Couchsurfing: Por que eu surfo em sofás?

Sempre que começo a contar para alguém sobre esta mania que tenho, logo vem aquela enxurrada de perguntas, com as mais diversas motivações, algumas por pura curiosidade, outras por desconfiança, tem também os que querem saber como aderir a esta onda, e por aí vai… Há ainda aqueles que, mesmo depois de muito papo, não conseguem captar o espírito da coisa, e quantas oportunidades incríveis se abrem com esta prática.

Mas do que estou falando?

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Só para começar a esclarecer as coisas, não é Kitesurfing, é Couchsurfing!

O Couchsurfing surgiu em 2004 com um grupo de amigos que tiveram [e materializaram] a ideia que seria legal se as pessoas ao redor do mundo abrissem as portas de suas casas para estranhos (ou, como dizemos, amigos que você ainda não conhece), pela simples oportunidade de compartilhar experiências.

É isso mesmo, não tem grana envolvida! Sabe aquela história de que não existe almoço grátis? Isso não é completamente verdade. Nem tudo na vida é pagável, e com certeza, muitas coisas não podem ser pagas com dinheiro.

Então a partir de 5 valores básicos…

CS values(Compartilhe sua vida,                         Crie conexões,                        Ofereça bondade,                  Esteja sempre curioso,                  Deixe as coisas melhor do que antes)

… algo em torno de 12 milhões de pessoas têm surfado em sofás ao redor do mundo.

Sou membro deste grupo há relativamente pouco tempo [uns dois anos] e já tive experiências incríveis. Gostaria de contar todas, mas não dá né? Então vou dar só um gostinho… A cada contato que temos com essa prática, vamos nos vendo cada vez mais encantados, envolvidos e, por que não, viciados nisso.

Desde a primeira experiência tudo tem sido fantástico:

Em Curitiba, com o Joemir [nosso primeiro host], bebendo vinho, batendo papo e descobrindo várias afinidades, tivemos a 1a prova de como essa experiência pode ser agradável e enriquecedora. Já em San Diego, na casa da Alexia, conhecemos pessoas [e amigos caninos] supercool e divertidas. Em LA ficamos com o Artem, um descontraído escalador e cientista russo, que nos cedeu a própria cama, para que ficássemos mais confortáveis. E com o Somesh, um indiano bom de papo e amante da fotografia, desfrutamos momentos memoráveis no Yosemite National Park.

De volta ao Brasil, nada mais justo [e prazeroso] que retribuir a ótima recepção que tivemos, e começar receber a galera no nosso humilde lar.

Já passaram pela nossa casa: A Katell, uma jovem francesa encantada pelo brasil, com quem curtirmos praias e trilhas. O Matt, um americano cheio de energia, que abria sua primeira cerveja às 11 AM e não parava mais. O Sid, um Indiano que por seu trabalho morava alguns meses em cada país do mundo, além de fazer comer comidas deliciosas [feitas com aquele tempero], o levamos para nossa cidade natal (Santa Maria Madalena) onde ele curtiu horrores. A Sheung, uma garota fantástica de Hong Kong, que parou seu mochilhão pela América Latina para passar o Natal e o Ano Novo conosco. O Han, um coreano, com quem curtimos altas aventuras escalando o Pico das Agulhas Negras. E por aí vai…

Os benefícios vão muito além do simples fato de você poder economizar grana, não tendo que gastar com estadia. Essa rede faz o mundo se abrir para você, ao trocar mensagens pelo website, dar dicas àqueles que estão meio perdidos, conhecer gente nova nos eventos promovidos pela própria galera, receber gente do mundo todo na sua casa, comer comidas deliciosas e feitas com amor, conhecer sobre a geografia e cultura de inúmeros países, fugir do já batido e superlotado roteiro turístico, aprender outros idiomas, e eu poderia gastar mais uma página inteira falando.

Talvez a grande sacada do Couchsurfing tenha sido pensar um sistema no qual as relações não são lineares e de simples troca. Uma lição que aprendi com um amigo do Equador, com quem tivemos nossa mais inesperada experiência de couchsurfing (mesmo sem saber que o estávamos fazendo, já que não utilizamos nenhum website ou coisa do tipo) foi que, quando se rompe com o paradigma de dar e receber linearmente, as possibilidades se expandem e se forma uma rede, cada vez maior, de pessoas oferecendo algo a quem estiver ao seu alcance, e no fim todos se beneficiam.

Está esperando o quê? Vamos surfar nos sofás desse mundão.

CS lineViaje o Mundo                                         Redescubra sua Cidade                                     Seja um anfitrião    

Publicado por

Samuel Muylaert

Esse cara é pura energia! Engenheiro Ambiental, gasta todo seu tempo livre fazendo peripécias, surfando, saltando (de preferência dando cambalhotas) de lugares o mais alto possível em qualquer pedaço d’água, subindo montanhas, etc. Apaixonado por viagens e fotografia, está trilhando seu caminho rumo ao sonho...

3 comentários em “Couchsurfing: Por que eu surfo em sofás?”

  1. UAL. .. adorei seu post me abriu a visão pois estou querendo surfar em alguns sofá por esse mundão,
    Pois abaixei o App estou pesquisando como funciona esse sistema maravilhoso,
    Pretendo me jogar em breve nessa Onda tbm . Como meu inglês é iniciante quase nada, o que fazer nesse caso ir aprendendo no convívio pela viagem?
    Mais enfim obrigado pelo post bem esclarecedor.

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