Museu Egípcio: milhares de anos de história em um único lugar

Que a civilização Egípcia foi uma das mais imponentes e importantes da história da humanidade, isso não é novidade para ninguém. Agora, você já parou para pensar na quantidade de artefatos que foram encontrados durantes as expedições arqueológicas que buscaram desvendar os mistérios do Egito Antigo? Uma riqueza inestimável!

Muitos desses achados estão hoje reunidos no emblemático Egyptian Museum [Museu Egípcio], localizado na cidade do Cairo, capital do Egito moderno. São mais de 120.000 peças dentre elas: tumbas, estátuas, múmias, sarcófagos e diferentes artefatos, distribuídas em dois andares e cerca de 100 salas de exposição, que contam milhares de anos de história.

Já do lado de fora, o prédio chama atenção por sua bela coloração rosada, que contrasta com o bege e marrom que imperam nas edificações desta região do planeta. Para te dar um gostinho do que tem lá dentro, ao redor do museu há um belo jardim, enfeitado com diversos artefatos.

Frente Museu Egípcio.jpg

Entrando, já no salão principal, podemos observar vários modelos de sarcófagos e criptas. E ao fundo, a deslumbrante estátua de Amenófis e sua esposa, Tiye, pais do faraó Aquenáton. Tudo esculpido em pedra, capaz de resistir à ação do tempo.

Salão principal - Museu Egípcio.jpg

Todas as salas possuem tesouros que nos contam um pouco da história, dos costumes e da arte da civilização egípcia. São tantos, mais tantos, artefatos que é preciso ficar bem atento para não passar despercebido por algumas importantes peças [como aconteceu comigo].

No 1° piso as exposições estão agrupadas tematicamente, sempre seguindo uma ordem cronológica, iniciando pelo período pré-dinástico e terminando já na época de influência grega.

Ao fundo desse mesmo andar, estão objetos do reinado de Aquenáton, que introduziu o monoteísmo egípcio, centrado em um único deus, Aton, o deus sol.

Culto ao deus Aton.jpg

Já o 2° piso estão o sarcófago e os tesouros do famoso faraó Tutancâmon, filho de Aquenáton.

Sarcófago Tutancâmon.jpg

Tutancâmon, também conhecido como “Faraó Menino”, casou-se aos 8 anos com sua possível irmã, e assumiu o trono com 9 anos. Restaurou os antigos cultos a diversos deuses e morreu aos 19 anos, sem qualquer herdeiro.

A história deste faraó ficou ainda mais famosa quando sua tumba foi descoberta, quase intacta, no Vale dos Reis, em Luxor. Nela foi encontrada uma grande quantidade de tesouros, mais de cinco mil peças, entre joias, objetos pessoais, ornamentos, vasos, esculturas, armas, etc.

O corpo mumificado de Tutancâmon, com uma máscara de ouro, estava lá conservado dentro de seu sarcófago.

Máscara do Faraó.jpgby Inês Costa Monteiro

Hoje, a múmia de Tutancâmon encontra-se em sua tumba, no Vale dos Reis. Ainda sim, para aqueles que querem ver uma múmia ao vivo e a cores, no Museu Egípcio não vai faltar oportunidade de ver essas coisinhas horripilantes.

Múmuia Ramses II.jpg

Outra escultura que chama atenção pelo seu design é o hipopótamo azul de faiança (material cerâmico não argiloso), que representa a deusa Taweret, símbolo de fertilidade.

Hipopótamo azul - deusa Taweret.jpg

Mesmo sendo bem grande, o Museu Egípcio enfrenta um sério problema de falta de espaço para comportar e expor tantas obras. Então para resolver este problema, está sendo construído, próximo à região das Pirâmides de Gizé, o Grande Museu Egípcio, que assim que concluído abrigará todas estas obras de maneira mais organizada e moderna. Se hoje já é legal, imagina quando esse mega museu ficar pronto.

 

1 comentário

  • Magnífico! Que deslumbre! Um luxo!

    INCOMPARÁVEL!!!

    Acho que essa seria a viagem cultural internacional dos meus sonhos! Afinal, no Egito, quase concomitantemente à Mesopotâmia, teve início a civilização humana. A Pré-história finalmente se tornou História com os hieróglifos do Egito, quase na mesma época – na verdade, pouquíssimo tempo depois – da invenção da escrita pelos Sumérios (na Mesopotâmia, hoje Sul do Iraque e Kuait).
    Em relação à cultura, às descobertas, às tradições, acho que estou um pouco cansado de tanto etnocentrismo europeu (equivocado) que a mídia nos “vende” hoje em dia! A Europa pode ter todo o dinheiro do mundo, mas a civilização, a invenção da escrita, e tantas outras invenções (do perfume – Egito, por exemplo) são originárias da região que chamam de “Crescente Fértil”, que vai da Mesopotâmia até o Egito. Lembremo-nos, também, da Índia e da China, assim como das civilizações pré-colombianas – Asteca, Maia e Inca – que tinham alto conhecimento astronômico e matemático, numa época em que o povo europeu ainda vivia “na lama”, como alguns historiadores costumam dizer.
    O que mais posso dizer?…
    Parabéns pelo trabalho voluntário e… meus sinceros parabéns pelo extremo bom gosto! Na próxima oportunidade, irei eu! Rsrsrs (quando eu puder!).
    Aproveite! Respire cultura! Registre tudo o que puder!

    Alexandre Spindola

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