10 lugares imperdíveis na Chapada dos Veadeiros

Localizada no alto do Planalto Central, a mais de 1.600 metros de altitude, a Chapada dos Veadeiros é uma preciosidade, cercada por lindas cachoeiras, paredões rochosos, rios com piscinas naturais, aquele cerradão lindo de ser ver no horizonte e uma energia que só quem vai lá entende.

A Chapada também é bem procurada por seu misticismo, principalmente Alto Paraíso de Goiás. Este município, além de ser cortado pelo paralelo 14, está localizado em cima de um imenso cristal de quartzo, o que, segundo o pessoal entendido nestes assuntos, torna o lugar um grande centro energético. Daí, o que não falta são histórias de experiências místicas/energéticas…

Em termos de beleza natural e atrativos turísticos, os destinos mais procurados da Chapada dos Veadeiros ficam na região que circunda o Parque Nacional, nos municípios de Cavalcante, Alto Paraíso, e o seu distrito, São Jorge.

Separamos aqui 10 lugares que nos deslumbraram e que merecem muito ser visitados.

Alto Paraíso

#1 Macaquinhos

As cachoeiras do Rio Macaquinhos formam um complexo aquático natural, com poços de cor esmeralda e lindas quedas d’água, localizadas dentro da Reserva Santuário de Pedra, a 42 km de Alto Paraíso, sendo 12 km de asfalto e 30 km de estrada de chão.

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São 2 km de trilha a pé margeando rio. É bem gostoso e vale muito a pena passar o dia, parando em cada um dos poços e cachoeiras ao longo do percurso. No total são oito cachoeiras que agradam a todos os gostos, inclusive há uma na qual é permitido o naturismo (Banho Pelado) e outra onde é possível pular de uns 7 metros de altura (Poção do Jump). A penúltima da trilha, a Cachoeira da Caverna, foi aquela com a qual ficamos mais encantados, pela sua linda queda d’água e por ser ótima para nadar e relaxar.

Cachoeira da Carverna - Macaquinhos.jpg

#2 Catarata dos Couros

Saindo de Alto Paraíso, depois de 16 km de asfalto e mais 35 km de terra, está o Rio dos Couros, com suas imponentes quedas, que chegam até 100 metros. É de deixar qualquer um boquiaberto com tanta beleza e imponência! O local possui uma sequência de quedas que formam um cenário de filme.

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Mas para os que buscam águas tranquilas, lá também é possível relaxar e curtir o dia em um dos seus poços, que às vezes formam uma prainha.

Ah, atenção! Na época de chuva há alguns pontos que ficam impossibilitados à visitação, pois o volume de água aumenta consideravelmente.

#3 Poço Encantado

Um dos principais fatores que atraem vários turistas para esse local é a questão do acesso. O Poço do Encantado, e sua linda cachoeira, ficam na Fazenda Rio de Pedra, que está bem pertinho da rodovia. Ou seja, não é necessário percorrer longas distâncias em estrada de terra. Uma ótima pedida para quem está com o tempo corrido.

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Além disso, o local é bem acolhedor, com a cachoeira e seu poção a poucos minutos de caminhada leve. Em volta do poço há uma prainha de areia branca, com sombrinha da vegetação do cerrado, e ainda boa estrutura de recepção ao visitante (com salva-vidas, banheiros e restaurante).

São Jorge

#4 Mirante do Jardim de Maytrea

Uma parada rápida para admirar o principal cartão-postal da Chapada dos Veadeiros. O mirante fica bem ao lado da estrada que liga Alto Paraíso a São Jorge. Dali tem-se uma vista que agrupa vários dos elementos característicos da Chapada: as veredas [campos úmidos] com seus majestosos buritis; as montanhas rochosas de formas graciosas; e o vasto cerradão, que se estende ao alcance dos olhos.

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#5 São Bento

A caminho do vilarejo de São Jorge, também ao lado da estrada, esta a Cachoeira São Bento, que se destaca por sua grande piscina natural, utilizada às vezes para competições de polo aquático. É um lugar bem legal também para aqueles que gostam de pular, sem grandes riscos.

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Também é uma ótima opção para quem estiver com tempo corrido ou então que não quer se cansar muito fazendo trilha.

#6 Almécegas I e II

Ainda na Fazenda São Bento, quem tiver um pouco mais de tempo, vale a pena conhecer as cachoeiras das Almécegas, que estão a cerca de 4 km da portaria. O início do acesso é feito por estrada de terra e logo depois é necessário fazer uma trilha. A água que escorre pelas íngremes rochas de quase 50 metros de altura, faz da Almécegas I ser conhecida com uma das melhores da Chapada. Já a cachoeira Almécegas II tem uma queda de 8 metros e um poço perfeito para banho.

Almecegas I - fazenda sao bento.jpgAmécegas I by PousadaSaoBento

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#7 Cachoeira do Cordovil e Poço das Esmeraldas

Muito conhecida pelo arco-íris que se forma no final da sua queda, essa cachoeira tem um quê místico. Para completar o pacote, dentro da mesma fazenda se encontra também o Poço das Esmeraldas, profundo e de águas cristalinas. Para se chegar lá, você sai da estrada Alto Paraíso-São Jorge e entra na Fazenda Volta da Serra. Do estacionamento até as cachoeiras é necessário andar pouco mais de uma hora, mas vale a pena!

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#8 Cachoeira do Abismo

Imagine você se banhando numa cachoeira que é uma espécie de terraço com piscina de fundo infinito, tendo com plano de fundo aquele paisagem linda, típica da Chapada. A Cachoeira do Abismo, com suas águas que escorrem por uma parede de rochas [apenas na época das chuvas] forma um pequeno poço de águas avermelhadas. É um cantinho super especial! E para quem quiser estender a caminhada, ainda dá para ir até o Mirante da Janela.

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Cavalcante

#9 Veredas

A Pousada Fazenda Veredas é um lugar, sem sobra de dúvidas, que consegue agradar a todos! Um lugar incrível, há poucos quilômetros de Cavalcante. É um complexo de cachoeiras, poços, mirantes, cânions [são mais de 10 cantinhos para explorar e curtir]. As cachoeiras mais procuradas nesse circuito são: a Cachoeira das Veredas, com 90 metros de queda encaixada num cânion bem estreito e vertical; e a do Poço Encantado, boa para nadar e esticar o corpo ao sol.

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Poço Encantado - Veredas.jpg

#10 Santa Bárbara e Capivara

Para fechar com chave de ouro, um tour de deixar qualquer um de queixo caído…

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A Cachoeira Santa Bárbara, com seu azul cristalino hipnotizante, é digna de capa de revista. E a Cachoeira Capivara, com suas duas quedas forma uma paisagem e tanto. Ambas estão localizadas na comunidade quilombola (Kalunga), que fica há uns 30 km de Cavalcante, em estrada de terra. Lá você precisa de um guia local, que te acompanhará durante a caminhada até as cachoeiras.

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Dicas:

A Chapada é cheia de cantinhos legais para se acomodar e desfrutar das delícias do cerrado. Mas tem dois que nos chamaram a atenção e merecem ser citados:

Camping do Rafa – um camping com atmosfera super acolhedora e ótimos anfitriões.

Risoteria Santo Cerrado – o melhor risoto que já comemos! Sem falar nos drinks e bom gosto musical…

11 curiosidades sobre o Egito – Você vai se surpreender!

Todo mundo já ouviu falar que o Egito tem uma cultura bem diferente da nossa, Ocidental. Além disso, é berço de uma civilização milenar, famosa por suas pirâmides, múmias, catacumbas e estátuas.

Mas dessa vez o que quero mostrar a vocês é um pouquinho de como o Egito, mas especificamente a Cidade do Cairo, é hoje. E quais os detalhes da sua cultura e costumes que mais me chamaram a atenção [pelo olhar de uma brasileira, que ficou por lá 2 meses].

1# Vestimentas

Posso dizer que esse foi meu maior choque no Egito. Claro que em um país mulçumano eu já esperava ver mulheres com Hijab (lenço na cabeça) e algumas com burca… Mas nem tantas! Além disso, há mulheres que usam luva e até meia, caso estejam de sandália. Isso tudo para não mostrar nadica de nada. A única coisa que elas deixam à mostra são os olhos.

Burca by Egyptian Streetsby Egyptian Streets

Existem aquelas que não são adeptas ao lenço e andam com a cabeça descoberta. Mas sempre respeitando o código moral e religioso de não mostrar algumas partes do corpo, para não chamar muito a atenção dos homens.

E por falar neles… A maioria dos homens usam roupas bem parecidas com que se usa aqui no Brasil. Mas têm aqueles mais tradicionais que usam turbante e a galabeya, um estilo de túnica.

Senhor com Turbante by dailytravelphotosby dailytravelphotos

2# Religião

A religião que prevalece no Egito é a mulçumana (80% a 90% da população). Por isso é comum escutar as chamadas para rezar em autofalantes nas mesquitas e até mesmo nos autofalantes que ficam espalhados pelas ruas. São no total 5 chamadas à oração por dia. E não importa o que as pessoas estejam fazendo… Todo mulçumano que leva a religião a sério pára para fazer a prece, seja nas mesquitas, no trabalho, em casa e até mesmo nas ruas. Para que se possa ajoelhar, existem tapetes distribuídos nas calçadas, no metrô, no shopping, etc.

Prece Mulçumana by Constanza Gallardoby Constanza Gallardo

Mais uma curiosidade, apenas aos homens é permitido rezar em lugares públicos. Isso mesmo! As mulheres devem rezar em casa ou em lugares reservados para elas dentro das mesquitas (geralmente nos fundos, atrás dos homens). Além disso, há algumas restrições religiosas quando a mulher está menstruada, como: rezar, jejuar, manter relação sexual e entrar nas mesquitas.

Mulheres Mulçumanas by Christophe Lovinyby Christophe Loviny

É bom lembrar que há também uma parte importante da sociedade que segue à Igreja Ortodoxa Copta (variação egípcia da Igreja Ortodoxa).

3# Chá e Shisha

Sabe aquela gelada no final do dia?… Nem pensar! Como para os mulçumanos é proibido o consumo de bebidas alcoólicas, o negócio lá é chá e shisha [mais conhecido no Brasil como narguile]. O chá é uma tradição no Egito, e por isso em quase toda esquina é possível ver homens tomando chá preto com folhas de menta e fumando shisha.

Chá e Shisha by Pascal Meunierby Pascal Meunier

4# Comércio

Quando se trata de ir às compras, os egípcios são muito mais noturnos que nós. Isso mesmo, lá a maioria do comércio abre às 10h da manhã e fecha às 2h da madrugada. Isso vale para diversos estabelecimentos: vestuário, salão de beleza, mercados, restaurantes, cafés e segue a lista. Sem falar daqueles que ficam abertos 24 horas.

Khan el-Khalili by Gurukalehuruby Gurukalehuru

5# Final de semana

Final de semana é na sexta e no sábado, ou seja, domingo é dia de trabalhar. Isso porque os muçulmanos consagram a Deus a sexta-feira, como os católicos os domingos, e os judeus os sábados.

6# Música

Não dá para ficar parado! As músicas atuais do Egito são bem animadas e soam muito bem. É uma mistura de eletrônico, músicas de casamento, hip-hop e outras batidas. Esse novo estilo musical, “mahraganat”, surgiu após a queda de Hosni Mubarak, em 2011. Hoje os egípcios usam a música com uma ferramenta de expressão, abordando as mudanças culturais e políticas que vem acontecendo no país.

Se você quiser saber mais sobre a tradicional dança do ventre (belly dance), existem algumas casas de show exclusivas para isso.

7# Comida

A comida típica e mais conhecida no Egito é o Koshary e o Shawerma. O Koshary é um prato bem nutritivo [e com bastante carboidrato], tendo como base macarrão, arroz, lentilha, molho de tomate picante e cebola frita.

Koshari by Jason Loweby Jason Lowe

Já o Shawerma é um famoso sanduíche, servido em um pão egípcio, composto por fatias de frango ou carne bovina assada e complementos. Os dois são uma delícia!

Shawarma by Veronica_s Cornucopiaby Veronica’s Cornucopia

Além disso, o país é bem servido com toda aquela culinária árabe deliciosa.

8# Moeda

O nome da moeda é Libra Egípcia (egyptian pound – EGP), mas pode falar apenas “pounds”. Já as moedinhas são chamadas de piastres. Não se preocupe, se você não souber os números em árabe, as notas [diferentes das moedas] tem no seu verso o valor correspondente em número cardinal.

Egyptian Pound by Tulipe Noireby Tulipe Noire

9# Trânsito

Já ouviu falar em caótico? Essa é a palavra que descreve bem o que é o transito de Cairo. Para atravessar a rua é preciso quase de uma aula. Sinal vermelho?! Não existe mesmo! E para deixar mais agradável o ambiente, nada melhor que BUZINAR! Se buzina para tudo. Buzinar é quase pisar no acelerador. Haja ouvido!

TO GO WITH AFP STORY: (FILES) A file picby Khaled Desouki

10# Arquitetura

Cairo apresenta uma arquitetura bem antiga, principalmente o Centro. Me chamou atenção o fato da grande maioria dos prédios e casas ser em tons de bege e marrom, o que confere à cidade um ar meio monocromático. Para adicionar um pouco de vida, em quase todo lugar há mesquitas, que embelezam a paisagem. A cidade naturalmente foi se desenvolvendo, e hoje em alguns bairros, mais afastados do centro da cidade, já é possível ver construções mais modernas.

Cairo by Royally Bellaby Royally Bella

11# Gatos

Estranho ter um item com esse nome “gatos”. Mas é impossível não lembrar deles. No Egito, em qualquer lugar, principalmente em Cairo, é possível ver gatos e mais gatos em todos os cantos!

Gatos de Cairo by Aymann Ismailby Aymann Ismail

Eles foram considerados sagrados no Egito Antigo, pois ajudaram a combater os ratos que infestavam a região. Além disso, a deusa Bastet (símbolo do prazer, da fertilidade, da música e do amor) tinha cabeça de gato.

Chapada Diamantina: roteiro de uma semana

No coração da Bahia, cercado por inúmeras cachoeiras, grutas, cânions e vales, se encontra o Parque Nacional da Chapada Diamantina, o segundo maior parque nacional do Brasil.

Com uma extensa área, de quase 40 mil km², o parque abrange uma série de municípios. E por conta de suas dimensões, com seus principais atrativos localizados a dezenas de quilômetros uns dos outros, muitas pessoas optam por se deslocar sobre quatro rodas para aumentar seu raio de alcance e melhor desbravar este paraíso.

Como só tínhamos uma semana, nossa estratégia foi dar a volta ao redor da Chapada, conhecendo um pouquinho de cada canto, indo apenas aos atrativos mais espetaculares, pois não tínhamos tempo suficiente para conhecer tudo que a Chapada oferece. E acredite, se você quiser explorar a fundo suas maravilhas, um mês lá é pouco!

Marcamos aí o nosso roteiro em vermelho, e falaremos aqui em baixo um pouco dos lugares que mais curtimos:

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# 1 VALE DO CAPÃO

Depois de dois dias de viagem, partindo de Niterói, chegamos ao Vale do Capão, um local acolhedor, com aquele clima bem roots, cheio de opções para comer muito bem [com uma incrível oferta de receitas vegetarianas e veganas]. As cachoeiras do Rio Preto e a das Rodas são atrativos bem legais e de fácil acesso. Já para aqueles que tiverem um pouquinho mais de tempo, recomendo fazer o trekking que leva ao Vale do Paty, que tem no meio do percurso a impressionante cachoeira da Fumaça, segunda mais alta do Brasil, com 340 metros.

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Cachoeira_da_fumaça_by RoneyBy Roney

#2 GRUTA DA TORRINHA

Seguindo para o Norte, chegamos à cidade de Iraquara, onde se encontram mais de 200 cavernas e outras interessantes formações geológicas. Nossa escolha foi conhecer a Gruta da Torrinha, que é simplesmente impressionante! Para você ter uma ideia, passamos uma tarde inteira na nossa viagem ao centro da terra e vimos apenas uma pequena parte das maravilhas desse mundo subterrâneo. É incrível ver tanta beleza e delicadeza, de formações envoltas permanentemente pela escuridão absoluta. A Flor de Aragonita é uma das joias mais raras do Salão dos Cristais, pois é uma formação única no mundo, que desafia a gravidade.

Gruta da Torrinha_Chapada Diamantina
Flor de Aragonita_Chapada Diamantina

#3 MORRO DO PAI INÁCIO

Para fechar bem o dia, nada melhor que ver o pôr do sol com a clássica vista panorâmica da Chapada, que se tem do topo do morro de Pai Inácio, um dos atrativos mais requisitados da região. Depois de estacionar o carro, basta subir cerca de 20 minutos para se chegar a um local que te faz sentir como é bom estar vivo e poder admirar as belezas da natureza. São 360° de vistas de tirar o fôlego!

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#4 POÇO DO DIABO

Bem próximo à cidade de Lençóis [onde passamos e curtimos a noite], está o Poço do Diabo com suas belas águas avermelhadas. Além de ser linda e ótima para curtir um banho de rio, essa cachoeira conta ainda com opções de Rapel e Tirolesa para os mais aventureiros.

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Em direção a Andaraí, encontramos um lugar fantástico para acampar no meio do nada. E era tudo o que a gente queria, uma vez que fomos equipados para isso mesmo. Tudo estava em um arranjo completo: uma vasta área com dunas de areia branca e a cachoeira ao fundo para desfrutarmos. A noite foi coroada pela fogueira, um céu estrelado e o som da natureza.

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5# POÇO ENCANTADO

Continuando nosso roteiro, seguimos a caminho do poço encantado, um lugar que realmente merece receber esse nome, de tanta magia e energia que transmite. O poço encantado te hipnotiza com sua transparência e tonalidade de azul. É tão impressionante, que ao entrar na gruta você demora a ter ideia do espaço em que você está. Em um certo período do ano [outono e inverno] devido à posição do sol, é ainda mais fascinante, uma vez que raios solares penetram na caverna, formando um incrível feixe de luz azul turquesa que intensifica ainda mais sua cor.

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6# IGATU

Para passar a noite seguinte escolhemos a mística vila de Igatu. Passado seu apogeu, vivido no período do garimpo de diamante, hoje a cidade (com apenas de 380 habitantes) conta sua história através de ruínas de pedra. As construções eram feitas pelos garimpeiros, utilizando as pedras abundantes no local, num tipo de construção sem argamassa, e por isso a cidade ficou conhecida como a Machu Picchu baiana. Além da valiosa história, a cidade ainda guarda várias belezas naturais como cachoeiras e paredões rochosos, perfeitos para os ecoturistas.

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7# BURACÃO

Chegamos enfim ao destino mais esperado de toda viagem, a imponente Cachoeira do Buracão. São 90 metros de cortina d’água que corta um vertiginoso cânion. Chegar na beirada desse precipício é dar calafrios. Lá em baixo você pode se banhar nessas águas mágicas e olhar para o céu como que emoldurado por um túnel vertical. Para chegar ao Buracão é necessário fazer uma trilha de mais ou menos 1 hora, com direito a paradas em outros atrativos durante o caminho (Cachoeiras das Orquídeas, Cachoeira do Recanto Verde e Mirante do Buracão).

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*  *  *

Esses foram os pontos altos do nosso offroad pela Chapada Diamantina. É claro que no percurso entre um atrativo e outro, paramos para conhecer e desbravar vários lugares menos conhecidos, mas igualmente especiais.

Era então hora de voltar para casa… Com o carro sujo, e a alma lavada.

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P.S.: Não poderia deixar de citar também a comida, que é realmente uma atração a parte! É tudo muito bem temperado e feito com bastante amor.

Se você estava em dúvida de conhecer a Chapada, não pense duas vezes. O problema é que você vai se apaixonar e querer voltar sempre, assim como nós!

Um cruzeiro pelo Rio Nilo

Como já dizia o historiador Heródoto “O Egito é um presente do Nilo”. Realmente, sem Nilo não haveria Egito. Esse, que é o maior rio do mundo em extensão, trás vida às vastas e férteis planícies que de tempos em tempos são alagadas.

Então, para ver o Egito de uma forma diferente, nada melhor que navegar por este rio que corta o país de fora a fora, e tem as suas margens cidades incríveis, que guardam milhares de anos de história.

A bordo de um elegante e confortável cruzeiro fluvial, há opções para fazer vários trechos do rio. O que eu escolhi [o mais popular] dura 4 dias e 3 noites, parte da cidade de Aswan e vai até Luxor. Ao longo do trajeto, é claro, fazemos várias paradas para visitação dos mais impressionantes e antigos templos egípcios.

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Apreciar as paisagens do ponto de vista de quem está de dentro do rio foi uma experiência ímpar, e que me fez entender como o grande Nilo é fonte de vida para os lugares por onde passa. A velocidade do navio nos proporciona admirar tranquilamente paisagens lindas, que jamais esquecerei.

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Crianças e famílias se divertem em suas águas, se refrescando do calor desértico do Saara. E quando elas veem algum cruzeiro passar é uma festa… acenam, gritam e estampam aquele sorrisão. É possível ver também homens pescando, animais se banhando e matando a sede, e ainda muitas pessoas usando o rio para se locomover.

 

 

 

Em alguns lugares, as dunas formam belas praias, que são um paraíso para os turistas. Foi numa dessas que tive o imenso prazer de sentir o Nilo. Eu me joguei mesmo, de roupa e tudo, não sabia quando teria aquela oportunidade novamente. Senti a água gelada passando por cada parte do meu corpo, foi como se eu estivesse sendo envolta por uma atmosfera de relaxamento e frescor, onde só estava presente a magia do aqui e agora.

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Conforme o navio segue seu curso, a paisagem muda… cidades um pouco maiores vão surgindo, e começam aparecer vendedores vindos da margem do rio, tentando vender toda sorte dos mais belos tecidos para ganhar algum trocado, que garantirá o sustento de sua família.

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Uma ótima pedida a bordo do navio é contemplar um belo nascer e/ou pôr do sol. O verde das plantações contrastando com o amarelo das dunas do deserto é um show a parte. Sem falar do céu à noite… que era demais! Ainda mais tomando um vinhozinho na companhia de bons amigos, que tornam o ambiente ainda mais agradável.

Sunset - Nile

Como ninguém é de ferro, um lugar perfeito para se refrescar é a piscina do navio… era tudo que eu queria depois de algumas horas de tour, naquele calor escaldante, visitando os famosos templos. Caía como uma luva!

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Acreditem, vale muito mais a pena seguir pelo rio do que fazer esta rota por terra. Além de ter todas as refeições inclusas no pacote, ainda tinha serviço de guia e transfer, para vários atrativos turísticos. E se for em grupo, como eu fui, a viagem fica ainda mais em conta. Não precisa ser rico para curtir as maravilhas do Nilo. 🙂

Listados aqui os principais lugares visitados durante este tour.

#1 Templo de Philae

Philae Temple

Este templo foi dedicado à Isis, a deusa da maternidade, fertilidade e natureza na mitologia egípcia. Hoje está localizado em uma ilha, uma vez que este [como alguns outros da região] foi deslocado devido à construção de uma grande barragem que alagou o local original.

 

#2 Nubian Village

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Uma tradicional aldeia com casas de cores bem vivas, principalmente azul, e chão de areia. Assim é Nubian Village.

 

#3 Templos de Abu Simbel

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Próximo à fronteira com o Sudão estão os templos esculpidos em pedra de Abu Simbel. São gigantescos monumentos construídos por Ramsés II. Tanto o Grande Templo quanto o Pequeno Templo possuem na entrada enormes colossos, sendo o primeiro templo com 4 colossos de 20 m de altura e o segundo com 6 colossos de 10 m de altura, dá para imaginar?

#4 Kom Ombo

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Pilastras e mais pilastras compõem a estrutura do templo de Kom Ombo, um templo simétrico. Uma metade dele foi construída para o deus Sobek, símbolo de força e poder, representado por um crocodilo. E a outra metade para o deus Horus, conhecido também como deus do céu, representado por um falcão.

#5 Templo de Edfu

Edfu Temple by gainwelltravel.jpgby gainwelltravel

Também foi dedicado ao deus Horus, este é um dos mais belos e bem conservados templos do Egito. Está quase intacto, como dá para ver pelo estado de suas paredes, pilastras e desenhos.

#6 Templo de Luxor

Luxor Temple by askideas.jpgby askideas

É o único monumento do mundo que agrupa tantas influências arquitetônicas de diferentes épocas/culturas: faraônica, greco-romana, copta e islâmica. Além da arquitetura diferenciada, o templo também possui várias belas e imponentes estátuas.

#7 Templo de Karnak

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É o maior templo do Egito. Sua construção também foi realizada durante várias épocas. Aproximadamente 30 faraós contribuíram para a formação desse complexo, permitindo atingir tamanho, complexidade e diversidade não vistos em outros lugares. É um verdadeiro museu ao ar livre.

#8 Vale dos Reis

Valley of the Kings by Peter Tyson.jpgby Peter Tyson

Só pelo nome já dá para ter uma ideia da importância desse vale, que foi o lugar escolhido para as tumbas de inúmeros faraós. Até hoje já foram descobertas 63 tumbas, sendo a tumba do poderoso Tutacamon, a mais recentemente descoberta, em 1922. Essas tumbas, seguindo a tradição, eram muito bem decoradas e recebiam os artefatos mais preciosos dos faraós. Muitas delas foram alvo de saqueadores durante séculos. Mas mesmo assim, ainda é possível ver o poder que estes faraós tinham. É de se encantar!

Dahab: o melhor lugar do Egito

Quando se fala em Egito, a primeira coisa que vem a mente são as imponentes pirâmides, correto?

Está aí, vou te contar uma novidade… O Egito é um país que tem muito mais a oferecer do que seus magníficos templos, múmias e todas essas coisas ligadas a sua antiga civilização. Pouca gente sabe, mas há lugares incríveis espalhados pela costa do mar mediterrâneo e do mar vermelho. E foi na pequena e tranquila cidade de Dahab, no sudeste da península do Sinai, que descobri um lado diferente do Egito, pelo qual me apaixonei.

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Dahab, está a 85 km ao norte da cidade de Sharm El-Sheik e bem distante da capital, Cairo, cerca de 550 km. Antigamente, era uma aldeia costeira isolada e habitada apenas pelos beduínos (tradicionais povos nômades do Norte da África e do Oriente Médio). Porém, após a década de 80, o local começou a ser frequentado por hippies e mochileiros que iam para lá desbravar suas maravilhas naturais.

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Hoje, além dos mochileiros e demais viajantes, Dahab também atrai os amantes de esportes outdoor, uma vez que sua privilegiada localização geográfica propicia a prática de vários destes esportes. De um lado está uma região bem montanhosa, onde é possível fazer trekking e escalada. Já do outro, o cristalino mar vermelho, que além atrair os amantes do mergulho, com seus bons ventos, se torna uma ótima pedida para os praticantes de windsurfe, kitesurfe e vela.

A relaxante atmosfera de Dahab [que em nada lembra as tradicionais regras e rígidos costumes do resto do Egito] faz você se sentir descontraído e revigorado. Ao longo de sua rua principal, destinada apenas aos pedestres, estão espalhados vários agradáveis e estilosos restaurantes e cafés que ficam de frente para a praia. Ah, há também uma grande variedade de lojas com artefatos egípcios e beduínos, num precinho bem camarada.

Sobre os destinos turísticos, nos arredores de Dahab não faltam opções…

Esculpido gradualmente pela ação das correntes em um recife, o Blue Hole é o mais famoso e temido ponto de mergulho do Egito. Este, por sua profundidade e nível de dificuldade, atrai muitos mergulhadores que procuram desafios. O local chegou a ser apelidado como “Diver’s Cemetery” pela quantidade de mortes que já ocorrem lá. A parte mais profunda chega a 52 metros, dá para imaginar?!

Mas é claro que, mesmo para aqueles que não forem se arriscar tentando atravessar este túnel sinistro, não vai faltar diversão para admirar a rica fauna e flora subaquática.

Próximo ao Blue Hole estão dois paraísos escondidos um ao lado do outro, Ras Abu Galum e Blue Lagoon, que fazem parte de uma Reserva Natural Nacional que preserva sua riquíssima natureza e uma autêntica vila de beduínos. Lá é possível passar um dia inesquecível relaxando e admirando o fascinante azul do mar vermelho. E para quem quiser estender um pouco mais, é possível passar a noite acampando sob um céu estrelado ou alugando umas das super estilosas cabanas dos beduínos.

Para curtir um perfeito fim de tarde, nada melhor que ir para a Lagoona Beach. Um lugar bem agradável e familiar, aonde muitas pessoas vão para fazer picnic, jantar ou apenas tomar um vinho contemplando um belíssimo pôr do sol. Eu tive o grande prazer e sorte de curtir esse momento na companhia de uma linda família que gentilmente me recebeu pelo Couchsurfing.

Definitivamente vale a pena visitar Dahab… é um lugar que vai te apaixonar!

 

Marsa Alam: praias paradisíacas e um azul hipnotizante

Ainda falando sobre o incrível azul do Mar Vermelho, ao deixar Hurghada (onde tive uma incrível experiência de mergulho) e seguir mais uns 280 km ao sul, cheguei à esperada cidade de Marsa Alam.

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Um dos pontos turísticos mais fascinantes do Egito, Marsa Alam é uma pacata cidadezinha cercada de um lado pela imensidão do deserto e pelo outro por uma sucessão de praias paradisíacas de águas cristalinas e recifes de coral. Tais atributos naturais fazem deste local uma preciosidade aos olhos de mergulhadores, que vêm de todo o mundo para explorar suas maravilhas subaquáticas e deslumbrantes paisagens.

Nesta região é comum assistir ao gracioso nado de golfinhos, tartarugas e até mesmo de peixes-boi.

Peixe-Boi by Andrea Izzottiby Andrea Izzotti

Saindo do centrinho da cidade, que já é bem servido por uma série de belas praias, segui inicialmente para o sul, onde se localiza o Parque Nacional Wadi El Gemal, uma das áreas naturais mais bem protegidas do Egito. Dentro deste parque, que fica a cerca de 60 km da cidade, estão as intocadas e tranquilas praias de Sharma El Lulli e Hankorab.

A paisagem de Sharma El Lulli chama atenção por suas areias levemente amareladas que levam a uma espécie de lagoa de aguas rasas e cristalinas, tendo ao fundo a evidente e solitária árvore, que virou cartão postal do lugar. Lá não se vê multidão ou qualquer coisa parecida. Pelo contrário, tudo ao redor remete a paz! Um lugar intacto que espero que permaneça assim por muitos e muitos anos.

Hankorab, parece até que saiu direto de uma capa de revista de viagem. Dá para se perder em meio aos diferentes tons azul. E para ficar ainda mais perfeito, um extenso recife repleto de cores e peixes.

Seguindo na direção oposta, ao Norte de Marsa Alam, há mais ou menos 40 km, está a praia mais badalada da região, se posso assim dizer [já que não é lá tão badalada, se considerarmos o padrão brasileiro]. Em Abu Dabab as tartarugas de cor esverdeada estão por toda parte, eu mesma [que nem fiquei tanto tempo dentro da água] vi quatro e tive o prazer de nadar com uma delas. Para quem der sorte, tem também o peixe-boi, espécie ameaçada de extinção.

Abu Dabab é feita para pessoas que curtem mesmo a água… a praia é toda equipada para os amantes do mergulho, kitesurf, windsurf e snorkeling.

Em um lugar tão deslumbrante, dá para ficar perdido no tempo e no espaço!

Mar Vermelho: meu primeiro mergulho com cilindro

De repente tudo fica em silêncio. Só é possível escutar o som da sua respiração através do respirador e sentir as bolinhas de ar subindo pelo seu rosto. O mundo aqui é bem diferente, um lugar onde o ser humano não tem domínio de nada. Um lugar onde só nos cabe admirar, respeitar e agradecer por tanta beleza e magia.

Mar Vermelho - Subaquático.jpg

Nos últimos anos tive algumas oportunidades de fazer mergulho com cilindro (scuba diving), mas o medo sempre estava lá, me impedindo de explorar esse mundo novo e misterioso.

Depois de perder várias dessas oportunidades de imergir em mares incríveis, como os do Panamá, África do Sul, Galápagos, Arraial do Cabo, etc., decidi que estava na hora de superar mais esse desafio em minha vida. E aí, nada melhor que começar com o pé direito mergulhando em um dos melhores lugares do mundo para essa prática, o Mar Vermelho, que ostenta águas de um intenso azul turquesa e uma das maiores diversidades subaquáticas do globo terrestre.

Mar de Hurghada - Dani.jpg

A cidade escolhida para fazer o mergulho foi Hurghada, com praias de uma coloração simplesmente incrível, ilhas paradisíacas e, para ficar ainda mais perfeito, águas de temperatura amena.

Mapa Hurghada - Mar Vermelho.jpg

O dia começou cedinho, fui com meu instrutor (Mahmoud) até a agência de mergulho. De lá, após algumas instruções de segurança e utilização do equipamento, seguimos para o barco, que nos levou até um grande recife de corais conhecido como Abu Ramadã, próxima à maior e famosa Ilha Giftoun.

O tempo estava maravilhoso, sem vento, temperatura agradável e com uma ótima visibilidade subaquática.

Mar de Hurghada - Barco

Por dentro de mim, um mix de receio, ansiedade e excitação fez com que eu ficasse em um estado meio difícil de descrever. Quem já mergulhou sabe do que estou falando, e quem ainda não, um dia saberá.

Ao entrar nesse novo mundo, tive que primeiramente me acalmar e me acostumar com o respirador, é claro. Afinal, essa era a única forma de obter oxigênio embaixo d’água.

No começo, confesso que não foi nada fácil. Mesmo indo bem, para uma primeira vez, e conseguindo descer alguns metros, eis que surge um dos problemas mais comuns: máscara com água. Mas tudo bem, pois como havia prometido, Mahmoud estava o tempo todo ali do meu lado. Ele até tinha me ensinado anteriormente como fazia para retirar a água nessas situações, mas me embananei e não consegui resolver nada. Pedi para subir duas vezes por causa disso.

Mergulho com Instrutor - Mahmoud.jpg

Aos pouquinhos fui ficando mais confiante e me acostumando com as coisas. E depois de um break consegui finalmente curtir a experiência a fundo. E aí foi incrível! Fiquei admirada com tanta beleza. Dava para se perder em meio de tantas cores e formas…

Fui recebida pelo peixe leão… a arraia azul também estava lá nos corais!

Cheguei a 15 metros de profundidade, desfrutei cada segundo. Estava indo tão bem que o Mahmoud até me deixou um pouquinho livre, pois já estava me sentindo mais segura. Dai só foi curtição!

No fundo do Mar Vermelho.jpg

Nenhum outro ambiente traz tamanha sensação de leveza e desligamento do mundo,  ao não ser se você for para outro planeta. Rsrs

Saí da água comemorando e agradecendo muito por essa experiência. O sorriso no meu rosto era bem nítido. E para finalizar o passeio, já no barco, fomos agraciados com o show de um cardume de golfinhos. Dá para imaginar?

Tem momentos na vida que a gente não pode esquecer, e toda vez que fecho meus olhos lembro do que eu vi nesse oceano.

Gratidão!

White and Black Desert – Um tour pelo deserto do Saara

Eu sempre amei o deserto. A gente senta numa duna de areia. Não se vê nada.
Não se sente nada. E no silêncio alguma coisa irradia.(O Pequeno Príncipe)

Assim como muitas das frases desse livro mágico [pelo qual sou apaixonada], mesmo com poucas palavras, esta frase relata bem como é estar no deserto. O simples se torna algo realmente extraordinário. Um lugar onde seus sentidos experimentam sensações incomuns, que Alain De Botton, em A Arte de Viajar, descreve com “o sublime”. E foi exatamente isso que senti nesses dois dias no Deserto do Saara, desbravando especificamente os desertos branco e preto.

Akabat (panorama) - Saara.jpg

Depois de percorrer mais de 400 km em direção ao sudoeste, bem distante do caos da capital, Cairo, iniciamos o tour pelo deserto, localizado nos arredores da pequena cidade de Farafra.

A primeira parada foi para um almoço árabe em uma humilde casa de um vilarejo dentro no deserto. A comida estava uma delícia, e ainda tivemos frutas de sobremesa. Em seguida, visitamos o Deserto de Cristal e logo depois o El Akabat, com suas belas dunas de areias, boas para aqueles que curtem o sandboard. Ou ainda para aqueles, como eu, que quiserem algo mais calmo, apenas apreciar a vista, que é extraordinária.

Já escurecendo, chegamos ao principal destino do dia, o Deserto Branco, um Parque Nacional de aproximadamente 300 km2. Lá passamos a noite acampados no meio do nada. A lua crescente iluminava gentilmente a paisagem noturna, nos proporcionando uma vista incrível de um horizonte adornado por formações rochosas de calcário, esculpidas pelo vento. A sensação que tive era que estava em outro planeta.

Noite Estrelada no Deserto Branco.jpg

A noite foi preenchida por um conjunto de elementos que tornavam a experiência ainda mais legal: fogueira, churrasco, caminhada noturna e a ilustre [e inusitada] visita de uma pequena raposa vermelha árabe (Vulpes vulpes arábica), atraída pelo agradável aroma de nosso churrasquinho.

Enquanto todos foram dormir no acampamento, preferir fazer algo diferente. Peguei meu saco de dormir e o coloquei próximo à fogueira para admirar o céu, salpicado de estrelas brilhantes, ver a raposa, que ainda rondava gentil e inofensivamente nosso acampamento em busca de mais alguma migalha, e é claro escutar o pacífico, e ao mesmo tempo inóspito, silêncio da noite.

Foi uma das melhores noites da minha vida! Não queria dormir, queria aproveitar cada segundo daquele momento.

E foi mais ou menos isso que aconteceu… Dormi apenas 1 hora. E já acordei com o céu clareando ao redor e o sol vindo com seus primeiros raios, iluminando vagarosamente a vastidão de areia e rochas.

Nascer do Sol - Deserto Branco.jpg

Tomar o café da manhã naquela paisagem alegrou mais ainda o meu dia. Agora, já bem de dia, as formações surreais de calcário ganhavam outra cor e era possível ver mais claramente cada detalhe. Galinhas, camelos, cogumelos, com um pouquinho de imaginação todas as rochas assumem formas familiares. Além disso, o branco do calcário dá a sensação que você está vendo neve em pleno deserto.

Um pouco ao norte do deserto branco, está o Deserto Preto, nosso último atrativo do dia. Um local formado de pedras vulcânicas e minério de ferro fundidos que revestem as demais montanhas de coloração dourada.

Deserto Preto.jpg

“Escalar” uma dessas pequenas montanhas para ver a vista é quase uma obrigação, a paisagem te faz se sentir vivo e querer viver ainda mais.

Deserto Preto - Panorama.jpg

Depois desse ponto regressei a Cairo com o coração e a mente cheios de imagens e sentimentos lindos. A gente corre o risco de chorar um pouco quando se deixa cativar.(O Pequeno Príncipe)

Uma experiência única e cheia de simbolismo na vida de alguém que quer continuar vendo o mundo com a simplicidade e paixão de uma criança.

Museu Egípcio: milhares de anos de história em um único lugar

Que a civilização Egípcia foi uma das mais imponentes e importantes da história da humanidade, isso não é novidade para ninguém. Agora, você já parou para pensar na quantidade de artefatos que foram encontrados durantes as expedições arqueológicas que buscaram desvendar os mistérios do Egito Antigo? Uma riqueza inestimável!

Muitos desses achados estão hoje reunidos no emblemático Egyptian Museum [Museu Egípcio], localizado na cidade do Cairo, capital do Egito moderno. São mais de 120.000 peças dentre elas: tumbas, estátuas, múmias, sarcófagos e diferentes artefatos, distribuídas em dois andares e cerca de 100 salas de exposição, que contam milhares de anos de história.

Já do lado de fora, o prédio chama atenção por sua bela coloração rosada, que contrasta com o bege e marrom que imperam nas edificações desta região do planeta. Para te dar um gostinho do que tem lá dentro, ao redor do museu há um belo jardim, enfeitado com diversos artefatos.

Frente Museu Egípcio.jpg

Entrando, já no salão principal, podemos observar vários modelos de sarcófagos e criptas. E ao fundo, a deslumbrante estátua de Amenófis e sua esposa, Tiye, pais do faraó Aquenáton. Tudo esculpido em pedra, capaz de resistir à ação do tempo.

Salão principal - Museu Egípcio.jpg

Todas as salas possuem tesouros que nos contam um pouco da história, dos costumes e da arte da civilização egípcia. São tantos, mais tantos, artefatos que é preciso ficar bem atento para não passar despercebido por algumas importantes peças [como aconteceu comigo].

No 1° piso as exposições estão agrupadas tematicamente, sempre seguindo uma ordem cronológica, iniciando pelo período pré-dinástico e terminando já na época de influência grega.

Ao fundo desse mesmo andar, estão objetos do reinado de Aquenáton, que introduziu o monoteísmo egípcio, centrado em um único deus, Aton, o deus sol.

Culto ao deus Aton.jpg

Já o 2° piso estão o sarcófago e os tesouros do famoso faraó Tutancâmon, filho de Aquenáton.

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Tutancâmon, também conhecido como “Faraó Menino”, casou-se aos 8 anos com sua possível irmã, e assumiu o trono com 9 anos. Restaurou os antigos cultos a diversos deuses e morreu aos 19 anos, sem qualquer herdeiro.

A história deste faraó ficou ainda mais famosa quando sua tumba foi descoberta, quase intacta, no Vale dos Reis, em Luxor. Nela foi encontrada uma grande quantidade de tesouros, mais de cinco mil peças, entre joias, objetos pessoais, ornamentos, vasos, esculturas, armas, etc.

O corpo mumificado de Tutancâmon, com uma máscara de ouro, estava lá conservado dentro de seu sarcófago.

Máscara do Faraó.jpgby Inês Costa Monteiro

Hoje, a múmia de Tutancâmon encontra-se em sua tumba, no Vale dos Reis. Ainda sim, para aqueles que querem ver uma múmia ao vivo e a cores, no Museu Egípcio não vai faltar oportunidade de ver essas coisinhas horripilantes.

Múmuia Ramses II.jpg

Outra escultura que chama atenção pelo seu design é o hipopótamo azul de faiança (material cerâmico não argiloso), que representa a deusa Taweret, símbolo de fertilidade.

Hipopótamo azul - deusa Taweret.jpg

Mesmo sendo bem grande, o Museu Egípcio enfrenta um sério problema de falta de espaço para comportar e expor tantas obras. Então para resolver este problema, está sendo construído, próximo à região das Pirâmides de Gizé, o Grande Museu Egípcio, que assim que concluído abrigará todas estas obras de maneira mais organizada e moderna. Se hoje já é legal, imagina quando esse mega museu ficar pronto.

 

O que eu vim fazer no Egito?

Em dezembro de 2016, assim que chegamos da nossa trip pelo leste europeu, aceitei o desafio proposto pelo Samuel de fazer um trabalho voluntário em um país bem diferente do Brasil. Já até havia pensado em algo do tipo, mas nada concreto. Uma hora precisamos encarar o desafio de frente, e o grande momento era esse!

Foi então que, pela indicação do Tomi (nosso amigo húngaro), eu entrei em contato com a AIESEC, para participar do programa Voluntário Global.

A proposta do AIESEC tem o intuito de desenvolver autoconhecimento, confiança e empoderamento nas pessoas. Para isso, a estratégia adotada por eles foi a de promover o intercâmbio entre países, trabalhando, na maioria dos casos em parceria com ONGs, com o objetivo de ajudar no alcance dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável [da ONU]. Adicionalmente, uma vez em outro país, as diferenças culturais [e tudo de novo com que acabamos tendo contato] acabam fazendo com que tenhamos maior consciência sobre nosso impacto no mundo [que pode ser positivo ou negativo] e com isso, nos incentiva a promover as mudanças que julgamos importantes e necessárias.

AIESECer

Dentre as opções que tinha, escolhi então ser voluntária aqui no Egito. Além de uma história riquíssima [que dispensa apresentações], nos dias de hoje ainda é possível ver muitas coisas legais: cultura única [e bem diferente do que estamos acostumados], as eminentes pirâmides, múmias milenares, templos e santuários, o gigante e famoso Rio Nilo, que corta todo Egito, e segue a lista… Além disso, mesmo sendo o árabe a língua nativa, já que não falo nada de árabe e nem eles de português, essa experiência vai também ser uma boa oportunidade para eu aprimorar meu inglês.  🙂

El Nafeza, o projeto no qual vou trabalhar, mistura de uma forma super legal Reciclagem, Arte e Educação. Localizada no Cairo, esta ONG trabalha com reciclagem de papel [com uma forte veia artística], feito à base de papel usado e rejeitos agrícolas [palha de arroz, hastes de bananeira e lírios do Nilo]. Além disso, também são desenvolvidas oficinas para jovens, especialmente meninas, com o objetivo de ensinar e difundir artes, técnicas de reciclagem de papel, etc.

Quem quiser conhecer um pouquinho mais desse trabalho, é só acessar a página deles no facebook.

Mudar, sair do comodismo e ir em direção ao desconhecido é para aqueles que estão dispostos a arriscar e construir algo significante em suas vidas! Nesses dois meses [sozinha] serão tantas decisões, dúvidas, conquistas, momentos felizes [e tristes] que irei passar… eu bem sei disso!

Mas aqui estou eu, pronta para encarar mais esse desafio!

Praia do Sono: a melhor praia do Rio de Janeiro

Sabe aquela imagem que vem a sua cabeça quando você pensa em uma praia paradisíaca? Aquela, capa de revista de viagem…

É exatamente disso que estou falando: uma extensa faixa de areia branca; águas cristalinas num delirante mix de azul e verde; uma majestosa cadeia de montanhas de densa mata atlântica; e, ao sair do mar, aquela aguinha doce, como uma fonte de frescor inesgotável. Mais alguns passos, você está sob a aconchegante sombra de grandes amendoeiras, daí é só estender a canga [ou armar sua rede] e relaxar…

Dá para imaginar?

Na face oceânica da península de Paraty, a Praia do Sono, é provavelmente o melhor exemplo de quão maravilhosa é a Costa Verde, região que se divide entre os estados de Rio e SP, e que tem como característica: mata atlântica, lindas cachoeiras e praias paradisíacas, convivendo em perfeita harmonia.

Um conjunto de fatores faz da Praia do Sono um lugar tão especial e bem preservado [fazendo parte da Reserva Ecológica da Juatinga]. Se comparada, por exemplo, a sua vizinha Trindade, a Praia do Sono se mantém muito mais natural, sem acesso de carros e todas consequências que isso traz. Tornando assim o lugar perfeito para aqueles que amam a natureza, pura e simples!

Para se chegar a esse destino fantástico, há basicamente dois caminhos, ambos partem da Vila Oratório, até onde é possível se chegar de carro ou ônibus. O primeiro deles, e mais econômico, consiste em fazer uma trilha de 3 km (1 hora – andando devagar). E a segunda opção, mais confortável, mas que talvez tenha uma fila de espera que pode variar de poucos minutos a algumas horas [dependendo do movimento], que é tomar um barco da Vila Oratório até a Praia do Sono.

Mapa - Acesso Praia do Sono.jpg

Com relação à acomodação, a primeira pedida é escolher um dentre as dezenas de campings da praia, onde é possível dormir ouvindo o barulhinho do mar, ou, para aqueles que não abrem mão de certo conforto, há também a opção de alugar um chalé ou uma casinha.

Uma vez no Sono, não vão faltar opções para se distrair e curtir cada minuto do feriadão.

Tomar banho de mar e relaxar na areia são atividades obrigatórias.

Para os amantes do surf, altas ondas quebram [dependendo da ondulação] ao longo de toda a praia, principalmente no canto direito. Outra possibilidade é fazer uma rápida trilha (30 min) e pegar as clássicas ondas da Praia dos Antigos.

Para quem gosta de se refrescar com aquele banho de água doce, além dos rios que desaguam nas praias (Sono, Antigos e Antiguinhos), a região tem várias cachoeiras legais, como: o Poço do Jacaré, a poucos minutos de caminhada da Praia do Sono; a Cachoeira das Galhetas, que demanda uma agradável caminhada de um pouco mais de uma hora em meio à exuberante mata atlântica; e, para os mais aventureiros, a Cachoeira do Saco Bravo, aquele que deságua no mar [temos um post só sobre ela].

Além da Praia do Sono, propriamente dita, há ainda três praias vizinhas que merecem uma visita. 1°) Praia dos Antigos, um lugar perfeito para passar todo o dia, simplesmente um paraíso [que me faltam palavras para descrever]. 2°) Praia de Antiguinhos, pequenininha e aconchegante, lá você se sente parte da natureza e é como se essa joia tivesse sido colocada ali apenas para o seu deleite. 3°) Ponta Negra, é outro pequeno e rústico vilarejo [sem luz elétrica] onde vale a pena parar para um almoço [com aquele peixinho, camarão ou lula, tudo fresquinho ali do mar].

O Sono é um lugar perfeito para fazer novas amizades com os locais e também com outros turistas. Além disso, nos feriados ou na alta temporada é possível curtir a noite, com programinhas para todos os gostos: reggae, samba, forró, MPB e até eletrônico. Mas para quem gosta mesmo da calmaria… a pedida certa é sentar ao redor de uma fogueira e olhar o céu estrelado, tudo de bom!

O pôr e o nascer do sol são espetáculos a parte!  Cada dia é uma nova dádiva neste cenário, que se modifica e se renova constantemente, pela dança de nuvens e cores, mas que mantém sempre uma atmosfera mágica, que só indo lá para entender e se apaixonar. ❤

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Pirenópolis: a Paraty do Cerrado

No interior de Goiás se encontra a pequena e charmosa Pirenópolis. Uma cidade de grande importância na história brasileira, na famosa época do ouro.

Assim como outras cidades dessa época (Paraty, Tiradentes e Ouro Preto) Pirenópolis tem seu centro histórico com as clássicas ruas de pedras, casas e igrejas coloniais. Tudo muito bem conservado, guardando aquela atmosfera de cidade que parou no tempo.

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Um fato interessante é que Pirenópolis recebeu este nome em homenagem à serra dos Pireneus, que cerca toda a cidade. Esta serra, por sua vez, teve seu nome inspirado na cadeia de montanhas que marca a fronteira entre França e Espanha.

Tombada em 1988 pelo IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico Nacional), hoje Pirenópolis tem sua economia baseada no turismo, artesanato e na extração de pedras, “Pedra-de-Pirenópolis” usada na construção civil para revestimentos e pisos.

Além de casarões coloniais e ladeiras de paralelepípedos, o centro histórico possui muitas igrejas, merecendo destaque a Igreja Matriz Nossa Sra do Rosário, uma das maiores construções de pau a pique do Centro Oeste.

Igreja-1.jpgFabio Malaguti

Graças a grande variedade de frutas do cerrado, a gastronomia local é bem diferenciada, de deixar qualquer brasileiro com água na boca. Por acaso você já ouviu falar de: baru, buriti, cagaita, macaúba e pequi? Além do pratos salgados estas são também ingredientes para preparação de doces artesanais, picolés, cachaças/licores, e até cerveja.

Além de toda beleza arquitetônica e riqueza histórica, ao redor da cidade é possível visitar belíssimas cachoeiras. Como:

Cachoeira do Lázaro

Lazaro-1.jpgFrancisco Aragão

Santa Maria

Santa Maria-1.jpgCarlos Ladislau

Cachoeira das Araras

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Cachoeira do Abade

abade-1Fabio Malaguti

Cachoeira Renascer

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Incrível não é mesmo?!

Créditos foto de capa: Carlos Petrônio

 

Um tesouro escondido no coração da Amazônia

Dessa vez nosso destino foi Velho Airão, uma cidade em ruínas, engolida pela imensa e densa floresta amazônica. Mas o que eu ainda não sabia era que o mais especial dessa cidade perdida não era sua arquitetura ou mesmo sua rica história, e sim um simples senhorzinho, que descobrimos ser o guardião do El Dourado.

***

Lá estávamos nós, em um barquinho de alumínio de poucos metros de comprimento e um metro de largura [conhecido como voadeira], serpenteando de lá para cá, seguindo as curvas do mais impressionante rio do mundo.

Ao olhar ao redor víamos aves e toda sorte de animais selvagens que tinham as margens do rio como sua varanda, e à frente um imenso espelho d’água que refletia um horizonte pintado apenas de verde e azul.

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No caminho rio acima, em direção aos confins da Amazônia, enfrentamos uma forte tempestade com potentes ventos e chuva torrencial, chamada pelos locais de Banzeiro. Esse fenômeno tem a capacidade de, em um piscar de olhos, transformar águas calmas como um espelho em um superfície irregular e instável, com ondas que poderiam facilmente afundar uma embarcação diminuta como a nossa.

Felizmente, depois de algum tempo lutando para manter nossa embarcação [e nossas vidas] a salvo, conseguimos nos abrigar em uma pequena enseada na margem mais próxima do rio com dimensões de mar. Ali esperamos até que, como é de costume, o banzeiro perdesse força em menos de uma hora.

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Finalmente depois de várias horas de aventura e de dois dias desbravando o Rio Negro, chegamos ao nosso destino [Velho Airão].

Assim que deixamos o rio e começamos a caminhar por entre o que sobrou de paredes de tijolos vermelhos subjugadas pela força da floresta, imediatamente fomos tomados pela mágica atmosfera desse lugar.

Então, depois de caminhar algumas centenas de metros, vimos à distância, sentado em uma cadeirinha de balanço colocada sobre o gramado bem no centro do vilarejo, um senhor magrinho, mas de aparência saudável, tomando os últimos raios de sol do dia. Seu nome, Sr. Nakayama. E lá estava ele, em frente a sua humilde casinha de madeira, na qual um dos quartos foi transformado em um “museu”.

Shigeru Nakayama, veio para o Brasil ainda criança numa época em que muitos japoneses deixaram sua terra natal para fugir da guerra e buscar novas oportunidades em terras distantes. Desde então Nakayama já passou por várias cidades brasileiras, mas como ele mesmo diz: “Aqui é o lugar que escolhi para mim”.

Mesmo depois de mais de 50 anos no Brasil, Sr. Nakayama ainda carrega um forte sotaque, e foi com esse jeitinho que ele começou a nos contar a história dessa cidade, que mais parece ter sido tirada de algum filme de Indiana Jones.

Na época em que ele chegou, Velho Airão estava sob domínio da floresta amazônica, foi então que decidiu por conta própria, sem nenhum real apoio externo, começar a limpar e preservar a história do local. A cidade que já chegou a ser a maior da Amazônia durante a época da borracha, passou por um declínio vertiginoso, e ficou sem nenhum morador por décadas.

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Ficamos impressionados com a riqueza e beleza do local, mas o que mais me tocou foi a personalidade desse senhorzinho, que até me lembrou o meu querido avô. Nós passamos uma noite lá batendo papo com ele e vendo como era sua vida ali sozinho no meio da selva. Quando já era tarde fomos para nossa rede “de casal”, nos enrolamos nela, e passamos uma noite embalada pelos sons da floresta [confesso que alguns eram meio assustadores].

No dia seguinte era hora de voltar…

O Sr. Nakayama sempre recebe turistas e não faz isso por dinheiro, recusando qualquer forma de pagamento que lhe oferecem. Ele faz tudo isso pois com ele mesmo diz “Se eu deixar esse lugar, toda essa história vai estar morta.

 

Um fim de semana em Teresópolis

Bem pertinho do Rio de Janeiro, a aproximadamente 1h e 30 min, está a cidade que talvez melhor represente o clima da região serrana do estado. Com diversos atrativos naturais, como vales, cachoeiras e montanhas, Teresópolis ainda preserva aquele jeitinho de cidade pequena, limpa, organizada e aconchegante.

Destino certo dos amantes do montanhismo e demais esportes outdoor, Teresópolis é o principal portal de acesso a um dos mais incríveis parques nacionais do país, o Parque Nacional da Serra dos Órgãos [que é tão legal que vamos escrever um post específico para ele].

cidade

Ao chegar na cidade é literalmente impossível não se admirar com a exuberância das montanhas que a circundam. Nessa paisagem chama atenção o famoso Dedo de Deus, que tamanha sua imponência, é possível claramente avistá-lo a mais de 100 Km dali. Antes mesmo de chegar, ao subir a serra, passando aos pés dessas montanhas colossais, você começará a entender do que estou falando.

Mas como sabemos que nem todo mundo está com tempo e disposição para explorar os atrativos do Parque Nacional, separamos este post para te apresentar dois cantinhos de mais fácil acesso. Ambos estão situados em outra admirável unidade de conservação, o parque Estadual Três Picos.

Cachoeira dos Frades

Localizada no Vale dos Frades, na estrada que liga Teresópolis à Nova Friburgo, numa região sossegada e com muito verde, está a cachoeira que leva o nome do vale, Cachoeira dos Frades.

Os seus grandes degraus formam uma queda de um total de 10 metros de altura, com um bom volume d’água, ideal para aquela massagem. Logo abaixo da queda forma-se uma linda [e bem gelada] piscina natural. Mas temos que dar um desconto, pois fomos no inverno. Os moradores dizem que no verão é mais tranquilo de mergulhar.

Além da queda principal, há diversos outros pontos para nadar e curtir a beleza do local. Se você der sorte de ir, como nós, em um dia que a cachoeira esteja sem muitos visitantes, a pedida ideal é relaxar e aproveitar com bastante calma a energia do lugar, a sombra da linda e tranquila paineira, sentir a leve brisa que corre o vale, ouvir o canto dos pássaros, e, é claro, o barulhinho da água. Paz!

Pedra do Elefante

Uma vista privilegiada para as incríveis escarpas da Serra dos Órgãos e o Dedo de Deus.

A trilha começa bem pertinho do mirante do soberbo. A subida é toda dentro da mata fechada, com muitas arvores e raízes que dão um bom apoio nas partes mais íngremes. Mas não tem nada demais… todo mundo consegue fazer, até porque é bem rápida, uns 40 minutinhos.

Demos uma sorte de conseguir ver boa parte da serra dos órgãos, pois depois de uns 15 minutos que chegamos uma nuvem tomou conta e tudo ficou branquinho.

nuvem1

Se joga nos 30: a adrenalina de saltar de paraquedas

Foi dessa maneira, no mínimo inusitada, que eu resolvi comemorar meu aniversário de trinta aninhos. Deixando um avião em pleno voo, despencando em queda livre… Esse é o skydiving!

preparativos

Quero deixar aqui o gostinho para quem tem vontade, mas ainda não teve a coragem de se jogar nessa.

Atualmente a maior área de salto duplo do estado do Rio é no aeródromo de Resende, há cerca de 150 Km da capital.

Após uma breve preparação e informações básicas, você pegará uma pequena aeronave devidamente preparada para o paraquedismo, e quando chegar a 4.000 metros de altitude a porta se abrirá, e seus nervos começarão a ser testados.

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E o que todos querem saber… Qual é a sensação?

Imagine seu corpo sendo lançado em queda livre, a aceleração da gravidade logo te leva aos 200 km/h, e aí é só curtir a imensidão azul por algumas dezenas segundos nos quais cabem um montão de sensações de liberdade, realização, felicidade, emoção…

Seu rosto cortando o ar gelado a mil por hora, como se fosse cena de filme. E por mais incrível que pareça, quando você olha para o chão, tudo está tão longe e pequenininho que, além de não sentir medo, você se sente o dono do mundo.  Sua mente e seu corpo chegam num estado nunca experimentado antes. É simplesmente incrível!

Posso tentar descrever essa sensação inúmeras vezes, mas só saltando para ter ideia do que eu senti. Mas uma coisa posso garantir, foram os segundos mais bem aproveitados da minha vida!

E depois de tanta loucura, vem a parte mais “calma”, quando o paraquedas se abre. E por uns 5 minutos, até chegar ao chão, ainda dá para curtir toda a paisagem. E se o seu instrutor for legal [acho que a maioria deles é] você ainda pode “guiar” o paraquedas. Maneiríssimo, não é mesmo?

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Para relembrar esses momentos incríveis [e para que ninguém duvide da sua coragem] é possível registrar tudo com fotos e/ou vídeos. Aqui está o meu…

E aí, gostou?

Então, se joga!