurança e utilização do equipamento, seguimos para o barco, que nos levou até um grande recife de corais conhecido como Abu Ramadã, próxima à maior e famosa Ilha Giftoun.

O tempo estava maravilhoso, sem vento, temperatura agradável e com uma ótima visibilidade subaquática.

Mar de Hurghada - Barco

Por dentro de mim, um mix de receio, ansiedade e excitação fez com que eu ficasse em um estado meio difícil de descrever. Quem já mergulhou sabe do que estou falando, e quem ainda não, um dia saberá.

Ao entrar nesse novo mundo, tive que primeiramente me acalmar e me acostumar com o respirador, é claro. Afinal, essa era a única forma de obter oxigênio embaixo d’água.

No começo, confesso que não foi nada fácil. Mesmo indo bem, para uma primeira vez, e conseguindo descer alguns metros, eis que surge um dos problemas mais comuns: máscara com água. Mas tudo bem, pois como havia prometido, Mahmoud estava o tempo todo ali do meu lado. Ele até tinha me ensinado anteriormente como fazia para retirar a água nessas situações, mas me embananei e não consegui resolver nada. Pedi para subir duas vezes por causa disso.

Mergulho com Instrutor - Mahmoud.jpg

Aos pouquinhos fui ficando mais confiante e me acostumando com as coisas. E depois de um break consegui finalmente curtir a experiência a fundo. E aí foi incrível! Fiquei admirada com tanta beleza. Dava para se perder em meio de tantas cores e formas…

Fui recebida pelo peixe leão… a arraia azul também estava lá nos corais!

Cheguei a 15 metros de profundidade, desfrutei cada segundo. Estava indo tão bem que o Mahmoud até me deixou um pouquinho livre, pois já estava me sentindo mais segura. Dai só foi curtição!

No fundo do Mar Vermelho.jpg

Nenhum outro ambiente traz tamanha sensação de leveza e desligamento do mundo,  ao não ser se você for para outro planeta. Rsrs

Saí da água comemorando e agradecendo muito por essa experiência. O sorriso no meu rosto era bem nítido. E para finalizar o passeio, já no barco, fomos agraciados com o show de um cardume de golfinhos. Dá para imaginar?

Tem momentos na vida que a gente não pode esquecer, e toda vez que fecho meus olhos lembro do que eu vi nesse oceano.

Gratidão!

White and Black Desert – Um tour pelo deserto do Saara

Eu sempre amei o deserto. A gente senta numa duna de areia. Não se vê nada.
Não se sente nada. E no silêncio alguma coisa irradia.(O Pequeno Príncipe)

Assim como muitas das frases desse livro mágico [pelo qual sou apaixonada], mesmo com poucas palavras, esta frase relata bem como é estar no deserto. O simples se torna algo realmente extraordinário. Um lugar onde seus sentidos experimentam sensações incomuns, que Alain De Botton, em A Arte de Viajar, descreve com “o sublime”. E foi exatamente isso que senti nesses dois dias no Deserto do Saara, desbravando especificamente os desertos branco e preto.

Akabat (panorama) - Saara.jpg

Depois de percorrer mais de 400 km em direção ao sudoeste, bem distante do caos da capital, Cairo, iniciamos o tour pelo deserto, localizado nos arredores da pequena cidade de Farafra.

A primeira parada foi para um almoço árabe em uma humilde casa de um vilarejo dentro no deserto. A comida estava uma delícia, e ainda tivemos frutas de sobremesa. Em seguida, visitamos o Deserto de Cristal e logo depois o El Akabat, com suas belas dunas de areias, boas para aqueles que curtem o sandboard. Ou ainda para aqueles, como eu, que quiserem algo mais calmo, apenas apreciar a vista, que é extraordinária.

Já escurecendo, chegamos ao principal destino do dia, o Deserto Branco, um Parque Nacional de aproximadamente 300 km2. Lá passamos a noite acampados no meio do nada. A lua crescente iluminava gentilmente a paisagem noturna, nos proporcionando uma vista incrível de um horizonte adornado por formações rochosas de calcário, esculpidas pelo vento. A sensação que tive era que estava em outro planeta.

Noite Estrelada no Deserto Branco.jpg

A noite foi preenchida por um conjunto de elementos que tornavam a experiência ainda mais legal: fogueira, churrasco, caminhada noturna e a ilustre [e inusitada] visita de uma pequena raposa vermelha árabe (Vulpes vulpes arábica), atraída pelo agradável aroma de nosso churrasquinho.

Enquanto todos foram dormir no acampamento, preferir fazer algo diferente. Peguei meu saco de dormir e o coloquei próximo à fogueira para admirar o céu, salpicado de estrelas brilhantes, ver a raposa, que ainda rondava gentil e inofensivamente nosso acampamento em busca de mais alguma migalha, e é claro escutar o pacífico, e ao mesmo tempo inóspito, silêncio da noite.

Foi uma das melhores noites da minha vida! Não queria dormir, queria aproveitar cada segundo daquele momento.

E foi mais ou menos isso que aconteceu… Dormi apenas 1 hora. E já acordei com o céu clareando ao redor e o sol vindo com seus primeiros raios, iluminando vagarosamente a vastidão de areia e rochas.

Nascer do Sol - Deserto Branco.jpg

Tomar o café da manhã naquela paisagem alegrou mais ainda o meu dia. Agora, já bem de dia, as formações surreais de calcário ganhavam outra cor e era possível ver mais claramente cada detalhe. Galinhas, camelos, cogumelos, com um pouquinho de imaginação todas as rochas assumem formas familiares. Além disso, o branco do calcário dá a sensação que você está vendo neve em pleno deserto.

Um pouco ao norte do deserto branco, está o Deserto Preto, nosso último atrativo do dia. Um local formado de pedras vulcânicas e minério de ferro fundidos que revestem as demais montanhas de coloração dourada.

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“Escalar” uma dessas pequenas montanhas para ver a vista é quase uma obrigação, a paisagem te faz se sentir vivo e querer viver ainda mais.

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Depois desse ponto regressei a Cairo com o coração e a mente cheios de imagens e sentimentos lindos. A gente corre o risco de chorar um pouco quando se deixa cativar.(O Pequeno Príncipe)

Uma experiência única e cheia de simbolismo na vida de alguém que quer continuar vendo o mundo com a simplicidade e paixão de uma criança.

Museu Egípcio: milhares de anos de história em um único lugar

Que a civilização Egípcia foi uma das mais imponentes e importantes da história da humanidade, isso não é novidade para ninguém. Agora, você já parou para pensar na quantidade de artefatos que foram encontrados durantes as expedições arqueológicas que buscaram desvendar os mistérios do Egito Antigo? Uma riqueza inestimável!

Muitos desses achados estão hoje reunidos no emblemático Egyptian Museum [Museu Egípcio], localizado na cidade do Cairo, capital do Egito moderno. São mais de 120.000 peças dentre elas: tumbas, estátuas, múmias, sarcófagos e diferentes artefatos, distribuídas em dois andares e cerca de 100 salas de exposição, que contam milhares de anos de história.

Já do lado de fora, o prédio chama atenção por sua bela coloração rosada, que contrasta com o bege e marrom que imperam nas edificações desta região do planeta. Para te dar um gostinho do que tem lá dentro, ao redor do museu há um belo jardim, enfeitado com diversos artefatos.

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Entrando, já no salão principal, podemos observar vários modelos de sarcófagos e criptas. E ao fundo, a deslumbrante estátua de Amenófis e sua esposa, Tiye, pais do faraó Aquenáton. Tudo esculpido em pedra, capaz de resistir à ação do tempo.

Salão principal - Museu Egípcio.jpg

Todas as salas possuem tesouros que nos contam um pouco da história, dos costumes e da arte da civilização egípcia. São tantos, mais tantos, artefatos que é preciso ficar bem atento para não passar despercebido por algumas importantes peças [como aconteceu comigo].

No 1° piso as exposições estão agrupadas tematicamente, sempre seguindo uma ordem cronológica, iniciando pelo período pré-dinástico e terminando já na época de influência grega.

Ao fundo desse mesmo andar, estão objetos do reinado de Aquenáton, que introduziu o monoteísmo egípcio, centrado em um único deus, Aton, o deus sol.

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Já o 2° piso estão o sarcófago e os tesouros do famoso faraó Tutancâmon, filho de Aquenáton.

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Tutancâmon, também conhecido como “Faraó Menino”, casou-se aos 8 anos com sua possível irmã, e assumiu o trono com 9 anos. Restaurou os antigos cultos a diversos deuses e morreu aos 19 anos, sem qualquer herdeiro.

A história deste faraó ficou ainda mais famosa quando sua tumba foi descoberta, quase intacta, no Vale dos Reis, em Luxor. Nela foi encontrada uma grande quantidade de tesouros, mais de cinco mil peças, entre joias, objetos pessoais, ornamentos, vasos, esculturas, armas, etc.

O corpo mumificado de Tutancâmon, com uma máscara de ouro, estava lá conservado dentro de seu sarcófago.

Máscara do Faraó.jpgby Inês Costa Monteiro

Hoje, a múmia de Tutancâmon encontra-se em sua tumba, no Vale dos Reis. Ainda sim, para aqueles que querem ver uma múmia ao vivo e a cores, no Museu Egípcio não vai faltar oportunidade de ver essas coisinhas horripilantes.

Múmuia Ramses II.jpg

Outra escultura que chama atenção pelo seu design é o hipopótamo azul de faiança (material cerâmico não argiloso), que representa a deusa Taweret, símbolo de fertilidade.

Hipopótamo azul - deusa Taweret.jpg

Mesmo sendo bem grande, o Museu Egípcio enfrenta um sério problema de falta de espaço para comportar e expor tantas obras. Então para resolver este problema, está sendo construído, próximo à região das Pirâmides de Gizé, o Grande Museu Egípcio, que assim que concluído abrigará todas estas obras de maneira mais organizada e moderna. Se hoje já é legal, imagina quando esse mega museu ficar pronto.

 

O que eu vim fazer no Egito?

Em dezembro de 2016, assim que chegamos da nossa trip pelo leste europeu, aceitei o desafio proposto pelo Samuel de fazer um trabalho voluntário em um país bem diferente do Brasil. Já até havia pensado em algo do tipo, mas nada concreto. Uma hora precisamos encarar o desafio de frente, e o grande momento era esse!

Foi então que, pela indicação do Tomi (nosso amigo húngaro), eu entrei em contato com a AIESEC, para participar do programa Voluntário Global.

A proposta do AIESEC tem o intuito de desenvolver autoconhecimento, confiança e empoderamento nas pessoas. Para isso, a estratégia adotada por eles foi a de promover o intercâmbio entre países, trabalhando, na maioria dos casos em parceria com ONGs, com o objetivo de ajudar no alcance dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável [da ONU]. Adicionalmente, uma vez em outro país, as diferenças culturais [e tudo de novo com que acabamos tendo contato] acabam fazendo com que tenhamos maior consciência sobre nosso impacto no mundo [que pode ser positivo ou negativo] e com isso, nos incentiva a promover as mudanças que julgamos importantes e necessárias.

AIESECer

Dentre as opções que tinha, escolhi então ser voluntária aqui no Egito. Além de uma história riquíssima [que dispensa apresentações], nos dias de hoje ainda é possível ver muitas coisas legais: cultura única [e bem diferente do que estamos acostumados], as eminentes pirâmides, múmias milenares, templos e santuários, o gigante e famoso Rio Nilo, que corta todo Egito, e segue a lista… Além disso, mesmo sendo o árabe a língua nativa, já que não falo nada de árabe e nem eles de português, essa experiência vai também ser uma boa oportunidade para eu aprimorar meu inglês.  🙂

El Nafeza, o projeto no qual vou trabalhar, mistura de uma forma super legal Reciclagem, Arte e Educação. Localizada no Cairo, esta ONG trabalha com reciclagem de papel [com uma forte veia artística], feito à base de papel usado e rejeitos agrícolas [palha de arroz, hastes de bananeira e lírios do Nilo]. Além disso, também são desenvolvidas oficinas para jovens, especialmente meninas, com o objetivo de ensinar e difundir artes, técnicas de reciclagem de papel, etc.

Quem quiser conhecer um pouquinho mais desse trabalho, é só acessar a página deles no facebook.

Mudar, sair do comodismo e ir em direção ao desconhecido é para aqueles que estão dispostos a arriscar e construir algo significante em suas vidas! Nesses dois meses [sozinha] serão tantas decisões, dúvidas, conquistas, momentos felizes [e tristes] que irei passar… eu bem sei disso!

Mas aqui estou eu, pronta para encarar mais esse desafio!

12 países mais baratos que o Brasil [nos 4 cantos do mundo]

Quando você pensa em qual será seu próximo destino, vários fatores são considerados, como: beleza natural, atrativos turísticos, opções de entretenimento, grau de “desconhecimento” sobre a cultura local, clima, receptividade dos moradores, e por aí vai… Nossas escolhas são, naturalmente, bem diferentes [afinal, somos pessoas diferentes, com predileções distintas].

Mas uma coisa que praticamente todos querem é: ter a melhor viagem com o menor custo. Otimizando assim o gasto das suas suadas reservas e, é claro, tendo mais dinheiro para viajar mais!  🙂

A tecnologia veio para facilitar nossas vidas, e hoje é possível saber de forma interativa, quais os custos de vida/viagem de destinos do mundo todo. No site NUMBEO, você consegue acessar essas informações de maneira resumida ou detalhada [de acordo com seu interesse].

Para se ter uma ideia, além de ver mapas simples e diretos, como esse aqui embaixo, no qual claramente se vê que o Leste Europeu é incrivelmente mais barato que a Europa Ocidental, é possível ainda fazer uma série de análises. Por exemplo, você comparar o custo de vida de uma cidade qualquer com o da cidade que mora. Ou ainda, saber quanto você vai pagar para alugar um carro, ou mesmo quanto custa 1 Kg de arroz.

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Para facilitar sua vida, fizemos aqui uma listinha de 12 países incríveis, que são mais baratos que o Brasil.

América Latina

Se a ideia é fazer um mochilão barato [além de não gastar muito com passagem aérea], descobrindo as riquezas e belezas do novo mundo, a América Latina é o seu destino ideal.

#1 Bolívia

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Nosso vizinho sul americano, além de bem barato, apresenta uma rica e exótica cultura, e paisagens igualmente deslumbrantes.

#2 Colômbia

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Outra boa pedida é a Colômbia, onde você encontra tudo: Amazônia, Cordilheira dos Andes, Oceano Pacífico, Caribe e muito mais.

#3 México

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Expressão da alma latina, o México mesmo do ladinho dos gigantes EUA preserva sua identidade, mais flexível, amistosa e alegre. Adicionalmente, Com sua localização e geografia, é fácil imaginar que lá não faltam lindas paisagens.

Europa

Para aqueles que têm o sonho de fazer uma Eurotrip, mas não dispõe de muita grana, o leste europeu vai realizar seu sonho e superar, e muito, suas expectativas.

#4 Bósnia e Herzegovina

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Um país onde diversas culturas convivem lado a lado, e onde essa multiplicidade pode ser vista na arquitetura, culinária, costumes, etc. Como dizem por aí, é o onde o Oriente e Ocidente se encontram.

#5 Romênia

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Um país simplesmente encantador. Cidades charmosas, natureza exuberante, pessoas lindas e super simpáticas, e muito mais.

#6 Sérvia

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Bem no meio da região dos Balcãs, e centro da antiga Iugoslávia, a Sérvia tem uma rica história e uma vida noturna fervilhante.

África

De praias a desertos, de história a modernidade, na África é possível visitar locais e ter experiências que certamente ficarão na sua memória para toda a vida.

#7 África do Sul

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Aqui você vai encontrar savanas onde é possível fazer safáris de alguns dias, vendo toda sorte de animais selvagens; praias, montanhas e paisagens incríveis; vinhos da melhor qualidade; centros modernos e cosmopolitas como Cape Town… Quer mais?

#8 Egito

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Além ter sido lar de uma das maiores civilizações da história da humanidade, o Egito de hoje oferece passeios pelo grande Rio Nilo, mergulhos no mar mediterrâneo, e o incrível azul do Mar Vermelho.

#9 Marrocos

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Do ladinho da Europa, o Marrocos é destino certo para aqueles que querem dar uma esticadinha na viagem e conhecer o maior deserto do mundo, andar de camelo, e ver uma cultura completamente diferente da nossa.

Ásia

Dona de uma cultura multimilenar, que pouco cedeu às pressões europeias e americanas, a Ásia é sem dúvida um lugar místico, onde você pode [e deve] confrontar suas filosofias e ampliar sua visão de mundo.

#10 Índia

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Um país gigante como o Brasil, capaz de comportar cenários e atributos que vão mexer com seus sentidos… Religiosidade, temperos, cores, pessoas [sempre aos milhares]… na Índia tudo é muito vivo, e se mistura de uma forma única.

#11 Nepal

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Um pequeno país no topo do mundo. Se você está procurando um retiro, buscando a paz em meio às maiores montanhas do mundo, o Nepal é seu próximo destino.

#12 Indonésia

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Assim como todo o sudeste asiático a Indonésia apresenta a combinação perfeita de praias paradisíacas, clima tropical, jovens do mundo todo, festinhas em todos os lugares, preços de banana, e uma incrível lista de atributos, que fez dessa região a nova Mequa da garotada que procura um destino ainda “pouco explorado”.

Cedeberg: pegando carona em um deserto africano

Dentre as fantásticas experiências que você pode ter na África do Sul, sem sombra de dúvidas, uma delas tem que ser visitar um deserto.

Nossa escolha foi o Cedeberg Wilderness Area, que fica há pouco mais de 200 km ao norte de Cape Town.

Para chegar lá, a princípio, era tudo muito simples. Bastava pegar um ônibus da Intercape na rodoviária de Cape Town com destino à Namíbia e descer no meio da viagem, na parada de Clanwilliam, uma pequena cidadezinha que serve de base para os aventureiros que querem explorar esta região. Então foi o que fizemos, embarcamos no fim da tarde, no ônibus que passa a noite viajando e chega à Namíbia no dia seguinte.

Só que esqueceram de nos contar um pequeno detalhe. O ponto de parada do ônibus em Clanwilliam, não era bem na cidade de Clanwilliam, e sim em um posto de gasolina, que fica a cerca de uns 5 km da cidade propriamente dita.

Então lá estávamos nós, na escuridão da noite, em um posto de gasolina [que já estava fechado], sem nada nem ninguém a nossa volta. E aí começa a aventura…

Para nossa sorte, junto conosco desceu do ônibus um casal de velhinhos viajantes que, pareciam ser mais precavidos que nós, e já tinham um senhor esperando por eles num carro. Em questão de segundos percebemos que esta seria nossa única oportunidade da noite para sairmos daquela situação [no mínimo desconfortável] e de conseguirmos chegar à civilização. Então imediatamente saímos correndo em direção ao carro e imploramos por uma carona, que nos foi dada, creio eu que mais por pena do que por boa vontade.

Na primeira oportunidade o motorista dos velhinhos se livrou de nós, nos deixando no único bar/restaurante da cidade que ainda estava aberto. Agora pelo menos estávamos a salvo, então resolvemos sentar e comer alguma coisa. E aí mais uma vez o destino nos deu a chance de mudar o rumo da história.

O cara da mesa ao lado percebeu que falávamos português e logo deu um jeito de puxar assunto. O Roelf era Sul-Africano, mas como tinha trabalhado por um tempo em Moçambique, sabia algumas poucas palavras em português e disse que tinha o sonho de conhecer o Brasil [e suas mulheres maravilhosas]. Ele nos chamou para sentar na mesa junto com ele e seu amigo, e começou a nos pagar bebidas e falar sem parar. Foi incrível como ele ficou feliz de estar conhecendo brasileiros.

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Depois de algumas doses e muito papo ele se ofereceu para nos levar até a Guest House que tínhamos “reservado”, mas como era tarde da noite, ninguém nos atendeu. Estávamos bem apreensivos pegando carona com dois caras que nunca tínhamos visto antes. Mas fomos com eles até o Clanwilliam Hotel, onde eles estavam hospedados. No dia seguinte quando acordamos, eles já tinham ido embora e pago nossa diária no hotel.

Depois de rodarmos pela cidade e pegarmos algumas informações, descobrimos que não há muita oferta de transporte para conhecer o deserto. A opção mais em conta que encontramos foi esperar a senhora que leva as crianças para escola deixar a molecada em casa.

E lá fomos nós, sozinhos, em uma van escolar, num dia de semana qualquer, conhecer lugares tão lindos que aos invés de descrever, prefiro mostrar as fotos.

No dia seguinte fomos um pouco mais longe. Combinamos com um senhorzinho de ele nos levar nos outros atrativos do Cederberg.

Sabe o que mais me impressiona nessa coisa de viajar? O dia seguinte sempre tem algo de novo e maravilhoso para te revelar.

Passamos por formações rochosas incríveis em Stadsaal Cave.

Curtirmos um banho de rio em Maalgaf Swminpool.

Degustamos vinhos da melhor qualidade produzidos em um cenário pouco tradicional (no meio do deserto) pela Cedeberg Wines.

Caminhamos em meio a paisagens de tirar o fôlego.

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E para completar o dia, que até então não estava nada mal, após subir uma trilha com o sol escaldante e pedras e mais pedras por todos os lados, foi isso que encontramos. Um Oásis cheio de vida, com muito verde, sapinhos cantando e acasalando por todos os lados, passarinhos voando, e mais uma vez, só nós dois e mais ninguém. Momentos como esse ficam gravados na memória para sempre.

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Mas nem tudo são flores… Mais uma vez estávamos sujeitos ao acaso. O senhor que nos tinha conduzido na parte da manhã tinha uma festa à tarde, e disse que depois de fazermos a trilha era para nós tentarmos pegar uma carona, e se de tudo não conseguíssemos, ele voltava lá para nos buscar.

Então seguimos a orientação e fomos para a beira da estrada, e ficamos esperando alguém passar. E como era de se esperar, em um deserto, cruzaram a estrada ratos, esquilos, passarinhos e babuínos, mas carro que é bom… nada.

Já estava ficando tarde, estávamos com fome e frio, ligamos para o coroa e ele disse que só poderia chegar em umas 4 horas.

Foi então que como providencia divina apareceu nossa 3a carona do fim de semana, provavelmente a mais doida da viagem. O motorista era um senhorzinho que se agarrava ao volante e transmitia a impressão de que mal enxergava a estrada a frente e ao lado dele estava o astro da viagem, um cara novo [que parecia estar bem chapado] que, assim como o Roelf, ficou super feliz de estar conhecendo brasileiros. Ele também tinha o sonho de conhecer o país do futebol e das mulheres mais lindas do mundo.

Depois de uma longa viagem ouvindo o cara falar sem parar [entendo um quarto das frases que ele falava rápido e embolado] chegamos ao centro de Clanwilliam. E além de nos dar um forte abraço de despedida e ele fez questão que tirássemos uma foto dele para mostrarmos às nossas amigas brasileiras.   🙂

*          *          *

No dia seguinte, ao pedirmos informação no hotel sobre as formas de retornar a Cape Town, o atendente, numa atitude amistosa [mas meio esquisita], aproveitou para perguntar para um casal que estava fazendo o check-out se eles poderiam nos dar uma carona.

Por incrível que pareça, eles aceitaram e embarcamos na 4ª carona do fim de semana [e essa foi a melhor de todas].

Viajando e batendo papo, eles muito gentilmente nos convidaram para passar na casa dos pais deles para pegar seu filhinho. E como era um domingo ensolarado [numa das mais belas regiões produtoras de vinho do mundo], por que não fazer um churrasco à moda sul-africana?!

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Tivemos uma tarde maravilhosa, com boa conversa e comida, e regada de vinho local!

Mas não acaba por aí… Como o dia estava muito quente, fomos convidados a dar um pulo na casa deles e curtir um fim de tarde na piscina.

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Depois deste fim de semana, nada convencional, cheio de aventuras, pessoas e lugares incríveis, passei a ver esse lance de ser mais aberto às oportunidades da vida [o que incluiu as caronas] com outros olhos… Com pensamento positivo e uma pequena dose de coragem para sair da zona de conforto podemos ir longe!