Pérola da Guanabara: o melhor bloco do pré-carnaval carioca

O carnaval é uma época tão mágica, que é como se ele marcasse o recomeço do ano. Não poderia ser diferente, as pessoas ficam tão apaixonadas por essa profusão de alegria, liberdade e amor, que uma semana de carnaval é muito pouco. A solução: comemorar o pré e o pós carnaval!

No pré-carnaval vários bloquinhos já viraram tradição, enchendo as ruas do Rio de um frenesi de cores e outras coisinhas…

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Agora, de todos esses blocos, o mais diferente e imperdível é sem sombra de dúvida o Pérola da Guanabara.

No sábado que antecede o fim de semana do carnaval, uma multidão de foliões vai à Praça XV para pegar a barca que os levará a um universo paralelo, que se hospeda na Ilha de Paquetá, com uma atmosfera digamos mística, na qual muita gente bonita e feliz perde as estribeiras no melhor dos sentidos.   🙂

A diversão já começa na barca.

Quando você chega ao seu destino o clima do lugar é tão fantástico que você fica completamente relaxado e só quer curtir cada minuto sem limitações.

Uma vez imerso neste universo paralelo, é só se deixar levar, e dar aos seus sentidos uma certa dose dessa porção mágica que mistura:

Música

Cores

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Gente linda

Gente estilosa

Gente feliz 

Gente na árvore 

Gente se amando

Gente se amando na árvore

Fantasias…

A festa vai até tarde

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Dicas úteis:

Data – Último sábado antes do Carnaval

Horário – Esse ano a banda Pérola da Guanabara tocou à tarde (16:00), mas a ilha fica lotada o dia inteiro, se estendendo até a noite.

Logística – Ir até a Praça XV e pegar a barca Rio–Paquetá (horários e tarifas em http://www.grupoccr.com.br/barcas/linhas-horarios-tarifas)

12 países mais baratos que o Brasil [nos 4 cantos do mundo]

Quando você pensa em qual será seu próximo destino, vários fatores são considerados, como: beleza natural, atrativos turísticos, opções de entretenimento, grau de “desconhecimento” sobre a cultura local, clima, receptividade dos moradores, e por aí vai… Nossas escolhas são, naturalmente, bem diferentes [afinal, somos pessoas diferentes, com predileções distintas].

Mas uma coisa que praticamente todos querem é: ter a melhor viagem com o menor custo. Otimizando assim o gasto das suas suadas reservas e, é claro, tendo mais dinheiro para viajar mais!  🙂

A tecnologia veio para facilitar nossas vidas, e hoje é possível saber de forma interativa, quais os custos de vida/viagem de destinos do mundo todo. No site NUMBEO, você consegue acessar essas informações de maneira resumida ou detalhada [de acordo com seu interesse].

Para se ter uma ideia, além de ver mapas simples e diretos, como esse aqui embaixo, no qual claramente se vê que o Leste Europeu é incrivelmente mais barato que a Europa Ocidental, é possível ainda fazer uma série de análises. Por exemplo, você comparar o custo de vida de uma cidade qualquer com o da cidade que mora. Ou ainda, saber quanto você vai pagar para alugar um carro, ou mesmo quanto custa 1 Kg de arroz.

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Para facilitar sua vida, fizemos aqui uma listinha de 12 países incríveis, que são mais baratos que o Brasil.

América Latina

Se a ideia é fazer um mochilão barato [além de não gastar muito com passagem aérea], descobrindo as riquezas e belezas do novo mundo, a América Latina é o seu destino ideal.

#1 Bolívia

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Nosso vizinho sul americano, além de bem barato, apresenta uma rica e exótica cultura, e paisagens igualmente deslumbrantes.

#2 Colômbia

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Outra boa pedida é a Colômbia, onde você encontra tudo: Amazônia, Cordilheira dos Andes, Oceano Pacífico, Caribe e muito mais.

#3 México

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Expressão da alma latina, o México mesmo do ladinho dos gigantes EUA preserva sua identidade, mais flexível, amistosa e alegre. Adicionalmente, Com sua localização e geografia, é fácil imaginar que lá não faltam lindas paisagens.

Europa

Para aqueles que têm o sonho de fazer uma Eurotrip, mas não dispõe de muita grana, o leste europeu vai realizar seu sonho e superar, e muito, suas expectativas.

#4 Bósnia e Herzegovina

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Um país onde diversas culturas convivem lado a lado, e onde essa multiplicidade pode ser vista na arquitetura, culinária, costumes, etc. Como dizem por aí, é o onde o Oriente e Ocidente se encontram.

#5 Romênia

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Um país simplesmente encantador. Cidades charmosas, natureza exuberante, pessoas lindas e super simpáticas, e muito mais.

#6 Sérvia

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Bem no meio da região dos Balcãs, e centro da antiga Iugoslávia, a Sérvia tem uma rica história e uma vida noturna fervilhante.

África

De praias a desertos, de história a modernidade, na África é possível visitar locais e ter experiências que certamente ficarão na sua memória para toda a vida.

#7 África do Sul

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Aqui você vai encontrar savanas onde é possível fazer safáris de alguns dias, vendo toda sorte de animais selvagens; praias, montanhas e paisagens incríveis; vinhos da melhor qualidade; centros modernos e cosmopolitas como Cape Town… Quer mais?

#8 Egito

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Além ter sido lar de uma das maiores civilizações da história da humanidade, o Egito de hoje oferece passeios pelo grande Rio Nilo, mergulhos no mar mediterrâneo, e o incrível azul do Mar Vermelho.

#9 Marrocos

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Do ladinho da Europa, o Marrocos é destino certo para aqueles que querem dar uma esticadinha na viagem e conhecer o maior deserto do mundo, andar de camelo, e ver uma cultura completamente diferente da nossa.

Ásia

Dona de uma cultura multimilenar, que pouco cedeu às pressões europeias e americanas, a Ásia é sem dúvida um lugar místico, onde você pode [e deve] confrontar suas filosofias e ampliar sua visão de mundo.

#10 Índia

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Um país gigante como o Brasil, capaz de comportar cenários e atributos que vão mexer com seus sentidos… Religiosidade, temperos, cores, pessoas [sempre aos milhares]… na Índia tudo é muito vivo, e se mistura de uma forma única.

#11 Nepal

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Um pequeno país no topo do mundo. Se você está procurando um retiro, buscando a paz em meio às maiores montanhas do mundo, o Nepal é seu próximo destino.

#12 Indonésia

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Assim como todo o sudeste asiático a Indonésia apresenta a combinação perfeita de praias paradisíacas, clima tropical, jovens do mundo todo, festinhas em todos os lugares, preços de banana, e uma incrível lista de atributos, que fez dessa região a nova Mequa da garotada que procura um destino ainda “pouco explorado”.

5 dicas para fazer sua Euro Trip gastando pouco

Uma Euro Trip é um sonho de praticamente todo jovem viajante que se prese. Afinal, não é fácil achar outro lugar no qual você consiga visitar vários países em um pequeno espaço de tempo; ver história e modernidade lado a lado em sintonia; experimentar uma pulsante vida noturna repleta de gente bonita; passar por paisagens de tirar o fôlego, e por aí vai.

Mas um importante limitante para a maioria de nós [jovens e ferrados de grana] é que de modo geral, fazer uma Euro Trip não é lá muito barato se comparado a visitar outros destinos.

Mas a verdade é que sabendo algumas regrinhas básicas é possível ir a qualquer lugar gastando relativamente pouco.

Por exemplo, no fim de 2016 fizemos uma Euro Trip de 32 dias gastando em torno de 6.000 reais/pessoa [com aéreo!]. Isso não quer dizer que passamos aperto, pelo contrário, curtimos muito! Fomos a vários bares, baladas, eventualmente comemos em restaurantes, visitamos atrações turísticas, fizemos uma roadtrip de carro alugado, descemos umas pistas de snowboard, etc.

O que quero dizer é que: seguindo algumas dicas de ouro, que daremos a seguir, é possível sim fazer sua sonhada Euro Trip gastando pouco e curtindo muito!

#1  Vá fora de temporada

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Apenas pelo fato de você estar indo um mês antes ou depois da temporada, já é possível conseguir preços bem abaixo do normal. Fora da temporada a acomodação é bem mais barata, sem falar no preço das passagens aéreas e tickets de estações de ski, para ambos pagamos literalmente a metade do preço.

#2  Faça Couchsurfing

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Além das inúmeras vantagens e filosofia incrível, as quais fazem do CouchSurfing um programa super inovador e que vai abrir seus horizontes, não dá para negar que as vezes não pagar nada para ter uma acomodação aconchegante e fazer novos amigos é algo muito bem-vindo. [Se quiser saber mais, veja nosso post Couchsurfirng: Por que eu surfo em sofás?]

 #3  Vá sem pressa (Slow Travel)

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Cada dia que passa percebo que fazer viagens naquela correria de conhecer [passar por] o maior números de cidades no menor intervalo de tempo é a maior cilada em que um viajante pode ser pego. Não faz sentido algum apenas completar um checklist de cidades, sem conhecer/desfrutar de nenhuma delas de verdade, e ainda por cima gastando muito mais tempo e dinheiro com deslocamentos e passagens. As vezes deitar na grama, fazer um amigo canino e admirar a paisagem ao redor já pode te render momentos memoráveis.

#4  Siga sempre as dicas dos locais

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Se você estiver fazendo couchsurfing, isso será quase automático. Se não, dê um jeito de fazer amizade com algum morador local, e seja humilde e receptivo para ouvir atentamente suas dicas. Ao falar com os moradores locais você terá mais chances de conhecer a cidade de verdade e fugir daquelas pegadinhas para turistas [lugares mais caros e sem nada de interessante].

#5  Escolha o Leste Europeu

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Por uma séria de questões geopolíticas, o Leste Europeu é muito mais barato que a Europa Ocidental. Só para se ter uma ideia, os preços em Belgrado são em média 60% mais baratos que em Londres! Além de ser mais barato, o Leste Europeu é lar de muita beleza natural (montanhas nevadas, florestas, cachoeiras, praias paradisíacas…), história fascinante, cultura rica e miscigenada, pessoas lindas e simpáticas, e segue a lista de qualidades [que é longa].

Já sabe seu próximo destino?!    🙂

 

Top 10: cidades e castelos da Transilvânia

Famosa por seus castelos e cidades medievais, a Transilvânia superou e muito minhas expectativas, e vai muito além de lendas sinistras envolvendo vampiros e outras figuras bizarras.

Essa região da Romênia, cercada por imponentes montanhas [nevadas durante boa parte do ano], é simplesmente linda!

Paisagens deslumbrantes, história bem preservada, boa comida e pessoas super amistosas… Essa é a combinação perfeita para qualquer viajante. Então pegamos a estrada e fomos conferir, e vamos te contar aqui sobre 10 cidades/castelos que deixam qualquer um de queixo caído.

Corvin Castle

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Localizado na cidade de Hunedoara, este é primeiro grande atrativo da região para que vem do oeste [Sérvia ou Hungria]. Com mais de 500 anos de história, e sendo um dos maiores castelos de Europa [sem falar sua assombrosa beleza], vale muito a pena parar para uma visita.

Sibiu

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Um das cidades mais charmosas e aconchegantes que já visitamos na vida! Em Sibiu a própria cidade e sua atmosfera são atrações imperdíveis. Nada como parar num café e ver o pôr-do-sol iluminando o harmonioso amontoado de telhados vermelhos, com suas janelinhas que mais parecem um par de olhos. E para os amantes da Boemia, não faltam opções para se divertir depois que cai a noite.

Fagaras

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Bem à beira da estrada que liga Sibiu a Brasov, Fagaras abriga um grande e bem preservado exemplar de uma típica cidade da era feudal. É o retrato típico do que temos na mente, fortes muros e um lago que circunda toda a cidade fortificada.

Bran Castel (Castelo do Drácula)

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Esse, que dispensa apresentações, além de muito bem preservado, guarda uma rica história que vai muito além de vampiros. Lá você vai entender uma importante parte da história da Romênia, com disputas de poder e toques de tirania adicionados pelo príncipe Vlad III, que é tido por muitos como a versão ainda pior [e real] do Conde Drácula.

Rasnov

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No meio do caminho entre Brasov e Bran você vai avistar Rasnov, uma cidadezinha localizada no topo de um morro, e protegida por fortes muros. Essa cidade que mais parece saída de um filme épico, foi bem importante há alguns séculos atrás, tendo em tempos de guerra abrigado intramuros seus moradores por anos a fio.

Brasov

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Conhecida como a capital da Transilvânia, Brasov foi ao longo da história um importante centro de produção, comércio e cultura. Na cidade antiga, construída pelos saxões, ainda é possível imaginar claramente como era a vida ali a séculos atrás.

Rupea

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Seguindo para o Norte em direção a Cluj, avistamos no alto de uma colina, uma cidade pequenina com muros em espiral acompanhado o terreno, que parece até de faz de conta.

Viscri

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Acredite quando te falarem que as melhores surpresas vêm de onde não esperamos muito. Essa vila, na qual só é possível chegar depois de encarar 15 km de estrada ruim [e no nosso caso cheia de neve], guarda um tesouro que para te contar teremos que escrever outro post.

Sighisoara

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Bem no coração da Transilvânia, Sighisoara é uma cidade super charmosinha que representa bem a influência alemã na região. A cidade, além dos atrativos históricos, conta ainda com boa infraestrutura para receber os turistas.

Cluj-Napoca

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Capital cultural e a maior cidade da Transilvânia, Cluj é a pedida certa para quem quer conhecer um lado mais urbano e cosmopolita da Transilvânia. Além da riqueza histórica a arquitetônica, Cluj é lar ainda de uma intensa vida universitária e cultural, o que faz da cidade um bom destino para aqueles que também procuram algum agito.

Belgrado em dois dias

Com mais de 2.000 anos de história, belas paisagens e vibrante vida noturna, Belgrado, capital da Sérvia, só começou a receber significativa atenção dos turistas internacionais na última década.

A Sérvia, parte da antiga Jugoslávia, é um país bem interessante e cheio de coisas legais para se ver. Lá é fácil perceber que você não está nem um pouco perto de casa, seja pelos sabores e aromas, ou mesmo [principalmente] pelos letreiros e placas em geral. Aqui eles adotam tanto o alfabeto cirílico quanto o latino, mas de modo geral eles parecem gostar mais do primeiro.

Como gostamos de lugares ainda pouco explorados e que nos tragam essa sensação de estar imergindo em uma realidade diferente da nossa, Belgrado não poderia ficar de fora do nosso roteiro.

Aqui daremos dicas de algumas atividades que podem ser feitas tranquilamente em 2 ou 3 dias na cidade.

#1 Sava Church

Dedicado ao St. Sava, fundador da Igreja Ortodoxa Sérvia, este templo, ainda não concluído, é simplesmente impressionante, principalmente pelo seu tamanho.

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Lá além de perder a noção de espaço com tamanha grandiosidade, é possível ver interessantes características da igreja ortodoxa como, por exemplo, as imagens com traços muito mais orientais do que as da igreja católica, com as quais estamos acostumados. E outro fato que também me chamou bastante a atenção foi o rito dos fiéis beijarem as imagens.

#2 Forte de Belgrado

Devido a sua localização privilegiada, na confluência de dois importantes rios (Sava e Danúbio) e bem no meio do caminho entre a Europa e Ásia, Belgrado é uma das cidades que mais foi disputada e dominada por diferentes grupos ao longo dos séculos – por celtas, turcos, romanos, austro-húngaros, eslavos, e segue a lista.

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Como não poderia ser diferente, após tantas guerras, a parte histórica de Belgrado apresenta hoje um conjunto de prédios, muros, torres, etc. que compõem os resquícios de uma grande cidade fortificada que é simplesmente incrível.

Com várias construções bem preservadas e áreas verdes super agradáveis, o complexo [aberto 24 horas/dia, 7 dias/semana] é destino obrigatório para qualquer turista que vá à cidade.

#3 Caminhar na margem do Rio Danúbio

Segundo maior rio da Europa (atrás apenas do vizinho russo, Volga), o Danúbio é para muitas das cidades que são por ele cortadas o principal atrativo natural. É como se fosse para nós um mix de praia, parque, rio, calçadão, etc.

Lá, e no não menos importante Rio Sava, as pessoas vão para correr, pedalar, passear com o cachorro, brincar com as crianças, comer e beber em um dois inúmeros restaurantes e bares, e por aí vai.

#4 Ada Lake

Se ideia é ter um lugar perfeito para curtir a natureza e desfrutar de um domingo de sol, a pedida certa é o Lago Ada.

Como Belgrado não tinha nenhuma praia ou lago para a população curtir no verão, a solução foi resolvida de uma maneira “simples”, fechando artificialmente um dos lados do Rio Sava, divido pela ilha Ada Ciganlija.

Hoje esse complexo de ilha + lago chega a receber no verão cerca de 100.000 visitantes por dia. Já no inverno, é possível ficar bem sossegado apreciando o pôr do sol em paz absoluta.

#5 Vida noturna

Como ninguém é de ferro, depois de um dia de passeios, nada como recarregar as baterias e partir para a noitada!

Para os amantes da vida noturna, Belgrado não deixa a desejar em nada. As opções vão desde bares super legais, com diferentes estilos e tipos de música, até mega baladas, cheias de cor e muita gente bonita! 

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7 Aquários imperdíveis ao redor do Mundo

O mar, ainda não sei muito bem porque, exerce sobre nós uma influência física e psicológica incrível.

Ao ouvir pessoas falando sobre estas sensações e sentimentos que vêm do contato ou proximidade com o mar, uma coisa me chama a atenção… Podemos nos sentir em casa, envoltos pela paz e serenidade do azul quase infinito; pequenos e desprotegidos frente a sua amplitude, com medo ao ver suas demonstrações de força descomunal, capaz de transpor qualquer obstáculo em seu caminho; ou mesmo, mais leves, com a suave dança dos animas e plantas que mais parecem estar voando do que nadando. Mas uma coisa é certa, é difícil [quiçá impossível] ficar indiferente ao estar de frente para essa enorme massa d’água que cobre a maior parte do nosso planeta.

Talvez a forma mais genuína e pura de mergulhar nesse universo paralelo seja prender o fôlego e literalmente imergir nessa atmosfera onde tudo é diferente, a gravidade, a pressão, as cores, as formas…

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Mas como nem todos têm esse espírito desbravador de ambientes pouco familiares, uma solução para que nos deleitemos como um pouco dessa intrigante beleza é criar aquários. Não estou falando daqueles do tamanho de pequenas caixas, mas sim das super construções de milhares de metros quadrados, onde as vezes você acha que foi transportado à outra realidade.

Separamos aqui uma lista de 7 aquários incríveis, um em cada cantinho desse mundão.

Monterey Bay Aquarium, Califórnia, Estados Unidos

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Esse aquário [que tivemos a chance de visitar ano passado] é simplesmente incrível. É uma aula de ciências do início ao fim. Impossível não se impressionar com seus enormes tanques e a fiel reprodução do ambiente marinho do litoral da Califórnia. Cheio de atividades interativas, é lugar ideal para levar a criançada.

Two Oceans Aquarium, Cape Town, África do Sul

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Localizado bem no meio da zona turística da cidade mais cosmopolita da África, esse aquário é uma visita obrigatória para quem estiver passando por Cape Town [nós fomos e valeu muito a pena]. Mesmo não sendo um dos maiores aquários do mundo, o Two Oceans, como o nome já diz, é de uma diversidade incrível, pois ali se encontram dois gigantes, o Atlântico e o Índico.

Okinawa Churaumi Aquarium, Okinawa, Japão

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Inaugurado em 2002, é referência no mundo todo. Em seu tanque principal, chamado de Kuroshio Sea, com 7,5 milhões de litros de água, vivem gigantes tubarões e uma incrível gana de outros grandes peixes.

Dubai Mall Aquarium, Dubai, Emirados Árabes

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Como não poderia ser diferente, no quesito mega construções, Dubai não gosta de ficar para trás. Então eles logo deram um jeito de fazer algo impressionante, onde em apenas um tanque encontram-se mais de 33.000 animais, incluindo cerca de 400 tubarões e arraias. O aquário está ainda no livro dos recordes por ter o maior painel de acrílico, de 8,3 por 33 metros [superando o de Okinawa, que era o antigo detentor do recorde].

L’Oceanogràfic, Valência, Espanha

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Localizado em meio a um importante complexo dedicado às artes e ciências, o L’Oceanografic logo chama atenção por sua moderna arquitetura. Este, que é maior aquário da Europa, foi construído com uma engenhosa estrutura composta de nove torres que reproduzem diferentes ecossistemas, como o Mediterrâneo, o Ártico e o Antártico.

Aquarium of Western Australia, Perth, Austrália

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Seria um pecado não colocar a Austrália nessa lista, afinal esse país/continente apresenta uma das maiores costas do mundo, que ostenta dentre muitas belezas, a famosa e imponente Grande Barreira de Corais. Além disso, é fácil imaginar que neste país conhecido por seus excêntricos [e perigosos] animais, você encontrará uma grande variedade de espécies lindas.

AquaRio, Rio de Janeiro, Brasil

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Por último, mas não menos importante, temos agora, novinho em folha, o maior aquário da América do Sul! Com previsão de inauguração para Novembro, o Aquário Marinho do Rio se apresenta como mais uma opção de turismo, lazer e educação. Estamos ansiosos para conhecer mais essa novidade!

 

Os 20 lugares mais legais da Califórnia

A Califórnia é provavelmente o estado mais diverso dos Estados Unidos, tanto culturalmente quanto nas paisagens. Na Califórnia você encontra desertos rochosos, praias paradisíacas, montanhas nevadas, planícies imensas onde são cultivadas toda sorte de alimentos, florestas de coníferas, lagos e muitos mais.

Após passar pouco mais de um mês rodando de carro, ônibus, trem e bike por esse estado incrível, resolvemos fazer uma lista dos 20 lugares que mais nos chamaram a atenção por sua beleza e carisma.

Seguiremos do Sul para o Norte. Vamos nessa?

#1 Balboa Park

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Bem no meio da cidade de San Diego o Parque Balboa une história, arquitetura e contato com a natureza. Vale a pena reservar um dia inteiro para caminhar por seus vários museus e jardins temáticos.

#2 La Jolla

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A 25 minutos do centro de San Diego, La Jolla ostenta lindas falésias e boas ondas. E para deixar o lugar ainda mais mágico, é possível ver dezenas de para-pentes voando bem acima de nossas cabeças.

#3 Swami’s Beach

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Esse lugar é pura energia positiva. Dentro d’água longas direitas, perfeitas para os amantes do pranchão. E do lado de fora aquele clima de paz e amor, com direito a violão, slackline e acroyoga.

#4 Oceanside

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Bem no meio do caminho entre San Diego e Los Angeles, Oceanside é o retrato perfeito da Califórnia do sol e do surf. Com aquele clássico píer (extenso e cheio de vida) e boas ondas quebrando bem ao lado, vale a pena parar ali para apreciar um pôr do sol cinematográfico.

#5 Huntington Beach

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Mundialmente famosa, em Huntington tudo remete ao surf. Além dos encantos da cidade e do badalado píer, a praia é super convidativa, com uma extensa faixa de areia branca, e como não poderia ser diferente, altas ondas.

#6 Venice

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Arte, cultura, skate, gente bonita, em Venice Beach você encontra tudo junto e misturado. E melhor ainda, a poucos minutos de outros atrativos da gigante e badalada Los Angeles.

#7 Griffith Observatory

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Outra parada obrigatória é subir a linda e sinuosa estradinha que dá acesso às colinas de Hollywood. Lá, além de apreciar o melhor pôr do sol de LA, você poderá conhecer um dos observatórios espaciais mais interessantes e didáticos do mundo. Um viagem garantida!

#8 Getty Museum

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Mesmo que você não seja muito dos museus, esse aqui com certeza vai te impressionar. Um verdadeiro complexo da arte, que reúne obras dos maiores artistas de todos os tempos. Se você quiser explorar todos seus vários blocos, jardins, centro de pesquisas em arte… um dia será muito pouco.

#9 Noite de Hollywood

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Poucos bairros do mundo tem uma marca comparável a Hollywood. E além dos já batidos roles de Calçada da Fama, Hard Rock Café e inúmeros teatros, a meca da indústria do entretenimento abriga uma das vidas noturnas mais estilosas e vibrantes dos EUA.

#10 Big Bear

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Para aqueles que não querem deixar de ver a neve, mas estão indo para a ensolarada LA, nada está perdido. A duas horas de Los Angeles [na estrada que vai para Vegas] você encontra uma ótima opção para os esportes de inverno e para o contato com a natureza, com vários campings e cabanas em meio aos pinheiros.

#11 McWay Falls

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É o ponto alto da talvez mais popular road trip do mundo, a Pacific Cost Highway – Big Sur. Ver a McWay Falls, uma cachoeira linda que deságua sobre a areia da praia, para mim foi como estar de frente para o portal de um mundo de contos de fadas.

#12 Carmel

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Pense em uma cidade charmosa, cheia de árvores, casas lindas, exposições de arte, cafés aconchegantes… agora imagine que tudo isso está bem de frente para uma praia paradisíaca. Pronto, você está em Carmel!

#13 Monterey bay Aquarium

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Como disse Anne Stevenson “O oceano é o mais perto que podemos chegar de outro mundo”. Nesse, que é seguramente um dos melhores aquários do mundo, você vai mergulhar em universo paralelo, cheio de cores e danças esplêndidas.

#14 Santa Cruz

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Além de ser o berço do surf nos Estados Unidos. Santa Cruz é também um destino perfeito para os amantes da vida saudável. Em um cenário ao mesmo tempo rural e praiano, viver bem é lei. Um role de bike ou skate, um piquenique na praia em uma manhã de sol, uma deliciosa refeição a base de produtos orgânicos… são uma pequena amostra da vibe desse lugar.

#15 Yosemite

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Depois de ver o vale do Yosemite, os papéis de parede do seu computador vão parecer sem graça. Exemplo do movimento de conservação da natureza e lar de John Muir, esse parque nacional, com montanhas que remetem a um filme de gigantes, vai te fazer se beliscar para ter certeza de que você não está sonhando.

#16 Mariposa Grove

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Lar das Sequoias Gigantes [os maiores seres vivos do planeta], o Mariposa Grove é parada obrigatória para quem está descendo a Serra Nevada ao retornar do Yosemite. Em meio a estas árvores de mais de 50 metros de altura e espantosos 25 metros de circunferência, é impossível não se sentir um anão.

#17 Lake Tahoe

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Um enorme e lindo lago de águas claras [e frias], circundado pelas belas montanhas da Sierra Nevada. Lake Tahoe é um disputado destino tanto verão, para curtir o sol e praticar de inúmeros esportes aquáticos, quanto no inverno, pelas vistas espetaculares e pela aventura em uma das várias de estações de ski em todo seu entorno.

#18 Squaw Valley

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Por falar em neve… Se você está indo para Lake Tahoe no inverno, não dá para deixar de visitar umas das estações de ski da região. Squaw Valley, que já sediou as olimpíadas de inverno (em 1960), é a mais famosa e provavelmente a mais completa, com boas opções tanto para os iniciantes quanto para aqueles já mais acostumados à neve.

#19 San Francisco

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A capital da vanguarda cultural e tecnológica dos Estados Unidos [quiçá do mundo], San Francisco é por si só uma atração turística. A cidade e simplesmente linda, com tudo que qualquer turista pode querer: arte, música, gente do mundo todo, parques naturais, vistas incríveis, boa comida, a Golden Gate e segue a lista…

#20 Napa e Sonoma Valley

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A duas horas de San Francisco, a região produz vinhos de ótima qualidade, e como é natural das regiões vitivinícolas, tanto Napa quanto Sonoma apresentam aquele clima tranquilo… Impossível não relaxar com algumas taças de vinho, boa comida e paisagens bucólicas.

 

 

 

 

 

 

Pico das Agulhas Negras: rumo ao ponto mais alto do RJ

Não é atoa que o Parque Nacional do Itatiaia é a primeiro parque nacional do Brasil. Situado na divisa entre os estados do Rio de Janeiro e Minas Gerais, o parque apresenta inúmeros atrativos, seja na sua parte alta, com 3 dos 10 picos mais altos do país [um verdadeiro playground para os montanhistas], ou ainda na parte baixa, com cachoeiras e paisagens simplesmente lindas.

Na nossa primeira visita à parte alta escolhemos logo subir o pico mais alto do estado do Rio de Janeiro, famoso por suas rochas de arestas vivas, pelo vento cortante e, é claro, pelas temperaturas negativas.

A aventura já começou no dia anterior à subida do pico. Depois de pegar aquele trânsito de sexta-feira à noite acabamos chegando, não muito bem orientados, à divisa dos estados RJ/MG, de onde saímos da estrada em direção à portaria do parque (uns 13 km em estrada de chão). Como não sabíamos ao certo onde ficava a acomodação que vimos na internet, decidimos procurar algum lugar para dormir próximo à portaria do parque. O problema é que passado da meia noite, no meio do nada, acabamos rodando por horas pela estrada esburacada até por fim, já quase duas da manhã, acharmos um pontinho de luz lá longe, que foi motivo de uma comemoração digna de final de copa do mundo.

Após uma noite de poucas horas de sono, fomos até a entrada do parque para encontrar com o Reginaldo, nosso guia. Para subir o Pico das Agulhas Negras é necessário contratar um guia, pois há vários pontos do percurso que demandam a utilização de cordas e equipamentos de escalada.

O trajeto da portaria até o Pico dura cerca de 3 a 4 horas, dependo do ritmo e do tamanho do grupo. A trilha é super agradável, com visuais incríveis e uma boa dose de desafio à medida que as rochas vão ficando mais inclinadas.

O ponto alto do dia [olha o trocadilho] foi, depois de chegar ao cume, descobrir que para chegar ao cume de verdade [cerca de 1 metro mais alto] e assinar o famoso livro, ainda seria necessário transpor uma íngreme fenda. Ok, “está na chuva é para se molhar”. Fazer mais esse trecho vale muito a pena, pois além do sentimento de missão cumprida, temos a oportunidade de sentir um pouco mais daquela substanciazinha que tanto gostamos [adrenalina].

Na volta como estávamos com o Reginaldo, um guia incrível, que além de passar muita confiança, faz com que estejamos sempre curtindo cada metro do caminho, aproveitamos para fazer mais uns trechos em rapel.

No retorno para a entrada do parque, o corpo já estava tomado pela endorfina. E ao admirar o magnífico cenário a nossa volta, é quase impossível não fazer planos para a próxima visita a este paraíso dos amantes da montanha.

E para fechar, como é de praxe, um mergulho [pelado] nas águas congelantes do córrego que corta o vale, e mais uma parada para contemplar a natureza.

 

Couchsurfing: Por que eu surfo em sofás?

Sempre que começo a contar para alguém sobre esta mania que tenho, logo vem aquela enxurrada de perguntas, com as mais diversas motivações, algumas por pura curiosidade, outras por desconfiança, tem também os que querem saber como aderir a esta onda, e por aí vai… Há ainda aqueles que, mesmo depois de muito papo, não conseguem captar o espírito da coisa, e quantas oportunidades incríveis se abrem com esta prática.

Mas do que estou falando?

CS logo

Só para começar a esclarecer as coisas, não é Kitesurfing, é Couchsurfing!

O Couchsurfing surgiu em 2004 com um grupo de amigos que tiveram [e materializaram] a ideia que seria legal se as pessoas ao redor do mundo abrissem as portas de suas casas para estranhos (ou, como dizemos, amigos que você ainda não conhece), pela simples oportunidade de compartilhar experiências.

É isso mesmo, não tem grana envolvida! Sabe aquela história de que não existe almoço grátis? Isso não é completamente verdade. Nem tudo na vida é pagável, e com certeza, muitas coisas não podem ser pagas com dinheiro.

Então a partir de 5 valores básicos…

CS values(Compartilhe sua vida,                         Crie conexões,                        Ofereça bondade,                  Esteja sempre curioso,                  Deixe as coisas melhor do que antes)

… algo em torno de 12 milhões de pessoas têm surfado em sofás ao redor do mundo.

Sou membro deste grupo há relativamente pouco tempo [uns dois anos] e já tive experiências incríveis. Gostaria de contar todas, mas não dá né? Então vou dar só um gostinho… A cada contato que temos com essa prática, vamos nos vendo cada vez mais encantados, envolvidos e, por que não, viciados nisso.

Desde a primeira experiência tudo tem sido fantástico:

Em Curitiba, com o Joemir [nosso primeiro host], bebendo vinho, batendo papo e descobrindo várias afinidades, tivemos a 1a prova de como essa experiência pode ser agradável e enriquecedora. Já em San Diego, na casa da Alexia, conhecemos pessoas [e amigos caninos] supercool e divertidas. Em LA ficamos com o Artem, um descontraído escalador e cientista russo, que nos cedeu a própria cama, para que ficássemos mais confortáveis. E com o Somesh, um indiano bom de papo e amante da fotografia, desfrutamos momentos memoráveis no Yosemite National Park.

De volta ao Brasil, nada mais justo [e prazeroso] que retribuir a ótima recepção que tivemos, e começar receber a galera no nosso humilde lar.

Já passaram pela nossa casa: A Katell, uma jovem francesa encantada pelo brasil, com quem curtirmos praias e trilhas. O Matt, um americano cheio de energia, que abria sua primeira cerveja às 11 AM e não parava mais. O Sid, um Indiano que por seu trabalho morava alguns meses em cada país do mundo, além de fazer comer comidas deliciosas [feitas com aquele tempero], o levamos para nossa cidade natal (Santa Maria Madalena) onde ele curtiu horrores. A Sheung, uma garota fantástica de Hong Kong, que parou seu mochilhão pela América Latina para passar o Natal e o Ano Novo conosco. O Han, um coreano, com quem curtimos altas aventuras escalando o Pico das Agulhas Negras. E por aí vai…

Os benefícios vão muito além do simples fato de você poder economizar grana, não tendo que gastar com estadia. Essa rede faz o mundo se abrir para você, ao trocar mensagens pelo website, dar dicas àqueles que estão meio perdidos, conhecer gente nova nos eventos promovidos pela própria galera, receber gente do mundo todo na sua casa, comer comidas deliciosas e feitas com amor, conhecer sobre a geografia e cultura de inúmeros países, fugir do já batido e superlotado roteiro turístico, aprender outros idiomas, e eu poderia gastar mais uma página inteira falando.

Talvez a grande sacada do Couchsurfing tenha sido pensar um sistema no qual as relações não são lineares e de simples troca. Uma lição que aprendi com um amigo do Equador, com quem tivemos nossa mais inesperada experiência de couchsurfing (mesmo sem saber que o estávamos fazendo, já que não utilizamos nenhum website ou coisa do tipo) foi que, quando se rompe com o paradigma de dar e receber linearmente, as possibilidades se expandem e se forma uma rede, cada vez maior, de pessoas oferecendo algo a quem estiver ao seu alcance, e no fim todos se beneficiam.

Está esperando o quê? Vamos surfar nos sofás desse mundão.

CS lineViaje o Mundo                                         Redescubra sua Cidade                                     Seja um anfitrião    

Três Picos: montanhas desafiadoras e um vale dos deuses

O montanhismo, ainda não sei muito bem por que, tem a capacidade de viciar nossos sentidos com visões difíceis de descrever em palavras e em atmosferas rarefeitas, adornadas pelo frio, pela névoa e por um misterioso ar que dissipa toda e qualquer preocupação mundana.

Este fim de semana entendi por que o Parque Estadual dos Três Picos representa tão bem este espírito que paira no imaginário dos amantes da montanha.

Já na década de 20 os montanhistas descobriram este paraíso, e de lá para cá seu potencial para turismo de aventura e contemplação da natureza vem se desenvolvendo gradativamente. Criado por Decreto em 2002, o Parque Estadual dos Três Picos, é hoje o maior Parque Estadual do Rio de Janeiro, abrangendo parte da área de 5 municípios (Cachoeiras de Macacu, Nova Friburgo, Teresópolis, Guapimirim e Silva Jardim).

O parque por sua localização e extensão territorial, que pode ser dividida em parte alta e parte baixa, apresenta inúmeros atrativos como fauna e flora rica e variada, grande número de nascentes, rios e cachoeiras, e uma gama de paisagens de tirar o fôlego!

Desta vez nosso destino foi a região de Salinas onde ficam as principais montanhas, dentre elas os imponentes Três Picos.

Saindo da estrada que liga Nova Friburgo a Teresópolis (RJ-130), próximo ao CEASA, você vai tomar uma estradinha cheia de curvas que corta uma das áreas rurais mais bonitas do Estado e responsável pela produção de boa parte de nossas hortaliças.

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Após sair da RJ-130 você percorrerá um total de 17 km de estrada (12 de asfalto e 5 de terra batida). É fácil encontrar o caminho, pois ao longo do mesmo há muitas placas indicando o percurso a ser seguindo. Após subir os quilômetros finais [bem inclinados] você chega à porteira da República Três Picos, onde você deve estacionar o carro, atravessar a porteira do Parque e seguir um percurso de menos de 2 Km [já repleto de paisagens que não vão te deixar largar a câmera por minuto sequer] até chegar ao local onde você pode montar acampamento.

No acampamento base, seja de dia

Ou à noite

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Não vão faltar oportunidades de curtir o clima da montanha. E se você estiver com sorte de ir em um dia de inverno rigoroso, aquele friozinho [que te faz usar TODAS as roupas que tiver na mochila] é garantido.

Além de curtir o acampamento, esta região do Parque é repleta de opções para pôr o corpo em movimento, desde tomar uma das inúmeras longas vias de escalada em rocha para acessar o cume dos enormes monolitos do vale [ainda não cheguei neste nível] ou mesmo fazer uma trilha tranquila para alcançar os cumes mais acessíveis [com vistas igualmente deslumbrantes].

Nossa opção desta vez foi deixar o acampamento às 4:30 da manhã e subir a Cabeça do Dragão para assistir e registrar o majestoso nascer do sol sobre um mar de nuvens.

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Depois de uma pausa para o café da manhã [com vista] e uma volta pelo topo da montanha, admirando essa paisagem, é hora de voltar para casa e já fazer planos para a próxima…

Não vejo a hora de voltar e explorar um pouco mais desse paraíso. Mas enquanto não volto, vou me confortando com estas imagens. 🙂

Bolívia: destino obrigatório para você que gosta de aventura

“A primeira vez a gente nunca esquece”. É difícil contrariar esta frasesinha batida.

Quando o assunto é viagem, sempre tem aquele lugar que não sai da sua cabeça. No meu caso a Bolívia deixou uma marca inapagável na minha memória.

A ideia de viajar para o nosso vizinho andino surgiu de maneira um tanto quanto inusitada. Vindo de uma família do interior, sem nenhum histórico de grandes viagens internacionais e coisas do tipo, sempre tive o sonho de conhecer os Estados Unidos, e a minha oportunidade de realizar este sonho estava agora ao meu alcance, um intercâmbio de férias do tipo work experience (aquele, que você passa suas férias inteiras lavando pratos e gastando em bares todos os dólares que recebeu). Eu estava super excitado com a ideia, mas foi então que surgiu um desses desvios do destino, que depois de um tempo você enxerga que foi a melhor coisa que podia ter acontecido.

O namoro com a Dani, minha atual esposa e parceira no umlugarparaviajar, estava ficando cada vez mais sério e ela [que não é boba nem nada] deu uma ideia que seria boa para ambas as partes. Já que ela não queria ficar muito tempo longe de mim; que a economia americana estava quebrada; que sempre tivemos o sonho de conhecer a lendária cidade de Machu Picchu; que seria legal fazermos uma viagem juntos; e que viajar para nos nossos vizinhos latinos seria bem mais barato. A decisão foi tomada: “Vamos fazer um mochilão para a região dos Andes”.

Neste primeiro momento a Bolívia nem era nossa grande favorita, mas lendo os guias de viagem [que passamos um ano inteiro estudando] vimos que a Bolívia guarda destinos incríveis, e para completar, as passagens para lá eram bem mais baratas que para o Peru. E assim foi, passamos uns 2/3 do nosso primeiro mochilão explorando a Bolívia.

Pegamos um voo, na noite do dia 31 de dezembro, para Santa Cruz de La Sierra e no trajeto (pela diferença de fuso horário) passamos 3 viradas de ano.

Tudo era novidade, tudo era muito vivo e legal, até a noite mal [não] dormida no aeroporto, e digo mais, até a nada confortável, viagem de mais 20 horas – que começou adornada por Cholas defecando ao meio lado dentro do ônibus caindo aos pedaços e cheio de toda sorte de animais domésticos, e que terminou em um ônibus um pouco melhor, mas agora com a força do Soroche (mal de altitude) massacrando meu corpo – até isso, me parecia uma grande aventura. Todos os meus sentidos estavam deslumbrados com a diversidade de paisagens, comidas e culturas que iam se descortinando diante de meus olhos, ouvidos, nariz e boca durante os muitos quilômetros que o ônibus ia percorrendo.

Não vou conseguir contar neste post todas minhas experiências neste país fascinante… Mas nos próximos post contaremos tudo sobre nossas aventuras na Bolívia.

Mas para não dizer que não contei nada. Vão aí 7 motivos pelos quais a Bolívia marcou minha vida de viajante e é destino obrigatório para você que gosta de aventura.

#1 Um dos destinos mais baratos do mundo

Se você quer viajar para um lugar incrível, mas não tem recursos para bancar passagens aéreas intercontinentais e para gastar centenas de dólares de estadia e alimentação, a Bolívia é uma ótima pedida. Este país sempre aparece no topo das listas de destinos mais baratos da América Latina.

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#2 Um País – Muitas Paisagens

Por sua grande variação de relevo, a Bolívia tem um monte de paisagens incríveis, algumas parecidas com o que temos no Brasil.

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Outras que não

E muitas e muitas outras.

#3 Cultura e Culinária

Prepare-se para uma explosão de tradições e costumes, que sobrevivem nas ruas completamente alheios ás pressões da globalização.

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E esteja com seus sentidos [e intestinos] prontos para uma explosão de sabores e combinações.

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#4 Lago Titicaca

Mais alto do mundo dos lagos navegáveis, o Lago Titicaca, localizado na fronteira entre Bolívia e Peru, é um atração a parte. Além da sua indiscutível beleza cênica, o lago é repleto de atrativos como Ilhas flutuantes dos Uros, passeios de barco, a deslumbrante Ilha do Sol, uma grande riqueza de peixes, etc.

#5 Ruinas de Civilizações Pré-Colombianas

Assim como seu vizinho, Peru, a Bolívia foi lar de várias civilizações pré-colombianas. As ruínas da cidade de Tiwanaku, próxima ao Lago Titicaca, são os últimos vestígios de uma das mais duradouras civilizações da América do Sul. A cidade construída há alguns milhares de anos, foi a capital de um vasto império, que ia do Sul do atual Peru ao sul dos andes bolivianos, incluindo partes do Chile e da floresta amazônica.

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#6 Descer de Bike a Estrada da Morte

Além dos visuais alucinantes, de uma longa descida que começa acima dos 4.600 metros de altitude e termina na borda da floresta amazônica, esta lendária e notavelmente perigosa estrada oferece adrenalina garantida para aqueles que gostam de sentir o coração bater mais forte.

#7 Salar de Uyuni

Esse lago de sal é seguramente um dos destinos que todos os viajantes ao redor do mundo querem ver pelo menos uma vez na vida. A paisagem, mutável de acordo com a quantidade de água trazida pela chuva, vai te deixar com a impressão de que você está em outro planeta (onde é bem difícil entender o que céu e o que terra, o que é porte e o que é longe).

Está esperando o quê para começar a arrumar suas malas [digo, seu mochilão]?

 

Um mergulho na Amazônia de verdade

Seguindo o padrão brasileiro, no qual a população [em sua maioria] não tem nem noção do tamanho e importância do nosso maior patrimônio natural, eu demorei bastante tempo para colocar a Amazônia no topo da minha lista de próximos lugares a conhecer.

Mas felizmente este dia chegou. Numa cagada do destino, podemos dizer assim, um grande amigo tinha um monte de milhas que iriam expirar e, como ele sabia que eu [mais rápido que um piscar de olhos] teria a capacidade de liquidar este saldo, me deu esse grande presente de aniversário. Desta forma, gastando praticamente nada, embarcamos, eu e a Dani, para a internacionalmente famosa capital da Amazônia, Manaus.

Manaus é legal [e QUENTE], tem vários atrativos super legais a poucos quilômetros, por terra ou pela água. Mas se engana quem acha que fazendo estes roteiros na capital amazonense está explorando a Amazônia Brasileira.

E não pense que será perguntando na rua, ou mesmo na maioria das agências de turismo, que você irá encontrar boas informações de como chegar na “Amazônia de Verdade”.

Enquanto esperava o horário do passeio para o Encontro das Águas na recepção do Hotel Tropical, onde se encontra uma das empresas de turismo mais conceituadas de Manaus, fiquei tentando extrair algumas informações sobre a Amazônia. E o que percebi foi que as pessoas da própria empresa, assim como quase todos os manauaras, não conhecem muito bem a selva e o potencial turístico da imensidão verde que lhes circunda.

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De modo geral os passeios feitos pelos locais e turistas são baseados em pernadas de um dia, que não vão muito longe. Só para se ter uma ideia quase ninguém sabe da existência do Parque na Nacional do Jaú, uma das Unidades de Conservação, que na minha opinião melhor representam a verdadeira Amazônia Brasileira.

Então decidimos fazer algo que poucos fazem: sair de Manaus e mergulhar no coração da Amazônia.

A rota escolhida por nós foi subir o Rio Negro. Este rio além de ser incrivelmente grande e lindo, tem uma pequena peculiaridade que vai te fazer optar por ele. Ao contrário do rio Solimões, outro grande afluente do Rio Amazonas, o Rio Negro praticamente não têm mosquitos, o que se deve ao fato de suas águas serem um pouco mais ácidas e dificultarem a reprodução deste pesadelo dos viajantes.

Para ganhar tempo optamos por fazer o primeiro trecho da viagem (Manaus – Novo Airão) por terra, já que por mais que um seja mais longe, 200 km de estrada contra 130 Km pelo Rio, ainda é bem mais rápido pegar um ônibus (ou ir de carro) até Novo Airão. Esta cidade pode ser considerada o portal de entrada para uma Amazônia mais inacessível e consequentemente mais natural e preservada.

Bem em frente à cidade de Novo Airão está o Parque Nacional de Anavilhanas, um imenso arquipélago fluvial com ilhas e lagos de diferentes tamanhos e formatos, que de acordo com a época do ano apresenta diferentes paisagens, variando de extensas praias de areia branca à floresta alagada pela alta do rio.

Por mais que Anavilhanas tenha grandes atrativos e opções de passeios, como nosso objetivo era ir um pouco mais longe e em direção a lugares menos visitados, fomos direto nos informar com era possível chegar ao Parque Nacional do Jaú, quase na divisa com Roraima.

Sabendo que se você for procurar em agências de turismo os preços serão sempre mais caros, a melhor [mais barata] opção é conversar com os barqueiros que ficam próximo ao local onde se pode ver e tocar nos botos. Para conseguir bons preços unitários, não tem jeito, o bom é estar em grupo de pelo menos umas quatro pessoas.

Depois de barganhar bastante, como eles de modo geral preferem ganhar um pouco menos e perder o cliente, é possível que você consiga um desconto considerável. Foi o que fizemos. Mas como nós éramos apenas dois, o preço para cada um ainda ficou um pouco salgado, pois por se tratar de uma viagem longa (cerca de 300 km ida e volta), só o custo de combustível já é significativo. Mas vale muito [MUITO] a pena!

É necessário comprar os mantimentos para os três dias de viagem, pois como é de se esperar não há mercados ou restaurantes no meio da selva.

No primeiro dia passamos literalmente a tarde inteira, até anoitecer, navegando em uma voadeira (pequena embarcação de alumínio com um motor na popa) contornando as ilhas espalhadas pela imensidão de um rio que mais parece mar.

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E por falar em mar, o tamanho deste rio não é a única coisa que nos faz lembrar do mar. Há um fenômeno, chamado pelo locais de Banzeiro, que é causado pelos fortes ventos que anunciam a chegada de um chuvarada daquelas. Imagine você em barquinho de alumínio, de algo em torno de 5 metros de comprimento, no meio de rio de quilômetros de largura, com ondas de um metro, ventos intensos e uma chuva que não te deixa ver a mais de 20 metros à frente. Eu queria ter uma foto para mostrar para vocês, mas não pude registar este momento, pois estava muito ocupado tentando me manter vivo. Foi uma aventura!

Depois de horas e horas navegando, a última delas na escuridão da noite, conseguimos avistar ao longe uma luzinha de lanterna da dona da casa onde passaríamos a 1ª noite. Além de dormir numa rede, em uma casa que não tinha janelas ou portas, ao som da floresta que é cheia de vida durante o dia e a noite, passar a noite com essa família isolada do mundo nos fez passar por profundas reflexões.

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Fomos acordados por trovões, que logo se materializaram em uma chuva tipicamente amazônica (muito forte, porém passageira). Passada a chuva a manhã começou linda, os primeiros raios brotando por entre as nuvens que se dissipavam, de frente para o rio Jaú ainda crespo pelas gotinhas que caiam das árvores, os animas emitindo seus variados sons, e uma leve brisa fresca.

Com o amanhecer vem a necessidade de dizer tchau e pôr o pé na estrada [digo, no rio]. A primeira atração do dia, após descer alguns quilômetros do Rio Jaú, foi uma trilha em meio a uma floresta majestoso, densa e exuberante, com sons de insetos, aves e macacos em uma sinfonia tão relaxante que dá vontade de deitar e ficar olhando para o alto.

Depois de poucos minutos de caminhada chegamos, só nós dois e o nosso barqueiro/guia, à Cachoeira do Itaúbal, que depois de mostrar esta foto não preciso nem falar mais nada.

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Um pouco mais abaixo deste ponto tem umas corredeiras no Rio Carabinani, um afluente do Rio Jáu, mas estas corredeiras ficam visíveis apenas nos meses em que o rio está mais seco. Na época que fomos (final de agosto) o rio ainda está muito alto e encobre todas as pedras.

A última para do dia, e ponto de pernoite/acampamento, foi a vila de Velho Airão, que é tão interessante que vamos fazer um post só sobre ela.

Confesso que foi difícil deixar Velho Airão… A atmosfera desta cidade em ruínas era fantástica. Mas como já deveríamos estar acostumados, a vida é feita de chegadas e partidas. Enrolamos o máximo que pudemos para arrumar nossas coisas e tomar café da manhã e finalmente seguimos rio abaixo.

A última parada foi a Gruta do Madadá, uma formação rochosa que se estende por vários quilômetros em meio à floresta amazônica, que habitualmente não tem muitas elevações ou mesmo rochas.

Para fechar o tour, não poderia ser diferente, um último mergulho nas águas do Rio Negro, com auxílios de óculos de mergulho, pude ver como é esse universo subaquático e sombrio. É um ambiente de fantasia e certo amedrontamento, no qual seu corpo fica avermelhado como o dos botos e você não enxerga literalmente nada além de 1 metro do seu nariz. Uma sensação única.

Valeu a pena mergulhar na Amazônia de verdade!

 

Cedeberg: pegando carona em um deserto africano

Dentre as fantásticas experiências que você pode ter na África do Sul, sem sombra de dúvidas, uma delas tem que ser visitar um deserto.

Nossa escolha foi o Cedeberg Wilderness Area, que fica há pouco mais de 200 km ao norte de Cape Town.

Para chegar lá, a princípio, era tudo muito simples. Bastava pegar um ônibus da Intercape na rodoviária de Cape Town com destino à Namíbia e descer no meio da viagem, na parada de Clanwilliam, uma pequena cidadezinha que serve de base para os aventureiros que querem explorar esta região. Então foi o que fizemos, embarcamos no fim da tarde, no ônibus que passa a noite viajando e chega à Namíbia no dia seguinte.

Só que esqueceram de nos contar um pequeno detalhe. O ponto de parada do ônibus em Clanwilliam, não era bem na cidade de Clanwilliam, e sim em um posto de gasolina, que fica a cerca de uns 5 km da cidade propriamente dita.

Então lá estávamos nós, na escuridão da noite, em um posto de gasolina [que já estava fechado], sem nada nem ninguém a nossa volta. E aí começa a aventura…

Para nossa sorte, junto conosco desceu do ônibus um casal de velhinhos viajantes que, pareciam ser mais precavidos que nós, e já tinham um senhor esperando por eles num carro. Em questão de segundos percebemos que esta seria nossa única oportunidade da noite para sairmos daquela situação [no mínimo desconfortável] e de conseguirmos chegar à civilização. Então imediatamente saímos correndo em direção ao carro e imploramos por uma carona, que nos foi dada, creio eu que mais por pena do que por boa vontade.

Na primeira oportunidade o motorista dos velhinhos se livrou de nós, nos deixando no único bar/restaurante da cidade que ainda estava aberto. Agora pelo menos estávamos a salvo, então resolvemos sentar e comer alguma coisa. E aí mais uma vez o destino nos deu a chance de mudar o rumo da história.

O cara da mesa ao lado percebeu que falávamos português e logo deu um jeito de puxar assunto. O Roelf era Sul-Africano, mas como tinha trabalhado por um tempo em Moçambique, sabia algumas poucas palavras em português e disse que tinha o sonho de conhecer o Brasil [e suas mulheres maravilhosas]. Ele nos chamou para sentar na mesa junto com ele e seu amigo, e começou a nos pagar bebidas e falar sem parar. Foi incrível como ele ficou feliz de estar conhecendo brasileiros.

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Depois de algumas doses e muito papo ele se ofereceu para nos levar até a Guest House que tínhamos “reservado”, mas como era tarde da noite, ninguém nos atendeu. Estávamos bem apreensivos pegando carona com dois caras que nunca tínhamos visto antes. Mas fomos com eles até o Clanwilliam Hotel, onde eles estavam hospedados. No dia seguinte quando acordamos, eles já tinham ido embora e pago nossa diária no hotel.

Depois de rodarmos pela cidade e pegarmos algumas informações, descobrimos que não há muita oferta de transporte para conhecer o deserto. A opção mais em conta que encontramos foi esperar a senhora que leva as crianças para escola deixar a molecada em casa.

E lá fomos nós, sozinhos, em uma van escolar, num dia de semana qualquer, conhecer lugares tão lindos que aos invés de descrever, prefiro mostrar as fotos.

No dia seguinte fomos um pouco mais longe. Combinamos com um senhorzinho de ele nos levar nos outros atrativos do Cederberg.

Sabe o que mais me impressiona nessa coisa de viajar? O dia seguinte sempre tem algo de novo e maravilhoso para te revelar.

Passamos por formações rochosas incríveis em Stadsaal Cave.

Curtirmos um banho de rio em Maalgaf Swminpool.

Degustamos vinhos da melhor qualidade produzidos em um cenário pouco tradicional (no meio do deserto) pela Cedeberg Wines.

Caminhamos em meio a paisagens de tirar o fôlego.

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E para completar o dia, que até então não estava nada mal, após subir uma trilha com o sol escaldante e pedras e mais pedras por todos os lados, foi isso que encontramos. Um Oásis cheio de vida, com muito verde, sapinhos cantando e acasalando por todos os lados, passarinhos voando, e mais uma vez, só nós dois e mais ninguém. Momentos como esse ficam gravados na memória para sempre.

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Mas nem tudo são flores… Mais uma vez estávamos sujeitos ao acaso. O senhor que nos tinha conduzido na parte da manhã tinha uma festa à tarde, e disse que depois de fazermos a trilha era para nós tentarmos pegar uma carona, e se de tudo não conseguíssemos, ele voltava lá para nos buscar.

Então seguimos a orientação e fomos para a beira da estrada, e ficamos esperando alguém passar. E como era de se esperar, em um deserto, cruzaram a estrada ratos, esquilos, passarinhos e babuínos, mas carro que é bom… nada.

Já estava ficando tarde, estávamos com fome e frio, ligamos para o coroa e ele disse que só poderia chegar em umas 4 horas.

Foi então que como providencia divina apareceu nossa 3a carona do fim de semana, provavelmente a mais doida da viagem. O motorista era um senhorzinho que se agarrava ao volante e transmitia a impressão de que mal enxergava a estrada a frente e ao lado dele estava o astro da viagem, um cara novo [que parecia estar bem chapado] que, assim como o Roelf, ficou super feliz de estar conhecendo brasileiros. Ele também tinha o sonho de conhecer o país do futebol e das mulheres mais lindas do mundo.

Depois de uma longa viagem ouvindo o cara falar sem parar [entendo um quarto das frases que ele falava rápido e embolado] chegamos ao centro de Clanwilliam. E além de nos dar um forte abraço de despedida e ele fez questão que tirássemos uma foto dele para mostrarmos às nossas amigas brasileiras.   🙂

*          *          *

No dia seguinte, ao pedirmos informação no hotel sobre as formas de retornar a Cape Town, o atendente, numa atitude amistosa [mas meio esquisita], aproveitou para perguntar para um casal que estava fazendo o check-out se eles poderiam nos dar uma carona.

Por incrível que pareça, eles aceitaram e embarcamos na 4ª carona do fim de semana [e essa foi a melhor de todas].

Viajando e batendo papo, eles muito gentilmente nos convidaram para passar na casa dos pais deles para pegar seu filhinho. E como era um domingo ensolarado [numa das mais belas regiões produtoras de vinho do mundo], por que não fazer um churrasco à moda sul-africana?!

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Tivemos uma tarde maravilhosa, com boa conversa e comida, e regada de vinho local!

Mas não acaba por aí… Como o dia estava muito quente, fomos convidados a dar um pulo na casa deles e curtir um fim de tarde na piscina.

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Depois deste fim de semana, nada convencional, cheio de aventuras, pessoas e lugares incríveis, passei a ver esse lance de ser mais aberto às oportunidades da vida [o que incluiu as caronas] com outros olhos… Com pensamento positivo e uma pequena dose de coragem para sair da zona de conforto podemos ir longe!

Las Grietas: um paraíso azul em Galápagos

Pense num lugar de águas cristalinas de um azul turquesa hipnotizante, há peixes nadando ao seu redor como em um valsa da mãe natureza, você mergulha fundo e quando retorna lentamente à superfície a única coisa que tem a sua frente é um quadro do céu emoldurado por rochas que parecem ter sido esculpidas à mão. Do que estou falando? De uma praia? De uma caverna?

Este lugar mágico, e difícil de descrever para quem ainda não teve o prazer de sentir essas águas envolvendo seu corpo, é chamado de Las Grietas, e fica na Ilha de Santa Cruz em Galápagos.

Estas curiosas formações são uma espécie de mini cânions que forram inundados por água salobra por meio de micro canais que os ligam ao mar.

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Além de curtir um relaxante mergulho e dar umas braçadas nesta piscina olímpica de desenhada por algum mestre do design, a principal atração para aqueles, como eu, que gostam de adicionar uma pitada de adrenalina é se jogar dos enormes paredões rochosos que possibilitam saltos de todos os níveis imagináveis (de 1 a mais de 10 metros de altura).

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Dicas

Para chegar até lá é bem simples… Saindo do cais de Puerto Ayora, pegue um taxi boat que em poucos minutos (menos de 1 dólar/pessoa) te levará ao outro lado da enseada. De lá é só seguir, por cerca de 20 minutos, o caminho que passa pela Praia dos Alemães e vai até Las Grietas.

Outra dica valiosíssima é o horário da visita. Tente chegar lá um pouco antes do meio dia, pois como os paredões são altos, na maior parte do dia a água está na sombra. E eu tenho certeza que você não vai querer perder a imagem inesquecível dos raios de sol contando estas águas de tirar o folego.

Esse é um daqueles lugares que se você ainda não foi, tem que ir. E se já foi, não vê a hora de voltar.

5 motivos que vão te fazer estender sua escala na Cidade do Panamá

O Panamá já há muito tempo é visto como um importante ponto de conexão na logística mundial, tanto no transporte de mercadoria quando no deslocamento das pessoas. Não é para menos, este país tem uma localização privilegiada, se pensarmos na porção ocidental do mundo (Américas), o Panamá é o ponto central de conexão tanto das porções continentais como oceânicas.

Já em meados do século XIX começou o frenesi de desenvolvimento logístico, que começou com uma linha férrea que atravessa de um oceano ao outro, e posteriormente a construção do famoso Canal do Panamá, que em 2014 completou seu primeiro centenário.

Nos tempos modernos onde as pessoas não se deslocam mais de navio, o Panamá não perdeu importância, pelo contrário, muitas empresas aéreas fizeram deste país seu ponto de conexão entre as Américas. É bem provável que alguns de vocês que estão lendo esse post, ao irem para Estados Unidos, Canadá ou Caribe, tenham feito uma escala neste país. Agora, por que eu deveria ficar neste lugar além das poucas horas da conexão?

Em primeiro lugar acho importante dizer que o Panamá é FODA! O país é lindo, e além das belezas naturais (que são inúmeras), lá podemos encontrar cultura, culinária e vida urbana incríveis. Como não dá para falar tudo sobre o Panamá em um único post, vamos fazer outros mais específicos, e neste vou apenas colocar um gostinho na boca, e dar 5 razões que vão te convencer a estender sua conexão em pelo menos alguns dias.

1# Dois Oceanos em um único dia

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Uma agradável viagem de apenas 80 km (de carro ou de trem) liga a Cidade do Panamá, que fica voltada para o Pacífico, até a região de Colon, onde, além de aprender muito sobre história, é possível ter uma pequena amostra da paisagem, cultura e culinária caribenhas.

2# Canal do Panamá

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O canal dispensa apresentações. Você não pode deixar de ir lá e ver aqueles navios GIGANTESCOS subindo e descendo nas eclusas. E além de ver a coisa como ela é hoje, o centro de visitação dispõe de um museu no qual é possível entender como se deu a construção deste gigante da engenharia, que teve inúmeras implicações político-econômicas.

3# Cultura e Comida

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Neste bairro conhecido Casco Viejo ou Casco Antiguo, você vai voltar no tempo e ver o contraste entre uma cidade moderna e cosmopolita e o casario antigo de alguns séculos de idade. Além de tirar boas fotos, é quase obrigatório parar para comer, beber e ouvir boa música em algum dos muitos bares e restaurantes.

4# Trump Tower

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Este lugar é a cara da riqueza.  Agora se você é mochileiro e pão duro, como eu, é claro que você não vai ficar hospedado lá. Mas… É possível sentir o gostinho desta vida de luxo, gastando bem pouco. Algumas áreas comuns, como restaurantes e piscinas, são de livre acesso aos visitantes. Nos valendo disto, e pagando um preço que não nada de outro planeta (principalmente se comparado aos preços do Rio de Janeiro), comemos muito bem, e para descansar depois almoço nada melhor que um drink no Azul com esta vista.

5# Compras    

Não sou nenhum apaixonado por compras, descontos e coisas do tipo. Mas já que você está na chuva, por que não aproveitar e se molhar um pouquinho? A cidade do Panamá é um paraíso para quem gosta de grandes shoppings e preços superbaixos, lá tem pelo menos uns cinco grandes, digo ENORMES, shoppings.

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Além da capital, o Panamá tem um monte de lugares paradisíacos a menos de 5 horas de viagem.

Por que não aproveitar e conhecer esse destino incrível?