Quito em 10 horas

Depois de conhecer Xavier, um equatoriano super amistoso e agradável, nas Ilhas Galápagos, fomos convidados por ele para fazer um city tour por Quito, já que tínhamos algumas horas de conexão na capital equatoriana antes de regressarmos ao Brasil.

A primeira coisa que pensamos foi “Obaaa! Vamos passear ao invés de ficar presos no aeroporto, dormindo pelos cantos [nada confortáveis].” 🙂

Localizada bem no “meio da Terra”, Quito é a segunda capital mais alta do mundo, perdendo apenas para La Paz, na Bolívia. Descobrimos em poucas horas que no entorno de Quito há atrações para todos os gostos, desde grandes vulcões [alguns em atividade] a um tranquilo passeio pelo charmoso e bem preservado centro histórico.

Veja quanta coisa legal conseguimos fazer em poucas horas.

Mitad del Mundo

Nossa primeira parada foi a famosa linha imaginária, que tanto ouvimos nas aulas de geografia, que divide o planeta em dois hemisférios. O Monumento da Mitad del Mundo foi construído em 1936 para comemorar o 200º aniversário da expedição francesa, que no século XVIII, teve o intuito de medir a curvatura da Terra.

É uma boa opção para quem quer tirar aquela típica foto com um pé em cada hemisfério, na latitude 0º 00’ 00”. Ou fazer um pouquinho diferente, como nós. Dá para se divertir bastante, usando a criatividade [Rs].

Catequilla: A verdadeira linha do Equador

Logo que saímos da Mitad del Mundo, nosso mais novo amigo, nos levou para conhecer a Linha Equatorial original, nas ruínas de Catequilla. Parece estranha esta história, mas não é, pelo contrário, é bem interessante.

Catequilla é um sitio arqueológico Pré-Inca, que está a 2.638 metros de altitude e que tem uma vista de 360º. Em 1997, por meio da tecnologia do GPS, Cristóbal Cobo descobriu que uma das extremidades de um muro semicircular de Catequilla ficava exatamente sobre a latitude 0º 00’ 00”.

E o que é mais interessante é que o alinhamento do muro com a linha do equador poderia ter sido uma mera coincidência, mas parece que não. A linha que liga as duas extremidades do muro forma um ângulo de 23,5º em relação à linha do equador (mesmo ângulo de inclinação do eixo da Terra). E uma das extremidades da linha de ligação aponta para o nascer do sol no solstício de dezembro e a outra para o pôr-do-sol no solstício de junho. Por estas e outras peculiaridades, pesquisadores acreditam que Catequilla teve grande importância para a astronomia e religiosidade [que na época andavam juntas].

Reserva Geobotânica de Pululahua

Correndo contra o tempo, para aproveitar as últimas horas de sol, seguimos para Pululahua, um vulcão com três crateras, sendo uma delas a terceira maior cratera de vulcão do mundo, com 12km de extensão. Outra peculiaridade, uma de suas crateras é habitada por cerca de 40 famílias que vivem da agricultura e pecuária. Isso mesmo, tem gente que vive dentro do vulcão. Isso que é viver intensamente!

Pululahua na lingua Quéchua significa nuvem de água, sabe por quê? Como o lugar fica no alto da face oceânica da Cordilheira do Andes, as nuvens param todos ali. E foi justamente por causa desta névoa que não pudemos avistar a cidade e, além disso, como já era tarde também, não tínhamos tempo para descer a longa escadaria até lá. Então aproveitamos para curtir o visual dessa paisagem deslumbrante, um verdadeiro mar de nuvens.

Centro histórico

Mesmo o cair da noite não foi páreo para nosso desejo de aproveitar o momento. Fomos então conhecer o centro histórico, um dos mais importantes da América Latina, e o mais bem preservado. Lá você vai caminhar por ruas estreitas que passam ao lado de monastérios, conventos e igrejas coloniais. A arquitetura é uma rica mistura de várias etnias: mouros, italianos, espanhóis e até mesmo indígenas.

O que mais nos encantou foram as praças como a de San Francisco, toda iluminada com luzes amareladas.

E uma curiosidade, o centro histórico de Quito foi a primeira cidade do mundo a ser tombada pela Unesco como Patrimônio Cultural da Humanidade, junto com Cracóvia na Polônia, em 1978.

Jantar

Para fechar o dia/noite com chave de ouro, nada melhor que um jantar típico equatoriano [com direito a muito milho] feito pelo nosso amigo, Xavier, que amavelmente nos convidou para sua casa.

Jantar.jpg

Não vemos a hora de voltar e explorar melhor as grandes belezas do Equador, uma país pequeno mas que devido a sua grande variação de relevo apresenta uma enorme variedade de climas e paisagens.

 

2 comentários

  • Acabo de recordar muchas cosas que las estaba dejando de lado, cuando quieran regresar tienen una casa en Quito y en Ambato. Un abrazo Xavier… Esta pendiente Baños y Mindo. 😉

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